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26 de abril de 2010 às 17h09
Impressão digital #0007: George Lucas e o sonho de Hitchcock
Coluninha do 2 de domingo.
Uma nova trilogia
George Lucas e o sonho de Hitchcock
No fim de semana passado, na convenção C2E2 em Chicago, nos EUA, o diretor de relações com fãs da Lucasfilm, Steve Sansweet, deixou escapar uma ponta de esperança para os fãs da maior saga da história do cinema, Guerra nas Estrelas. Ao responder a questões de fãs sobre os lançamentos dos filmes em Blu Ray, ouviu uma pergunta sobre possíveis “novas aventuras depois do Retorno de Jedi (o terceiro filme da série) com nossos personagens favoritos, Luke, Han e Leia”. Sem pestanejar, ele respondeu: “E você verá, com um novo tipo de animação.”
Guerra nas Estrelas (1977) mudou completamente a história do cinema e do entretenimento do fim do século passado ao colocar o fã como prioridade. Assistente de Francis Ford Coppola, seu criador George Lucas começou a chamar atenção quando seu segundo filme,
Lucas não deixou barato. Imaginou um filme que tivesse a sensação de ficção científica sem que necessariamente fosse cientificamente verossímil. Sua intenção era recuperar a excitação que tinha ao frequentar as matinês de sua infância, em que sagas espaciais como Flash Gordon, aventuras de capa e espada como as de Robin Hood e filmes sobre a Primeira Guerra Mundial faziam crianças e adolescentes delirar na sala escura.
Depois da nouvelle vague francesa nos anos 60, o cinema tornou-se sério e adulto e perdeu o encantamento daqueles dias. Lucas recuperou estes elementos em uma história que muitos achavam que ia dar com os burros n’água. Gastou a maior parte do orçamento de US$ 10 milhões em efeitos especiais e deu maior ênfase a naves, alienígenas e robôs do que a atores. De quebra, conseguiu os direitos de marketing dos filmes e – com o sucesso da saga – fatura alto até hoje com a venda de produtos licenciados.
Tímido, George Lucas enfrenta até hoje a crítica de que é um péssimo diretor por não saber lidar com pessoas. A atriz Carrie Fischer, que vive a princesa Leia, ironizava nos bastidores que o elenco humano era conhecido como “efeito especial de carne”.
E desde o segundo filme, O Império Contra-Ataca (1980), começou uma lenta mudança ao transformar bonecos em atores, ao criar o guru alien Yoda. Quando resolveu fazer a segunda trilogia de filmes (1999- 2005), criou outros tantos personagens em animação computadorizada e, com a anunciada nova trilogia, deve levar isto às últimas consequências, dispensando atores para usar apenas computação gráfica.
Não é apenas um capricho de um nerd que se tornou ícone de várias gerações. Filmes sem atores remetem à máxima de Alfred Hitchcock, que dizia invejar Walt Disney. “Quando ele não gosta de um ator, simplesmente o apaga.” Agora George Lucas pode tentar realizar a tão sonhada utopia do mestre do suspense.
1 de fevereiro de 2010 às 9h29
E por falar em a capella…
E esse medley de John Williams feito por um homem só?
Ou, como a Babee, que passou o vídeo, me disse, é um mashup de Spielberg/Lucas com Rent.
11 de dezembro de 2009 às 11h23
Porque David Lynch não dirigiu O Retorno de Jedi
23 de setembro de 2009 às 21h56
O primeiro filme de George Lucas
O site Movietome desenterrou Freiheit, o primeiro filme de George Lucas, ainda estudante de cinema na Califórnia. O filme, er, tem cara de filme de estudante de cinema, tem um tantinho a ver com sua filmografia (“Freiheit” é “liberdade” em alemão e conta a história de um estudante fugindo da Alemanha Oriental), mas vale mais como relíquia do passado do diretor (que assinava apenas “Lucas” – que metido) do que como cinema propriamente dito.
17 de fevereiro de 2009 às 21h09
O Povo contra George Lucas
Olha a idéia: como todo mundo que nasceu depois de Guerra nas Estrelas foi influenciado de alguma forma pelo filme, os produtores do documentário The People vs. George Lucas pediram para quem quisesse enviar material sobre o impacto dos filmes – pro bem e pro mal – na sua vida e no mundo que entrasse em contato com eles. Vale tudo: entrevista, depoimento, reportagem, animação… O primeiro teaser é o vídeo aí em cima e os produtores prometem o lançamento do filme ainda para esse ano.
15 de janeiro de 2009 às 17h02
Se os pôsteres de filmes fossem honestos…
8 de janeiro de 2009 às 21h33
Quando o rock’n'roll assumiu Hollywood
Arnaldo mandou essa via Twitter, que o documentário A Decade Under The Influence, do sobrinho do Johnattan Demme, Ted Demme, tá inteiro no YouTube.
Ele conta como a geração Spielberg/Coppola/Scorsese/Lucas pegaram os estúdios de Hollywood que estava à beira de um colapso criativo e financeiro e reinventaram a roda desafiando o sistema de dentro dele mesmo com filmes que são, simplesmente, os melhores filmes da história do cinema. Você pode até bater o pé e torcer o nariz, pensando em escolas inteiras como a nouvelle vague, o cinema independente dos anos 90, o cinema asiático da virada do milênio, o neo-realismo italiano, os filmes trash dos anos 60 ou a atual safra de filmes latinos, mas nenhuma dessas gerações produziu um rol de filmes que inclui os dois primeiros Poderoso Chefão, a trilogia Guerra nas Estrelas, Halloween, Taxi Driver, Contatos Imediatos de Terceiro Grau, Easy Rider, Operação França, Um Touro Indomável, Apocalypse Now, American Grafitti, Um Estranho no Ninho, Essa Pequena é uma Parada, Maratona da Morte, Chinatown, O Exorcista, THX 1138, A Última Sessão de Cinema, Bonnie & Clyde, A Conversação, Tubarão e Amargo Pesadelo. Nem precisa incluir os filmes do Kubrick pra esta ser uma lista respeitável de melhores filmes de todos os tempos. O mais perto disso que existe na história do cinema é justamente a geração de europeus que ajudou Hollywood a existir – Chaplin, Hitchcock, Wilder e Capra, que não eram propriamente uma turma.
Nos anos 70, era uma turma. Era a primeira geração de graduados em cursos universitários de cinema (pois isso não existia antes) e amamentada pela televisão, o que garantia a aliança de um know how inato da linguagem audiovisual com a técnica adquirida recém-transformada em método. E saindo da Califórnia no fim da era hippie, eles injetaram adrenalina e insanidade em um cinema que estava produzindo pérolas como Oliver!, Dr. Jivago, My Fair Lady e Noviça Rebelde. O melhor mergulho nessa história que eu conheço é o livro Easy Riders, Raging Bulls, do jornalista Peter Biskind, que também tem uma versão em DVD, mas que eu ainda nao vi. Mas esse A Decade… dá uma boa idéia da reviravolta que uma geração de autores, roteiristas e atores fez em Hollywood, criando a primeira escola de cinema autoral americana com consciência artística e reinventando Hollywood como um novo mercado, que, no fim das contas, desenharam o nosso presente atual, dividido entre Cinemarks e cineclubes.
Partes 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15 e 16
O que me leva a crer que não é difícil que, em pouco tempo, vejamos uma nova renascença cinematográfica, se deixarem de novo os malucos tomarem conta do hospício – nem que seja por alguns anos. E que os melhores filmes de todos os tempos ainda podem nem ter sido feitos.
14 de outubro de 2008 às 1h59
South Park resume a tragédia
Se você não assistiu ao quarto Indiana Jones, cuidado que tem spoiler. Se assistiu, há de convir…
13 de outubro de 2008 às 23h10
Mirando no fã
Como o filme não emplacou, o jeito é ganhar no DVD – e Spielberg e Lucas sabem que a mina de ouro está no fã hardcore, aquele que compra todas as versões pra ganhar os brindes exclusivos. Assim, nos EUA, quem comprar o DVD do quarto filme de Indiana Jones tem cinco opções diferentes. Quem comprar na Circuit City, ganha amostras da arte conceitual do filme, como esta abaixo:
Comprando pela Target, você ganha um livro de capa dura com 80 páginas e fotos inéditas.
Pela Sears e Kmart, você ganha quatro miniposters dos quatro filmes do Indiana, só que em versão Lego (um brinde bem palha, convenhamos):
E via Best Buy você ganha esta bela caveira de alien feita de cristal.
Aqui no Brasil, se vier um panfleto com a ficha técnica do filme, já é muito. Se vier mais do que isso, vai custar uns quinhentos reais.

















Profissão: autobiógrafo.


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