Falou em Alice, eu lembro de miss Lessa - fui lá no blog dela pra ver se ela tinha postado a continuação da entrevista com a Bat for Lashes que ela havia prometido e lá estava.
Perguntei como tinha sido o show da Bat for Lashes no Brasil e não me surpreendi que a Kátia (que é megafã da menina) conseguisse trocar esse dedo de prosa com ela.
Essa eu vi na Kátia, minha setorista favorita de Alice no País das Maravilhas.
A Taís me puxou num canto pra me pedir ajuda e elencar alguns nomes que poderiam parar numa lista das personalidades apaixonantes da cena indie brasileira - e quando eu vi meu nome apareceu como “curador” da lista das musas (aposto que ela falou isso só pra garantir o retweet). Oh well… Além disso conheci o Dispensável da Mariana, que também ajudou a Taís na “curadoria”. Mas esclareço de cara que não tenho nada a ver com a inclusão da Mallu na lista (ela já estava) e fui eu que indeferi em favor da inclusão do Bruno, o mini-James Macavoy da Gávea, porque afinal de contas vocês sabem como eu sou corporativista. Foi o mesmo motivo que me fez escolher a Kátia - a única das escolhidas que eu posso dizer que conheço e velha conhecida de quem lê o Sujo - para ilustrar o post.
Olha esse bolo Yellow Submarine que a Carla fez…
Foda, né? Vi lá na Kátia.
E a Alicemania do ano que vem vai resgatar pérolas como essa:
…e como a Kátia já entrou na onda desde o início do ano…
A Kátia linkou esse vídeo em que a vocalista do Cansei de Ser Sexy fala de suas novidades para a Bárbara do My Cool.
A Kátia foi atrás de uma história que todo mundo sabe de ouvir falar: a paixão de Arnaldo Baptista por motocicletas e sua histórica viagem de moto do Brasil aos Estados Unidos em pleno auge da carreira dos Mutantes. Ela juntou Arnaldo com seus velhos companheiros de viagem para um papo nostálgico e ao mesmo tempo revelador sobre qualidades desconhecidas do Lóki-mor (pelo menos do grande público). Na foto que ilustra esse post, Rita Lee cronometra o então marido no autódromo de Interlagos.
Peguei da Kátia.
É a segunda banda que a Kátia deixa escapulir que pode vir para o Brasil - eu aposto que ela tá falando do Planeta Terra. Depois de soprar os Ting Tings, ela agora toca no nome dos mestres canadenses do maximalismo, assim, como quem não quer nada. Uma coisa é fato: ela tá sabendo de algo mais do que a gente.
Pelo menos é isso que a Kátia tá dando a entender… Planeta Terra? Hmmmm…
Mr. Catra - “Vacilão”
E por falar em Trip, nem comentei sobre a ótima e longa entrevista que o Ronaldo e a Kátia fizeram durante um corre de Mr. Catra por São Paulo - em um encontro rápido com o Ronaldo ali no São Cristóvão, ele comentou que seguia a comitiva do sujeito só pela marola, hahaha. Na entrevista, publicada nas já tradicionais Páginas Negras da revista, o MC fala de política, religião, sua criação em escolas da elite carioca, crime organizado, sua treta com Marlboro, além de cochilar durante vários trechos do papo.
E numa conjunção cósmica de coincidências, a revista +Soma também deu a capa de sua última edição ao profeta do funk carioca, um dos personagens mais intensos da atual música brasileira. A matéria da +Soma também tem a grife de um compadre - no caso, o intrépido Matias Maxx, the Original Capitão Presença, que além de ser um dos repórteres mais setorizados em todo o imaginário que envolve Catra, acompanha a carreira do sujeito desde 1998 e sempre arrumou desculpa para puxar longos papos e transformá-los em entrevistas já clássicas (vale fuçar os zines de Matias, tanto o impresso Tarja Preta quanto o falecido blog La Cucaracha - que batiza sua loja em Ipanema -, além de incontáveis revistas para quem ele já vendeu essa pauta). E a matéria também bate em pontos levantados na entrevista da Trip, como sua conversão ao judaísmo em sua visita ao Muro das Lamentações em Israel, sua vida de workaholic, suas várias mulheres e seu papel dentro e fora do funk carioca. A revista é distribuída gratuitamente, mas quem não a encontra em canto nenhum pode baixá-la em PDF no site.
Mr. Catra - “O Fiel”
Catra, o Fiel, já é conhecido em todo o Brasil há pelo menos uma década e sua voz rouca alterna cantos religiosos, putanheiros, canabistas ou violentaços em qualquer palco que o requeira: casas noturnas de todas as classes, programas de TV, festivais ou em participações especiais em disco dos outros. Tem alguns hits no imaginário brasileiro, embora a maioria das pessoas não ligue o nome à pessoa - você já deve ter ouvido pelo menos um de seus três maiores hits, a fumífera “Cadê o Isqueiro?”, a intimada “Vacilão” e o alerta “Simpático”. Ele já teve disco solo lançado pela Warner, já foi tema de documentário na Holanda, teve matéria de oito páginas na Rolling Stone japonesa e disco sendo vendido em Dubai e Amsterdã. Já colaborou com Marcelo D2, Digitaldubs e DJ Dolores, inspirou João Brasil num episódio de pura vergonha alheia e é conhecido de quase todo mundo da cena de hip hop paulista. Sua luta é “contra a hipocrisia”, como ele sempre sublinha, e é justamente por isso que ele não é mais conhecido. Como o Brasil das “grandes pessoas humanas” que freqüentam o Faustão reagiriam às letras pornográficas, violentas e messiânicas de Mr. Catra?
Na verdade, Catra é um desafio à cultura nacional. Popular e populista, ele é um dos poucos MCs de funk carioca que realmente cantam, embora o rugido rouco, os discursos que irrompem no meio das músicas e a gargalhada diabólica não deixem que você perceba isso de cara. Ele é a figura mais próxima de um Tim Maia que temos na música brasileira hoje ao mesmo tempo que é a melhor tradução do gangsta rap para o Rio de Janeiro e um misto de James Brown com Isaac Hayes numa trip histórico-religiosa. Como nem tão cedo um sujeito que responde às mulheres-vegetais (a Samambaia, a Melancia) com uma agressiva Mulher Filé (veja o vídeo abaixo) chega ao topo do showbusiness brasileiro, tamanha a forma que ele subverte todos os clichês de bom-mocismo que se espera de um popstar que não nasceu no meio artístico.
Mr. Catra e Mulher Filé
As duas entrevistas funcionam como uma ótima introdução ao sujeito, mas dá pra se aprofundar melhor visitando outros hits do cara, como “O Retorno é de Jedi” com MC G3, “Vai Começar a Putaria“, “Cadê o Isqueiro?“, “67 Patinete“, “Fiel à Putaria” (nessa versão, com o Latino) e as infames subversões para hits da música brasileira, como “Tédio”, do Biquini Cavadão (que torna-se “Adultério“), “Primeiros Erros” de Kiko Zambianchi (que assume uma faceta singela com o novo título “Se Meu Pau Não Parar de Crescer“), “Itapoã”, de Toquinho (”Mamada de Manhã“, na nova encarnação), entre outras. Não esqueça de por o fone de ouvido se estiver em algum lugar onde alguém pode se assustar com um mísero palavrão, hein…
Não achei “Mercenária”, funkeira setentona pesada, no YouTube, mas se alguém descolar uns MP3 eu subo aqui… Aliás, fica no ar a idéia prum Vida Fodona especial Mr. Catra - quem sabe se eu arrumar mais MP3 do cara, eu agilizo pro mês que vem…
Com shows no Rio e em São Paulo, no meio do mês que vem. Tá certo, eles têm mais é que aproveitar a onda - mas toca “Eat at Home” dessa vez, pô. A Kátia dá mais detalhes. Acima, trecho de uma música nova dos caras.
Falando nela, a pequena francesinha só estreou nos palcos no fim do ano passado. A Kátia que desenterrou essa matéria, no mesmo post em que falava das músicas novas.
One hit wonder, celebridade 2.0, indie kid e mais uma artista surgida via internet, a francesinha Soko teve um pico de exposição em 2007 com o hit “I Kill Her“, mas desde então foge da fama e do sucesso com algumas recaídas. No início do ano, ela declarou estar oficialmente fora do circuito musical, assustada com as pressões envolvidas - ela havia acabado de mudar-se para Los Angeles para trabalhar seu primeiro disco. Chegou a declarar sua morte em sua página do MySpace e desmarcar suas (já raras) apresentações que faria no festival South by Southwest, no Texas. Mas a Kátia avisou que ela acabou de subir músicas novas em sua página pessoal - o que quer dizer que ela está pronta para voltar e o vídeo acima prova isso. Massa.
Olha esse vídeo que a Kátia pinçou no Rraurl. Não está sincronizado direitinho, mistura o áudio de “15 Step” com trechos em vídeo de outras músicas, mas quase chega na experiência de assistir ao show na grade.
…no fim de semana passado. Quer dizer, não a personagem, e sim sua intérprete. Quem conta é a Kátia.
Fernanda Young, você por aqui!
Dica da Katia.
Foto: Telescópio Hubble
1) Feliz natal, Vlad (como ser um artista plástico de sucesso)
2) Feliz natal, Liv (exposição de Rafael Silveira)
3) Feliz natal, Mateus e Ronny (pixação virando grafitti em Lisboa)
4) Feliz natal, Ricardo (perfil de Caco Barcellos)
5) Feliz natal, Ramiro (mixtape de volta ao mundo)
6) Feliz natal, Dago (o fim do Pitchfork?)
7) Feliz natal, Renata (sobre ser um hispter)
8) Feliz natal, Dafne e Tacioli (os melhores discos, DVDs e livros de 2008)
9) Feliz natal, Kátia (a escada do Joca Reiners Terron)
10) Feliz natal, Thais e Isa (feliz natal)

Foto: Megan Elizabeth Ann
1) Young Knives e Johnny Flynn em São Paulo
2) Bean fala da trip marciana de Robbie Williams
3) Dani Arrais vai pra Califórnia com uma mixtape
4) Vanguart na Europa
5) Johnny Depp pode receber US$ 64 milhões para estrelar ‘Piratas do Caribe 4′
6) México quer descriminalizar drogas
7) Queen volta a se apresentar no Brasil em novembro
8) Kátia Lessa deschava o melhor e o pior do VMB
9) Paulo Terron assiste a um filme por dia
10) Ronaldo mostra alguns exemplos do exercício que Mallu e Camelo fizeram em “Janta” em outras músicas brasileiras
…aos poucos vamos ouvindo as novas do disco da Mallu. “Happy Song”, aí embaixo, segue o clima folk pra cima que já havia consagrado a menor de idade, mas “O Herói, O Marginal” - que dá pra ouvir no MySpace dela - é tropicalista por definição: psicodelia mutante e alguns traços de Jorge Mautner/Jards Macalé entre o eco e o assobio de filme de terror. Quem deu a dica foi a Kátia. O que será que vem por aí…
Mallu Magalhães - “Happy Days“
Lembrei do Banksy porque o vi na Kátia, onde também pesquei a obra acima. O coração do meio de Pulse é ativado por aquilo que é escrito em blogs ligados ao projeto - determinadas palavras ativam sensores próximas ao órgão, que o fazem mexer de acordo com sua incidência. Ah, a arte online…
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