OEsquema

Arquivo: lucas santtana

A música brasileira em 2012

E por falar no Ronaldo, vale dar uma olhada na relação de discos brasileiros que sairão ainda este ano que ele fez lá no blog dele, reunindo Siba, Céu, Otto, Psilosamples, Lucas Santtana, Letuce, Gaby Amarantos, Sambanzo, Tatá Aeroplano e Cidadão Instigado, entre outros.

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Lucas Santtana 2012: Diginóis nOEsquema

E o mais novo blog dOEsquema é de artista: Lucas Santtana passa a integrar nossos quadros menos para divulgar seu trabalho autoral e mais para linkar e dar seus pitacos sobre a avanlanche de informações a que somos submetidos diariamente em seu Diginóis (agora com RSS!). E não custa lembrar que ele está às vésperas de lançar seu disco novo… Bem vindo, compadre!

E outros blogs tão pra aparecer por aqui…

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Vida Fodona #315: No clima de aniversário do Vida Fodona

Seis anos no fim de fevereiro. Faz tempo…

Tourist – “Placid Acid”
Teen Daze – “Brooklyn Sunburn”
Tennis – “My Better Self”
Metronomy – “The Look (TIP’s Shook Shook Rework)”
Frank Ocean – “Voodoo”
Bonifrate – “Eu não vejo Teenage Fanclub nos teus Olhos”
La Sera – “Please Be Mine Third Eye”
Ladyhawke – “Black, White & Blue”
Azealia Banks – “212″
M.I.A. – “Bad Girls”
Whitest Boy Alive – “Live On An Island (Nat Self Edit)”
Céu + Lucas Santtana – “Músico”
Lana Del Rey – “Radio”
Isadora Costa – “A Strange Arrangement”
Flaming Lips + Erykah Badu – “Now I Understand”

Venha!

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Lucas Santtana 2012: O Deus que Devasta mas Também Cura

E depois da capa do disco da Céu, eis que aparece outra de um disco aguardíssimo para este 2012 – o quinto disco de Lucas Santtana, cujo título foi tirado de uma música que ele lançou em parceria com o Gui Amabis no disco deste último, no ano passado:

E qual a minha surpresa ao descobrir que Lucas bolou a capa depois de trombar com as pinturas de Gregory Thielker, que ele viu num post velho deste seu querido site.

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Vintedez: Lua Nova

Calma, calma: o tema da quinta edição do Vintedez não é sobre um dos volumes da saga Crepúsculo – é que o melhor talk radio gravado num décimo primeiro andar em São Paulo no horário em que as pessoas normais estão trabalhando vos apresenta nosso primeiro convidado, que trouxe um brinde para começarmos os trabalhos em alta. Juliano Zappia recém-desembarcou de Londres com escala em Belo Horizonte, onde caçou uma garrafa da macia aguardente Lua Nova, que passou pelo teste etílico do estúdio Anos Vinte. Juliano trouxe notícias tanto de BH quanto de Londres, nos traz um furo musical sobre a posse da primeira presidente do Brasil e o papo escoa para a importância da África no cenário pop atual, o resgate do vinil, o bazar da Rita Lee, fazer sucesso no exterior, Lucas Santtana, Black Hole e da Feira Música Brasil. Na trilha, um Chet Baker Sings e um Tutti Frutti com Rita Lee – falamos ao final.


Ronaldo Evangelista & Alexandre Matias (featuring Juliano Zappia) – “Vintedez #0005“ (MP3)

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OViolão dOEsquema

Fechamos a tal coletânea. Pra quem quer ouvi-la de uma vez só, basta baixar o disco na íntegra aqui. A relação final com todas as músicas ficou assim:

OViolão (zip)

1) Lulina – “Mentirinhas de Verão”
2) Ava Rocha – “Filha da Ira”
3) Lucas Santtana – “Nighttime In The Backyard”
4) Wado – “Frágil”
5) João Brasil – “Orgasmadance”
6) Burro Morto – “Navalha Cega (Violas)”
7) Frank Jorge – “São Tantas Tendências”
8) Momo – “Mas É o Fim”
9) Curumin – “Solidão Gasolina”
10) Kassin – “Pra Lembrar”
11) Nina Becker – “Polyester Tropical”
12) Gabriel Thomaz – “248-6279″
13) Céu – “Cangote”
14) Do Amor – “Mindingo”

Pra quem não sabe o que é OViolão, eu expliquei uma parte aqui e o Bruno explicou a outra aqui. Lembre-se que escrevemos 01 na capa – o que pode dar brecha prum zero dois.

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Os 50 melhores discos de 2009: Lucas Santtana e La Roux

21) Lucas Santtana – Sem Nostalgia

22) La Roux

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O Violão: Lucas Santtana & Seleção Natural – “Nighttime in the Backyard”

Conforme prometido, eis a segunda faixa da coletânea OViolão que eu disponibilizo aqui no Sujo. “Nighttime in the Backyard” era inédita quando pedimos para o Lucas, no ano passado, mas a gente demorou e a faixa acabou saindo no disco dele desse ano, Sem Nostalgia. A foto que ilustra o post, você sabe, é da Caroline Bittencourt. Do outro lado, o Bruno vai de Wado.


Lucas Santtana & Seleção Natural – “Nighttime in the Backyard

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As 100 melhores músicas de 2009: 23) Lucas Santtana + Do Amor – “Who Can Say Which Way?”

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Cinco vídeos para o meio da semana – 117


Lucas Santtana – “Cira, Regina e Nana”


Passion Pit – “Little Secrets”


Superpose – “Sometimes”


Mess – “Don’t Mess with My Heart”


Vampire Weekend – “Giving Up The Gun”

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Os 100 melhores discos dos anos 00: Delgados / Lucas Santtana & Seleção Natural

91) Delgados – The Great Eastern (2000)

92) Lucas Santtana & Seleção Natural- 3 Sessions in a Greenhouse (2006)

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Vida Fodona #173: O ano tá começando a ficar bom

E aos poucos dá pra ter uma idéia de quem vai entrar no panteão de 2009:

Cidadão Instigado – “O Cabeção”
Teenagers – “Love No”
Phoenix – “1901″
Arctic Monkeys – “Dangerous Animals”
Franz Ferdinand – “Can’t Stop Feeling”
Death by Chocolate – “Ice Cold Lemonade”
Dangermouse & Sparklehorse – “Little Girl (com Julian Casablancas)”
Of Montreal – “An Eluardian Instance”
Cornershop – “Who Fingered Rock’n'Roll?”
Cut Copy – “Midnight Runner”
Fellini – “Por Toda Parte”
Big Star – “The Ballad of El Goodo”
Céu – “Bubuia (com Anelis Assumpção e Thalma de Freitas)”
Lucas Santtana & João Brasil – “O Violão de Mario Bros”
Milocovik – “Out of Her House”
Foals – “Olympic Airways”
Miami Horror – “Make You Mine (Fred Falke Remix)”
Daft Punk – “Tron Legacy Theme”
Radiohead – “These Are My Twisted Words”

Colaê.

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Vida Fodona #172: Esse programa inaugura uma era e encerra outra

Dando um tempinho na Temporada Sem Parar para mais um Vida Fodona tradicional, cheio de falação aleatória entre as músicas – e o programa ainda marca a inauguração de novas instalações e o início da despedida da unidade móvel da UAM.

Cidadão Instigado – “Escolher Pra Quê?”
Flaming Grooves – “Have You Seen My Baby?”
Gossip – “Vertical Rhythm”
Friendly Fires – “Skeleton Boy (Grum Remix)”
Franz Ferdinand – “Womanizer”
Noah & the Whale – “Love of an Orchestra”
Thom Yorke – “The Present Tense”
Fernanda Takai – “There Must Be An Angel (Playing With My Heart)”
Lucas Santtana – “Cira Regina e Nana”
Florence and the Machine – “Halo”
Miami Horror – “Make You Mine (Fred Falke Remix)”
Passion Pit – “Sleepyhead (Starsmith Remix ft. Ellie Goulding)”
Arctic Monkeys – “Dangerous Animals”
Erasmo Carlos – “Noite Perfeita (Uma Farra no Tempo)”
Mick Ronson e David Bowie – “Like a Rolling Stone”
Gabriel Thomaz & Móveis Coloniais de Acaju – “A Shot in the Dark Sim, E Daí?”
Wado – “Estrada”
Killing Chainsaw – “The Woke of Jo”
Cat Power – “Dreams”

Colaqui.

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Jovem Guarda hoje

O Itaú Cultural fez um especial sobre a Jovem Guarda, com farto material multimídia e vários textos sobre o tema – vale a visita. E entre artigos assinados por bambas como o Fernando Rosa e o Ricardo Alexandre, me pediram para escrever uma matéria sobre a influência do movimento cultural no pop brasileiro do século 21. Olha o texto aê (para o ler o original, entre no site e clique na seção Textos).

***

E que tudo mais vá pro inferno

Geração pop endossa a importância da jovem guarda para a história da música brasileira

Dá para imaginar o que seria da música brasileira se não houvesse a jovem guarda? Mesmo que não possa ser ouvido como um gênero específico – afinal, começou como a diluição do impacto mundial do rock por meio do senso estético e passional da América Latina –, o movimento talvez tenha sido o principal fenômeno musical do século passado no Brasil. Sua força vai além das canções e dos filmes de Roberto Carlos. Jovens, urbanos e elétricos, seus músicos conseguiram atingir o país com o mesmo impacto dos reis e das rainhas do rádio nas gerações anteriores e tiveram suas principais características absorvidas por quase todos os músicos, compositores e intérpretes que vieram em seguida. Do samba-rock ao tropicalismo, passando pela cena funk/soul dos anos 1970, pelos Mutantes e pela própria MPB, e indo até a música sertaneja e o rock dos anos 1980, todos reconhecem que a jovem guarda foi uma das manifestações populares mais autênticas da música brasileira, cuja repercussão ainda é sentida no país.

Por mais diverso e esquizofrênico que pareça ser o cenário pop atual, ele tem suas raízes inteiramente vinculadas ao movimento inaugurado pelo trio Roberto, Erasmo e Wanderléa. E da jovem guarda é possível colher frutos tão improváveis quanto a eletricidade dançante do trio Autoramas, as guitarras do La Pupuña, a autocrítica pop do Cabaret, o romantismo descarado do Cidadão Instigado, as melodias do Mombojó e o apelo direto de Lucas Santtana, além de toda a escola de rock gaúcho inaugurada pela Graforréia Xilarmônica, do carisma do pernambucano China e do tom confessional do Los Hermanos.

Um exemplo dessa influência direta está em Gabriel Thomaz, do Autoramas, que se reuniu com outros músicos de sua geração para, ao lado do tecladista Lafayette Coelho, reverenciar o período com a banda Lafayette e os Tremendões. Já China e alguns integrantes do Mombojó celebram a importância de Roberto Carlos com o grupo Del Rey. Trata-se de uma geração que cresceu ouvindo esse ritmo sem os preconceitos dos que, naquele período, o tachavam de música descartável ou rotulavam os músicos da jovem guarda de alienados políticos.

“Uma pitada sacana”
“Não sei se existe outro movimento nacional mais influente quando se fala em música popular. Todo mundo ouviu e tirou alguma coisa da jovem guarda, de Caetano Veloso ao brega paraense, de Amado Batista ao Autoramas”, explica Gabriel Thomaz. O gaúcho Frank Jorge, fundador da Graforréia Xilarmônica, concorda: “Foi ela quem trouxe o tipo de formação instrumental baixo, guitarra, bateria, voz e órgão, um novo enfoque para os arranjos”. O paulistano Curumin complementa: “Não consigo imaginar, por exemplo, o que teria acontecido com a tropicália, a psicodelia, o samba-rock e o rock dos anos 1980 caso a jovem guarda não tivesse acontecido”. Para Adriano Sousa, baterista da banda paraense La Pupuña, “o maior legado são as guitarras, os teclados do Lafayette e, claro, as letras, ingênuas mas com uma pitada sacana”.

Márvio dos Anjos, da banda Cabaret, teoriza: “Radicalizando, sem a jovem guarda o cenário pop do Brasil teria abraçado esse conceito babaca de linha evolutiva da MPB de raiz. Haveria rock, mas Cabeça Dinossauro [1986], dos Titãs, por exemplo, não seria precedido por canções deliciosas como Sonífera Ilha e Insensível. O Los Hermanos teria inaugurado a carreira com Bloco do Eu Sozinho [2001], e perderíamos Anna Júlia, que é a obra-prima deles. Sem falar o que devem a eles várias bandas do fim dos anos 1990, como Autoramas, e todo o rock gaúcho. Por outro lado, os caminhos de Rita Lee – com o Tutti-Frutti – e de Lulu Santos não teriam sido pavimentados por uma série de corinhos, e talvez eles fossem menos subestimados do que são por parte da geração atual. Enfim, o problema é que, com ou sem jovem guarda, o Brasil ainda é muito preconceituoso com a música adolescente. A galera quer ver maturidade em tudo e não repara que isso é coisa de velho”.

Já o compositor baiano Ronei Jorge pondera a extensão da influência da jovem guarda: “Não sei se dá para precisar o legado da jovem guarda na atual geração. Muitas coisas se passaram e se misturaram: tropicalismo, bossa nova, música cafona, mangue-beat etc.”. Kassin, que participa de projetos como o + 2 e o Artificial, além da banda Acabou la Tequila, pontua: “Acho que as gravações mudaram muito com a jovem guarda – a forma de orquestração, a introdução da guitarra. Isso abriu as portas para o que veio depois”. BC, guitarrista da banda brasiliense Móveis Coloniais de Acaju, complementa: “Houve um lado tecnológico, quando surgiram guitarras, baixos e amplificadores nacionais”.

Liberdades individuais
O fenômeno pop da jovem guarda deve-se em grande parte à expansão da cultura rock ’n’ roll pelo planeta, que estabeleceu um novo parâmetro para a música feita no Brasil. “A jovem guarda é a precursora do rock no país e tem um papel importantíssimo num conceito de rock sobre e para a diversão”, continua Márvio. “Hoje, o engajamento político está cada vez mais démodé, as democracias estão aí como queríamos, os movimentos sociais e as ONGs, mas o que a nossa geração quer mesmo são as liberdades individuais. A jovem guarda falava disso e virou referência, mesmo com uma rebeldia mais ingênua. ‘Manter a fama de mau’ para sair com mulheres, o sonho com o carro, a insatisfação com a ilegalidade dos prazeres ou com a rigidez da moral vigente”. Kassin emenda: “Para mim, aquelas músicas do Chico Buarque falando coisas pelas beiradas não faziam o menor sentido quando eu era adolescente. Minha reação era: ‘Por que ele não fala o que está pensando?’. Claro que hoje entendo melhor o período, mas a jovem guarda não precisava ser explicada”.

“Música emociona ou não emociona”, diz o cearense Fernando Catatau, guitarrista e líder do Cidadão Instigado. “As pessoas queriam ouvir canções politizadas no Brasil, então qualquer uma que não fosse assim parecia não ser legal. E na jovem guarda era tudo muito simples e puro”. Frank Jorge concorda: “Os tempos pediam posicionamentos. E eles diziam coisas que faziam sentido para eles e, é claro, para milhões de brasileiros. Podiam não ter uma postura política orgânica, engajada, mas a exerciam na prática”.

“Quase orixás”
Lucas Santtana cita uma música como exemplo da força do movimento: “Quero que Vá Tudo pro Inferno, de Roberto e Erasmo Carlos, já começa negando a tradição da canção popular brasileira ao indagar: ‘De que vale o céu azul e o sol sempre a brilhar?’. Símbolos que sempre foram orgulho nacional são postos à prova para no refrão culminar no que Fausto Fawcett chamaria de ‘puro-desabafo-egotrip-adolescente’: ‘Só quero que você me aqueça nesse inverno/E que tudo mais vá pro inferno’”. Gabriel concorda: “A jovem guarda reside no trio Roberto, Erasmo e Lafayette, e Quero que Vá Tudo pro Inferno tem o dedo dos três. É o som característico da jovem guarda”. “É uma obra-prima”, afirma China. “Como um artista consegue fazer sucesso com uma música que manda tudo pro inferno? É meio surreal se levarmos em conta todo o momento político da época.”

A dupla Roberto e Erasmo tem papel crucial nessa história: “É clichê falar deles como Lennon/McCartney, Jagger/Richards, mas a alimentação entre os dois, a provocação, as piadas internas, a competição e a busca por aprofundamento de caminhos musicais sem sair do pop os tornam artistas muito mais interessantes. Como se não bastasse o repertório”, lembra Márvio.

Lucas Santtana pontua que “a canção popular brasileira foi geneticamente modificada pela dupla e sua herança é nítida até hoje quando ouvimos artistas atuais como China, Ronei Jorge, Catatau, Rubinho Jacobina e Flavio Basso”. “Os dois são quase orixás”, arremata Kassin.

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Vida Fodona #148: Semana tá corridaça



E, de novo, não deu pra falar entre as músicas. Por isso, outro Vida Fodona Soundsystem – e esse tá no capricho!

Leebuzz – “Fistful of Diggity”
Beatles – “Eleanor Rigby (Soulwax Remix)”
Lucas Santtana + Do Amor – “Who Can Say Which Way”
Snoop Dogg – “Dr. King Remembers (feat. Sly Stone)”
Curumin – “Mistério Stéreo”
Lily Allen – “Womanizer”
Fancy – “Do the D.A.N.C.E.”
Mickey Gang – “Horses Can’t Dance”
Franz Ferdinand – “Live Alone”
Bauhaus – “Telegram Sam”
Malajube – “333″
Mando Diao – “Dance With Somebody”
TV on the Radio – “Heroes”
Dodos – “Undeclared”
Elliott Smith – “New Monkey”
Marcos Valle – “Os Grilos”
Whitest Boy Alive – “Intentions”
Chairlift – “Evident Utensil (MGMT Remix)”
Dan Auerbach – “Real Desire”

Vamo?

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