Arquivo: celebridade ’
19 de novembro de 2009 às 12h22
Cinema nacional, programas de celebridades, música brasileira…
26 de maio de 2009 às 12h13
Hipster Cafona
Não curto essa onda online de neguinho que faz site só pra esculhambar desavisados. É um desdobramento gigantesco do comportamento online e abrange desde os inocentes que povoam o Pérolas do Orkut aos blogs de desconstrução de celebridades (onde, não custa elogiar, o Te Dou um Dado dá uma aula de edição para essa era pós-reality show) e inclui famosos anônimos, anônimos famosos e personagens como Katylene e Felina, só pra ficar na superfície do assunto. Não desaprovo (parte da reinvenção da época em que vivemos está saindo daí), mas sequer assino os feeds. Mas confesso que há alguma coisa além nesse tumblr carioca chamado Você Não é Hipster, Você é Cafona. Afinal, o braço do “moderno/cool” também está se desfazendo nos dias de hoje e seu poder vem sendo igualmente pulverizado como o de qualquer detentor de autoridade do século passado. E, em crise, passa a conviver na fronteira entre o velho e o novo (que, neste caso, é o cada vez mais subjetivo limite entre o brega e o chique), caindo numa espécie de loop de ironia que, felizmente, começa a ser desmascarado.
Tem a ver com o culto ao Animal Collective, mas isso é papo pra outro dia.
21 de dezembro de 2008 às 17h53
Leitura Aleatória 229

Foto: Cyril BRETON
1) Top Ten Things You Better Get Used to in Brazil
2) James Cameron vai refilmar o Planeta Proibido?
3) Baz Luhrmann vai filmar O Grande Gatsby
4) Editora Ópera Graphica fecha as portas e mercado de quadrinhos no Brasil continua tenso
5) Celebridades e doenças mentais
6) Frank Miller vai filmar Buck Rogers
7) Warner manda YouTube retirar vídeos de seus artistas do site
8) Réveillon eletrônico em Ipanema é cancelado
9) A Criatura da Lagoa Negra também está sendo refilmado
10) Olivia Wilde no Tron 2
28 de setembro de 2008 às 0h16
Leitura Aleatória 150

Foto: linc green
1) Ivete Sangalo vai lançar um disco infantil em outubro (desliguem essa mulher!)
2) Lula sanciona mudanças na lei do estágio, entre elas, férias remuneradas de 30 dias
3) Sarah Palin e os kits de estupro
4) Cartões para marcar os estrangeiros na Inglaterra
5) Selos independentes protestam contra exclusão no MySpace Music
6) Polonês vendia manteiga feita com cães roubados
7) Rico Mansur se envolve em confusão em festa do iPhone
8) Sarah Palin: o motivo de McCain sair da campanha
9) Famosos vão a eventos do iPhone em busca de telefone grátis
10) ‘A polícia me parou. E agora? : Cartilha dá dicas sobre abordagem policial
27 de agosto de 2008 às 10h59
Globo/Rio
Aí você passa pela Mônica Bergamo e…
A apresentação de Caetano Veloso e Roberto Carlos no Rio e em SP revelou mais uma daquelas expressões que significam coisas completamente diferentes em uma cidade e na outra: VIP. O repórter Paulo Sampaio esteve nas duas. Basicamente, “very important people” no Rio é ator da TV Globo. Em São Paulo, são milionários (banqueiros, industriais, empreendedores) e, em menor número, as “celebridades B”. Quem é “A”, em geral, está de passagem pela cidade.
A coluna continua:
No Municipal carioca, os astros da Globo têm direito aos melhores lugares (colocam-se à frente da platéia cadeiras trazidas à última hora), podem chegar atrasados e, eventualmente, atrasar o show. A atmosfera é de excitação. No todo, faz lembrar um grupo de crianças em um passeio escolar. “Tem muito holofote (cinegrafistas), muita luz (flashes), é difícil organizar (a platéia). Nunca vi esse nível de concentração global. É “Caras”, “Contigo”, tudo junto. Acho que talvez isso traga uma dispersão (para o show)”, acredita a diretora Daniela Thomas.
18 de julho de 2008 às 18h10
Being Victor Fasano
Falando nela, Dani também entrevistou o Victor Fasano original sobre o @vitorfasano, seu fake no Twitter. E, putz, o original é MELHOR AINDA que o falso. Não consegui separar trechos de tão incrível – daí colei a íntegra.
Como está a repercussão? As pessoas estão comentando com você?
Cara, por incrível que pareça –você vai morrer de dar risada–, eu não acesso o computador há uns dez dias porque estava com um vírus. Quando a minha secretária falava que você estava me ligando, eu nem sabia o que era Twitter, porque não sou um internauta –uso a internet exclusivamente para trabalhar. Eu sou de outra geração. Sei que hoje tem avatar e blog, todas aquelas formas eletrônicas de ter contato com as pessoas, mas, para mim, são formas tão frias… Não acho muita graça nisso. Em vez de ver a floresta no computador, eu prefiro ver a floresta na própria Amazônia. Muita gente, principalmente o pessoal mais jovem, usa isso e faz disso quase uma vida paralela.
O que me deixa meio perplexo é as pessoas terem vergonha de ser elas mesmas. Pessoas talvez tímidas que não consigam ser elas, ou não consigam mostrar a foto delas, e se dizem assim ou assado, serem altas e loiras quando na verdade são morenas e gordinhas. Cada um acha uma coisa interessante. Não é porque eu sou o Victor Fasano que tudo que eu falo é interessante para todo mundo.
Por isso é que eu até pensei em fazer um blog. Se eu não fiz nada e deu essa repercussão, quem sabe, se eu fizer alguma coisa, pode ser interessante. Eu sei que tem pessoas se utilizando da minha imagem no Orkut, mas, como a legislação é tão falha nisso, prefiro não pensar no assunto e deleto do meu cérebro que isso esteja acontecendo. Mas quando você começou a ligar para a minha secretária, eu comecei a ficar curioso. Então vi que a pessoa que estava se passando por mim, no fundo, era uma pessoa articulada, culta, mencionava restaurantes que nem eu conheço. Ele falou de um restaurante que era bom, mas cujo atendimento era ruim, que fazem esperar muito por um prato.
Você conheceu o Twitter ontem. Achou interessante?
Não tive tranqüilidade e tempo para viajar nessa história do Twitter. Acho que cada vida é uma vida. Não dá para imitar duas vidas. Toda vida é interessante. Se a pessoa que está se passando por mim contasse sobre a vida dela, talvez para muitas pessoas fosse mais interessante do que a minha vida. A minha vida é interessante para mim, mas, de repente, para outra pessoa, não é tanto assim. Pessoas ocupadas ou menos ocupadas, mais famosas ou menos famosas têm vidas interessantes também. O que eu me pergunto é por que as pessoas não se mostram como elas são. Todos têm histórias para contar. Fico pensando no tempo que essa pessoa [Vitor Fasano fake] perde pensando como é que eu pensaria para escrever alguma coisa. É muito louco isso. Se, por um lado, eu acho engraçado, por outro acho paranóico. Acho que uma pessoa viver a vida de outra, passar a ser a outra, isso é uma doença. Deixa de ser uma brincadeira engraçada para ser uma brincadeira perigosa.
Você se sentiu ofendido?
Não vi nada que tenha me ofendido. O que eu li só falava que eu não tinha gostado de um restaurante que serve mal. Falaram também que eu teria feito uma dieta indicada pela Glória Maria. Eu não fiquei ofendido, mas talvez ela fique, por ser uma dieta falsa. O problema é quando se começa a envolver um monte de outras pessoas que não sabem de nada. Nesse caso da Glória Maria, ele está me colocando numa situação muito difícil. Porque a Glória Maria pode até ter um dia me passado alguma dieta, mas não essa que ele está passando. Agora, eu me admiro muito que as pessoas ainda hoje acreditem no que a internet está falando. Parece que elas acham que sou eu mesmo que estou falando ali.
Está na cara que não é você, não?
Muita gente acredita piamente que aquela pessoa seja eu. Será que essas pessoas estão fazendo o que “eu” estou falando para elas fazerem, estão acreditando no que “eu” estou falando? Acho que, em algumas situações, o cara tem um bom senso de humor. Mas tem um momento em que começa a ficar delicado. Se ele falar para as pessoas: “comam piche com manteiga”, porque a Glória Maria disse para o Victor e o Victor fez a dieta, as pessoas vão comer piche com manteiga. Vão deixar eu e a Glória Maria numa situação muito difícil. E podem morrer com o piche! (risos) É uma situação que eu não causei, mas que, indiretamente, estou causando.
Você pretende processá-lo?
Você sabe muito bem que a nossa legislação é muito falha em relação à internet. Não existe uma legislação específica. Então, o que adianta eu processar e não dar em nada, eu perder meu tempo? A gente sabe que é tudo improvável, porque não existe legislação.
Corre-se o risco de acontecer algo como no caso da Daniella Cicarelli, quando bloquearam o YouTube inteiro.
Bloquearam o YouTube, mas apareceu na TV, em outros sites. A internet é tão poderosa que você não a controla. Como eu sei disso, não vou me preocupar, senão vou ficar doente. Só vou fingir que não está acontecendo. As pessoas cultas sabem que isso é passível de ser falso. E é o que está acontecendo, é falso. Agora, como eu interrompo isso se a legislação não prevê que eu consiga interromper? A própria internet é mais forte do que qualquer legislação que venha a existir. Sempre existirá uma brecha na internet. Alguém copia e passa adiante, e isso vira uma montanha de neve que você não controla.
Sobre o que você escreveria no seu blog?
Acho que sobre os assuntos que me fascinam, que me interessam, das coisas que eu acho realmente importante falar. Comentários sobre meio ambiente, que é a minha área. Ou então simples constatações, de um dia bonito como hoje, que está com lua cheia. Acho que as pessoas também têm que ter a sua sensibilidade aguçada e prestar atenção em algumas coisas que estão na nossa cara e a gente não vê. Eu tenho algumas opiniões muito pessoais sobre política, mas não sei se entraria nesse assunto. Falaria também de tipos de treinamento que eu esteja fazendo –as pessoas sempre estão interessadas nisso. Eu tenho 50 anos, e falam que estou superbem. Eu falaria dessa renovação, dessa procura por uma saúde plena, eterna. De viver com saúde. Seriam mensagens que eu acho importantes, de como conduzir a vida. Prática de esportes, de ioga…
O Vitor Fasano do Twitter se define assim: “eu gosto de me curtir”. Como você se definiria em poucos caracteres?
Não tenho a mínima idéia, nunca pensei nisso. Esse sujeito é uma egotrip fantástica, pelo visto! E ele acha que eu sou isso, né? (risos) Se deu mal! Mas não tenho idéia. Para as pessoas fazerem uma coisa dessas, elas pensam. Você me perguntando assim, de última hora, eu teria que pensar, imaginar. Se você me mandar por escrito, eu penso e, se tiver um tempo, imagino como é que eu me auto-definiria.
16 de julho de 2008 às 3h29
“BANKSY! We see you! WE SEE YOU!”
Um dos principais artistas de hoje em dia, Banksy é quase um adjetivo – é um nome que une a contestação de suas obras. Pichações na parede que fugiam do trivial da arte de rua do mesmo jeito que o próprio autor foge de um reconhecimento artsy, que metamorfoseia grafiteiros em artistas plásticos, quando a celebridade da autoria torna-se mais importante do que aquilo que é dito com a arte. Seu anonimato parece ter ficado no passado depois que, neste fim de semana, o jornal Mail On Sunday revelou algumas informações sobre sua possível vida particular: que chama-se Robin Gunningham, que estudou arte em boa faculdade, tem 34 anos e vive uma vida boa. Certamente não é isso que fará o sujeito sair de trás da cortina e continuar fazendo o que bem sabe – tomara que não use a revelação como desculpa pra uma aposentadoria precoce -, mas fica a pergunta: o quanto isso diminui a obra de um artista?


























Profissão: autobiógrafo.


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