Quevida.jpg indeed. Vi no Treta.
Mais uma do Silvano, que deve passar o dia no YouTube, não é possível.
Vi no Piangers.
Tá, até dá pra entender essa sanha que empresas têm por reinventar a própria marca, logotipo, embalagem. O que não dá pra entender é porque a Piraquê resolveu apagar um clássico dos petiscos brasileiros ao jogar no lixo as versões originais das embalagens de seus biscoitos (como as duas daí de cima) para adaptar para um formato mais “globalizado”. O detalhe é que, com isso, além de apagar seu próprio passado, ainda risca a importância da artista plástica Lygia Pape na história da marca.
Ela não só criou toda identidade visual que acompanha a marca até hoje - inclusive nos envólucros de sua cream cracker, da clássica Goiabinha e dos biscoitos Maria -, ela também inventou, na própria Piraquê, o conceito moderno de embalagem de biscoito. Se antes eles vinham em caixas ou latas, depois de Lygia passaram a vir empilhados verticalmente numa embalagem que não permitia espaço entre as bolachas. A Daniela que começou esta campanha e dá mais detalhes da história da marca e da artista em seu blog.
Esse é ou não é o pior cover de Beatles que existe?
Levantado pelo Lombardi, via Twitter.
Um passo em falso e…
Cheguei em casa depois do show do Tommy Guerrero no Espaço +Soma, me estiquei na minha poltrona para assistir um filme no pay-per-view (o deliciosamente tosco Death Race - Jason Stantham e Roger Corman, como pode dar errado?) e ia me preparar para programar os tweets pra essa segunda-feira quando me deparei com isto:
Logo em seguida, um tweet do Inagaki me botava na seguinte companhia:
Eu, a miss Twitter, a editora do blog do programa de treinamento em jornalismo diário da Folha e a dona de um site que se chamava Sexto Sexo. Nunca tinha ouvido falar da última, acompanho e retwitto a segunda e pautei uma matéria com a primeira. Em comum, além do apreço pela nova ferramenta, - vejam só - o fato de usar o Twitter para divulgar links espalhados pela internet. Eis que, entre os termos de uso do Twitter, deparo-me com o seguinte item:
Ou seja: eu não posso divulgar links? Se eles não conseguem checar se os links que envio encurtados são para um mesmo site ou para vários, problema deles. Mesmo se conseguirem, vão ver que, além dos links pro próprio O Esquema e para o Link, envio links de sites de amigos e conhecidos, além dos, sei lá, 40% de links aleatórios que colho no próprio Twitter. Se o sistema de reconhecimento de spam deles vê isso como propaganda, é bom eles se arrumarem logo.
Porque eles ainda não perceberam que o Twitter não é sobre “o que você está fazendo” e sim sobre “o que está acontecendo agora”. Eis a pergunta que deveria estar na home do site, banindo de vez tweets inúteis sobre hábitos alimentares, pitis infantilóides ou #QualquerMerda. Ao perguntar - e ele pergunta, mesmo sem saber - o que está acontecendo agora, o Twitter amplia o contexto de tempo-real para além do ao vivo, daquilo que realmente está acontecendo neste exato momento e o transforma em um período mais fluido e mais extenso que o instantâneo “agora”, podendo se estender para uma hora ou até quase uma semana, dependendo do impacto do assunto. A ferramenta nos apresenta a um novo agora, menos urgente e amplo o suficiente para incluir opiniões conflitantes, gritos de guerra, comemorações e lamentos, gols e atentados, artigos, fotorrespostas, entrevistas, gifs animados e posts curtos. O que é mais quente e exige mais atenção, necessariamente vai estar mais evidente, mais tudo aquilo que não for, por exemplo, a morte de Michael Jackson, vai continuar circulando, independente do fato mais importante. Não é como a TV que precisa ficar insistindo no tema enquanto há audiência ou um site que precisa esmiuçar diferentes pontos de vista de um assunto principal. Há a corrente principal, mas também uma série de afluentes que não param de correr.
Aparentemente, o problema foi com o uso do Tweetlater, um sistema de atualização programada de posts do Twitter que nós quatro usávamos. O próprio sistema avisou que contas que usavam o serviço foram suspensas. Mas, por outro lado, ainda consigo acompanhar quem eu seguia - só não consigo postar. O que significa que minha conta ainda existe e, após o ocorrido, mandei uma mensagem ao serviço explicando o que havia ocorrido. Conversando com a Twittess, concluímos que o serviço foi entendido como algo da mesma natureza do script que surrupia seguidores.
Me desculpa, mas eu não vou ficar na frente do computador twittando o tempo todo, não. Muito menos falando da minha vida, se eu tou na fila do banco, com fome ou sem vontade de trabalhar. Nada contra quem faz isso (quer dizer, dependendo do grau de minúcia, tudo contra), mas eu não quero usar o Twitter como a câmera do meu big brother pessoal - e sim como um RSS filtrado, um Delicious com suingue. Do mesmo jeito que não passo o dia inteiro postando coisas no Trabalho Sujo (posto coisas pela manhã que vão entrar no ar no decorrer do dia), deixo o Twitter programado para twittar links que acho interessante serem lidos. Quero compartilhar o conhecimento de links encontrados aleatoreamente, sejam artigos em revistas científicas, PDFs com centenas de páginas, vídeos bizarros, posts egomaníacos (como este) ou matérias de jornal. Ele agilizou a forma como passo informação pelo Trabalho Sujo e agora passa por esses ajustes, que podem comprometer seu próprio funcionamento. Porque hoje foi eu, amanhã pode ser você e podemos optar pelo Facebook como alternativa ao Twitter (eles mudaram a sua interface, né?) ou pelo aguardado Google Wave ou por quem aproveitar a derrapada do serviço. Preferir o concorrente não é uma regra da realidade digital, mas por aqui as coisas caminham em passos muito mais rápidos do que no mundo análogo: lembram-se quando o Hotmail apareceu no meio da década passada? Lembram-se que só depois que ele foi comprado pela Microsoft que o povo começou a migrar para o Yahoo!Mail no final dos anos 90? E depois para o Gmail, em 2004/2005?
Eis o desafio dos caras: inventaram uma nova forma de comunicação, que ainda não se sustenta economicamente, e estão se equilibrando como se caminhassem numa corda bamba - qualquer ajuste fora de hora pode fazer toda credibilidade do sistema ir pro saco. Agradeço o #FREE_@trabalhosujo que apareceu logo em seguida ao anúncio, mas, ora bolas, se o Twitter não me quiser, o problema não é meu.
Updeite: parece que eles já perceberam a cagada e se explicaram em seu próprio blog:
Vamos ver se até amanhã cedo isso já está resolvido. Afinal, seis horas é o meu conceito de agora, segundo o Twitter.
E para deixar marcado essa data, eis uma decisão: Twitter só entre terça e sexta-feira. A partir de hoje, a segunda torna-se um dia do fim de semana - pelo menos para o microblog.
Novo updeite: Tudo resolvido, amanhã o Leitura Aleatória volta ao ritmo dos dias úteis - lembrando que, a partir de hoje, segunda é dia inútil.
Todo gênio derrapa, mas quando esse gênio é o Michael Jackson…
Ow dó…
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