2 de fevereiro de 2012 às 9h30
Marcelo Camelo, violão e rabeca
Uma compilação rápida da apresentação do Camelo no Auditório Ibirapuera, acompanhado apenas por Thomas Rohrer, na rabeca.
Via Itaú Cultural.
Uma compilação rápida da apresentação do Camelo no Auditório Ibirapuera, acompanhado apenas por Thomas Rohrer, na rabeca.
Via Itaú Cultural.
Bracin linkou “Luzes da Cidade”, inédita que o Camelo tocou no show voz e violão que fez sexta passada aqui em São Paulo.
Anti-Amy
Parque Ibirapuera @ São Paulo
12 de junho de 2011

Foto: Frá
Que show! Cheguei no finzinho do show do Joshua Redman Trio, quando eles tocavam uma versão instrumental para “The Ocean” do Led Zeppelin, e consegui pegar todo o show da Sharon Jones com os Dap-Kings no Ibirapuera, no domingo. A tarde já tinha virado noitinha (inverno, né… 17h45 parece 20h…) e a banda subiu no palco para uma apresentação contínua de pura soul music.
Muito já foi dito sobre a natureza estelar da ex-carcereira e tudo que foi dito parece pouco: a existência de Sharon Jones foi o que me animou a assistir Amy Winehouse no começou do ano – além de, claro, a vida de Amy ter assumido o papel de equilibrista na cerca da varanda, com o público assistindo entre o espanto e o “pula! pula!”. Felizmente, a onda do domingo era outra.
Sharon é o extremo oposto da morbidez autodestrutiva que empalideceu a alma de Amy – é pura entrega, transformando os quadris presentes em receptores da energia sexual que transmitia com a voz, dor e desejo vibrando cordas vocais e uma presença de palco em 220 volts. E mesmo brilhando sem parar, é impossível perceber que a luz também saía de sua banda – e os Dap-Kings não são mera banda de apoio. Estão no meio do caminho entre os JB’s e os MG’s, uma big band de bolso, igualmente ligada na tomada.
Fiz os vídeos com o celular, por isso nem optei pelo zoom (zoom digital, né… É uma bosta), mas dá para ter uma idéia do estrago que a mulher fez num fim de domingo memorável, fechando um dia dos namorados perfeito.
Palmas para a organização do evento, que reuniu algumas milhares de cabeça (Cinco mil? Eu ouvi gente falando em 10, mas será…?) para um showzaço – e de graça -, em plena São Paulo. Será que isso tá virando tendência? Tomara.
João Gilberto no Trabalho Sujo. Vai rolar.
(Enquanto isso, no show de ontem:
A notícia ruim é que João estava especialmente contrariado nesta segunda noite em São Paulo. Reclamou mais de uma vez de notícia veiculada nos jornais na noite de estréia, que dava conta de que seu atraso na noite de quinta-feira – demorou uma hora e meia para entrar no palco – devera-se ao fato de que estaria jantando no Maksoud Plaza com o empresário Henri Maksoud. “Perco um amigo, mas não perco a notícia”, afirmou, referindo-se ao comportamento da imprensa. Segundo ele, o atraso se deu ao vôo que o trouxe a São Paulo, que lhe causou indisposição. “O avião nem era a jato, era hélice, e causou uma terrível pressão nos ouvidos”, disse. “E eu nem jantei, engoli”.
…e a seqüência de fotos é do Eduardo Nicolao.)
Foi incrível, show daqueles pra tatuar na memória. Inda hoje falo mais do sujeito.
(O Canonico “twittou” o show no blog da Ilustrada - mas aê, “Aos Pés da Cruz” não é dele, não… Que eu saiba, de autoria do Zé, só “Um Abraço no Bonfá”, “Hoba-La-Lá” e “Bim-Bom”) – o resto é tudo “cover”.
"Even science fiction is now very far behind what's actually happening." - Marshall McLuhan. Desde 1995
Profissão: autobiógrafo.
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alexandrematias [@] gmail.com


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