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Arquivo: jornalismo cultural

Discutindo jornalismo cultural

Hoje participo do FILE, Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, em mesa redonda mediada pela coordenadora do festival, Eliane Weizmann. Também participam da mesa Alessandro Ludovico, crítico de mídia e editor-chefe da revista Neural; Régine Debatty, do blog we-make-money-not-art.com e Victoria Messi, do site El Pez Eléctrico. Como diz o texto do evento, “a mesa redonda irá tratar das problemáticas do jornalismo cultural contemporâneo e sua atuação frente à complexidade das manifestações culturais do século 21″. O debate acontece no Centro Cultural São Paulo nesta quinta, às 18h. Mais informações no site do evento.

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A produção musical contemporânea e a crítica especializada

O Sesc foi sagaz e já subiu online a íntegra (quase duas horas!) da mesa que participei ontem no 3º Congresso Internacional de Jornalismo Cultural, realizado pela revista Cult, em que conversei sobre o papel da crítica musical nos dias de hoje, ao lado do Marcus Preto, do Pablo Miyazawa e do Zeca Baleiro. Põe o fone, aperta o play e deixa o papo rolar. Vale inclusive passear pelo canal do YouTube deles, que tem todas as íntegras das mesas do evento. Muito bom.

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Pedro Alexandre Sanches mandando a real

Bravo, Pedro!

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Jornalismo e cultura

Dois pontos que refletem um pouco o momento atual – e como iremos superá-los. Primeiro, a Sylvia, na terça, mandou a real para os saudosistas da Ilustrada – e, ampliando um pouco, o jornalismo cultural – de décadas atrás:

A avaliação entusiasta que é feita hoje da Ilustrada de décadas passadas resulta da lembrança de episódios que passaram pelo filtro da história. Para cada “sacada” memorável de um editor, para cada artigo “definitivo” de um jornalista sobre essa ou aquela tendência, correspondia uma enorme quantidade de textos abaixo dos padrões de qualidade de hoje. O pouco método e a deficiência técnica resultavam numa cobertura muitas vezes improvisada, imprecisa e lacunar, para não falar em alguns colaboradores e colunistas medíocres e antiquados.

Depois vem o Zeca Camargo, no G1, elegendo como o melhor filme do ano um que ele não viu:

1. “Hunger”
Admito que é um pouco constrangedor colocar no topo desta lista um filme que ainda não vi. Mas tudo – absolutamente tudo – que li sobre esse filme que ganhou o Caméra d’Or no festival de Cannes este ano indica que eu vou gostar dele – isto é, se um dia ele estrear por aqui. Dirigido por um dos mais brilhantes artistas contemporâneos, Steve McQueen (não aquele qu você está pensando), o filme é sobre a greve de fome de um prisioneiro do IRA, na Irlanda, Bobby Sands. Não vi e adorei.

Antes que você comece a esbaforir sobre o absurdo que é o cara fazer isso, lembre-se que ele está admitindo que não viu. O jornalismo cultural de décadas atrás, muitas vezes simplesmente tascava o “obra-prima” em cima só pelo que se lia sobre o assunto. Isso acabou. Agora o cara tem que falar a verdade – nem que soe ridículo, como no caso do Zeca – e deixar de achar que o gosto dele é melhor do que o do resto do público. Essa discussão é interminável – ainda mais que a mutação parece constante -, mas uma coisa é fato: se a cultura tem mudado radicalmente nos últimos anos, natural que o jornalismo que a acompanhe acompanhe suas mudanças.

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Leitura Aleatória 219


Foto: princess toadie

1) Thiago Ney chuta o balde em cima de quem gosta de falar como o jornalismo cultural deve ser feito
2) A Sony sequer está pensando no PSP 2…
3) Twittando de dentro da barriga da mãe (caceta!)
4) Uma lista compreensiva com os principais chapados da história do cinema
5) Robbie Williams toparia voltar para o Take That
6) 11 efeitos mais inusitados da crise
7) Mais um sinal de fim do mundo: encontraram um buraco negro na Via Láctea
8) Rolling Stone Brasil dá capa para humor brasileiro (inclusive é para onde o Arnaldo tava fazendo aquela entrevista com o Away)
9) Internet supera televisão na Espanha, afirma estudo
10) e-books chegam ao Nintendo DS

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