Falando no Fred, pesquei isso lá no Vladivostok.
O Calma, também conhecido com Stephen Doitschinoff, saiu da cidade grande para pirar num sonho próprio - pintar uma cidade inteira. E é isso o que ele está fazendo fez em Lençóis, no interior da Bahia (a famosa cidade onde, rezava a lenda, o Jimmy Page morava nos anos 90). Muito fera.
“A história toda é muito boa, só um adendo: o Stephan fez esse projeto em 2008 ou 2007; ano passado saiu Temporal, o doc que conta essa história. E isso inspirou a instalação que ele montou no MASP na De dentro para fora/de fora para dentro. Vai lá dar uma olhada :D”
Grafitti? Intervenção urbana? Animação stop-motion? Tudo ao mesmo tempo.
Falando no McCormick, vale rever seu curta The Subconscious Art of Graffiti Removal, em que ele compara o esforço de moradores e donos de estabelecimentos em apagar pichações (grafitti, em inglês, se refere tanto a pichações quanto ao grafitti tradicional - você sabia que essa separação, entre grafitti bom e mau?) a uma variação inconsciente de arte moderna, descendente direta do expressionismo abstrato, construtivismo russo e minimalismo. Genial.
E tem muito mais aqui. Dica do Julio.
Foto: Telescópio Hubble
1) Feliz natal, Vlad (como ser um artista plástico de sucesso)
2) Feliz natal, Liv (exposição de Rafael Silveira)
3) Feliz natal, Mateus e Ronny (pixação virando grafitti em Lisboa)
4) Feliz natal, Ricardo (perfil de Caco Barcellos)
5) Feliz natal, Ramiro (mixtape de volta ao mundo)
6) Feliz natal, Dago (o fim do Pitchfork?)
7) Feliz natal, Renata (sobre ser um hispter)
8) Feliz natal, Dafne e Tacioli (os melhores discos, DVDs e livros de 2008)
9) Feliz natal, Kátia (a escada do Joca Reiners Terron)
10) Feliz natal, Thais e Isa (feliz natal)

Foto: wendalin20
1) Tempos difíceis para o mercado editorial
2) Grafitti tem a ver com vandalismo? Cientistas explicam
3) Dez coisas que você não sabia sobre Freddie Mercury
4) Os 100 melhores filmes segundo a Cahiers du Cinema (não tem filme inglês :P)
5) Remixtures dá um tempo
6) Segurança do Rio planeja uso de ‘maconhômetro’
7) Fãs dizem que Britney dublou em seu retorno à TV britânica
8) Duas aldeias na África em que todos os bebês homens são mortos para evitar a guerra
9) A volta do Faith No More?
10) 10 clipes inspirados em ficção científica
Apareceram em um flickr uma série de fotos mostrando uma tal “invasão de pixadores” em “protesto” contra a “comercialização, institucionalização e domesticação da cultura de rua, por parte dos galeristas e do poder público”. Aí você começa a ver as fotos com um monte de gente pixando tudo, como se tivesse permissão pra isso - tipo nessa foto aí em cima, em que os quadros com vidro, encostados no chão, foram “preservados”. É o maldito marketing viral se disfarçando de “urbano”. Ou, como disse o Cardoso:
De qualquer forma, mesmo que porventura o ataque seja GENUÍNO, aposto que o preço de todos esses quadros e obras de arte BARBARIZADOS por legítimos pixadores - artistas de rua na sua manifestação mais pura e crua - acaba de TRIPLI ou QUADRUPLI-car.
Isso pra não falar na nova decoração interna da galeria, inteiramente gratuita e muito mais autêntica do que jamais se poderia sonhar em um lugar onde se comercializa, primordialmente, aquilo que os jornalistas gostam de chamar de street art.
Ou seja, no fim das contas, não importa qual foi a intenção original: quem sai vencendo na história - e sob todos os ângulos - é a galeria paulistana.
Em outras palavras, bem vindo ao pós-modernismo.
Lembrando que o Cardoso é marchã, né?
Updeite: O Oga veio bater aqui me lembrando que o Flickr não é da galeria. Mas a discussão inda tá comendo por lá…
Um dos principais artistas de hoje em dia, Banksy é quase um adjetivo - é um nome que une a contestação de suas obras. Pichações na parede que fugiam do trivial da arte de rua do mesmo jeito que o próprio autor foge de um reconhecimento artsy, que metamorfoseia grafiteiros em artistas plásticos, quando a celebridade da autoria torna-se mais importante do que aquilo que é dito com a arte. Seu anonimato parece ter ficado no passado depois que, neste fim de semana, o jornal Mail On Sunday revelou algumas informações sobre sua possível vida particular: que chama-se Robin Gunningham, que estudou arte em boa faculdade, tem 34 anos e vive uma vida boa. Certamente não é isso que fará o sujeito sair de trás da cortina e continuar fazendo o que bem sabe - tomara que não use a revelação como desculpa pra uma aposentadoria precoce -, mas fica a pergunta: o quanto isso diminui a obra de um artista?
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