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Arquivo: liberdade individual

Um 11 de setembro digital?

Olha quem está falando que a internet é uma ameaça:

“It really almost makes you ask the question would it have been better if we had never invented the internet,” Rockefeller mused during the confirmation hearing of Gary Locke (see video), Obama’s choice for Commerce Secretary. He then cites a dubious figure of three million cyber “attacks” launched against the Department of Defense every day. “Everybody is attacked, anybody can do it. People say, well it’s China and Russia, but there could be some kid in Latvia doing the same thing.”

Que historinha, hein… E justo vindo de um Rockefeller… Me lembra o papo que o Lessig comentou, de que uma versão digital do “patriot act” (o conjunto de leis que o governo americano tirou da gaveta assim que o 11 de setembro aconteceu) estaria pronto para ser executado, caso um ataque de maiores proporções aconteça. E o melhor desse ataque é o seguinte: ninguém precisa morrer, ninguém precisa ser acusado de suspeito, nem disparar bombardeios para que os EUA – ou, melhor, a ONU – fechem a internet como a conhecemos hoje e a tornem completamente monitorada.

Tem a ver com a tal lei do Azeredo, com aquele problema com os novos termos de uso do Facebook e, em última instância, com os direitos civis de todo mundo.

E que tal essa: Obama pode DESLIGAR a internet apertando um só botão. Durma com um barulho desses…

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Serra e o fumo

A causa é “nobre”, condizente com a carreira do político tucano e tem muita gente comemorando com razão, mas não custa lembrar que proibir o cigarro é mais uma afronta à liberdade individual conquistada pelo ser humano. Queria ver a cara dos animadinhos que estão assinando o voto pro Serra depois dessa declaração de guerra ao fumo em locais públicos se, daqui uns anos, viessem lhe propor uma lei que proibisse o consumo de álcool e de carne vermelha, o uso de automóveis, falar palavrão, usar minissaia ou vestimentas que denunciam sua religião em locais públicos.

Se liga: viver demanda uma certa margem de risco. E o ditado “os incomodados que se retirem” não é um clássico à toa.

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