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Arquivo: laerte

Sinal invertido

Laerte segue experimentando em si mesmo:

Vestido é o mais difícil. É uma peça inteiriça, e o homem tem duas medidas, uma de tronco, outra de quadril. É difícil achar um vestido que fique bem. Comprei um agora, que é evasé e caiu bem. Nem usei ainda. Eu sou uma senhora de certa idade, e tenho um padrão de discrição que se mantém, não sou outra pessoa. Eu não virei mulher. Essa vivência às vezes cria problemas de convívio. É como exercitar outra cidadania.

A foto lá de cima é de um post do Dahmer batizado de As Pernas de Deus.

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Laertona

Ces viram essa?

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Cercado de ignorantes

Lembre do Laerte e não se sinta tão só.

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Laerte ensina como morrer

É só uma questão burocrática.

Daqui.

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Laerte e a tecnologia

Falando no Laerte, eu adoro essa série dele.




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O filme do Piratas do Tietê e a fase existencialista de Laerte

Em entrevista ao Arthur para a revista Soma, o Otto Guerra – que ajudou Adão, Angeli e Allan a virar desenho animado – fala sobre o filme que está fazendo com a obra do Laerte, que, a princípio, é sobre os piratas do Tietê, mas…

Estamos fazendo o roteiro de um filme do Laerte, “Cidade dos Piratas”. Eu tava indo pra São Paulo conversar com ele e caiu a ficha que não valia a pena tentar esse tipo de cinemão, início-meio-conflito-virada-virada-fim, porque não dá pra competir. No filme do Laerte vou me agarrar a referências ao cinema marginal brasileiro – brincar em cima da transgressão. E esse existencialismo atual do Laerte é genial. Já tem um argumento, usando as tiras mais atuais: vamos usar várias fases dessas tiras, amarrando tudo isso.

A entrevista toda está aqui.

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Angeli, Glauco, Laerte e Henfil

Se dá para ter uma ideia da zorra que devia ser um apartamento dividido pelo Daniel Filho, Hugo Carvana e Miéle no Leblon dos anos 60, dá para imaginar como seria um lugar desses em Higienópolis, habitado por Glauco, Laerte, Angeli e Henfil no fim dos anos 80? O Edmundo recapitula esse convívio em seu blog:

E entrar para o círculo de amizades de Henfil não significava apenas conversas em salões de humor ou encontros eventuais. Henfil, como já fizera com outro jovem promissor, o Laerte, levou Glauco para morar em seu amplo apartamento no número 419 da rua Itacolomi, no bairro de Higienópolis em São Paulo. Ao time de moradores logo se juntariam os cartunistas Angeli e Nilson.

Sim. Isso aconteceu. Por um bom período, Henfil, Glauco, Angeli e Laerte viveram sob o mesmo teto. Detalhes dessa insólita convivência estão narrados em “O Rebelde do Traço – a vida de Henfil”, biografia escrita por Dênis de Moraes lançada em 1996 pela José Olympio Editora.

A vida no “bunker”, como o apartamento da Itacolomi foi apelidado, parecia a de uma república socialista, conta Dênis no livro. Henfil era paternalista ao extremo com seus seguidores e queria inclusive moldar o trabalho deles em treinamentos supervisionados pelo guru.

“… Sentavam-se na prancheta e desandavam a criar. Daqui a pouco, uma voz severa ecoava:

- Solte o braço!

Henfil ensinava-lhes truques, corrigia falhas e implicava…

… No afã de guiá-lo, Henfil exigia de Glauco uma resignação de tailandês. Pedia-lhe que prenchesse uma folha de papel com risquinhos de caneta. Se o ritmo estivesse lento, segurava-lhe o braço e repetia:

- Vamos, continua de onde parou. Pensa, fala um e faz um risquinho. Pensa, fala dois e faz outro risquinho…”

Quem o visse agir daquele modo poderia concluir que não levava fé nos discípulos. Muito pelo contrário… …Venerava o cartum de Glauco no qual um homem preso na parede por argolas de ferro cutuca, com a ponta do pé, a bunda do carrasco.

Mas o bunker da Itacolomi não se resumia a trabalho, como conta Dênis de Moraes.

“Se não bastasse, Henfil no bongô, e Glauco, na guitarra elétrica, completavam-se em noitadas de jazz.”

Em meio a projetos mil na agência alternativa Oboré – de revistas a panfletos sindicais e até a tentativa de criar uma versão nacional do grupo inglês Monty Phyton na televisão:

“Henfil, Glauco, Laerte, Nilson e, por um tempo, Angeli, embrenhavam-se pela noite paulistana. Empurravam-se, gozavam-se mutuamente, imitavam o jeito de andar de um amigo ausente, mexiam com uma louraça, confidenciavam aventuras amorosas, azaravam.”

Dá pra imaginar o que podia ter sido isso?

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Réquiem para um Geraldão

Vimos grandes homenagens devido à passagem de Glauco pro outro lado na última sexta. O JT dedicou quase toda sua capa ao Geraldão, personagem-síntese do cartunista. A Folha, por sua vez, fez um bom especial com diversos tributos ao cara (a bela ilustração abaixo feita pelos Dos Amigos restantes, Angeli e Laerte, inclusive), mas matou a pau traduzindo o respeitoso minuto de silêncio em imagens, ao tirar todas as ilustrações da edição de sábado, deixando apenas espaços em branco em memória.

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Metalaerte

Gêniogêniogênio.

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Boas vibrações para Mario Bortolotto, via Laerte

Por falar em mestre:

E além da ressonância mórfica positiva, Laerte ainda avisa:

Sexta-feira, agora, dia 11/12, programou-se um leilão de arte em solidariedade e ajuda ao Mário Bortolotto.
Pra quem não sabe, Mário Bortolotto, autor, diretor e ator teatral, foi baleado no sábado à noite, durante um assalto.
Também ficou ferido o desenhista Carcarah, que passa bem.
Mário está melhor, mas seu estado é muito complicado.
Eu estarei lá e, junto com outros artistas, como meu filho Rafael, Angeli, Grampá, Mutarelli, Fábio Moon, Gabriel Bá, Cobiaco, faremos um painel que será rifado.
Sexta, dia 11, à noite, no Espaço Parlapatões, na Praça Roosevelt.

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