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Arquivo: hurtmold

As 300 melhores músicas dos anos 00: 67) Hurtmold – “Chuva Negra”

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Vida Fodona #191: Talvez o último Vida Fodona da década

Será que eu faço mais um VF antes dos anos 00 acabar? Só o tempo sabe…

Foals – “Balloons”
Hurtmold – “Chuva Negra”
Interpol – “NYC”
Passion Pit – “Sleepyhead”
Dan Le sac vs. Scroobius Pip – “Thou Shalt Always Kills”
Digitalism – “Zdarlight”
Goose – “Bring It On (MSTRKRFT JFK Remix)”
Britney Spears – “Gimme More”
Kelly Key – “Baba Baby (Instrumental)”
Dr. Dre + Eminem – “Forgot About Dre”
Calvin Harris – “Merrymaking at My Place”
Dragonette – “I Get Around”
New Young Pony Club – “Ice Cream”
Fujiya & Miyagi – “Collarbone”

Enquanto isso, venha pra cá.

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Os 100 melhores discos dos anos 00: Hurtmold / Wilco

59) Hurtmold – Mestro (2004)

60) Wilco – A Ghost Is Born (2004)

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Vida Fodona #174: Hoje eu tou devagar

Começando a semana em ritmo de dub, preguiçoso e sonolento, mas, aos poucos, pegando o ritmo. Mais um Vida Fodona Soundsystem aê!

Phil Pratt – “Star Wars”
Chalawa – “So Much Things to Say”
Céu – “Cordão da Insônia”
Primal Scream – “Higher than the Sun (Higher than The Orb Extended Mix)”
Franz Ferdinand – “The Vaguest of Feeling”
Massive Attack – “Inertia Creeps”
Public Image Ltd. – “Religion I”
Gang of Four – “To Hell with Poverty”
Cidadão Instigado – “Homem Velho”
Mundo Livre S/A – “Negócio do Brasil”
Hurtmold – “Sapers”
Yoko Ono – “Walking on Thin Ice”
La Roux – “In it for the Kill (Lifelike Remix)”
Delorean – “Deli”
Gossip – “Love Long Distance (Fake Blood Remix)”
Amanda Blank – “A Love Song”
Xx – “Crystalised”

Vamo lá?

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Caetano blogueiro: Hurtmold e Little Joy

Agora é a vez de Caê comentar sobre duas bandas protagonistas de 2008: Hurtmold e Little Joy.

Hurtmold é muito bom. Texturas densas, contrastes bem criados, leveza clara, peso encorpado brilhante. Raramente a gente é levado a pensar tão exclusivamente no som. Contei aqui que gostei do disco de Marcelo Camelo, mas ontem no Canecão, com as muitas meninas bonitas e os alguns caras bacanas cantando tudo com ele – e o som do Hurtmold nunca sendo engolido, nítido que é – fiquei ainda mais bem impressionado do que já estava. Quando o show estreou em Pernambuco, li num jornal de Sampa que devia-se ao Hurtmold a grande diferença entre o disco de Camelo (que, segundo a crítica, era chato) e o show de Camelo (que, segundo a crítica, era bem melhor). Quem lesse aquilo ia pensar que a banda não estava no CD. Mas o fato é que o show é igual ao disco, inclusive pela definidora sonoridade (e competência) do Hurtmold. Claro que ver os caras tirando aquele som na cara da gente produz um impacto maior. Mas isso acontece com qualquer grupo que toca bem ao vivo. Camelo também impressiona muito tocando violão e guitarra. É muito natural o senso de tempo dele, a pegada, a relação entre cantar e tocar. O jeito direto e muito masculino dele se comportar no palco é outro elemento da concentração que o espetáculo impõe. Por um momento, por um período, Marcelo Camelo é a estrela solitária da canção popular brasileira – como no tempo em que uma estrela, para sê-lo, precisava ser solitária.

Ouvi de novo (e melhor) Little Joy – o projeto que Rodrigo Amarante vem tocando com Fabrizio Moretti e acho que aquela bonitinha que estava com eles em Los Angeles quando eu fiz o pior show da temporada do “Cê” – e depois fomos para o mais hilário restaurante “brasileiro” do mundo. O CD é fenomenal. As comparações que vi publicadas entre o trabalho de Amarante e o de Camelo são tão idiotas que a gente tende a querer evitar até pôr os nomes dos dois na mesma página. Mas seria tão artificial fingir não notar que os Hermanos dominantes estão insinuando caminhos próprios ao mesmo tempo que isso não seria menos ridículo do que os disparates das comparações. Resumidamente, o que me parece é que Camelo estruturou um “trabalho solo”, no sentido em que Ney Matogrosso ou Sting o fizeram: exibindo seu gosto pessoal e adensando sua persona autoral. O que traz os riscos conhecidos. A meu ver, ele se pôs logo acima dos piores desses riscos. Mas resta uma gota de expectativa de ser tomado a sério. Uma gota a mais do que a que já havia nos próprios Hermanos pós (e algo anti) “Ana Júlia”. Já Amarante, participando de uma nova banda – e meio estrangeira – , já sai por uma vereda que o liberta dos perigos da super-autoria e do tomar-se a sério demais. Os temas de Little Joy são musicalmente próximos da “música adolescente” da época em que havia música adolescente: fins dos 50, começo dos 60. O capricho e a inspiração são tão evidentes quanto no caso de Camelo, mas essa marca estilística (teen late 50’s e early 60’s) e o fato de passar a ser membro de uma outra banda quebram qualquer empostação. Bem, o show de Camelo conquistou a juventude – e com isso já teve a empostação quebrada. Mas é quase evidente que o oposto não acontecerá com Amarante. O fato é que ambos, para nossa alegria e nosso orgulho, estão enriquecendo suas vidas e a história da música popular no Brasil. Esperemos Little Joy chegar até aqui.

Caetano blogueiro podia deixar de ser fase, né não? Adoro quando ele fala “juventude”. Sério.

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Vida Fodona #125: Vou tentar ser comedido

Começo com uma groovezeira, passo por vários discos lançados esse ano e um monte de hits do passado, sonzinho sossegado das Alagoas, Dylan na BBC, Camelo com Hurtmold e o casal Luna.

Johnny Hammond – “Shifting Gears”
Sonic Youth – “New White Cross”
Cars – “Let the Good Times Roll”
Bidê ou Balde – “Gerson”
Beatles – “Drive My Car/ The Word / What You’re Doing”
Echo & the Bunnymen – “Bring on the Dancing Horses”
Marcelo Camelo e Hurtmold – “Téo e a Gaivota”
Chiar – “Canção do Vento”
Jorge Ben – “Quanto Mais te Vejo”
Mando Diao – “Welcome Home, Luc Robitaille”
Bob Dylan – “If You Gotta Go, Go Now (Or Else You Gotta Stay All Night)”
Stereolab – “Nous Vous Demandons Pardon”
Nightmares on Wax – “Bringing It”
Richard Cheese – “Been Caught Stealing”
Poni Hoax – “Images of Sigrid”
Mountain of One – “Brown Piano (Studio Remake)”
Herbaliser – “The Next Spot”
Yo La Tengo – “Build Me Up, Buttercup”
Britta Philips & Dean Wareham – “Ginger Snaps”

Chegaê.

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É…

Das 14 faixas que comporão o primeiro disco solo de Marcelo Camelo, 10 serão disponibilizadas gratuitamente na segunda que vem, quando acontece o lançamento de fato do disco – só que essas dez já vazaram (primeiro foram apenas 8, em um longo e único MP3). E o diagnóstico até aqui é o seguinte: Camelo solo funciona, mas ainda é uma tentativa. As 10 faixas que apareceram já são melhor que o quarto disco do Los Hermanos (não que isso fosse difícil), o que já é um alento. Mas o que vemos é um compositor tentando sair da arapuca MPB que poderia ter se metido e procurando um pop brasileiro que não seja, necessariamente, radiofônico – e que, por outro lado, não seja hermético e elitista (uma das máscaras da tal arapuca MPB).


Marcelo Camelo – “Téo e a Gaivota

Um bom exemplo disso talvez seja a nova versão de “Téo e a Gaivota”, a primeira música que o Hermano solo lançou em seu MySpace. Ao contrário da roupa original (praiana até no barulho do mar), a do disco tem letra é tocada pelo Hurtmold por uma banda – pelo que ouvi, parece o Hurtmold (pero no tengo a ficha técnica ainda para afirmar com convicção) (o Ortega me confirmou que eram eles através desse link). E aí já, de cara, temos o Marcelo tentando vindo na contramão do próprio Hurtmold. O grupo paulistano, que começou pós-rock, passou a incluir elementos de jazz, música africana e brasileira para sair do gênero “instrumental viajandão”, quase sempre associado à banda. E, ao tocar com Camelo (desculpe-me se não for a banda), dão mais um passo rumo à popularização da própria musicalidade – foi isso que eu quis dizer em “não ser radiofônico”.


Marcelo Camelo – “Copacabana

Outras duas faixas revelam preocupações semelhantes. “Copacabana”, apesar do título, não é mais uma elegia à praia mais famosa do Brasil – e sim uma homenagem ao pequeno e simpático bairro Peixoto, uma cidadezinha do interior encrustrada no bairro mais caótico do Rio. A solução é quase carnavalesca, mas desde o tema Marcelo não opta pela simples carnavalização. “Copacabana” é brejeira e pacata, com um ar singelo milimetricamente calculado. Não é um grito de carnaval, nem tem o clima de quarta-feira de cinzas do Bloco do Eu Sozinho. É quase uma tradução musical do clima de carnaval de rua que ainda vive firme e forte no Rio – é fácil imaginar uma bandinha de coreto em vez de um bloco de carnaval no ar da canção. Ou seria aquela “A Banda”, do Chico? Hmmm…


Marcelo Camelo e Mallu Magalhães – “Janta

E, finalmente, “Janta”, a parceria com Mallu Magalhães, que parte de uma idéia que não é tão original (duas músicas compostas com a mesma base, cantadas por dois vocalistas que, em determinado momento, invertem suas partes vocais), mas funciona – e bem. Aí Marcelo acena para outra referência natural para seu meio: o indie rock. Apesar de folk, este é o cenário que lançou e acolheu Mallu – e o trecho que ela compôs em “Janta” é cantado em inglês, em mais um aceno ao indie. Uma canção bonitinha, que os dois compuseram ao violão (a foto que ilustra esse post saiu do MySpace do guitarrista da Mallu) e que, como as duas anteriores, são rascunhos diferentes de um mesmo desenho.

Aparentemente, Sou é um bom disco, nada além disso. E isso é uma boa notícia – Marcelo está procurando se reinventar sem apelar pra climas épicos, reviravoltas mirabolantes, parcerias impensáveis ou associações aleatórias. Se você ouvir bem, o disco novo faz muito mais sentido com a carreira do Hermano do que, por exemplo, o fato de ele ter participado do Acústico da Sandy & Júnior.

Mas ainda faltam quatro músicas que ainda não apareceram , mas que, teoricamente, seriam motivo suficiente para fazer as pessoas comprarem o CD – em vez de simplesmente baixarem. Não é difícil imaginar que Marcelo as considere as melhores do disco. Por isso, essa avaliação é prematura – vamos esperar pra ouvir o que ele está escondendo… E ver se Sou sai das três estrelas para abocanhar mais ou duas. Em tempos de MP3, um punhado de boas canções sempre desequilibra.

Vide o Radiohead, ano passado…

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Festivália

Falando nisso, semana que vem começa o semestre dos festivais, com o Eletronika em Belo Horizonte, com Hurtmold (e, DIZEM, Marcelo Camelo), Twelves, Fernanda Takai e a menina do Pizzicato Five, Macaco Bong, Instituto fase Racional, Pex BaA, Takara, Vanguart, Curumin, Guizado, Monno e Mallu, entre outros, em Belo Horizonte. Depois tem o Melvins, Plasticines e Hives no tal do Orloff 5 e, mais tarde, tem o Skol Beats (que inspira a grande pergunta: o que fazer entre o Justice e o Digitalism?). Depois tem a Invasão Sueca com Shout Out Louds e Peter Bjorn & John (os ingressos pro show de São Paulo já estão à venda, viu), ao mesmo tempo em que rola o Coquetel Molotov em Recife. Junta isso com um Timfa já com Sonny Rollins, Klaxons, Kanye West, o National e o MGMT, entre outros, um Planeta Terra que além de Bloc Party, Kaiser Chiefs, Jesus & Mary Chain, Animal Collective, Spoon, Foals ainda periga ter uns nomes que o Lucio andou cantando alto (Sonic Youth tocando Daydream Nation? Breeders? Kylie?) e possíveis shows do R.E.M., do Mudhoney e do Nine Inch Nails na paralela. Fora um Goiânia Noise que vai ter Black Lips, Vaselines, Black Mountain e Circle Jerks.

Nada mal, hein?

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Fuça

Essa é a foto de divulgação do primeiro disco de Marcelo Camelo, chamado apenas de Sou. O hermano solo vai dar uma de Radiohead (pero no mucho) e liberar 10 das 14 faixas do disco para download - mais um passo louvável (e estrategicamente perspicaz) do sujeito, que já tinha dado duas bolas dentro ao puxar o Hurtmold como sua banda de apoio (com o Rob Manzurek no rolo) e fisgar a Mallu para algumas cançonetas. O disco, que foi produzido por Camelo, será lançado dia 8 de setembro pelo selo Zé Pereira – sim, do próprio Marcelo (mas com distribuição Sony-BMG).

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Leitura Aleatória 106


Foto: Niickooo

1) A volta de Cheech & Chonga
2) Cansei de novo na Monica Bergamo – e, de novo, mais lenha
3) Mallu, Camelo, Hurtmold, Fernanda Takai, Vanguart e Macaco Bong no Eletronika desse ano
4) Howard Stern vai refilmar Rock’n'Roll High School
5) Ovelha Elétrica: As 10 maiores inutilidades da internet
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