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URBe, sete anos

E ainda falando dos sócios dOEsquema, Bruno comemora o sétimo ano de seu sítio com algum atraso, mas festa é festa, né? Pedi pra ele dar uma geral nos últimos sete anos do URBe e ele me mandou o seguinte textinho:

Minha memória não ajuda e a nóia de estar esquecendo algo importante em atrapalha a fazer qualquer lista. O Matias pediu pra fazer uma lista com o que viesse de prima na cabeça mesmo, então topei. Seguem “7 momentos inesquecíveis do URBe” (ou “esquecíveis mesmo”, se levar em consideração que vários deles sumiram nas fritadas de servidor do Gardenal.org):

- A primeira a gente nunca esquece: Skol Beats 2003, o post de estreia do URBe, ainda nos bons tempos do saudoso festival.

- Os textos desaparecidos: Saudades eternas das resenhas do White Stripes e do Los Hermanos, ambos shows no Metropolitan, da minha homenagem as pombas e tantos outros.

- As entrevistas. Do Mombojó, ainda um septeto, ainda uma promessa, e depois estabelecido; Kassin sobre o Ventura; Nego Moçambique; Emicida um pouquinho antes do furacão; Autoramas no seu melhor disco… Bater-papo é sempre bom, né.

- As coberturas do Coachella, sempre bons shows e uma maneira de revisar as novidades do ano anterior e as que vem pela frente.

- Escrever sobre o Rio, melhor lugar do mundo. Seja sobre um certo dia em que o copo dos sucos diminuíram de 400ml para 300 ml e o BB Lanches nunca mais foi o mesmo ou sobre violência urbana (exatamente porque o assunto é desagradável que merece espaço).

- O URBe sempre funciona também como um catalisador de todo o resto que faço (documentários, festas, colaborações pela imprensa). Nesse sentido, a cobertura do Planet Hemp no Canecão foi legal, menos pelo show, mais pelo entorno. O blogue estava no começo, ainda estava conhecendo as pessoas e foi quando conversamos a primeira vez, lembra, Matias? Terminando com um convite pro Gardenal, nosso pré-OEsquema

- O lance mais feio da Copa. Nunca fui tão xingado. Mas continuo pensando exatamente da mesma forma. ;)

Faltando apenas dois meses para aniversário de 8 anos (é, essa festa de 7 anos atrasou MESMO…), fica um oitavo:

- As festas, claro (2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009 e 2010)! Sempre com atrações legais (Kassin & Berna, Nego Moçambique, a estréia nos palcos do João Brasil, show do Moptop, DJ sets do Nepal, Rogério Flausino, Lucas Santtana, Gabriel Thomaz, Apavoramento, Boss in Drama, exposições do TOZ, Antonio Bokel, Joca Vidal…). Contando os minutos para a sétima edição!

Por isso, se você está no Rio, não perca!

“A minha teimosia é uma arma pra te conquistar”: Tábua de Esmeralda ao vivo?

Um presente para quem só viu show do Ben com guitarra

O lance do Queremos que o Bruno organizou com seus compadres lá no Rio deu tão certo que até o Fantástico quis entender como funciona a parada:

Juntos e com a galera, eles enfileiraram shows do Miike Snow, do Belle & Sebastian, do Mayer Hawthorne, do Two Door Cinema Club e agora esperam a chegada do LCD Soundsystem e do Vampire Weekend, em fevereiro. É mais show internacional de médio porte em menos de seis meses do que o Rio havia recebido nos últimos dois anos. E tudo no esquema do crowdsourcing.

Acompanho a idéia desde que ela era um embrião e nunca havia me manifestado sobre a mesma por aqui pra não parecer que eu tou só querendo encher a bola do meu sócio nOEsquema. Fora que trabalho se mostra com trabalho – preferi ver a fagulha ideal se concretizar do que ficar naquela torcida “vai-aê-galera” típica da nossa cultura, que transforma tudo numa torcida fake.

Fora que sempre pilhava o Bruno: “Faz algo nacional, não fica só pegando aba de banda gringa que já vem pra São Paulo”. E ele: “Eu sei, eu sei, só tamos começando” antes de passar alguns minutos todo o dia explicando o que estava aprendendo ao ter que lidar com shows. Nunca falei isso pra ele, mas com certeza o Bruno e o resto dos Queremos tão pegando um curso de produção de eventos intensivaço – e na unha.

Até que, em outubro do ano passado, ele começou algo que não tinha nada a ver com bandas estrangeiras tocando no Circo Voador: criou uma página no Facebook pra conseguir reunir gente disposta a assistir o Jorge Ben tocando seu melhor disco, o Tábua de Esmeraldas, ao vivo. Pedi pra ele contar a história toda:

“Tábua de Esmeralda é o meu disco favorito, de todos os tempos. Como sempre quis muito ouvi-lo ao vivo, no violão, instrumento que Jorge redefiniu, fiz a página no Facebook pra juntar gente e ver se chegava num volume relevante. O Felipe deu a
ideia de convidar artistas pra dar depoimentos, o que acabou dando uma função pra página – e atraiu os olhares. Por uma impossibilidade física, mesmo o Pelé estando vivo, nunca seria possível vê-lo jogar, pela idade.

No caso do Jorge tocando violão, o tempo não é uma questão. Se ele quiser, é só ele tocar. A carreira dele andou, Jorge decidiu explorar (e subverter) a guitarra e, talvez, voltar ao violão
possa parecer um retrocesso. Entendo isso. Mas, se fosse pra tocar apenas uma vez, seria um presente para duas ou três gerações de fãs que não tiveram a chance de vê-lo tocar violão.

A ideia da “campanha” não é pressionar o Jorge a fazer nada que não queira, apenas sinalizar que o disco é uma influência muito grande até hoje e seria um prazer muito grande poder ouvi-lo ao vivo como foi gravado. Se ele quiser fazer, sensacional! Se não quiser, fica a homenagem. O que nã dava era pra nao deixar uma ideia dessas passar depois de tudo que temos conseguido realizar com o Queremos”

E entre os nomes que já deram o ar de sua graça a campanha estão o Lucas:

A Nina:

O BNegão:

A Pitty:

O Curuma:

O Emicida:

E mais gente da Nação Zumbi, dos Móveis Coloniais de Acaju, do Do Amor, do Mombojó, entre outros grandes nomes da atual música brasileira.

Mas o negócio começou a deixar de ser uma vontade pra relar na superfície no meio de janeiro, quando ninguém menos que o próprio homem retuitou:

E depois, de novo:

Mas onde seria esse show? Em quantas cidades? Sei que a idéia de ter um show exclusivo é tentadora, mas se o conceito por trás da campanha é satisfazer a gana de diferentes gerações mais novas, Jorge Ben tem uma turnê que passa pelas (dez? Doze?) principais cidades do Brasil, com mais de uma data por cidade, shows lotados, facinho. Nem conversei com o Bruno sobre isso, porque eu sei como o bicho é pilhado e já ia ficar pirando sozinho. Deixa, Bruno, tou só pensando alto.

O link da página do Facebook é esse: curte lá, se você curte a idéia.

O novo do Danny Boyle

Cova Rasa, Trainspotting, Por Uma Vida Menos Ordinária, A Praia, Extermínio, Caiu do Céu, Sunshine e Quem Quer Ser um Milionário? – cada filme de Danny Boyle é uma experiência diferente, um gênero inesperado e uma paranóia particular. Seu novo filme, 127 Horas, traz James Franco fazendo o papel de Aron Ralston, que ficou preso ao escalar montanhas nos EUA e teve de fazer um sacrifício para sair. O Bruno conta mais do filme do que eu, vê lá.

Miike Snow na marra!

Tou pra falar disso há um tempão aqui (muita gente já deve inclusive saber), mas vocês viram como o Bruno, o Pedro e outros chapas fizeram pra trazer o show do Miike Snow pro Rio?

O Miike Snow queria tocar no Rio. Porém, o show não era confirmado porque ninguém quis arriscar pagar o custos da banda, um cachê de US$ 8 mil + 12 passagens RJ-SP, R$ 2.980 de hospedagem, alimentação e transporte, totalizando, com o dólar no valor de hoje, um valor arredondado de R$ 20 mil*.

Procuramos a produção do Circo Voador e propusemos pagar os custos da banda se eles assumissem os custos da casa (limpeza, segurança, funcionários, aluguel de equipamentos) e dividíssemos o valor do ingresso depois de descontar 5% da bilheteria relativo ao ECAD. Eles toparam.

O Bruno conta toda história aqui.