13 de dezembro de 2011 às 10h06
O “Corpo Nu” de Felipe Dylon
É pior do que você pensa: Dylon se enveredando pelo funk carioca, pisando num clássico do gênero.
Felipe Dylon – “Corpo Nu“ (MP3)
É pior do que você pensa: Dylon se enveredando pelo funk carioca, pisando num clássico do gênero.
Felipe Dylon – “Corpo Nu“ (MP3)
Deixa o Jô fazendo as piadas dele e acompanha o raciocínio do mestre:
Até que demorou pra fazerem isso com o moleque do suco. Ainda tá cru, pode melhorar, mas tá aí…
Vi no Bobagento.
“I believe the children are our future…”
Como ela, eu também não gosto de cerva (mas “bebidas docinhas” é dose…). Mas e daí? Há todo um mundo publicitário abrindo-se à sua frente, veja só:
Com o corpo cheio de espuma após balançar freneticamente os quadris num baile funk da Furacão 2000, Sandy desceu da gaiola das popozudas e subiu ao palco para entoar “Bonde do Mengão Sem Freio”. Em seguida, entoou clássicos como “Tem que ter uma amante”, “Chatuba de Mesquita”, “69 Frango Assado” e “Soca Tcheca”. Na saída, anunciou que nunca mais fará um coraçãozinho com as mãos e, a partir de agora, adicionará uma letra ao seu nome artístico.
Quando o funk carioca colide com a música tradicional, ninguém sai ileso.
E a minha coluna de domingo no Caderno 2 foi sobre funk carioca e Grand Theft Auto.
Justiça global
Um funk carioca no GTA
No início da semana passada, a 3ª Vara Cível de Barueri, em São Paulo, decidiu que as vendas da versão de um dos games mais populares do mundo, o polêmico Grand Theft Auto (GTA), deveriam ser suspensas em todo o planeta. A decisão foi tomada após a acusação de que uma música usada como trilha sonora da expansão Episodes from Sin City, o funk carioca Bota o Dedinho pro Alto, não tinha autorização para ser usada no jogo.
A desenvolvedora do jogo, a nova-iorquina Rockstar, já se manifestou dizendo que ainda não foi notificada sobre o ocorrido, mas que assim que isso aconteçer, irá recorrer. A empresa diz que obteve a autorização para usar a música, mas a assinatura no contrato de cessão de direitos autorais não bate com a de seu autor, que recorreu à Justiça para suspender a comercialização do jogo, bem como para exigir uma indenização financeira.
O episódio ilustra bem como ainda estamos na infância de um mundo inteiramente conectado, graças à internet. Anos atrás, dificilmente um jogo global incluiria uma música brasileira que não fosse licenciada por uma gravadora multinacional. Mas, graças à rede, os criadores do jogo não apenas puderam conhecer o funk carioca como pedir a autorização para seu uso. Da mesma forma, a suspensão de um produto de alcance global a pedido da justiça de um país que não fosse seu produtor – ainda mais de um game – seria apenas risível.
Não mais. As duas situações – o funk carioca em um videogame e a decisão judicial brasileira – fazem parte de um novo cenário mundial que desrespeita fronteiras geográficas por definição. E, com isso, legislações nacionais vão ficando obsoletas, ultrapassadas ou conflitantes. Resta saber se chegaremos a um consenso – e se este consenso será uma constituição planetária. Mas, por enquanto, isto é apenas especulação.
Bilu!
O alienígena da voz fininha
Uma reportagem feita com um suposto alienígena no interior de Minas Gerais tornou-se uma das sensações da internet brasileira. Com uma vozinha ridícula em português, o “ET”, autodenominado “Bilu” (sério) é questionado se tem alguma mensagem para nós. Sua resposta já pode ser considerada um clássico de 2010: “Apenas que… busquem conhecimento”.
André Paste só botou um verniz funk de leve sob “VCR” pra deixar o hit do Xx com uma outra cara…
Xx – “VCR (Baile Funk Remix)“
"Even science fiction is now very far behind what's actually happening." - Marshall McLuhan. Desde 1995
Profissão: autobiógrafo.
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alexandrematias [@] gmail.com


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