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Link – 30 de janeiro de 2012

• A voz do somCampus Party quer ser espaço de inovaçãoIncompatibilidade totalA erosão da privacidadeFacebook impõe Timeline para todo mundo • De que lado está a oposição à Sopa? • Imagine um filme-show em um cinema-pista-de-dançaSó para fotografarTatiana de Mello Dias: Se todo mundo é pirata, pagar pode ser obrigaçãoA briga do Megabox, Wikileaks na televisão, Napster é relançado na Europa, etc.Vida Digital: Tom Rachman

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Impressão digital #0087: 2012 digital

Minha primeira coluna do ano saiu hoje no Link.

Google, Amazon, Facebook e Apple juntos em 2012?
Tudo para manter a influência dos EUA

2011 foi um ano de arrumação da casa para os gigantes do mundo digital. O Google começou o ano trocando de CEO – Eric Schmidt deixou o cargo para a entrada de Larry Page, um dos criadores do site – e passou todo o ano passado reestruturando seus produtos e serviços para que eles pudessem conversar entre si. E aproveitou o clima de reforma para lançar seu Google Plus, que não seria uma rede social mas uma “camada social” que interligaria seus produtos – e uma clara tentativa de não perder, futuramente, a importância para o Facebook.

A rede social de Mark Zuckerberg aproveitou 2011 para crescer ainda mais (particularmente no Brasil, que foi o país que mais cresceu no Facebook no ano passado) e adiar a abertura de seu capital na Bolsa de Valores norte-americana. Foi também o ano em que o site reorganizou-se estruturalmente (lançando uma nova interface, a Timeline) e para lançar seu criador como principal personalidade do mundo digital – ao menos para o grande público, quando Zuck apresentou, em setembro passado, o evento F8. E também aproveitou para criar as bases de sua sustentação econômica no futuro, começando a trazer empresas para desenvolver aplicativos em seu ambiente – e, finalmente deslanchar um conceito que vêm trabalhando há tempos, que é o f-commerce – o e-commerce realizado apenas dentro do Facebook.

A economia dos aplicativos – criada pela Apple, no lançamento do iPhone, em 2007 – também mexeu com a Amazon, que abriu sua própria loja de aplicativos e lançou o primeiro concorrente de peso para o iPad, o Kindle Fire, que foi um dos produtos que mais vendeu nos EUA no final do ano passado.

E a Apple, surfando alto graças ao sucesso do iPad, teve o melhor ano de sua história – e é irônico que isso tenha acontecido no mesmo ano em que Steve Jobs tenha morrido. O luto pelo fundador não abalou os números da empresa, que se tornou a maior fabricante de celulares do mundo além de ter atingido, durante o período mais crítico da crise financeira que abalou os EUA no ano passado, o posto de empresa mais valiosa do mundo.

Além de ter criado e feito vingar um tipo novo de aparelho – o tablet –, fez todos correrem atrás. Tudo isso ofuscou o fato de que a empresa adiou o upgrade que faria para seu celular, apresentando um iPhone 4S em vez do esperado iPhone 5. Mas o 4S trouxe uma novidade específica – o aplicativo Siri permite que qualquer um faça buscas online sem encostar um dedo no aparelho, usando apenas a voz. Não é pouco, tanto que o próprio Eric Schmidt, ainda com assento no conselho do Google, declarou que a empresa deve se preocupar com isso, para não perder o posto de líder nas buscas online.

Google social, Facebook como ambiente de compras, Amazon fazendo tablets, Apple entrando na área de buscas. Já deu para entender mais ou menos qual vai ser a tônica de 2012, não?

Afinal, todas estas empresas têm como meta utópica reter seus usuários o máximo de tempo possível em seu ambiente virtual – de preferência sem ter tempo para olhar para o site do lado ou para trocar de aparelho.
Mas, na prática, já está claro que ninguém fica em um só desses ambientes. Dá para preferir um ao outro, claro. Houve quem abraçasse o Facebook e repudiasse o Google Plus, mas é pouco provável que o fã mais entusiasmado da maior rede social do mundo deixe de usar o Google para fazer buscas.

E por mais que essas empresas tentem correr atrás das áreas de atuação das outras, elas não vão conseguir fazer que seu público fique apenas no ambiente criado por elas.

A menos que elas se juntem.

E não estou falando em fusão ou em aquisições. Lembro apenas do discurso do presidente norte-americano Barack Obama no início do ano passado, quando sublinhou que era o líder eleito do país que deu ao mundo o Google e o Facebook. Não custa lembrar que ainda sentimos os ecos da crise financeira de 2008, que abala até hoje os EUA (e também a Europa), ao mesmo tempo em que assistimos a países antes periféricos – como o Brasil – ganhando o palco central do mundo. E não apenas politicamente.

A indústria cultural dos EUA, que por muito tempo ajudou aquele país a se impor inclusive culturalmente, já não é mais a mesma. Ainda que fature cifras consideráveis, seu impacto não é mais unânime justamente devido ao fato de que a produção cultural destes países emergentes também está ebulindo, como suas economias. O impacto ainda é pequeno e é percebido melhor nos próprios países – e não globalmente. Mas, como hoje não para dá separar cultura de internet, é questão de tempo para que estes mesmos países comecem a usar a rede para atingir mercados exteriores e, possivelmente em breve, criar seus próprios ambientes digitais.

E se não dá para dissociar cultura de internet, a dominação cultural norte-americana hoje não acontece através de filmes, discos ou programas de TV. E é justamente nos quatro gigantes citados no início do texto que os EUA estão apostando para transformar o século 21 no que eles chamam de “o novo século americano”.

Por isso que é bem provável que, em 2012, comecemos a ver Google, Apple, Amazon e Facebook mais próximos uns dos outros, aos poucos derrubando as barreiras que os separam para trabalhar conjuntamente, mesmo que de forma tímida. A Stop Online Piracy Act (Sopa) – a dura proposta de lei antipirataria que pode ser aprovada em breve pelo governo norte-americano (e que é o assunto da capa desta primeira edição de 2012 do Link) – é um bom exemplo disso. Estas empresas estão percebendo o quanto o negócio delas é parecido não apenas no sentido administrativo e empresarial, mas também político.

E sob a ameaça de restringir ainda mais o uso da internet com este novo pacote de leis, os quatro – entre vários outros, como a fundação Mozilla do navegador Firefox, o serviço de pagamentos online PayPal e a Microsoft – finalmente começaram a se ver como uma força política e apelar para seu maior trunfo: a enorme audiência global.

O 2012 de seus quatro principais executivos (Steve Bezos da Amazon, Tim Cook da Apple, Larry Page do Google e Mark Zuckerberg do Facebook) deverá ser marcado por uma lenta aproximação mútua, para evitar que o próximo gigante saia da Rússia ou da China. Não há nada no horizonte que indique o surgimento de algo do tipo ainda este ano, mas você sabe como são as coisas na internet… Basta alguém começar algo novo que caia no gosto popular para ver sua audiência subir. Por isso, eles – e o governo de seu país – sabem bem que é melhor se preparar do que remediar.

Porque de nada vai adiantar ter um ambiente social que permita fazer compras e acessar a conteúdo digital em um determinado aparelho se aparecer uma ou mais empresas de fora dos EUA para dar continuidade àquele ciclo típico da era digital, como quando as pessoas param de usar o Friendster para começar a usar o MySpace. Nada impede que o próximo Google, a próxima Amazon, a próxima Apple ou o próximo Facebook venha de um país que não fala inglês. É esperar para ver o que acontece…

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Link – 9 de janeiro de 2012

Condomínio fechadoO primeiro palco de 2012Entrevista: ‘Tudo conectado’
Análise: O delay brasileiroRestrição de fábricaPrograme-se para 2012Google, Amazon, Facebook e Apple juntos em 2012?‘Telobalização’Hackers roubam Symantec, internet não é um direito, Google pune a si mesmo e Twitter autentica fake

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Link – 19 de dezembro de 2011

2011 do começo ao fimQuando a internet distraiTransferência de poder • A revolução digital tem de sair da telaO nosso occupyMês 122011: Um ano intensoApple mais perto do Brasil, a rede social da Microsoft, o livro de Jobs, a velocidade dos Hermanos…

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Procrastinando informação

Percebam como a crítica do Eli Parisier ao algorritmo da internet tem a ver com aquele vídeo sobre procrastinação que eu postei aqui outro dia

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Falando a real

O designer sueco Viktor Hertz recriou alguns logotipos a partir do impacto real de certas marcas em nossa rotina. Tem outros lá no Flickr dele.

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Link – 5 de dezembro de 2011

Tablets: é irreversível Nova lei de direitos autorais: retrocessoZuckerberg assume erros, o fim do Napster, Chrome supera IE e WoW no Brasil

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Link – 21 de novembro de 2011

• O Feice e sua autobiografia • Como ativar a nova Timeline • Aplicativo apaga atualizações antigas do histórico no Facebook • O fim do futuro • Portáteis: carregue o seu • Google Music, ligação de Tim Cook, iTunes no Brasil, PayPal e Skype no Facebook…

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Impressão digital #0082: Google x Facebook

Minha coluna do 2 de domingo foi sobre a principal rivalidade entre empresas de internet do mundo hoje.

Google x Facebook
Essa briga está só começando…

A capa da mais recente edição da revista Fortune escancara uma briga que não é novidade para quem acompanha de perto o universo digital. Em uma montagem, a revista colocou os dois CEOs de duas das maiores empresas de tecnologia do mundo em um embate típico dos velhos filmes de artes marciais: de um lado, Mark Zuckerberg, do Facebook; do outro, Larry Page, um dos criadores do Google.

A briga é velha e se acirra desde que a rede de Zuckeberg atingiu a marca de meio bilhão de usuários no meio de 2010. Piorou quando o Google resolveu concentrar suas forças em mais um projeto de rede social, o Google Plus, lançado no meio deste ano. O Plus se tornou – por motivos óbvios, afinal, ele é do Google – a rede social que cresceu mais rápido em toda a história, embora as pessoas ainda estejam fazendo aquela clássica pergunta que sempre acompanha o surgimento desse tipo de site: “e agora, o que é que eu faço?”

O Plus parece ainda estar pela metade porque ele realmente está. Quando foi anunciado, o Google frisou que não era uma rede social e sim uma “camada social” que estava distribuindo em todos seus serviços. Começou criando a sua versão para o botão “Curtir” do Facebook (o “+1”). Forçou o Feice a criar uma divisão entre os amigos (pois havia criado, no Plus, os “Circles”, em que você divide seu grupo de amigos em “família”, “pessoal do trabalho”, etc. e esta semana liberou a construção de páginas de pessoas jurídicas (antes, só pessoas físicas poderiam abrir contas). Houve também o vazamento de que o estariam para lançar o Google Drive, espécie de HD virtual em que você pode deixar tudo que quiser (fotos, filmes, música) online apenas para seu próprio uso.

As mudanças ouriçaram Zuckerberg, que desmereceu o novo projeto do Google como “um mini Facebook” em uma entrevista para a TV no início da semana passada. Mas é certo que é um vai ou racha. Ou o Google acerta de vez e desbanca o Facebook no seu próprio jogo ou cria mais um trambolho digital que pode deixar de ser usado em poucos meses. E isso pode ser, acreditem, seu fim. Será?

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Bono e o Facebook

Mas não custa lembrar que o Bono tem outras fontes de renda hoje em dia, como, por exemplo, o Facebook (na foto acima, ele conversa com a Sheryl Sandberg, que é a faz-tudo de Mark Zuckerberg, a mulher que, quando estava no Google, “só” inventou o Ad Sense). E em agosto desse ano, sua pequena parcela do site já equivalia a um bilhão de dólares.

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Link – 26 de setembro de 2011

Não passou – Orkut ainda é maior que o Facebook no Brasil A internet no Facebook Mark Zuckerberg, um Steve Jobs de segundaPersonal Nerd: Sem as mãos! Sem ninguém! – O carro que dirige sozinhoRetrospectiva em tempo real: Mês 9Marca ‘Nexus’ já tem dono por aquiGoogle no tribunal, robô nas Olimpíadas e outras novasVida digital: Fabrício do Canto, um pirata brasileiro na Alemanha

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