3 de setembro de 2010 às 10h57
Vote Vanguart
Sem entrar no mérito (discutível) de se fazer jingle (também discutível) político (ainda mais discutível), essa música que o Vanguart fez para um político do Mato Grosso é horrorosa.
Aproveitando o gancho, vale ler a entrevista com o Hélio Flanders, vocalista da banda, feita pelo Scream & Yell. Um trecho:
Em uma entrevista recente do Marcelo Camelo para a Trip ele diz que 1% do tempo dele é destinado à música…
Por isso que fumamos maconha, né? (risos) Passamos 1% do tempo com o violão na mão, mas 61% do tempo eu estou pensando na criação. Pelo menos eu penso nisso porque a minha criação vai muito além de estar com um violão e estar pensando música. Não quero que soe pretensioso, mas demos uma desacelerada porque estávamos pensando em um conceito e a cada seis meses eu mudo esse conceito. Então prefiro não lançar um disco que não diga nada pra mim. É meio burrice, porque estou perdendo grana, estou perdendo uma fórmula de folk bonitinho, de calça apertada, que podia estar dando dinheiro. Mas, ao mesmo tempo, descobri uma forma de fazer dois shows por mês, pagar minhas contas, comprar meu fumo e não precisar ficar blefando, nem segurar placa de gênio pensando ou ficar fingindo que eu tenho culpa cristã. O protecionismo ao redor do artista… isso é um golpe.
E em tempo: não é o fato de fazer um jingle para político que vai tirar o trunfo do Vanguart de ser uma das melhores bandas nacionais da primeira década do século. Só pra constar e não ficar parecendo picuinha.








Profissão: autobiógrafo.


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