23 de dezembro de 2011 às 20h11
Adele à brasileira
Depois da Adele do Forró, a Frá achou váááááárias versões brasileiras do hit – e de outros – da Adele.
Depois da Adele do Forró, a Frá achou váááááárias versões brasileiras do hit – e de outros – da Adele.
A Frá discotecou no show da Amy no Brasil e deu um depoimento sobre a experiência para o G1.
O clima era o mais tranquilo possível. Vi o show de Amy ao lado dos músicos da Janelle Monáe e de Mayer Hawthorne, todos encantados por estarem ali. Se não fosse Amy e o resgate do soul old school originado por ela e Mark Ronson dificilmente eles teriam surgido no mapa musical (nem Adele, nem Duffy etc etc). Hawthorne chegou a tuitar: “Back to Black’ é uma das melhores músicas de nossa geração”. Quem ousa discordar?
Encontrei nos bastidores o Pinguim (Djamir), brasileiro que é roadie do CSS (Cansei de Ser Sexy), foi morar na Inglaterra e estava na equipe de Amy. Falou que ela é uma das artistas mais doces e generosas com quem ele havia trabalhado e que tratava com os músicos e equipe diretamente, não através de um produtor e empresário. Disse que construiu uma guitarra especialmente para ela e que ela ficou extremamente feliz. E que ela não era tudo aquilo de ruim que a imprensa pintava, que havia muito exagero.
Confira a íntegra no site.
E por falar em Adele, boa essa dica da Frá.
“Rolling in the Deep”, aliás, a música que eu mais ouvi na rua na Inglaterra, disparado.
O show de domingo ficou na memória, como lembra a Flávia:
Foi uma noite linda e até o frio deu uma trégua! Uma das coisas mais legais é que o evento reuniu vários jovens que conheceram a banda na semana de aparições na TV brasileira pra divulgação dos shows. Como os fãs da ex-RBD Dulce Maria, que se encantaram pela americana em sua incrível participação no “Altas Horas”, da TV Globo, do qual a popstar também participou. (Na programa, provando que é uma elegante diva, Sharon chorou e se emocionou com a mexicana quando esta respondeu com doçura a pergunta de uma fã apaixonada, e ao final correu para abraçá-la. ;~~) O repertório é baseado em “I Learned The Hard Way”, o mais recente de seus quatro discos. Como disse o amigo Vini Gorgulho, o que dizer de um grupo com o qual você fica alucinado até na apresentação dos músicos da banda, geralmente o momento mais entediante de um show?
E os vídeos não mentem: o de cima, feito pela Paula, me foi enviado pela Babee. E o debaixo é do Denis:
Quem vai? A Frá aproveitou a segunda vinda dos tioneijes pra fazer um especial “minha primeira vez com o Teenage Fanclub” no seu blog. Eis a minha contribuição:
“The Concept”
Foi a primeira música deles que eu vi na vida, lembro direitinho, festival de Reading de 1992, por algum motivo transmitido pela TV Bandeirantes (num tempo em que nem eles se referiam a si mesmos como “Band”). Por conjunções astrais inexplicáveis, estava, ao mesmo tempo, valorizando o lado cancioneiro dos Beatles – aquela época em que você percebe que o “Rubber Soul” é tão importante quanto o “Revolver” – e descobrindo o Big Star via Replacements, e aí me vem essa banda, mais simples que tudo, valorizando a canção e a música pop num tempo em que as outras bandas que passaram naquela tarde de sábado tinham nomes como Ned’s Atomic Dustbin, Swervedriver ou Wonder Stuff. E mesmo sendo o festival que lançou o Nirvana para o resto do mundo, são as camisas listradas do Teenage e o vestidinho curto de PJ Harvey (cantando “Sheela-Na-Gig”) minhas lembranças mais precisas daquela tarde dos meus 17 anos. Foi o suficiente para sair atrás de um disco de nome comprido, que tinha um saco de dinheiro desenhado na capa, rosa-choque e amarelo-limão. Fui encontrá-lo em CD, nas lojas Americanas, edição que carrego comigo até hoje.
Ela também desenterrou o setlist do terceiro show que eles fizeram no Sesc Pompéia, em 2004:
Hoje vai ser demais.
A minha coluna no Caderno 2 foi sobre o debate sobre música eletrônica e redes sociais que mediei no YouPix, semana passada.
O DJ e a internet
Redes sociais e vida noturna
No dia 2 de abril, a colunista do C2+Música Claudia Assef publicou o artigo A Música Eletrônica Cresceu Demais?, em que comentava que os hábitos noturnos de São Paulo haviam mudado e como a noite paulistana havia deixado de se importar com música. Conversando com Facundo Guerra, empresário da noite e dono de casas como o Lions e o Vegas, ela ouviu que “os clubes já não são mais templos de música. São extensões das redes sociais, ponto de encontro. O cara vai na boate pra encontrar aquela menina que ele cutucou no Facebook. A música virou trilha de fundo”. E com as redes sociais, o artigo correu sozinho pela internet, gerando comentários acalorados e discussões enfurecidas.
Foi o suficiente para que a publicitária Lalai Luna, que também produz festas, resolvesse entrar na discussão, incentivando-a. Lalai estava na curadoria de uma das áreas do festival YouPix, que cresce ano após ano e que pode ter fôlego para disputar com a Campus Party o título de principal evento de cultura digital do País. E resolveu convidar algumas pessoas para continuar a discussão iniciada nas páginas do caderno. Além da Claudia e de Facundo, Lalai também participou da mesa e chamou a blogueira e produtora de festas Flávia Durante, o produtor e publicitário Bruno Tozzini e o jornalista e DJ Camilo Rocha e este nada modesto missivista para mediar a mesa. O título da discussão era propositalmente polêmico – As redes sociais estão matando a música eletrônica? –, mas o debate fugiu de rusgas fáceis e a discussão chegou a alguns pontos interessantes, que resumo aqui.
Sim – a noite virou uma extensão das redes sociais. As pessoas estão realmente mais interessadas em “reencontrar” pessoalmente os amigos com quem passaram o dia conversando, seja no Twitter, via Gtalk, no Facebook ou pelo MSN. E não é que as pessoas deixaram de se interessar por música, mas é que elas querem ouvir músicas que já conhecem, daí um fenômeno recente – de uns dez anos para cá – do frequentador que pede música para o DJ, algo considerado profano nos tempos em que o DJ era o soberano da noite. Talvez isso ocorra porque as pessoas estão ouvindo menos rádio e encontram, na noite, uma alternativa à zona de conforto que era o rádio em seus dias de glória.
Acontece que o DJ está perdendo a importância vertical que tinha sobre a pista – algo que afetou qualquer área que tenha sido invadida pela internet. Do mesmo jeito que as indústrias da música, do cinema, dos games, das notícias, entre outras, a cultura noturna também foi afetada pela horizontalização imposta pela rede. Agora é hora de aprender a lidar com isso para seguir a história.
Que presente da Frá, logo pela manhã! Eis um show que DEVIA vir pro Brasil, hein…
Já já tou no YouPix de novo, pra mediar um papo sobre como a internet matou (matou?) a música eletrônica como nicho de uma galerinha só:
* 19:00 – 20:00 > AS REDES SOCIAIS ESTÃO MATANDO A MÚSICA ELETRÔNICA? (música)
A música eletrônica não é mais nicho. Ganhou público, mas, dizem os puristas, perdeu sua essência. Resultado disso é a superlotação das pistas dos principais clubes de São Paulo, com público mais interessado no local como ponto de encontro transformado em uma extensão das redes sociais do que como um ambiente pra ouvir boa música. Alexandre Matias (Vida Fodona e Trabalho Sujo) tem a missão de pilotar uma mesa que conta com a presença de Facundo Guerra (empresário da noite, dono dos clubes Vegas e Lions, e dos bares Carniceria Z e Volt), Claudia Assef (DJ, autora do livro Todo DJ Já Sambou, diretora de conteúdo do Vírgula, colunista do Estadão), Flavia Durante (editora dos sites Trip e TPM, DJ e ativista cultural), Camilo Rocha (DJ e editor do Vírgula Música), Lalai Luna (publicitária, produtora de festas e DJ) e Bruno Tozzini (publicitário e produtor de festa).
Bora?
Bruno Mars tem tudo pra ser um queridinho fashion, mas seu nível de esquisitice é zero, fazendo sua música é tão fácil de digerir quanto um hit qualquer do Maroon 5. E isso não é uma crítica, percebam. Mas não espere que lembrem dessa música daqui a… cinco mintuos. Dica da Frá.
A Flávia avisa: um dos melhores quadros do humor português sobre a internet voltou ao YouTube.
E aí, com saudades? Fazia tempo que não baixávamos em São Paulo do jeito certo e távamos guardando as fichas pro nosso terceiro aniversário. Nem parece que foi há três anos que começamos a mudar a cara da noite paulistana liberando o carão e o indiesmo e transformamos as festas que só tocam um tipo de música num gueto cada vez mais esquecível. Tudo graças ao mashup, esse estilo de vida redentor. E que hora melhor do que o aniversário de três anos para consolidar nossa parceria com o casal Popscene, no mashup definitivo das duas festas? “FERA”, pensamos. Afinal, se foi nossa ascendência brasiliense a grande filosofia por trás de uma festa cujo mote era misturar as melhores músicas do mundo com músicas boas para dançar, decidimos ressuscitar a velha gíria candanga para continuar nossa pregação vinda do Planalto Central para a noite paulistana. E que lugar melhor que o coração da nova noite de São Paulo para mais esse salto quântico? É no andar de cima do Vegas que a FERA continuará derretendo cérebros, rebolando quadris e chacoalhando as pernas sem parar, naquele clima de acabação saudável que, você já sabe, álcool é só a desculpa – o que importa é dançar como se não tivesse amanhã. E não tem, afinal, como toda GB que se preze, a primeira FERA acontece numa sexta-feira, dia propício para a autodestruiçao feliz. E para essa primeira empreitada, apontamos nossos radares para o Espírito Santo e trouxemos uma improvável nova geração: o adolescente André Paste é discípulo de João Brasil e sabe, como nós, que só o mashup salva, e ele vem acompanhado da Mickey Gang, sensação indie do hino teen “I Was Born in the 90s”, que discoteca nessa naite. Pra entrar no clima, dá pra baixar um set nosso aqui e outro do Paste aqui. Na boa? Ficar em casa hoje vai ser vacilo, hein…
Gente Bonita @ FERA
Três anos de Gente Bonita!
DJs residentes: Flávia Durante & Hector Lima (Popscene) e Luciano Kalatalo & Alexandre Matias (Gente Bonita Clima de Paquera).
DJs convidados: André Paste e Mickey Gang
23h45
Sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Local: Vegas Club. Rua Augusta, 756. São Paulo. (11) 3231-3705
Preço: R$ 30 e R$ 15 (com nome na lista – email para listafera@gmail.com ou no site www.fera.gentebonita.org/lista até às 20h)
“Ser um Simonal”, naquele tempo, transmitia imediatamente ao leitor todos os atributos que o personagem da matéria alimentava havia quatro anos. O sucesso monumental, comparável apenas ao de Roberto Carlos; a capacidade aparentemente sem fim de gerar sucessos (“Sá Marina”, “Tributo a Martin Luther King”, “Nem vem que não tem” e, avassalador naquela época, “País tropical”); o famoso suingue, que colocava para dançar numa mesma pista a socialite e sua faxineira; o estilo pessoal, com roupas caras compradas na Dijon e do uísque Royal Salute sem gelo e sem água; a capacidade de comandar a plateia como se fosse seu próprio coral de apoio, tanto em uma boate da moda, em seu programa na TV Record, em teatros ou no Maracanãzinho; sua Mercedes do ano, conversível, vermelha e preta como o Flamengo; o menino pobre de Areia Branca que acabou duetando com Sarah Vaughan e arrancando elogios de Quincy Jones em Paris; o Simonal empresário, que montou seu próprio escritório para ter controle total sobre a sua carreira; a imagem poderosa, capaz de ajudar a vender lubrificantes e formicidas da Shell; o homem negro por quem suspiravam as loiras da alta sociedade. Ou, como resumiu o Jornal do Brasil numa série de seis reportagens biográficas: “Aquele cara que todo mundo queria ser”.
Ricardo Alexandre liberou pra Flávia a introdução de sua biografia sobre Wilson Simonal, Nem Vem que Não Tem, que está para sair. A íntegra tá no site dela.
Eis o fin”zinho” de “Lucid Dreams” que eu falei que, sozinho, valeu o preço do show. A Flávia que filmou.
Falei da volta do Little Quail e esqueci de comentar que li na Frá que o Adriano do Cansei de Ser Sexy voltou pro Brasil pra passar um tempinho e tá armando showzinhos com sua banda original, o Thee Butchers’ Orchestra, além de armar faixas novas com o Kaxabaxa e o Ultrasom (ele bem que podia fazer um show do Ultrasom só pra tocar “Black Wing” ao vivo…). E se você não tem idéia do que era o TBO, saiba que entre 1999 e 2002 eles foram a melhor banda de rock do Brasil – o blog Last Splash até enfileirou uns discos deles pra download, mas quem conheceu a banda sabe que o ouro eram os shows… Sabendo de mais algo, aviso aqui.
"Even science fiction is now very far behind what's actually happening." - Marshall McLuhan. Desde 1995
Profissão: autobiógrafo.
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alexandrematias [@] gmail.com


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