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Sinal dos tempos

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A Morsa era o Paul

Beatles ao pé da letra:

Eu Sou a Morsa é a fonte dessas infâmias.

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Vida Fodona #136: Melhores de 2008 (parte 1)

Acompanhando a retrospectiva que venho fazendo no Trabalho Sujo, vamos dar nomes aos bois e ouvir o que de melhor rolou no ano que termina. Essa é a parte 1, que vai do número 50 ao 43, tanto na categoria melhores músicas quanto melhores discos. Simbora!

Black Angels – “Never Ever”
Wale – “The Kramer”
Katy Perry – “I Kissed a Girl”
Weezer – “Pork & Beans”
Copacabana Club – “Just Do It”
La Pupuña – “Speak to Me/Breathe”
Lil Mama (feat. Chris Brown & T-Pain) – “Shawty Get Loose (Don Zee Remix)”
Robyn – “Cobrastyle”
David Byrne e Brian Eno – “Strange Overtones”
Santogold – “Creator”
A-Trak – “Say Whoa (Megamix)”
Hercules & Love Affair – “True False, Fake Real”
SNJ – “Se Tu Lutas, Tu Conquistas”
Racionais MCs – “Vida Loka”
Pipodélica – “Hora H”
Mallu Magalhães – “Tchubaruba”

Simbora!

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As 50 melhores músicas de 2008: 48) Lil Mama – “Shawty Get Loose (feat. Chris Brown & T-Pain) (Don-Zee Remix)”

A aproximação entre o hip hop americano e a música eletrônica inglesa tá longe de ser nova – a segunda praticamente nasceu a partir da injeção de auto-estima promovida pela geração de ouro do primeiro, no final dos anos 80. Se é tão antiga, por que ainda não ebuliu? Afinal, ambos gêneros musicais se sustentam na tradição secular da música negra e no white trash ao mesmo tempo que aspiram, sem pudor, ao sucesso comercial. Concebidos no final dos anos 70, hip hop e música eletrônica são, na verdade, parte de um mesmo grande gênero composto por subgêneros que queriam continuar a festa independente da indústria ter decretado o fim da disco music – e sua diferenciação pode ser resumida pelo simples fato do MC ser o protagonista do gênero americano e o DJ ser o personagem principal da versão inglesa da história. E neste começo de século as duas metades vêm atravessando períodos distintos, mas parecidos – ambas vivem fases de amplo sucesso comercial, mas não firmam-se com tanta ênfase no imaginário coletivo. Mas basta aproximá-los para ver as faíscas surgirem, como é o caso desse remix de uma música de Lil Mama, uma MC nova-iorquina que ganhou fama ao rimar em remixes de músicas pop de Avril Lavigne, Mary J. Blidge, Sean Kingston e Rihanna, conduzido pelo londrino Don-Zee, um produtor de 2-step conhecido apenas por uma recente recriação de um hit de Justin Timberlake. Ele isola os vocais do original e mexe cirurgicamente em sua apresentação (valorizando os “dat-dat-dat” à Michael Jackson clássico que Chris Brown comete no refrão) ao mesmo tempo em que encorpa a base, deixando-a mais solta e escorregadia, sintética e eletrônica, realçando ainda mais o jogo de cintura da música. Dois artistas que estão entre o terceiro e quarto escalão do pop atual, mas que, juntos, tornam-se explosivos.


48) Lil Mama – “Shawty Get Loose (feat. Chris Brown & T-Pain) (Don-Zee Remix)

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