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Vida Fodona #270: Sigo diário

E você? Tá acompanhando? Até a semana que vem eu defino se continuo assim, os retornos tão chegando, comentem aí. Faz sentido um Vida Fodona diário? Porque, pra mim, a única diferença vai ser gravar e upar – esse som eu ouço todo dia mesmo… (E não reparem na locução ainda pior nestes três próximos programas: o microfone quebrou na praia e eu tive que improvisar falando por um fone de ouvido, hehehe)

Young Galaxy – “We Have Everything”
Beth Ditto + Simian Mobile Disco – “Do You Need Someone”
Xx – “Insects”
Sarah Vaughan – “Fever (Adam F Remix)”
Neon Indian – “Sleep Paralysist”
Free Energy – “Something in Common”
Estelle + Talib Kweli – “Midnight Hour”
Honeycut – “Tough Kid”
Memory Tapes – “Pink Stones”
Little Joy – “Next Time Around”
De La Soul – “The Magic Number”
Dr. Dog – “Someday”
Do Amor – “Lindo Lago do Amor”
Broken Bells – “Sailing to Nowhere”
Streets – “Trust Me”
Miami Horror – “I Look to You”
Fake Blood – “Medieval”

Join me.

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Vida Fodona #264: Mais um programa da temporada praiana

Tchubirudãum-dãum…

Neil Young – “Homegrown”
Isaac Hayes – “Walk On By”
Lô Borges – “O Caçador”
Work Drugs – “Third Wave”
Stepkids – “Legend in My Own Mind”
Oh Land – “Sun of a Gun”
Nick Drake – “Radio”
Mombojó – “Entre a União e a Saudade”
Little Joy – “How to Hang a Warhol”
Paul McCartney – “Hot as Sun”
Margo Guryan – “Sun”
Tennis – “Take Me Somewhere”
Darondo – “Didn’t I”
Karina Buhr – “Vira Pó”
JJ – “Into the Light”
Marcelo Jeneci – “Felicidade”
Smashing Pumpkins – “1979″

Junto.

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Vintedez: Captain Beefheart, Femi Kuti, carimbó e Karina Buhr

Penúltimo Vintedez de todos os tempos, o programa da vez começa ao som de gorjeios de aves silvestres, que dão ar para dois vinis classe: Mother Nature’s Son em que o Ramsey Lewis toca apenas versões para músicas do Álbum Branco dos Beatles e o primeiro e esperamos que não o único disco do Little Joy. E aí o papo vai da morte de Don Van Vliet à vinda do filho do Fela, passa por um documentário chamado Piranha e comenta sobre a ascensão de uma nova safra da música brasileira, não sem jogar João Gilberto, João Donato, Jorge Ben, Erasmo Carlos e John Lennon no meio da fumaça, as usual. E você já sabe que o seu programa de rádio falado favorito já tem RSS, né. Olhaê.

http://anosvintedez.podomatic.com/rss2.xml

Baixe ou dê play, mas junte-se à conversa. E quem ouvir até o fim ainda ganha uma intimação pessoal.


Ronaldo Evangelista & Alexandre Matias – “Vintedez #0006 (MP3)

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Vida Fodona #239: Livin’ La Vida Fodona

E esse verão, começa ou não começa?

Ariel Pink’s Haunted Grafitti – “Round and Round”
Hail Social – “Heaven”
Nancy – “Keep Cooler”
Momo – “Buscador”
Teen Daze – “Let’s Fall Asleep Together”
Memory Cassette – “50mph”
Babaluga – “My Paradise”
Ween – “Freedom of ’76″
Pacific – “Hot Lips”
Velvet Underground – “There She Goes Again”
Novos Baianos – “A Menina Dança”
Little Joy – “No One’s Better Sake”
Jorge Ben – “Errare Humanum Est”
BNegão & os Seletores de Freqüência – “V.V.”
Camera Obscura – “Lloyd, I’m Ready to Be Heartbroken”
Richard Hawley – “Tonight, the Streets Are Ours”
Generationals – “Trust”

Venha.

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La Maroquinerie, Paris

Esse La Maroquinerie que eu linkei no post sobre a Céu e o Martinho da Vila é uma casa noturna exemplar em Paris, onde assisti ao show do Bloody Red Shoes (vídeo acima) que eu falei na terça. Fica num minicomplexo todo bonitinho (ah, Paris…) escondido numa rua que parece uma Teodoro Sampaio que fica bem vazia de noite. Num corredorzinho de nada, você entra numa espécie de vilinha que tem uma área de convívio a céu aberto e um lugar em que dá pra comer um lanche rápido, tomar um café ou comer um prato pequeno. Os shows começam cedo (às oito) e às dez e meia o lugar já está vazio. O palco fica em uma portinha pequena que leva a um enorme porão, que tem sua base inclinada – de forma que os artistas ficam no centro de uma espécie de teatro grego (imagine a metade do teatro do Sesc Pompéia só que com a metade da lotação). Todas as luzes ficam no palco – os artistas estão quase em cima do público. É um lugar feito para artistas de pequeno e médio porte, perfeito para os novos tempos. Achei uns showzinhos filmados na casa pra dar uma idéia do clima… Gente do tamanho do Datarock, Battles, General Elektrics, Bon Iver, Janelle Monàe, Why?, Radio 4, Joakim, J-Rocc, Little Joy, e até artistas que depois cresceram, como o Peter Doherty e a Katy Perry. Saca só:

Isso tudo pra falar três coisas: 1) São artistas deste porte que irão movimentar o mercado de música do futuro, quem crescer muito mais do que isso vai ter que lidar com publicidade, marketing e contas que vão além da música – de vez. 2) Por que São Paulo não tem mais espaços deste tipo? e 3) Quando for a Paris, dê um pulo no Maroquinerie. Depois conta.

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Binki Shapiro + Paulo Leminski

Boa pedida, Vinícius! A minha vai a seguir.

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As 300 melhores músicas dos anos 00: 107) Little Joy – “Next Time Around”

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As 300 melhores músicas dos anos 00: 195) Little Joy – “Keep Me in Mind”

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Vida Fodona #190: Toda a primeira década do século vinte e um através das canções

Segue a série!

White Stripes – “Dead Leaves and the Dirty Ground”
Little Joy – “Brand New Start”
Generationals – “When They Fight, They Fight”
Radiohead – “Jigsaw Falling Into Place”
Bloody Red Shoes – “It’s Getting Boring by the Sea (Blamma! Blamma! Red Shoes Mix)”
Rebel DJs – “Hung Up Night”
Arctic Monkeys – “Dancing Shoes ”
Modest Mouse – “Float On (demo)”
Roots – “Seed 2.0″
Sounds – “Tony the Beat (Rex the Dog Mix)”
Kaiser Chiefs – “Never Miss a Beat (Cut Cop Remix)”
Martin Solveig + Dragonette- “Boys & Girls (Radio Edit)”
LFO – “Freak”
LCD Soundsystem – “Time to Get Away”
MIA – “Paper Planes (DFA Remix)”
Cicada – “Falling Rockets (Just A Band Remix)”
Ladyhawke – “Paris is Burning (Alex Metric Remix)”

Junte-se a mim.

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Os 100 melhores discos dos anos 00: Mombojó / Little Joy

89) Mombojó – Nadadenovo (2004)

90) Little Joy (2008)

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The Velvet Underground & Beck

Não acredito que os álbuns irão morrer como a ditadura do single da era MP3 parece antever. Óbvio que não sobreviverão como um pedaço de plástico que toca música envelopado numa cartolina ou numa caixa de plástico ilustrado com uma capa legal. Nos tempos digitais que tornaram obsoletos tudo aquilo que só faz uma coisa que vivemos, é natural que o próprio formato álbum seja cobrado de algo entre a imersão e a interatividade. Algo que antes nos satisfazia – tirar uma tarde para ouvir um disco, ver a capa e folhear o encarte – agora parece muito trivial e limitado para os parâmetros atuais. Hoje o site de um artista faz muito mais as vezes de uma capa de disco, embora o próprio conceito de site torne-se obsoleto em breve. O fato é que a música vai encontrar uma forma de se apresentar envelopada em um conceito – seja visual, temático ou momentâneo.

Beck já vem há algum tempo tentando entender como a música será experimentada no futuro, dando um MP3 aqui, fazendo show com o Flaming Lips como banda de apoio ali, deixando o fã escolher a disposição das imagens na capa do disco (no disco The Information, que repetia a brincadeira da capa recorta-e-cola da Arca de Noé, de Toquinho e Vinícius) mais adiante. Mas com seu Record Club, Beck dá alguns passos para frente.

A brincadeira é simples: ele se tranca no estúdio com uns amigos para recriar, em um dia, um disco clássico escolhido aleatoriamente para ir soltando aos poucos as versões online. É um dia de trabalho que rende semanas e semanas de visitação e linkagem sobre o projeto que, à medida que vai tomando forma, funciona também como uma celebração do formato ameaçado pelo mundo digital. “Record Club” é um trocadilho entre o Clube do Registro – sobre o encontro de um dia de Beck com seus camaradas – com Clube do Disco. E, mais do que uma estratégia online, ele pode crescer e virar um disco de fato, um show, uma turnê. Na pior das hipóteses é uma respeitosa e ousada discografia paralela lançada oficialmente – mais ou menos como os trocentos CDs ao vivo que o Pearl Jam lançou no início da década.

Pra começar, ele preferiu chamar o time de casa. Juntou sua banda de apoio (Joey Waronker, Brian Lebarton, Bram Inscore, Chris Holmes) ao produtor Nigel Godrich (o de OK Computer, você sabe), o ator Giovanni Ribisi e a cantora islandesa Thorunn Magnusdottir para recriar o primeiro disco do Velvet Underground, o clássico banana. O disco finalmente foi consolidado e, como se esperar de uma gravação feita em apenas um dia, tem seus altos e baixos. Magnusdottir até funciona como uma Nico decente, dando a austeridade necessária à “Femme Fatale” e “All Tomorrow’s Parties” e a banda improvisada se comporta bem em versões bucólicas para “Sunday Morning” e “Run Run”. Mas quando tentam soar noise, são terríveis: “Waiting for the Man” e “There She Goes Again” têm guitarras retorcidas por pura idiossincrasia e as jam sessions de “Heroin” e “Venus in Furs” só funcionam como curiosidade mórbida. Os melhores momentos do disco, no entanto, acontecem quando Beck ressalta sua veia country, transformando “Black Angel’s Death Song” numa levada folk interminável, “I’ll Be Your Mirror” e “Europpean Son” em duetos de casal. Vale como experiência, não como produto – e é aí que Beck acerta com seu Record Club. É só uma brincadeira, uma tarde livre, mas ao mesmo tempo é um formato novo, um registro

E ele já está no segundo volume do projeto. Juntou-se ao MGMT, ao Devendra Banhart e à Binki do Little Joy para recriar o primeiro disco de Leonard Cohen (não duvide se o Amarante der as caras por lá). Outro projeto, já gravado, homenageia o único disco (o clássico Oar) de Alexander “Skip” Spence, ex-integrante do Jefferson Airplane e do Moby Grape, gravado ao lado de ninguém menos que o Wilco. E entre os discos já citados como próximos projetos estão um do Ace of Base (?!) e outro do Digital Underground.


Beck – “Black Angel’s Death Song

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“E eu, ah, eu nunca vou entender…”

As voltas que o mundo dá: Los Hermanos, em 2002, cantando “Last Nite”, dos Strokes, com o Amarante cantando. Pouco mais de cinco anos depois, dois integrantes das duas bandas fundariam o Little Joy


Los Hermanos – “Last Nite” (ao vivo)

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Novas do Little Joy e a calcinha da Binki

Falando em Los Hermanos, Amarante também apresentou-se no fim de semana passado com seu Little Joy no Brasil pela segunda vez no ano, subindo um degrau considerável – do Clash pra Via Funchal, preço de ingresso quase triplicado em relação ao começo do ano. E aproveitou pra mostrar músicas novas. O Terron compilou três dessas (abaixo vão duas, bem boas), além do vídeo deles tocando “Procissão“, do Gil.

Terron também twittou uma fotinha que saiu no blog do Maurício Valladares em que a Binki, esvoaçante, pagou uma calcinha completa ao pular mais que deveria, se liga:

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E falando em Little Joy…

…uma idéia que andava fora de moda: um comercial simples com uma música boa. Sem promoções transmídia, techno com nü-metal, diretor e modelo carésimos ou estratégias de massificação na marra. Não duvide: é possível ser viral sendo só bom.

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Confirmado: Little Joy no Brasil em agosto

Com shows no Rio e em São Paulo, no meio do mês que vem. Tá certo, eles têm mais é que aproveitar a onda – mas toca “Eat at Home” dessa vez, pô. A Kátia dá mais detalhes. Acima, trecho de uma música nova dos caras.

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