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Arquivo: bob dylan

A canção que Nick Cave gostaria de ter escrito…

…é de Bob Dylan:

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Bob Dylan no Brasil em 2012?

E por falar em boataria sobre shows, o Lucio lançou a possibilidade do velho Bob voltar a aparecer por aqui ainda esse semestre. Seria o primeiro show do mestre desde sua última apresentação em Londres, em novembro do ano passado, de onde saíram o vídeo de “Forever Young” (com o Mark Knopfler) abaixo:

Dedos cruzados!

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Eat the Document, um documentário de Bob Dylan

E por falar no Dylan, você já assistiu ao documentário que ele fez com o D. A. Pennebaker (o diretor do clássico Don’t Look Back)? Olha ele aí…

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Todo o show: Bob Dylan & The Band ao vivo no festival da ilha de Wright, em 1969

Nem me interessa se é todo o show ou não, mas perceba: SÃO DEZOITO MINUTOS DE BOB DYLAN AO VIVO COM A BAND.

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Clássico é clássico: Bob Dylan + Johnny Cash

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Beat teen: um documentário sobre a geração beat feito por uma menina de 16 anos

Acho que os 16 anos são a idade perfeita para se enfiar nos beats – e foi o que fez Krystal Cannon, que não só pegou o assunto como tema de um trabalho na escola, como aproveitou para encarnar alguns de seus ídolos, como Jack Kerouac, Allen Ginsberg, John Lennon, Bob Dylan, Abbie Hoffman, Edie Sedgwick, entre outros. Fofa até dizer chega.

Vi no Dangerous Minds.

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Capas de discos clássicos no Google Street View

Tenta acertar quais são sem colocar o mouse em cima da foto (porque assim você saber qual é qual). Umas são beeeem fáceis, outras nem tanto.

Peguei lá no Motherboard, que tem outras por lá.

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On the run 101: Fuckin’ A – A Big Lebowski set

E quem foi na festa Lebowski sabe o quanto ela foi foda – a foto do trio responsável pela sonorização do início da noite fala por si. Impagável – a ponto de termos registrado um set em homenagem àquela sexta tão… istaile.

Alexandre Matias + Rafa Spoladore + Danilo Cabral – Fuckin’ A – A Big Lebowski set (MP3)

Creedence Clearwater Revival – “Lookin’ Out My Back Door (Instrumental)”
Hollies – “Long Cool Woman in a Black Dress”
Paul McCartney & Wings – “Goodnight Tonight”
Ray Barretto – “The Teacher of Love”
Steve Miller Band – “The Joker”
Leo Sayer – “Long Tall Glasses”
People’s Choice – “The Wootie-T-Woo”
Townes Van Zandt – “Dead Flowers”
Steely Dan – “Do It Again”
Pino D’Angio – “Ma Quale Idea”
Kenny Rodgers + First Edition – “Just Dropped In (To See What Condition My Condition Was In)”
Stevie Wonder – “Superstition”
War – “Low Rider”
Creedence Clearwater Revival – “Pagan Baby (The Starkiller’s Pagan Ritual Rework)”
Gypsy Kings – “Hotel California”
Pilot – “Magic”
Rolling Stones – “Honky Tonk Women”
Bob Dylan – “Man in Me”

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Dylan e a questão da autoria

Por falar em pintura, o NY Times expôs nessa semana uma questão que já vem afligindo fãs de Dylan no fórum online dedicado ao compositor, Expecting Rain: será que suas pinturas de Bob Dylan são clones sobre impressões alheias, tiradas como fotografias? A dúvida foi levantada depois que a galeria Gagosian, em Nova York, anunciou a exposição The Asia Series, com telas de Dylan inspiradas em suas viagens por países como Vietnã, Japão, China e Coréia. Repare nas telas expostas:

E as compare com algumas imagens encontradas pelos fãs de Dylan pela internet:

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The Walkmen in Black

O grupo Walkmen passou pela rádio KEXP, de Seattle, e gravou um miniespecial de músicas do Johnny Cash – as duas que não são de sua autoria (“Wanted Man” é de Bob Dylan e “Darlin’ Companion” é do Lovin’ Spoonful) foram regravadas por Cash, então é tudo no nome do homem de preto. Vi no Hypetrak.

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As páginas daquele disco

The Record Books é um projeto do designer See Gee e é autoexplicativo, não? Tem muito mais lá no set do Flickr dele.

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Neil Young no Brasil

Fudeu galera, o Estadão confirmou Neil Young no SWU e ainda está especulando Dylan a sério. Agora não tem desculpa: todo mundo pra Paulínia.

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Vinteonze: Epitomizai-vos todos

A Banda Mais Bonita da Cidade e Belle & Sebastian, Y: The Last Man, Aldous Huxley, a Marcha da Maconha, bibliotecas e enciclopédias, Gaspard and Lisa, Anelis Assumpção, Paul Thomas Anderson e Darren Aronofsky, Gonçalves Dias, Bob Dylan, Belchior e Odair José, Senhor dos Anéis, Sylvia Plath para crianças, Cachalote, Robert Altman, psicodelia californiana e londrina, Fernando Catatau e o Pessoal do Ceará e até o Big Lebowski: tudo fica em segundo plano quando nós dois nos encontramos com a querida mãe dO Pintinho, Alexandra Moraes, que nos acompanha para um papo ao som do Wild Honey, dos Beach Boys, e do segundo disco do Baiano & Os Novos Caetanos, este escolhido por ela.

Ronaldo Evangelista & Alexandre Matias + Alexandra Moraes – “Vinteonze #0008 (MP3)

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Bob Dylan no SWU 2011

Que papo é esse?

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Bob Dylan, 70 anos

A Raq escreveu a capa do Caderno 2 de hoje sobre o aniversário de 70 anos do velho Bob e eu escrevi o texto abaixo, que foi no pé da página dela.

O último nome de um dos grandes legados norte-americanos

A importância de Bob Dylan pode ser medida de muitas formas. Ele foi um dos personagens centrais na luta pelos direitos civis nos anos 60, ajudou o rock a entrar na maturidade e se tornar o principal gênero musical da segunda metade do século passado, misturou alta e baixa cultura em letras que citavam a Bíblia, Shakespeare e os beats, expandiu a duração da música pop, fez a country music sair da Disney particular em que estava se enfiando (Nashville) e reabilitou Johnny Cash, apresentou maconha aos Beatles, duvidou (várias vezes) da religião, da cultura de seu tempo e dos próprios fãs. Montado no cavalo da contradição, foi o último caubói do Velho Oeste chamado Estados Unidos – ironicamente um judeu de Minnesota que fez sucesso entre os intelectuais nova-iorquinos.

Mas Dylan talvez mereça ser lembrado como o sujeito que salvou um dos maiores legados do século passado: a canção norte-americana.

Uma tradição que se iniciou quando definiram que os novíssimos discos de vinil não podiam carregar mais do que quatro minutos de música – e, portanto, não serviam para gravar música erudita. Foi inventado um gênero que misturava a tradição popular ao modelo fordista de produção – e logo os cânticos do povo eram enquadrados ao formato introdução-estrofe-refrão-estrofe-solo-refrão, que funcionou como terreno fértil para novos mestres como os Gershwin, Cole Porter, Irving Berlin, Johnny Mercer e Louis Armstrong. A canção popular, como o carro, o jeans, o cinema e o computador, é um dos grandes legados da cultura americana do século passado para a História.

Mas aí veio o rock, que começou truculento e rude como uma espécie de baião ianque, e a música começou a perder sutileza e nuances. Com o rock veio a guitarra elétrica e o barulho – e em menos de dez anos após a aparição de Elvis Presley, a canção norte-americana estava fadada a sumir sob uma avalanche de microfonia, berros e quadris sacolejantes.

E depois veio Dylan, a princípio quietinho com seu violão e voz mirrada, e chamou a responsabilidade para si. E fugindo do óbvio, detectou as principais tendências de seu tempo como forma de fugir delas. Negou o título de porta-voz de uma geração, foi elétrico quando ser elétrico era sinônimo de adolescência, se isolou no campo quando o movimento hippie veio bater à sua porta, não teve medo de expor seus sentimentos e ansiedades numa persona arredia, canta – até hoje – as mesmas músicas cada hora de um jeito diferente. Mas ainda são canções. Ainda seguem a tradição inventada no tempo em que o vinil era uma novidade tecnológica tão excitante quanto a música digital hoje em dia. Comemorar seu aniversário é obrigação de todos nós.

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