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MASHUP

Porque tu sabe que no mashup eu não tenho limitsss…

Do Breakfast Broken.

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Impressão digital #0035: O setlist do show de Paul McCartney

E a minha coluna no Caderno 2 de ontem foi sobre os shows de Paul McCartney no Brasil.

Que músicas ele toca?
O mesmo show do Paul

Hoje e amanhã Paul McCartney faz mais dois shows no Brasil, quase vinte anos depois de ter vindo ao País para se apresentar pela primeira vez (dois shows no Rio em 1990 e dois shows em São Paulo e Curitiba em 1993). Mas, se no início dos anos 90 havia uma enorme expectativa sobre o que Paul poderia tocar em seus shows no Brasil, hoje não há motivo para especulação. Basta entrar no site setlist.fm para saber quais músicas que o ex-beatle tocou em todos seus últimos shows desde… 1990! O site, na verdade, reúne até informações sobre apresentações de Paul em 1972, mas desde o início dos anos 90 seu calendário de shows é bem completo.

O setlist.fm usa uma plataforma chamada wiki, que permite que qualquer um edite um texto online – é a mesma utilizada pela enciclopédia colaborativa Wikipedia. É um sistema de publicação que permite que os próprios fãs organizem as informações a respeito de seus ídolos. No caso do setlist.fm, dedicado apenas ao repertório de músicos em shows (e não apenas os de Paul), depois que o fã chega em casa após o show, ele abre um tópico relacionado ao show em questão e lista a ordem de músicas que reuniu. Se alguém escreve algo errado vem outra pessoa e corrige.

Por isso, quando fui assistir aos shows de Paul McCartney em Buenos Aires, na semana passada, já sabia de quase todas as músicas que ele iria tocar nas quase três horas de show. Mais do que isso: além da ordem das músicas, há um script muito bem ensaiado e imutável de show para show. Há a hora em que ele tira o paletó e fala que é “a única grande troca de figurino da noite” ou a homenagem aos dois ex-colegas de banda que já morreram ou as gracinhas que faz com o público. É tudo igual, muda só a bandeira que ele agita ao fim do show.

Mas tudo bem. Afinal foi Paul McCartney quem ajudou a inventar este sistema de música para as massas. Natural que ele queira repetir o mesmo show. Mesmo porque na segunda noite na Argentina, ele tirou da cartola a ainda inédita na turnê Bluebird. Ou seja: ainda cabe espaço para o improviso.

O Homem-Mashup
Você conhece o Girl Talk?

E na mesma semana em que se apresentou pela segunda vez no Brasil (ele encerrou, na noite de ontem, a edição deste ano do festival Planeta Terra), o DJ e produtor norte-americano Gregg Gills, conhecido pelo apelido de Girl Talk, ofereceu seu disco gratuitamente para download no site de sua gravadora, devidamente batizada de Illegal Art. Gills é conhecido por, desde 2006, compor álbuns usando apenas pedaços de músicas alheias – daí o peculiar nome de sua gravadora. Nada do que está no disco foi composto ou gravado pelo produtor, que apenas usou seu computador para misturar pedaços de músicas alheias e compor mais uma longa sinfonia esquizofrênica dentro da estética do mashup, em que canções de diferentes estilos se colidem para gerar músicas novas. All Day, o nome do novo disco, pode ser baixado de graça no site da gravadora (www.illegal-art.net/allday) e se alguém quiser saber todas as músicas que Gills usa no disco, basta entrar no site alldaysamples.com, feito por fãs, para ouvi-lo com a descrição de cada música utilizada para compor seu novo álbum.

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Mashupman

Ilegal de propósito
Desrespeitando os direitos autorais, o produtor Girl Talk lança mais um disco de graça

Exatamente no mesmo dia em que os Beatles colocavam seu catálogo online à venda, o DJ e produtor norte-americano Greg Gillis surgia com um novo disco prontinho para download. E, diferentemente dos discos de John, Paul, George e Ringo, All Day não custa nada para ser baixado – embora o ouvinte seja convidado a contribuir com o lançamento pagando a quantia que achar justa, mesmo que ela seja zero.

O novo disco do produtor, mais conhecido pela alcunha de Girl Talk, segue exatamente o mesmo padrão dos dois trabalhos anteriores, Night Ripper (2006) e Feed the Animals (2008): ele está para download no álbum de sua gravadora (chamada Illegal Art) de forma gratuita mesmo que nenhum dos envolvidos tenha direito sobre as músicas usadas para a composição do álbum. Explico: em vez de gravado, All Day – como os outros discos do Girl Talk – é composto apenas usando trechos de músicas alheias, grande parte delas hits de artistas consagrados.

Justamente por isso ele se tornou uma espécie de símbolo da cultura livre que ajuda a reinventar os conceitos de direitos autorais na era digital. O DJ foi um dos principais personagens do documentário Good Copy Bad Copy e sua entrevista era pontuada por observações do advogado Lawrence Lessig, criador da licença alternativa Creative Commons, que tratava Gillis como exemplo de um artista do século 21 que, se fosse atuar pelas leis do século 20, não conseguiria fazer música. Talvez por isso consiga lançar seus discos sem se preocupar com processos da indústria fonográfica. A menor menção a uma ação judicial contra ele já seria o suficiente para acionar advogados e ativistas da cultura livre e transformá-lo em mártir desta nova realidade. Enquanto isso, ele segue lançando seus discos – e fazendo shows inacreditáveis, apenas com seu laptop.

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Link – 22 de novembro de 2010

FFLCH EletrônicaAgora é olhar para o futuroCentral de conversas Por que ‘A Rede Social’ menospreza Zuckerberg?Butique GoogleServidor: youPIX, MySpace e Facebook, FBIPrivacidade em riscoBeatles à vendaIlegal de propósitoVida Digital: Hugo Barra

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Vida Fodona #236: Especial Planeta Terra 2010

Vamos dar um tempinho no Paul, já que neste finde também tem o Terra?

Pavement – “Motion Suggets”
Mombojó – “Praia da Solidão”
Phoenix – “Rome”
Empire of the Sun – “Walking on a Dream”
Mika – “Relax (Take it Easy)”
Yeasayer – “Ambling Alp”
Passion Pit – “Moth’s Wings”
Of Montreal – “An Eluardian Instance”
Smashing Pumpkins – “1979″
Hurtmold – “Churumba”
Hot Chip – “Thieves in the Night”
Girl Talk – “This is the Remix”

Chega mais.

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Oh não! Disco novo do Girl Talk!

E bem na semana em que ele toca no Terra – que timing. Dá pra baixar aqui, por mil jeitos diferentes.

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Link – 2 de agosto de 2010

O que pode e o que não pode“O povo do copyleft quer me silenciar”Por uma forma fácil de pagarOdisseia eletrônicaPersonal Nerd: Anime-se!Com novo Kindle, Amazon quer popularizar seu e-readerNebuloso Office 2010Mark Zuckerberg, vídeos e fotos no Twitter, novo iMac e Rainha no FlickrVida Digital: Girl Talk – Bons artistas pegam emprestado. Grandes artistas roubam

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Pavement, Phoenix, Of Montreal, Girl Talk, Smashing Pumpkins, Hot Chip e Yeasayer

Isso é o Terra desse ano. Fiquei de cara. Tem tudo pra ser fodaço. Tomara que botem o Girl Talk no chão.

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Vida Fodona #193: O primeiro dos anos 10

Pilhas recarregadas? Vamo começar tudo de novo?

JJ – “Ecstasy”
Little Boots – “Stuck on Repeat”
Zémaria – “Hit do Porto”
Passion Pit – “The Reeling (Calvin Harris Remix)”
Grizzly Bear – “Knife (Girl Talk Remix)”
Miike Snow – “Animal”
Mayer Hawthorne – “Maybe So, Maybe No”
La Roux – “Fascination”
Julian Casablancas – “11th Dimension”
Juan McLean – “A New Bot”
Tegan & Sara – “Alligator”
Muse – “Knights of Cydonia (The Integrals Remix)”
Portishead – “Chase the Tear”
Duck Sauce – “ANYway”
Tarântula – “Saiba Ser Feliz”

Então bora.

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Os 100 melhores discos dos anos 00: Girl Talk / Last Shadow Puppets

77) Girl Talk – Night Ripper (2006)

78) The Last Shadow Puppets – The Age Of The Understatement (2008)

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Vida Fodona #143: Melhores de 2008 (parte 3)

Conforme o prometido, eis a terceira parte.

Cat Power – “New York”
Diplo & Santogold – “Guns of Brooklyn”
Department of Eagles – “Waves of Rye”
Little Joy – “Brand New Start”
Lykke Li – “I’m Good, I’m Gone”
Girl Talk – “Rockin”
Passion Pit – “Sleepyhead”
Vampire Weekend – “Cape Cod Kwassa Kwassa”
Hercules & Love Affair – “Blind”
João Brasil – “This is How We Dance”
Santogold – “L.E.S. Artistes”
Mickey Gang – “I Was Born in the 90s”
Fujiya & Miyagi – “Knickerbocker”
Portishead – “Plastic”
Black Keys – “Strange Times”

Bora?

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Os 50 melhores discos de 2008: 33) Girl Talk – Feed the Animals

Se o mashup é o gênero musical que melhor reflete a década (remixada, esquizofrênica, rock e dance ao mesmo tempo, infame e divertida), Girl Talk é o espelho que os 2ManyDJs haviam imaginado no ano 2000. Mas se o Night Ripper tinha sido um dos discos cruciais para entender 2006, neste ano Gregg Gills simplesmente fez um upgrade básico, sem propor nada propriamente novo. A impressionante montanha russa de samples ainda causa espanto e delírio ao mesmo tempo em que é impossível acompanhá-la de forma racional – esqueça quem está cantando o que, deixe-se levar pelo convite de ouvir boa parte da produção pop do final do século 20 num flashback no liquificador, que não tritura as diferentes partes dos singles usados transformando-os em uma maçaroca de som – e sim os derrete com gosto e pulso firme, deixando todos os temperos usados facilmente reconhecível. Feed the Animals ainda se deu ao luxo de desafiar abertamente os detentores dos direitos autorais usados – se o primeiro disco teve uma prensagem mínima e foi mais distribuído em formas não tradicionais de divulgação oficial (como sites de compartilhamento e redes P2P), o Girl Talk em 2008 tinha endereço virtual para ser encontrado e quem quisesse ainda podia pagar por sua obra, como o Radiohead havia cogitado em 2007. Mas mesmo repetindo a própria fórmula, Gills ainda conseguiu fazer um discaço – tão bom quanto importante. Agora é torcer para ele se reinventar – porque ele sabe que essa é a regra.

33) Girl Talk – Feed the Animals

Girl Talk – “Give Me a Beat

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RIP: Remix Manifesto

Na mesma linha do comercial anterior, o documentário RIP: Remix Manifesto celebra a cultura do remix e do mashup, quando o velho é reinventado pela simples apropriação indevida. Entre os entrevistados, temos o Lawrence Lessig, o Cory Doctorow e o Lars Ulrich, histórias sobre Disney e a Vila Sésamo e um remix de “Bittersweet Symphony” (que, por si só, já é um remix) com base de funk carioca. Parece ser foda.

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Vida Fodona #123: Um, dois, três

Programa calminho, com um miolo de mashup e uma rabeira de remix, mas com muita balada e músicas pra ficar numa bowa.

First Aid Kit – “Tiger Mountain Pleasant Song”
Proibidão – “Mangueira Verde e Rosa”
Lulu Santos – “Adivinha o Quê?”
Marcelo Camelo e Mallu Magalhães – “Janta”
Crazy Baldhead – “Bluejay”
João Gilberto – “Aos Pés da Cruz”
First Aid Kit + Crazy Baldhead – “Tiger Bluejay Mountain”
Girl Talk – “Give and Go”
João Brasil – “This is How We Dance”
Lalo Schiffrin – “Magnum Force Team”
Elton John – “Goodbye Yellow Brick Road”
R.E.M. – “Electrolite”
Renato Russo – “Marcianos Invadem a Terra”
Metric – “Love is a Place”
Midnight Juggernauts – “Into the Galaxy”
Kills – “Cheap and Chearful (Fake Blood Remix)”
TV on the Radio – “Dancing Choose”
Ween – “The HIV Song”
Kooks – “Kids”

(O programa tava com um bug e ficava mudo do meio pro fim, mas eu já consertei – mal aê)

Sigam-me os bons.

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“A lambada vai voltar, vocês vão ver”

João Brasil, o mito, na Érika Palomino.

EP – De quem você queria ser amigo?
JOÃO – Erika Palomino.

E tu já baixou o Big Forbidden Dance? Senão, tá dando mole: a Dança Proibida, no caso, é o bom e velho mashup (que não é crime, não custa lembrar!), que foi abraçado pelo autor do hit “Baranga” em uma misturada temperada com o tambozão do funk carioca. Se você acha uncool ouvir um subproduto brasileiro do Girl Talk que envereda pela modinha do baile funk entre os hypados, não custa lembrar que a vaibe do JB tá mais prum Jive Bunny com Marlboro!

O disco tu baixa aqui (o Bruno relacionou todos os samples usados no disco)! E João Brasil é o convidado da próxima Gente Bonita, dia 30, no Glória. Behold.

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