Segue a série!
White Stripes - “Dead Leaves and the Dirty Ground”
Little Joy - “Brand New Start”
Generationals - “When They Fight, They Fight”
Radiohead - “Jigsaw Falling Into Place”
Bloody Red Shoes - “It’s Getting Boring by the Sea (Blamma! Blamma! Red Shoes Mix)”
Rebel DJs - “Hung Up Night”
Arctic Monkeys - “Dancing Shoes ”
Modest Mouse - “Float On (demo)”
Roots - “Seed 2.0″
Sounds - “Tony the Beat (Rex the Dog Mix)”
Kaiser Chiefs - “Never Miss a Beat (Cut Cop Remix)”
Martin Solveig + Dragonette- “Boys & Girls (Radio Edit)”
LFO - “Freak”
LCD Soundsystem - “Time to Get Away”
MIA - “Paper Planes (DFA Remix)”
Cicada - “Falling Rockets (Just A Band Remix)”
Ladyhawke - “Paris is Burning (Alex Metric Remix)”
89) Mombojó - Nadadenovo (2004)
Não acredito que os álbuns irão morrer como a ditadura do single da era MP3 parece antever. Óbvio que não sobreviverão como um pedaço de plástico que toca música envelopado numa cartolina ou numa caixa de plástico ilustrado com uma capa legal. Nos tempos digitais que tornaram obsoletos tudo aquilo que só faz uma coisa que vivemos, é natural que o próprio formato álbum seja cobrado de algo entre a imersão e a interatividade. Algo que antes nos satisfazia - tirar uma tarde para ouvir um disco, ver a capa e folhear o encarte - agora parece muito trivial e limitado para os parâmetros atuais. Hoje o site de um artista faz muito mais as vezes de uma capa de disco, embora o próprio conceito de site torne-se obsoleto em breve. O fato é que a música vai encontrar uma forma de se apresentar envelopada em um conceito - seja visual, temático ou momentâneo.
Beck já vem há algum tempo tentando entender como a música será experimentada no futuro, dando um MP3 aqui, fazendo show com o Flaming Lips como banda de apoio ali, deixando o fã escolher a disposição das imagens na capa do disco (no disco The Information, que repetia a brincadeira da capa recorta-e-cola da Arca de Noé, de Toquinho e Vinícius) mais adiante. Mas com seu Record Club, Beck dá alguns passos para frente.
A brincadeira é simples: ele se tranca no estúdio com uns amigos para recriar, em um dia, um disco clássico escolhido aleatoriamente para ir soltando aos poucos as versões online. É um dia de trabalho que rende semanas e semanas de visitação e linkagem sobre o projeto que, à medida que vai tomando forma, funciona também como uma celebração do formato ameaçado pelo mundo digital. “Record Club” é um trocadilho entre o Clube do Registro - sobre o encontro de um dia de Beck com seus camaradas - com Clube do Disco. E, mais do que uma estratégia online, ele pode crescer e virar um disco de fato, um show, uma turnê. Na pior das hipóteses é uma respeitosa e ousada discografia paralela lançada oficialmente - mais ou menos como os trocentos CDs ao vivo que o Pearl Jam lançou no início da década.
Pra começar, ele preferiu chamar o time de casa. Juntou sua banda de apoio (Joey Waronker, Brian Lebarton, Bram Inscore, Chris Holmes) ao produtor Nigel Godrich (o de OK Computer, você sabe), o ator Giovanni Ribisi e a cantora islandesa Thorunn Magnusdottir para recriar o primeiro disco do Velvet Underground, o clássico banana. O disco finalmente foi consolidado e, como se esperar de uma gravação feita em apenas um dia, tem seus altos e baixos. Magnusdottir até funciona como uma Nico decente, dando a austeridade necessária à “Femme Fatale” e “All Tomorrow’s Parties” e a banda improvisada se comporta bem em versões bucólicas para “Sunday Morning” e “Run Run”. Mas quando tentam soar noise, são terríveis: “Waiting for the Man” e “There She Goes Again” têm guitarras retorcidas por pura idiossincrasia e as jam sessions de “Heroin” e “Venus in Furs” só funcionam como curiosidade mórbida. Os melhores momentos do disco, no entanto, acontecem quando Beck ressalta sua veia country, transformando “Black Angel’s Death Song” numa levada folk interminável, “I’ll Be Your Mirror” e “Europpean Son” em duetos de casal. Vale como experiência, não como produto - e é aí que Beck acerta com seu Record Club. É só uma brincadeira, uma tarde livre, mas ao mesmo tempo é um formato novo, um registro
E ele já está no segundo volume do projeto. Juntou-se ao MGMT, ao Devendra Banhart e à Binki do Little Joy para recriar o primeiro disco de Leonard Cohen (não duvide se o Amarante der as caras por lá). Outro projeto, já gravado, homenageia o único disco (o clássico Oar) de Alexander “Skip” Spence, ex-integrante do Jefferson Airplane e do Moby Grape, gravado ao lado de ninguém menos que o Wilco. E entre os discos já citados como próximos projetos estão um do Ace of Base (?!) e outro do Digital Underground.
Beck - “Black Angel’s Death Song“
As voltas que o mundo dá: Los Hermanos, em 2002, cantando “Last Nite”, dos Strokes, com o Amarante cantando. Pouco mais de cinco anos depois, dois integrantes das duas bandas fundariam o Little Joy…
Los Hermanos - “Last Nite” (ao vivo)“
Falando em Los Hermanos, Amarante também apresentou-se no fim de semana passado com seu Little Joy no Brasil pela segunda vez no ano, subindo um degrau considerável - do Clash pra Via Funchal, preço de ingresso quase triplicado em relação ao começo do ano. E aproveitou pra mostrar músicas novas. O Terron compilou três dessas (abaixo vão duas, bem boas), além do vídeo deles tocando “Procissão“, do Gil.
Terron também twittou uma fotinha que saiu no blog do Maurício Valladares em que a Binki, esvoaçante, pagou uma calcinha completa ao pular mais que deveria, se liga:
…uma idéia que andava fora de moda: um comercial simples com uma música boa. Sem promoções transmídia, techno com nü-metal, diretor e modelo carésimos ou estratégias de massificação na marra. Não duvide: é possível ser viral sendo só bom.
Com shows no Rio e em São Paulo, no meio do mês que vem. Tá certo, eles têm mais é que aproveitar a onda - mas toca “Eat at Home” dessa vez, pô. A Kátia dá mais detalhes. Acima, trecho de uma música nova dos caras.
E falando no Ronaldo, ele me lembrou dessa história que eu já tinha ouvido falar semana passada, mas pelo jeito, tá deixando de ser boato:
Devido às varias perguntas que recebemos em relação à vinda da Joy ao Brasil, resolvemos fazer um post especialmente para esclarecer a situação.
Um primeiro indício está NESTA ENTREVISTA que o Rodrigo concedeu ao Multishow, onde ele disse “A gente está tentando armar uns shows ainda esse ano, talvez em agosto, mas eu só toco por aqui se o Fabrizio puder vir também.”
Menos de um mês depois, um amigo meu, Iuri, que foi em dois shows na California, conversou um bocado com eles e no dia seguinte ele me contou que eles estavam preparando uma turnê maior lá pra setembro, e que muito provavelmente viriam ao Brasil.
Hoje, uma amiga minha mexicana, Claudia (fala aí, quem tem amigos nessa vida, tem tudo hahaha), me mandou um áudio de uma entrevista que eles fizeram à radio 101.9RXP em que Fabrizio diz com todas as letras que eles virão ao Brasil, citando até Rio e São Paulo. Ele fala também sobre a situação com os Strokes, que eles têm várias músicas e que só estão escolhendo um produtor.
Então vamos esperar mais informações, confirmações de datas e fazer aquela festa que foi quando eles vieram no começo do ano.
Quer ouvir a entrevista? Dá um pulo neste blog dedicado ao grupo.
Little Joy acústico na KCRW, de Los Angeles. O Mini compilou mais vídeos desse show no Conector, cola lá - e se você quiser ler o que eu, o Bruno e o Mini achamos dos shows da banda no Brasil, é só seguir os links aí.
Killers - “The World We Live In”
The National - “Sem título”
Little Joy - “Next Time Around”
Major Lazer "Zumbie" ft. Andy Milonakis
Major Lazer e Andy Milonakis - “Zumbie”
Grizzly Bear - “Two Weeks”
Sebastien Tellier - “Roche”
Little Joy - “Shoulder to Shoulder”
Momo - “Tristeza”
Rex the Dog - “Bubblicious”
Arctic Monkeys - “Red Right Hand”
Com a possibilidade de estourar da noite pro dia se tornando cada vez mais regra do que exceção no jogo da música pop atual, vão-se aos poucos indo embora os tempos em que artistas podiam calibrar técnica, carisma e suas próprias músicas longe das multidões e das pressões do sucesso. Só por isso já seria suficiente para comemorar a existência do Little Joy, formado quando Rodrigo Amarante e Fabrízio Moretti deixam suas bandas principais de lado para tocarem em botecos de beira de estrada nos EUA e em eventos indies de médio porte no Brasil. Longe dos holofotes, podem tocar e compor sem stress nem cobranças, curtindo seu sonho de fazer parte de uma espécie de Velvet Underground californiano, uma parceria entre Lulu Santos clássico e Jack Johnson, tão metido à cabeça quanto bicho-grilo e assim compõem um conjunto de canções que ganha justamente pelo desprendimento e descontração, como uma banda new wave de férias na Jamaica. Porém, por mais que eles tentem fugir de seus ambientes originais, Little Joy soa essencialmente como se a latidindade de PUC do Rio do Los Hermanos (um elemento mais Amarante do que Camelo) contagiasse os hits mais Funhouse/Casa da Matriz dos Strokes. Um disco sem vergonha de assumir que rock e pop podem ser a mesma coisa sem que isso não necessariamente aponte para a adolescência ou para a caixa registradora. Nos shows no Brasil, não tocaram “Eat at Home”, do segundo disco solo de Paul McCartney, Ram, parente das mesmas condições de temperatura, umidade e pressão do Little Joy. Mas o recado parece dado - e aos poucos vamos separamos quem é o Paul e quem é o John nessa brincadeira…
23) Little Joy
Little Joy - “Keep Me in My Mind“
Hehehehe.
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Era o que Marcelo Camelo queria, como ele disse nessa entrevista à Rolling Stone brasileira. Brincadeirismo, vai.
Ainda nessa praia, olha essa ação publicitária feita no show do Little Joy no Recife, para divulgar o show de Marcelo Camelo no Abril Pro Rock desse ano.
Little Joy - “Eat at Home”
Zombie Zombie - “Driving”
Fleet Foxes - “Mykonos”
Beck - “Bad Cartridge”
Fujiya & Miyagi - “Sore Thumb”
Tá frio? Tá quente? Choveu? Nevou? Deixa pra lá: olha essa coleta que a Carol fez pra inspirar o verão, independente da temporatura lá fora…
Pro dia:
Beach Boys - “Wouldn’t it be Nice”
Mallu Magalhães – “Tchubaruba”
Das Pop – “Fool for Love”
Frank Jorge – “Elvis”
Homiepie – “Flying Machines”
Albert Hammond jr – “In Transit”
Motormama – “Meu Problema com a Bebida”
Franz Ferdnand – “Turn it On”
Pixies – “Hey!”
R.E.M. – “Orange Crush”
Shout Out Louds – “Shut Your Eyes”
The Decemberists – “The Perfect Crime No.2″
Pra noite:
Cérebro Eletrônico – “Dê”
Beatles – “Blackbird”
Sebastien Tellier – “Divine”
Little Joy - “Unattainable”
Here We Go Magic! – “Fangela”
Emmy the Great – “We Almost Had a Baby”
Dan Auerbach – “Heartbroken in Disrepair”
Nick Cave – “Today’s Lesson”
Motormama – “Coração Hardcore”
Wilco – “Sky Blue Sky”
Bruno foi conferir a passagem do LJ pelo Circo Voador e fragou - nos 0:40 do vídeo acima - ninguém menos que Marcelo Camelo empolgado e cantando as músicas no show de seu companheiro de banda - que legal. E pouco depois do fim do show, Fabrizio Moretti acompanhou o público cantar “Último Romance”, do Los Hermanos, antes de ser erguido pelo próprio Amarante, que agradeceu felizaço.
Já no Recife, último show da atual turnê brasileira da bandinha, os caras não deixaram barato - e todo mundo subiu no palco pra cantar “Brand New Start”.
Que astral.
Amanhã não, segunda - nesse domingo não tem Trabalho Sujo.
• A volta do Legião Urbana •
• Gravações raras de João Gilberto ressurgem na internet: tanto as gravações que fez na casa do fotógrafo Chico Pereira em 1958 (o técnico de som Christophe Rousseau fala mais sobre o assunto), quanto o show ao lado de Tom Jobim, Os Cariocas e Vinícius de Moraes em 1962 e as gravações do tempo do Garotos da Lua, em 1950 (que repercutem) •
• Lost: Jughead •
• Sílvio Santos portátil •
• Dakota Fanning, 15 anos •
• Little Joy em São Paulo •
• Moleque chapa no dentista, é remixado e vira desenho •
• Entrevista: Matt Mason (Pirate’s Dilemma) •
• Vazou o disco de Lily Allen •
• Trailers novos: Transformers 2 e Jornada nas Estrelas (com menção ao Cloverfield) •
• Rick Levy se aposenta da naite •
• 50 anos do dia em que a música morreu •
• Banda Calypso é indicada ao Nobel da Paz •
• Lux Interior (1948-2009) •
• Legendas.tv fora do ar (e hackers sacaneiam o site da APCM - deu no G1) •
• A história do Kraftwerk •
• Krautrock dance •
• Emma Watson, 18 anos •
• Paul’s Boutique comentado pelos Beastie Boys •
• Soulwax faz set só com introduções de músicas (uma idéia que o Osymyso já tinha tido) •
• Alan Moore e a televisão do século 21 (que aproveita para falar de sua participação nos Simpsons) •
• Phelps dá pala, devia ter respondido assim, mas é punido; Ronaldo sai em sua defesa •
• Um herói candango •
• Vocalista do Gogol Bordello já agitou feshteenha no Rio e vai tocar no carnaval do Recife com Mundo Livre e Manu Chao •
• Saiu a escalação do festival de Boonnaroo •
• Forgotten Boys sem Chucky •
• Comentando Lost: The Lie •
• A história do krautrock •
• Entrevista: Lawrence Lessig •
• Comentando Lost: Jughead •
• Kraftwerk 1970 •
• Oito episódios para o fim de Battlestar Galactica •
• Of Montreal tocando Electric Light Orchestra •
• Fubap de cara nova •
• “Friday I’m in Love” sem palavras •
• Todas as mortes em Sopranos •
• Christian Bale estressa com produtor e é remixado •
• Montage papai •
• As calcinhas da Kate do Lost são brasileiras •
• Lykke Li 2009 •
• Cansei de Ser Sexy x Chromeo •
• Visita à discoteca Oneyda Alvarenga •
• Moleque do dentista e Christian Bale são remixados •
“Don’t Watch Me Dancing” em Curitiba
O show do Little Joy ontem foi praticamente idêntico ao de quinta passada, salvo alguns detalhes: o Clash estava bem mais cheio que na semana anterior, o público estava muito mais à vontade (certamente há uma grande parte que foi às três noites deles aqui em São Paulo) e a banda estava nitidamente cansada, devido à maratona de shows que estão fazendo no Brasil. Isso não chegou a comprometer musicalmente o show, mas certamente tirou parte do clima de introversão da outra apresentação - a banda quase não conversou com o público, as gracinhas - com a platéia ou entre si - foram mínimas e o apelo informal, a atmosfera de sarau na sala de estar que impregnou o Clash na outra quinta, ficou em segundo plano.
Assistiu? Curtiu? Eu achei bom, mas não tão bom. Mas agora vou pro Little Joy, amanhã a gente continua isso:
Conforme o prometido, eis a terceira parte.
Cat Power - “New York”
Diplo & Santogold - “Guns of Brooklyn”
Department of Eagles - “Waves of Rye”
Little Joy - “Brand New Start”
Lykke Li - “I’m Good, I’m Gone”
Girl Talk - “Rockin”
Passion Pit - “Sleepyhead”
Vampire Weekend - “Cape Cod Kwassa Kwassa”
Hercules & Love Affair - “Blind”
João Brasil - “This is How We Dance”
Santogold - “L.E.S. Artistes”
Mickey Gang - “I Was Born in the 90s”
Fujiya & Miyagi - “Knickerbocker”
Portishead - “Plastic”
Black Keys - “Strange Times”
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