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Arquivo: gilberto gil

Duas realidades

Boa idéia, essa da Trip. Em vez de repetir de novo a capa do Tropicália (talvez o maior clichê do jornalismo musical brasileiro), eles foram atrás de uma clássica capa de uma antiga Realidade com Milton Banana, Jairzão, Magro do MPB-4, Caetano, Nara, Paulinho da Viola, Toquinho, Chico Buarque e Gil…

…e a recriaram com Junio Barreto, Rômulo Fróes, Ganjaman, Tatá, Catatau, Hélio do Vanguart, Thalma, Kassin e Céu.

Mas em vez da matéria ser mais uma cantinela de viúva da MPB tentando enquadrar novos Caetanos ou as “novas divas” que alimentam cadernos de cultura pelos jornais do Brasil, o texto do Bressane concentra-se em um ponto específico desta geração anos 00 – o perfil colaboracionista, em que todo mundo já tocou com todo mundo. A pauta só peca por insistir nessas de MPB – o atual pop brasileiro (inclusive o que inclui os nove acima) vai muito além da canção e do violão, e inclui hip hop, indie rock, psicodelia, bocas desdentadas, groove latino, bateria eletrônica, guitarra elétrica e versos em inglês.

Mas eu sei como funcionam as revistas…

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Sucos bárbaros

Inspirados nos Beatle Juices, a Bistrô lançou a versão tupiniquim para o pop frutífero – e os personagens escolhidos vêm da Bahia.

E, como no original, no site dá pra baixar o PDF e fazer sua caixinha em casa.

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Gil Pepper’s

O Gravataí Merengue puxou um especial Gilberto Gil e no meio dos hits, tá lá uma versão de quase 10 minutos com o velho baiano pirando em cima da música-título do disco mais conhecido dos Beatles. Nem pestanejei – e olha ela aí.


Gilberto Gil – “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”

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Os 25 mais no Brasil

A edição mais recente da Rolling Stone brasileira traz uma votação para saber quem são as pessoas mais importantes da história da nossa música. Não valia banda nem dupla, a eleição era focada em indivíduos e quem ganhou foi Tom Jobim. Eles pediram aos votantes que enviassem uma lista de 25 nomes mais importantes, sendo que os cinco primeiros deveriam estar na ordem. Ampliei o desafio e botei os 25 nomes mais importantes da música brasileira para mim em ordem, do começo ao fim. Segue a lista:

1. João Gilberto
2. Noel Rosa
3. Jorge Ben
4. Elis Regina
5. Jacob do Bandolim
6. Chico Buarque
7. Gilberto Gil
8. Pixinguinha
9. Caetano Veloso
10. Luiz Gonzaga
11. Jackson do Pandeiro
12. Cartola
13. Ary Barroso
14. Dorival Caymmi
15. Tom Jobim
16. Braguinha
17. Roberto Carlos
18. Paulinho da Viola
19. Renato Russo
20. Tim Maia
21. Lulu Santos
22. Rita Lee
23. Tom Zé
24. Chico Science
25. Raul Seixas

E aí, discorda, concorda… qualé?

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RIP: Remix Manifesto

Na mesma linha do comercial anterior, o documentário RIP: Remix Manifesto celebra a cultura do remix e do mashup, quando o velho é reinventado pela simples apropriação indevida. Entre os entrevistados, temos o Lawrence Lessig, o Cory Doctorow e o Lars Ulrich, histórias sobre Disney e a Vila Sésamo e um remix de “Bittersweet Symphony” (que, por si só, já é um remix) com base de funk carioca. Parece ser foda.

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Vida Fodona #127: Gripadaço

Yo La Tengo – “Be Thankful for What You Got”
Beck – “Soul of a Man”
Gilberto Gil – “Queremos Guerra”
Lulu Santos – “Tempos Modernos”
R.E.M. – “Strange”
Whitsundays – “Antisocial”
Decemberists – “O Valencia”
Kings of Convenience – “Paralell Lines”
New Order – “Thieves Like Us”
Black Kids – “I’m Not Gonna Teach Your Boyfriend How to Dance With You (The Twelves Remix)”
Pavement – “Rattled by the Rush”
National – “Brainy”
Rolling Stones – “Tumbling Dice”
Mallu Magalhães – “Happy Song”
Of Montreal – “Nonpareil of Favor”
Of Montreal – “Death is Not a Parallel Move”
Of Montreal – “Plastis Wafers”
Of Montreal – “Touched Something’s Hollow”
Pato Fu – “O Processo de Criação Vai de 10 Até 100 Mil”

Simbora.

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Leitura Aleatória 104

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Foto: Okstateames

1) Gil zarpa
2) Alicia Keys e Jack White fazem dueto em tema de James Bond
3) MTV vai refilmar Rocky Horror Picture Show (vai que fica bom..)
4) Adbusters: The hipster represents the end of Western civilization – a culture so detached and disconnected that it has stopped giving birth to anything new
5) Marvin, o Marciano vai ganhar filme solo em live-action e CGI
6) E saiu o trailer do novo Harry Potter
7) Cientistas descobrem pintura escondida sob quadro de Van Gogh
8) Corey Feldman fala sobre a continuação de Garotos Perdidos
9) O tiopës do século dezenove
10) Os 10 programas de TV mais pirateados esse mês via BitTorrent (eis um bom – e confiável – parâmetro de sucesso atualmente)

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“When I find myself in times of trouble…”

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Gil cita música dos Beatles para admitir que vai deixar Ministério da Cultura

O ministro da Cultura, Gilberto Gil, admitiu publicamente hoje que vai deixar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Gil se reúne hoje com Lula no Palácio do Planalto, em Brasília, para discutir sua saída do ministério.

“Vai ser notícia quando tiver que ser”, disse ele se referindo a sua saída. “Vou encontrar com o presidente para tratar da data da minha saída”, afirmou Gil após participar de debate sobre direitos autorais.

Para anunciar sua saída, Gil citou a música “Let it Be”, dos Beatles: “Let it Be”, cantarolou. “Deixo as coisas acontecerem. As coisas vêm e vão. Deixe estar. Let it be.”

Os rumores sobre a saída de Gil do ministério existem desde o início do segundo mandato de Lula. O ministro estaria encontrando dificuldades para conciliar sua agenda política com a carreira artística. Ele já havia sinalizado a Lula a intenção de deixar o governo, mas o presidente vinha tentando mantê-lo no governo.

Hoje, Gil avaliou positivamente sua passagem pelo governo. “Acho boa. É uma avaliação positiva. Estamos exportando um conceito tecnológico para outros países. Conseguimos fazer do samba de roda um patrimônio mundial. Foram 4,5 anos importantíssimos para ministério”, disse ele.

Gil disse que não está preocupado com a escolha de seu sucessor. “O importante é que o dia em que não estiver mais no Ministério da Cultura, ele [sucessor] estará lá. A contribuição que tivermos dado estará lá e a responsabilidade do presidente da República com o ministério também estará lá.”

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Leitura Aleatória 90

1) Gilberto Gil se prepara para deixar o Ministério da Cultura

2) Proposta proíbe realização de festas ‘open bar’

3) Nao pode mais tirar foto no Milo?

4) Diretor de “Dois Filhos de Francisco” quer filmar biografia de Roberto Carlos

5) Bruno entrevista o Sany Pitbull pra XLR8R

6) BBC elege ‘Billie Jean’ a melhor música dance

7) Cai a audiência do Fantástico (I wonder why…)

8) Animal de estimação pode causar dependência, dizem especialistas

9) 17 dicas para gerenciar sua equipe evitando a negatividade

10) O Google tá deixando a gente burro?

Foto: oskaline

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Cultura livre encerra evento com pedido de isenção de taxas


O Ministro Gilberto Gil prova a Free Beer, feita em código aberto (foto: Henrik Moltke)

Acesso aberto e ampliação dos direitos digitais foram conclusões da segunda edição do iSummit, no Rio, que teve participação até da poderosa Microsoft

Em menos de uma hora depois de ter anunciado as duas declarações que resumiram os trabalhos de três dias de discussão e execução de projetos e iniciativas ligadas à cultura livre do segundo iSummit, encontro que aconteceu durante o fim de semana passado no Rio de Janeiro, o advogado norte-americano Lawrence Lessig, idealizador da grife legal Creative Commons, era arremessado para dentro da piscina na cobertura do hotel que sediou o evento, enquanto os participantes e palestrantes do evento bebericavam taças de uma certa “cerveja de código aberto”, chamada Free Beer.

Foram três dias de apresentações e painéis de discussão a respeito de iniciativas e interesses que dizem respeito a certas crises do conhecimento moderno e a modelos econômicos para superá-las de forma sustentável para o futuro. Representantes de instituições como Access to Knowledge, Open Society Institute, Wikipedia e Google estavam presentes e apresentaram exibições ou assistiram-nas, contribuindo para o debate sobre compartilhamento de conhecimento e propriedade intelectual, que teve momentos de frisson, como nas duas declarações que encerraram o evento.

“The Rio 2006 Declaration on Open Access” (“A Declaração Rio 2006 sobre Acesso Aberto”) inicia um movimento para isentar de taxas e cobranças quaisquer reproduções de obras que tenha caráter acadêmico e “The Rio 2006 Declaration on Digital Rights Management” (“A Declaração Rio 2006 sobre Gestão de Direitos Digitais”) propõe a substituição do atual modelo de indexação de obras digitais pelas licenças Creative Commons. Anunciadas na última sessão do domingo, as declarações tiveram efeito catártico sobre os participantes, mas não foram seus pontos mais intensos.

Estes aconteceram nos dois primeiros dias. O primeiro quando, de surpresa, a Microsoft, empresa-símbolo das causas contrárias dos intelectuais ali reunidos, foi convidada para a cerimônia de abertura para anunciar um plug-in para seu software Word, que embute uma licença Creative Commons em qualquer documento produzido no programa. A presença da empresa e sua estranha parceria com a marca – mais cessão do que invasão territorial – fez com que ativistas presentes sacassem narizes de palhaço e distribuindo para os participantes. O segundo aconteceu quando a Radiobrás, a empresa estatal de radiodifusão, a nunciou que todo seu conteúdo seria disponibilizado através das licenças CC, inclusive para uso comercial de terceiros, e foi saudada com aplausos entusiasmados.

Pelos corredores, um verdadeiro quem é quem da cultura livre, do ministro da cultura Gilberto Gil, que também participou da abertura do evento, ao escritor Cory Doctorow, de Jimmy Wales, criador da enciclopédia editável Wikipedia, ao fundador da Electronic Frontier Foundation, John Perry Barlow.

Ao mesmo tempo, aconteciam palestras sobre ciência aberta, digitalização de conteúdo em domínio público, educação, jornalismo e licenciamento de conhecimento indígena, exibições da comunidade em 3D SecondLife e workshops do grupo brasileiro Estúdio Livre, que maravilhava os estrangeiros ao compor, gravar, editar e remixar músicas usando apenas softwares livres.

O evento terminou com uma festa no Teatro Odisséia com os VJs-ativistas do Media Sana, o rapper BNegão e sua banda Seletores de Freqüência e o músico Lucas Santtana atuando de DJ. Em comum, o fato de disponibilizarem todo seu conteúdo gratuitamente online – a saber, www.mediasana.org, www.bnegao.com.br e www.diginois.com.br.

* Matéria publicada na Folha dessa terça.

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