10 de dezembro de 2011 às 17h35
Bureau of Indisputed Truths, de Domitille Collardey
Privatti que me mostrou essas tirinhas dessa ilustradora francesa que mora no Brooklyn, em Nova York, publica na revista Believer.
Privatti que me mostrou essas tirinhas dessa ilustradora francesa que mora no Brooklyn, em Nova York, publica na revista Believer.
Hitchcock e culinária? Tudo a ver.
The Ultimate Hitch Cookbook é o projeto de conclusão de curso do designer alemão Pascal Monaco. E a dica é da Carol.
Eis o prequel!
Acreditem: esse encontro ocorreu.
Demoramos quase um mês, mas eis o primeiro e único Vinteonze de março, uma vez que o mês que se encerra foi de muito trabalho na paralela e pouca gravação. Vamos tentar reverter esse quadro e a existência desse terceiro episódio do ano é a prova de tal intuito. No papo de hoje, Woody Allen, Reinaldo Morais, o século 20 dos irmãos Coen, quem é esse tal de Criolo, Rebecca Black, Hitchcock, Verocai, Jorge Luis Borges e Braulio Tavares, teclados QWERTY, a existência da alma, o filme novo do Tarantino, V de Vingança, e mais detalhes sobre a festa de Quinze Anos do Trabalho Sujo, que traz o primeiro Baile Veneno de 2011. Na trilha sonora, Good Vibes do Gary Bird e o primeiro disco da Gang 90.
Ronaldo Evangelista & Alexandre Matias – “Vinteonze #0003“ (MP3) (link alternativo pro MP3)
Veja em tela cheia.
E me lembrem de falar do Hitchcock outro dia, tou com uma história massa pra contar.
Desta vez, à brasileira:
Pedro Vidotto é brasiliense e criou um monte de outros posters do tipo – todos em seu site.
Se você gostou desses, sugiro também o espanhol Hexagonall, o americano Brandon Schaefer, o Supertrunfo de fontes do Face 37, os livros-game de Olly Moss, os filmes de papel do Spacesick, os pôsteres do polonês Grzegorz Domaradzkis, o Tarantino do canadense Ibraheem Youssef, a filosofia pop do Mico Toledo e os super-heróis pulp de Steve Finch.
A tradição de Michael Scott começou com ninguém menos que Alfred Hitchcock (na verdade, ele diz “as the girl said”). Vi no Office Tally.
O designer Brandon Schaefer segue uma linha parecida com a do minimalista espanhol Hexagonall – e ambos pertencem a uma cena global de remixadores visuais do inconsciente coletivo que, através do design, relêem o século 20 e o começo deste 21 com perspectivas bem além dos clichês que os cercam. Nessa mesma linha, vale conferir o Supertrunfo de fontes do Face 37, os livros-game de Olly Moss, os filmes de papel do Spacesick, os pôsteres do polonês Grzegorz Domaradzkis, o Tarantino do canadense Ibraheem Youssef, a filosofia pop do Mico Toledo e os super-heróis pulp de Steve Finch. E estes são apenas alguns dos que republiquei por aqui. Há muito mais.
Outra criação do espanhol, desta vez em vídeo.
A primeira chama-se Psychosith, a segunda Force by Forcewest.
Curtiu o trabalho do cara com os pôsteres do Tim Burton? O espanhol Hexagonall também fez umas versões minimalistas para clássicos – velhos e novos – do cinema. Separei uns aqui:
Já falei da seqüência psicodélica de sonho em Um Corpo Que Cai, mas o que dizer deste encontro entre Hitchcock e Salvador Dali em Quando Fala o Coração (Spellbound)? Incrível.
E por falar em plano-seqüência, separei alguns clássicos pra matar o tempo. Começando pelo principal deles, o ousado início de A Marca da Maldade, de Orson Welles. Se ele inventou o cinema em Cidadão Kane, com esse filme ele inventou o cinema B:
Tem a clássica abertura de O Jogador, de Robert Altman, em que a própria duração da seqüência é citada. Todos os diálogos desse trecho foram improvisados:
Outro clássico, este do Antonioni, em Profissão: Repórter, que rendeu boatos de que o diretor havia construído um hotel só para filmar esta cena.
O engarrafamento de Weekend, um dos meus favoritos do Godard (são pouquíssimos), também é memorável:
E, óbvio, o velotrol do Iluminado, do Kubrick, um apaixonado por planos-seqüência:
Talvez não tão apaixonado quanto Hitchcock que fez um filme inteiro (Festim Diabólico) a partir deste preceito. Chupa, Jack Bauer:
Hitchcock era tão fissurado no tema que já havia exercitado lindamente a técnica em Sob o Signo de Capricórnio:
E não a abandonou, como vemos nesta cena de seu Frenesi:
A paixão de Hitchcock também motivou um de seus principais alunos, o sampleador Brian de Palma, que cansou de usar o recurso. Abaixo, uma cena de Fogueira das Vaidades e outra do Pagamento Final, com Al Pacino:
Também discípulo de Hitchcock, Dario Argento exercitou o formato em A Mãe das Lágrimas:
Outro diretor-cinéfilo que também curte o formato é Scorsese. Abaixo, a cena em que a personagem de Loraine Bracco (saudades da doutora Melfi) é apresentada ao glamour do submundo, em os Bons Companheiros:
Tarantino é outro sampleador que não titubeou em fazer um take longo em uma cena de ação, em Kill Bill:
Partindo pra ação, eis John Woo em seu melhor momento, no hospital de Hard Boiled:
E esta cena de Old Boy? Puro Double Dragon:
(Vale abrir um parêntese para falar da influência dos videogames neste formato. Olha só:
É impossível conceber que Arca Russa e Elephant não foram influenciados por Doom.)
De volta à ação, um clássico do YouTube: a luta épica de Breaking News: Uma Cidade em Alerta, de Johnny To. O Protetor, de
Tom Yung Goong.
E até o Michael Bay foi nessa, em Bad Boys 2.
A ficção científica também rendeu bons takes, como essa cena incrível do Filhos da Esperança, do Cuarón:
Ou esta cena de Strange Days:
Ou a abertura de Contato:
Pra fechar, olha que foda esse curta do diretor bósnio Ahmed Imamovic, chamado 10 Minuta:
Lembra de mais algum?
"Even science fiction is now very far behind what's actually happening." - Marshall McLuhan. Desde 1995
Profissão: autobiógrafo.
Leia mais.
alexandrematias [@] gmail.com


Últimos comentários’