OEsquema

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Diplo x MGMT

E por falar nos remixes do Wesley, você sabe que ele só funciona quando pega música ruim, né? Sempre que pega uma música boa, ele burila aqui, acolá e ou mexe pouco ou caga o pau (repare, no disco do post anterior, o que ele faz com as músicas do Cansei, do Peter Bjorn & John e do Black Lips. Não é diferente quando ele pôs as mãos sobre a melhor música do MGMT. Olha o estrago – tou postando mais pela curiosidade…


MGMT – “Time to Pretend (Diplo Remix)

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“Eis que, em algum momento, falando sobre festas, uma amiga me pede que tipo de música toca nas baladas que eu vou em São Paulo”


vivoandando

Recém-paulistanizado, o catarina Tiago Agostini ouviu o questionamento acima de uma conterrânea e compilou faixas onipresentes nas pistas de dança de indie rock de São Paulo em dois arquivos. Algumas (como ele mesmo diz “‘Surfin’ Bird’ com os Raimundos”, por exemplo) passam longe do estereótipo, mas no geral a coletânea dá uma boa idéia de como dançam os indies – e, independente de pista, ficou bem boa.

E atenção: os links para download foram atualizados.

Disco 1
Radio 4 – “Enemies Like This”
Maximo Park – “Our Velocity”
Kaiser Chiefs – “Everyday I Love You Less And Less”
The Rapture – “Get Myself Into It”
Weezer – “Pork And Beans”
The Killers – “Mr. Brightside”
The Pipettes – “Pull Shapes”
The Sounds – “Queen Of Apology”
Scissor Sisters – “I Don’t Feel Like Dancing”
Justice – “D.A.N.C.E.”
MGMT – “Kids”
Klaxons – “Golden Skans”
The Go Team – “Panter Dash”
Los Pirata – “Nada”
The Clash – “London Calling”
Pulp – “Disco 2000 (Nick Cave Pub Version)”
Morrissey – “First Of The Gang To Die”
The Twilight Singers – “Underneath The Waves”
New Order – “Bizarre Love Triangle”
Franz Ferdinand – “All My Friends (LCD Soundsystem cover)”
Amy Winehouse – “Tears Dry On Their Own”

Disco 2
Black Rebel Motorcycle Club – “Six Barrel Shotgun”
CSS – “Left Behind”
The Strokes – “Juicebox”
Eagles Of Death Metal – “Only Want You”
Bloc Party – “Banquet”
Supergrass – “Alright”
Hot Hot Heat – “Bandages”
Peter Bjorn & John – “Young Folks”
Black Kids – “I’m Not Gonna Teach Your Boyfriend How To Dance With You”
The Ting Tings – “That’s Not My Name”
Radiohead – “Idioteque”
A-ha – “Take On Me”
Joy Division – “Love Will Tear Us Apart”
Violent Femmes – “Blister In The Sun”
Raimundos – “Surfin Bird”
David Bowie – “Rebel Rebel”
The Libertines – “Can’t Stand Me Now”
Queens Of The Stone Age – “No One Knows”
Franz Ferdinand – “This Fire”
The Smiths – “This Charming Man”
R.E.M. – “It’s The End Of The World As We Know It”

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MGMT x Pet Shop Boys

E esse remix dos Petshoba pra “Kids”, vocês ouviram? Na real, os caras não mexeram muito… Deram um “pump” disco music típico deles pra psicodelia da dupla nova-iorquina ao mesmo tempo em que transformaram o tecladinho insuportável que é a marca registrada da canção em uma sirene meio house brega igualmente insuportável. Sutil ma non troppo, como é característico de Neil & Chris.


MGMT – “Kids (Pet Shop Boys Remix)

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Mais melhores

E continuam saindo as listas de melhores do ano segundo várias publicações:


A Spin e a Rolling Stone escolheram o TV on the Radio como melhor disco do ano (pra você ver como tão as coisas: Spin e Rolling Stone concordando!)…


…a Time escolheu o disco do Lil Wayne (!?)…


o NME e a Filter escolheram o MGMT…


…e a Q foi de Kings of Leon.

Tem disco que, claro, entra na minha lista, mas tem outros que não passam nem perto… E na tua?

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Os melhores de 2008 segundo a Last.fm

Coldplay que, por sua vez, fez a rapa no melhores de 2008 da Last.fm – sem perguntar nada aos críticos, o site simplesmente mediu a audiência de seus usuários e dividiu em três categorias: artista do ano (que só levava em consideração quem lançou seu primeiro disco em 2008), disco do ano (que pressupunha o lançamento físico do disco) e música do ano (independente ter sido lançada físico ou digitalmente). Mirando no que as pessoas ouvem e funcionando além de um mero termômetro de consumo, a lista da Last.fm é uma das mais sensatas que eu já li no ano – mesmo que o quesito “músicas do ano”, seja dividido entre o Coldplay e o MGMT -, principalmente na categoria “artista do ano“. O Coldplay ganha porque joga pra massa num esquema U2 brega, aí é aquele papo de que cada geração tem o Double que merece.

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Vida Fodona #133: Vida Fodona de férias

É isso aí: uma pincelada rápida nos shows que se passaram, algumas músicas novas e Vida Fodona novo só daqui há duas semanas. Até lá!

Jesus & Mary Chain – “Snakedriver”
Caetano Veloso- “Olha o Menino”
Spoon – “I Turn My Camera On”
Kaiser Chiefs – “Never Missed a Beat (Cut Copy Remix)”
R.E.M. – “Electrolite”
Peggy Lee – “Spinning Wheel”
TV on the Radio – “Crying”
Of Montreal – “Wicked Wisdom”
Why? – “The Vowels Pt. 2″
Birthday Party – “Big Jesus Trash Can”
Fireman – “Sun is Shining”
Medeski Martin & Wood – “Muchas Gracias”
MGMT – “Love Always Remains”
Bon Iver – “Team”
Mutantes – “Preciso Urgentemente Encontrar Um Amigo”

Vem comigo.

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Vida Fodona #132: Mané Barack Obama

Outro Soundsystem, desta vez pra dançar.

Empire of the Sun – “Walking on a Dream”
Van She – “Kelly (Breakbot Remix)”
Chromeo – “Bonafied Lovin’ (Sweetlight Remix)”
Cansei de Ser Sexy – “Move (Metronomy Remix)”
Party Ben – “Let There Be Love”
MGMT – “Kids (Soulwax Remix)”
Bodyrox (feat. Luciana) – “Yeah Yeah”
Soulwax – “Accidents and Compliments”
Hot Chip – “Ready for the Floor”
Divide & Kreate – “Party Kisser”
Black Kids (feat. Lil Wayne) – “Not Gonna Teach Him (The Twelves Kickmix)”
Cicada – “Falling Rockets (Just a Band Remix)”
Bag Raiders – “Turbo Love”
Cut Copy – “Hearts on Fire (Clockwork Remix)”
Let’s Get Invisible – “The Spices of Love Chesty (Namedrop Remix)”
Dunproofin – “Police Klaxons”
Friendly Fires – “Paris (Aeroplane Remix feat. Au Revoir Simone)”

Sim, você pode.

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Link Eldorado – 2 de novembro de 2008

E o programa de hoje fala sobre a disputa eleitoral nos EUA e como ela já mudou as relações entre política e a realidade eletrônica, de como tirar melhor proveito das ferramentas do YouTube, do novo Windows, da Futurecom 2008, além de um papo com Felipe Massa. No som, ouvimos Rolling Stones, Arnaldo Baptista, MGMT, Adriana Calcanhoto tocando Madonna e muito mais. O Link Eldorado vai ao ar todo domingo, na rádio Eldorado e São Paulo, às 21h.

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OEsquema no Timfa

Pra quem não acompanhou durante o fim de semana, aí vai a cobertura dOEsquema para o Tim Festival deste ano. Nosso primeiro trabalho em conjunto, sem ter nenhuma reunião de pauta ou definição de funções. Por isso, ficou assim:

- Falei da possível importância do show do Kanye West no Brasil horas antes de assistir a uma fuleiragem sub-escola de samba que se passava por “grande espetáculo da Terra” (que ainda contou com um estranhamento entre os Racionais e D2, no público). The Great Hip Hop Swindle, isso sim. No segundo dia teve o show dos Klaxons, no terceiro Gogol Bordello e DJ Yoda salvaram a pátria enquanto o último dia foi bem equilibrado com um showzaço do National e um show mediano do MGMT. Fiz um monte de vídeos do festival.
- No Rio, o Bruno falou que o Camelo funciona melhor em show do que em disco, curtiu o Gogol Bordello, achou o Klaxons mais ou menos, linkou uma mixtape nova do Sany Pitbull (que só tocou no Rio), entrevistou o MGMT e comentou, ao assistir ao show de Sonny Rollins, sobre a carência de eventos como o festival da Tim podem fazer com uma cidade com o Rio. Ele também fez uns videozinhos;
- Também no Rio, o Mini assistiu ao Yoda, Gogol Bordello, Klaxons e Neon Neon e fez algumas considerações sobre sua ida ao evento;
- Arnaldo não foi a show nenhum e também não perdeu grande coisa, mas faz uma pergunta pertinente: você compraria um cinzeiro do Capitão Presença?

Eu compraria.

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Finalmentes

Quantos bons shows precisa ter um festival?


MGMT – “Time to Pretend”

Culpe o fechamento lá no jornal na sexta-feira ou o fato da terceira noite do Tim Festival deste ano ter começado cedo demais. Eu não culpo nada, perdi o Dan Deacon e o Junior Boys, mas paciência. Do primeiro eu ouvi relatos como “festa junina” ou “aula de ioga” e vendo os vídeos no YouTube deu pra sacar que o produtor induziu o público a um transe taichichuan lúdico – e quem participou mais ativamente da performance foram os velhos freqüentadores das quartas e quintas no Milo (deu pra reconhecer vários nos vídeos e fotos que apareceram). Tocando no meio do público, ele incitou os presentes a uma série de joguinhos, que iam do proverbial túnel junino a um concurso de dança. O som me pareceu aquela discotecagem desconexa e zen feita para indies se esticarem enquanto imaginam que sua realidade-túnel seja possível – é quando o RPG (reeducação postural global) e o RPG (role playing game) se encontram. Do Junior Boys, não soube nem se foi bom ou ruim.

Cheguei no meio do Gogol Bordello que, já falei, fez um grande show – só não me peçam para gostar. E os ucranianos bêbados pulando feito bandoleiros do deserto ao som de música do leste europeu nem precisaram de muito mais do que só isso para incendiar o público, que delirou. Mas duas dançarinas do Tchan vestidas com uniformes do Santos e a citação de “Morena Tropicana”, do Alceu Valença, foram suficientes para saber que em um ou dois anos esses caras tão de volta no Brasil, por uma, duas, três vezes – até se mudar pra cá de vez. O amálgama de som colide folclores específicos que se mistura com facetas diferentes da música pop com aparato cênico e movimentação de palco é algo que já ouvimos tantas vezes (Karnak, Mano Negra, Móveis Coloniais de Acaju, Brasov, Manu Chao fase Proxima Estación, Cordel do Fogo Encantado, Farofa Carioca, Teatro Mágico) que eu sempre tenho preguiça quando surge um grupo novo desses. Há, claro, um elemento inevitável da consciência de uma globalização paralela, cultural, que abandona fronteiras em favor do ritmo e do hedonismo, mas não é algo que se conecta comigo além da sociologia. Musicalmente falando, sinto-me a poucos passos de distância de uma micareta.

Depois do Gogol veio o set insuportável do Switch, que eu já conhecia de uns remixes e esperava bordoadas boas para balançar o corpo. Em seu lugar veio um bate-estaca sem graça, com acelerações de ritmo que oscilavam entre o house e um princípio de trance. Não conseguia parar de pensar em como um publicitário brasileiro bolaria a trilha sonora para um filme de aventura que se passa no futuro – nem esse som imaginário conseguia ser tão monótono e anônimo quanto a apresentação do sujeito. Não foi à toa que muita gente saiu durante o set dele: estava realmente chato.

Quem foi embora, perdeu o Yoda, DJ/VJ na linha do Mike Relm e Eclectic Method – ou melhor, um meio-termo entre os dois. Enquanto o set de Relm exagerava no nerdismo e o da dupla EM pesava a mão no hip hop, Yoda equilibra-se entre os dois multiversos: o lado nerd chamava Guerra nas Estrelas, Indiana Jones e Super Mario Bros. para a briga enquanto o lado rap vinha de Ol’ Dirty Bastard, Biz Markie, Snoop Doggy Dogg e beats precisos, que iam do beatbox velha guarda ao andamento tranqüilaço do rap mais riponga e os graves pesados do gangsta. No meio, tudo: raggamuffin, Austin Powers, programas de ginástica, Fringe, Tom Jones, a velhinha que ensina o que é mashup, Chemical Brothers, Richard Pryor no Superman III, Ini Kamoze, Simpsons, Rocky Balboa, Yo Gabba Gabba, Vila Sésamo, Run DMC – misturado, scratchado, mashupado, mixado e remisturado. Yoda é uma metralhadora de referências pop, cuspidas com uma velocidade que, ao mesmo tempo, nunca saía do ritmo; é possível assistir às suas interferências de vídeo e cair na dança sem que uma atividade não interferisse na outra. E assim Yoda mexia cabeças e quadris ao mesmo tempo – e gastando, provavelmente, um centésimo do que o Kanye gastou.

Pra mim, foi ele quem salvou a terceira noite do festival. Pena que pouquíssima gente viu.

(Fazer o que, né… Mesmo contra todo o preconceito, o mashup ainda impera.)

Perdi o Cérebro Eletrônico por puro desleixo (preguiça, melhor dizendo, mas não da banda em si). A quarta e última noite do festival pra mim começou com o National, que eu já tinha visto tocar esse ano em Lisboa. Vi os caras num lugar fantástico, chamado Aula Magna, que é onde doutores vão defender suas teses na universidade local. Como não havia comprado ingresso com antecedência, só consegui a entrada mais cara para o show daquela noite, o que me colocou numa poltrona em que cabiam umas três pessoas com folga, de tão confortável. Fiquei a quatro fileiras da banda e assisti à apresentação literalmente de camarote – e ali já dava pra perceber que a banda havia atingido um outro patamar. Se Boxer, seu disco mais recente, consagrava sua saída da adolescência anunciada no disco anterior, Aligattor, o show não poderia acontecer em um lugar mais apropriado – e era possível não apenas embarcar na viagem emocional do vocalista Matt Berninger (que se jogava, andando pelas poltronas do auditório a certa altura) como perceber a coesão e cuidado de um time de músicos que ia da introspecção à muralha de microfonia com uma disciplina rara em show de rock. Na época, filmei “Brainy” e “Secret Meeting”, além de um trecho de “Fake Empire”.


The National – “About Today”


The National – “Fake Empire”

O show em São Paulo repetiu a mesma ótima apresentação de Lisboa, com um pequeno diferencial – em Portugal, todos sabiam de cor as letras das músicas, no Brasil, poucos sequer sabiam os refrões. E foi aqui que a banda mostrou que é boa – afinal, parte do público desconhecia completamente a banda que ia abrir para a dupla psicodélica MGMT e foi tragado pelo rock sério e adulto do National. Desta vez de óculos, Matt igualmente se entregava ao público, conversando com as pessoas, sendo gente boa de uma forma natural, nada populista. Quando cantava, com seu timbre grave e emotivo, era hiptonizado pela música e deixava-se levar, carregando o público para dentro do emaranhado de som cuidadosamente tecido por um grupo formado por dois pares de irmãos, os gêmeos Bryce (guitarra) e Aaron (baixo) Dessner e Scott (guitarrista) e Bryan (baterista) Devendorf, que ainda se revezavam nos teclados (e contavam com a participação de um sexto músico, que ia do piano ao violino). E assim o grupo alinha-se ao outro lado do pós-punk, o inglês, de bandas como Echo & the Bunnymen, Joy Division, Cure e U2. Showzaço, aconteceu num momento crítico para o National que, se fizer o disco certo, passa para o primeiro escalão do rock mundial em breve. Se o mundo fosse justo, eles venderiam mais que o Coldplay e seriam mais respeitados que o Tindersticks.

Para encerrar, a dupla nova-iorquina MGMT se afogou na psicodelia e descambou pro prog. Esse é o drama do gênero. O negócio começa a ficar viajandão demais e aí os caras começam a viajar que são músicos de primeira linha, solo de guitarra vira uma coisa transcendental e trips instrumentais viram apenas bad trip. Também, né, nova-iorquino pagando de californiano é tipo paulista querendo tirar onda de carioca. E o público – o mais cheio dos quatro dias na tenda, além do mais florido – que veio para ouvir os hits (especificamente três, “Kids”, “Time to Pretend” e “Electric Feel”), achando que eles eram uma banda pop com cores tie-dye, desanimou-se em todas as músicas que não eram essas três (e “The Youth”, também bem recebida). “Kids”, que veio no final, lavou a alma de um show curto mas demorado, mas que deixou um gosto de “quero mais”.


MGMT – “4th Dimensional Transition”


MGMT – “Of Moon, Birds and Monsters”


MGMT – “Electric Feel”


MGMT – “The Youth”

No fim, esse Tim Festival, apesar de tudo, teve seus acertos. Mas dava pra reuni-los todos em uma mesma noite com National, Klaxons, MGMT e o Yoda – de preferência num lugar que pudesse terminar mais tarde, sem ter os seguranças empurrando o público pra desarmar o circo. Pagando ingresso, bebida e estacionamento apenas uma vez aposto que o público viria em mais peso, ficaria mais feliz e o festival sairia com o filme menos queimado.

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