15 de dezembro de 2008 às 23h37
As 50 melhores músicas de 2008: 38) Vítor Araújo – “Paranoid Android”
Ele começou o ano ainda menor de idade, pautado ao lado de Mallu Magalhães, como um dos “adolescentes prodígio da geração internet”, mas logo saiu do foco porque o pernambucano Vítor Araújo pode ser pop, mas sua música não assobia-se. Musicista com formação erudita, ele chamou atenção a princípio por seu virtuosimo precoce e logo depois por dessacralizar composições clássicas martelando o piano ou tocando-o de pé, entre outras travessuras – que ainda ainda incluíam desconstruir harmonicamente canções inteiras, seja Villa-Lobos, Luiz Gonzaga ou Radiohead (e escolher “Paranoid Android” diz um pouco sobre sua própria geração). Uma de suas subversões causou polêmica no Recife, pois o autor de um frevo desconstruído, o maestro Marlos Nobre, não gostou de ver Vítor martelando sua obra, chamando seu piano de estabanado e acusando-o de deslumbrar-se com o sucesso. Ao atravessar a “Bohemian Rhapsody” dos anos 90, Vítor adiciona cores e tempos que escondiam-se nos detalhes da canção, tornando o vocal de Thom Yorke, tão característico de qualquer música da banda, dispensável, e a música cresce ainda mais.
38) Vítor Araújo – “Paranoid Android“













Profissão: autobiógrafo.


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