OEsquema

Arquivo: camilo rocha

Adriano Cintra 2012

O Camilo já tinha falado do novo projeto do AdrianoMy Dirty Fingers -, mas não custa destacar a parceria dele com a Marina ex-Bonde do Rolê, atual Marina Gasolina. Delícia de música…

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Air + Georges Méliès

Um senhor teaser esse do disco novo do Air:

É apenas a trilha sonora para o clássico Le Voyage dans la Lune, que Georges Méliès lançou há 110 anos, que não é nada menos que o primeiro filme de ficção científica do mundo. Disse Nicolas Godin ao Guardian:

“If there was an original score, it would be horrible to make new music and destroy a piece of art. I would hate it if someone did that to one of my records. When a piece of art is done, it’s done. But the fact that there was no original score was too good an opportunity to miss”

Vi lá no Camilo.

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Jimmy Castor (1940-2012)

Morreu na segunda, Camilo que avisou.

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Cagaço

E aí, você teria a manha?

Tem a ver com esse vídeo que o Camilo postou antes.

E lembre-se que a gente tá só começando um século…

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Link 2011

Como descrevemos na edição dessa semana, foi um ano intenso. Mas, ao mesmo tempo, foi incrível. Só pra ser prático: fizemos o caderno da concorrência mudar de nome (que agora é curto e terminando com o fonema “c”), de editor e de dia de publicação (o mesmo do Link). Mas isso é um detalhe que só importa aos chefes. O melhor de tudo, como sempre, é poder fazer o melhor suplemento dos jornais brasileiros com esse time aí de cima, falando de assuntos que interessam à maioria das pessoas hoje em dia e elevando o nível da discussão. Em que outro veículo em português você tem textos do Peter Thiel, Evgeny Morozov, Douglas Rushkoff, Tom Rachman, James Gleick (duas vezes), Lawrence Lessig, Tom Anderson, Richard Stallman e Jonathan Franzen? Fora que entrevistamos gente do naipe do Moot, Clay Shirky, Miguel Nicolelis e Steve Wozniak. Isso sem contar a publicação da íntegra do discurso de Jobs em forma de poster. O melhor de tudo, no entanto, é poder trabalhar todo dia com gente que dá gosto de ser colega de trabalho. Helô, Tati, Camilo, Filipe, Murilo e Carla (além do Fred e do Rafa, que saíram durante o ano, e do Thiago, o animal que dá a cara do caderno) não são só as melhores companhias de expediente como são ótimos amigos, grandes pessoas e profissionais de alto nível. Trabalhar com gente assim faz a gente esquecer que é trabalho. Feliz ano novo pra vocês, meus queridos.

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Mais novos blogs nOEsquema: Caracteres com Espaço, Bracin e Bate-Estaca

Dia de festa! Quem passou o mouse no BLOGS lá de cima desde anteontem já deve ter percebido algumas dos novos blogs dOEsquema – e eis que hoje os três estão azeitados o suficiente para serem apresentados oficialmente. Como os anteriores, já são conhecidos de quem frequenta o Trabalho Sujo.

O Caracteres com Espaço, da Helô (minha co-pilota no Link), é um blog essencialmente paulista (ela é de Campinas, dai não ser propriamente paulistano), preocupado com os arredores, as miudezas, os detalhes do cotidiano (daí a citação ao Seinfeld no subtítulo) – doses homeopáticas de realidade, às vezes doces, às vezes azedas, mas sempre com o temperamento lóki característico (com trocadilho) de sua autora.

O Bate-Estaca, do Camilo (que também tá no Link agora, testando aparelhos), é uma máquina de escrever plugada numa vitrola – e o pulso da disco music não deixa o mestre parar de postar sobre assuntos aparentemente alheios entre si (política, cultura pop, São Paulo, MP3). Camilo é um dos caras que apresentou o Brasil à dance music eletrônica dos anos 90 (que, antes dele, era conhecida derrogativamente como “discoteca” ou “poperô”), um dos pioneiros nas raves no Brasil e um dos meus três jornalistas brasileiros favoritos. Dá pra culpá-lo inclusive de ter feito uma geração inteira a se acostumar com notícias curtas (era ele quem editava a seção de notas da Bizz na fase áurea da revista) e a tornar comum a atividade jornalista-DJ, mas nem todo mundo é perfeito.

Conheci o Vinícius Félix ao mesmo tempo em que inventamos um jogo, as t-girls, tão desaparecidas de nosso dia-a-dia, e desde então acompanho o Blog do Bracin como um dos tumblrs sobre cultura pop mais frenéticos do Brasil. É o caçula da família OEsquema – e é a primeira vez que ele toca um blog de verdade. Ironicamente, o blog deixou de ser Blog do Bracin para virar apenas seu infame apelido (um dia ele explica).

É uma honra tê-los nesse novOEsquema (tão visitando a home?), junto à Babee, ao Chico, à Ana e à Rafa, começamos a ampliar nossa área de atuação. Podem dar-lhes as boas vindas também.

E não parou por aí…

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Tocando o Caos

Divido os CDJs com o Camilo, hoje lá no Caos. A partir das 23h até umas 3h da matina. Alguém anima?

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Trabalho Sujo + Veneno: A melhor festa do mundo?

Só quem já foi numa festas dessas tem noção do estrago. As fotos do Ariel dão uma boa medida (dá pra ver tanto no I Hate Flash quanto no Facebook, curte lá)…

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Trabalho Sujo + Veneno na Trackers – de novo!

Sem muito alarde, de uma hora pra outra, véspera de feriado, lua cheia, Venenos + Psycho na pista analógica, Gente Bonita + Camilo Rocha + Awe Mariah (é, Helô e as amigas estreando nas pistas) no lado digital. O lugar é aquele de sempre, a Trackers. Vai ser HISTÓRICO.

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Cinco anos de Gente Bonita!

Há cinco anos desmereciam o mashup como moda passada, nicho geek ou um jeito fácil de remixar uma música, quando começamos a erguer a bandeira do gênero no Brasil. Em setembro de 2006, no falecido Bar Treze, em frente à Faap, tinha início uma nova era da noite paulistana, quando os brasilienses Luciano Kalatalo e Alexandre Matias juntaram suas forças para mudar o jeito de se fazer festa. Era um tempo em que indies só ouviam new rock e indie rock, manos só ouviam hip hop, dance music era coisa de playboy e roqueiros dançavam fazendo air guitar. A norma da noite era a cara fechada, o ar blasé, virar o rosto se alguém tivesse tirando foto. Em nossas jornadas noturnas por aquela São Paulo pré-Vegas, reclamávamos dessa segregação, um jeito xiita de olhar pra música.

Crescemos em Brasília, nascemos em 1975 e fizemos parte de uma geração que descobriu rock clássico ao mesmo tempo em que o rock brasileiro, a MPB, o indie rock (“guitar”, era como nos referíamos na época), a soul music, a música eletrônica e o hip hop. Estávamos lá quando o Technotronic, o New Order, os Beastie Boys e o Nirvana destruíram as barreiras entre gêneros e hierarquias entre músicos, não-músicos,
produtores e popstars. Essa bagagem cultural não nos permitia viver em uma cidade que não se permitia a troca de músicas.durante a noite.

Foi por isso que erguemos a bandeira do mashup. Se dois gêneros conviviam na mesma música, óbvio que conviveriam numa mesma festa. E aos poucos a noite de São Paulo foi sendo mudada. A começar pelo nome da festa, Gente Bonita Clima de Paquera, que ia de encontro a todos os nomes em inglês e metidos a sério que existiam nas festas da época.

Fora a experimentações sonoras: fomos palco para a primeira discotecagem séria de muita gente boa que hoje seguiu seu próprio rumo, como Dani Arrais, do Don’t Touch My Moleskine, o DJ Goos além dos primeiros nomes do mashup brasileiro, que tocaram pela primeira vez em São Paulo em duas Gente Bonita: João Brasil e André Paste.

Cinco anos depois, a noite de São Paulo é outra. As pessoas sorriem quando dançam, o carão acabou, flashes pipocam na frente de meninas fazendo gracinhas pra câmera, indie rock, hip hop, música brasileira e techno convivem em pistas de danças espalhadas pela cidade, as festas assumiram a diversão, os DJs abriram a cara, a noite de São Paulo ganhou o toque de frescor das velhas festas na Asbac no início dos anos 90.

Mas seguimos mudando e a primeira novidade dos 5 anos de Gente Bonita, é a festa OK Pop, que engloba um novo gênero – o K-Pop, pop produzido na Coreia que mashup tudo que a gente conhece com tudo que eles conhecem do outro lado do mundo. E pra mostrar que distâncias não são barreiras, trazemos para a primeira festa o DJ Masa, principal DJ brasileiro de K-Pop, que mora em Belém (!) mas já tocou mais de uma vez para coreanos. Engrossando o caldo da noite, a Gente Bonita ainda recebe o mestre Camilo Rocha e os compadres da Hang the DJ – ampliando os horizontes da GB sem perder suas principais características: as melhores músicas do mundo e as melhores músicas pra dançar. Venha se acabar conosco nessa sexta, no Lab, na Augusta. E ver o início da nova fase de perto.

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On the run 99: K-bootie, por DJ Masa

É o gênero musical que a Gente Bonita apresenta hoje, em nova festa, a K-Pop. O nome entrega: como o J-pop é o pop japonês, o k-pop é o pop que se ouve na Coréia. A pequena diferença é que a base do K-Pop tem mais a ver com a dance music deste lado do planeta e pode fazer a ponte entre oriente e ocidente através da pista de dança. Para inaugurar a festa OK Pop, hoje no Lab, chamamos o DJ paraense Masa, que já é um astro do lado de lá do mundo (graças à internet, veja a matéria que saiu com ele em uma revista da Cingapura aí em cima) e aos poucos começa sua carreira aqui no Brasil. E além dele, a Gente Bonita também toca na festa, que ainda tem a presença do coletivo Hang the DJ e do compadre Camilo Rocha. Separei um set do Masa aí embaixo, sente o nível:

K-bootie, por DJ Masa (MP3)

“Lolliphone 2″ (Big Bang vs. Lady Gaga) (MV)
“Run Up Run” (Girls’ Generation vs. Muse)
“Try To Say Aha” (2NE1 vs. Santigold)
“Wanna A Rude Boy” (KARA vs. Rihanna)
“Yours and I” (Park Bom vs. Jason Mraz)
“We Walk Because Of You” (After School vs The Ting Tings)
“Smooth Criminal Is Coming” (Rain vs. Michael Jackson)
“Because I’m Beautiful” (SS501 vs. Akon)
“One At A Time” (TaeYang vs. Justin Bieber)
“Sorry, Smells Like Easy Ding Dong” (U-KISS vs. SHINee vs. Super Junior vs. Nirvana) (MV)
“Burning Abracadabra” (Brown Eyed Girls vs. 2NE1 vs. Sean Kingston)


DJ Masa – “K-Pop in a G6″

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Londres 2011: Don’t panic

O que fazer caso você seja fotografado num tumulto:

  • Não entre em pânico. Fotos não são necessariamente provas. Só porque eles tem uma foto borrada de você, não significa que saibam quem você é.
  • Não se entregue. A polícia se aproveita da pressão psicológica de saber que eles tem sua foto para convencê-lo a “se apresentar” quando eles não sabem quem você é nem têm provas contra você.
  • Não ache que só porque você se reconhece numa foto, um juiz conseguirá fazer o mesmo. “Esse não sou eu” já livrou a cara de muita gente.
  • Se livre de todas as roupas que estava usando na manifestação… incluindo seus sapatos, sua bolsa e quaisquer jóias chamativas que você possa ter.
  • Seja discreto por um tempo. A polícia estará procurando em outras manifestações por pessoas que estão na sua lista de procurados.
  • Pense em mudar sua aparência. Corte o cabelo, pinte, use barba, use óculos.
  • Deixe sua casa limpa. Livre-se de latas de spray, coisas relacionadas à manifestação, textos e fotos comprometedoras no celular. Não facilite para eles, mantendo drogas, armas ou qualquer coisa ilegal em casa.
  • Tenha muito cuidado com quem você fala sobre isso. Admita seu envolvimento apenas com pessoas em quem confia de verdade. Cuidado com o que você fala na internet.
  • Tente controlar os nervos e o pânico. Ficar esperando aquela batida na porta pode ser extremamente estressante. Mas você precisa tentar levar a vida da maneira mais normal possível. Se não logo estará cumprindo pena.
  • Tradução de um panfleto distribuído pelas ruas de Londres. Vi no Camilo.

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    Festa nova do Camilo!

    Quando o Camilo tá no comando de algo não precisa nem pensar duas vezes pra saber se é bom. E é assim que ele inaugura mais uma festa, a I Feel Love, que ele faz acontecer no Teatro Coletivo, ali na Consolação. Além dele, também tocam na noite de sábado o Bo$$ in Drama e o Pedro Dubstrong, dono do set abaixo, que dá um climão de como vai ser a noite proposta pelo compadre Camilo. Ele dá mais coordenadas sobre a festa no Bate-Estaca – além de dar as dicas pra conseguir entrar sem pagar.


    DJ Dubstrong – “Live@Groovelicious 2011

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    Chegar chegando: Analógico/Digital – Alexandre Matias x Camilo Rocha

    E aí, ansiedade? Taquicardia? Disforia? Irritabilidade? Insônia? Náusea? Hipertensão? Até consigo imaginar os sintomas da síndrome de abstinência do Trabalho Sujo. O site só volta à ativa de fato na próxima segunda, dia 10, mas já nessa quinta-feira começo a matar as vontade pessoalmente, quando coordeno a primeira Analógico/Digital sem os meninos do Veneno Soundsystem. E sempre que a minha versão da festa ocorrer, acontecerão duelos – o primeiro deles, pra chegar chegando, é com ninguém menos que o bróder e mestre Camilo Rocha, que chega pra dividir os discos comigo, na primeira vez que discotecamos juntos. Quem fez o flyer foi o compadre Jairo. E se você quiser ir sem pagar nada, deixa seu nome e email aí nos comentários que até às 19h da própria quinta eu te aviso se dá pra você entrar no Alley na faixa. Bora lá?

    Analógico/Digital | Alexandre Matias x Camilo Rocha
    Quinta-feira, 7 de julho de 2011
    Alley Club: Rua Barra Funda, 1066. Barra Funda. São Paulo. Telefone: 3666-0611
    A partir das 23h
    Preços: R$ 30,00 de entrada (entrada gratuita das 23h às 0h com apresentação do cupom disponível no site do Alley – ou com nome na lista, comente esse post e deixe seu email para contato posterior)

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    Quanto custam os ingressos nos EUA – e seus preços em reais

    Os números são da Pollstar, a lista foi feita pelo Digital Music News e a conversão em reais foi feita pelo Camilo:

    1. Paul McCartney R$ 231,52
    2. Cher, R$ 208,48
    3. Roger Waters, R$ 199,73
    4. Neil Young, R$ 173,26
    5. Rod Stewart, R$ 172,72
    6. Shen Yun Performing Arts R$ 170,94
    7. Stevie Nicks R$ 167,81
    8. Janet Jackson R$ 167,38
    9. Eagles R$ 161,63
    10. Lady Gaga R$ 160,12

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