15 de dezembro de 2011 às 9h55
Falando a real
O designer sueco Viktor Hertz recriou alguns logotipos a partir do impacto real de certas marcas em nossa rotina. Tem outros lá no Flickr dele.
O designer sueco Viktor Hertz recriou alguns logotipos a partir do impacto real de certas marcas em nossa rotina. Tem outros lá no Flickr dele.
Furo do Link! Escrevi sobre a notícia no caderno de Economia desta quarta.
Anúncio junta a fome à vontade de comer, mas perde em timing
No ano de 2001, a Microsoft ainda era um dos maiores nomes no mercado digital. O Google começava a ganhar a fama de oráculo que carrega até hoje, mas ainda era uma novidade. A Apple havia acabado de anunciar seu novo aparelho portátil, o iPod. Mark Zuckerberg era menor de idade. Por isso, quando a gigante do software anunciou que estaria lançando um console para entrar de vez no mercado de videogames, muitos achavam que estaríamos vendo um pouco de como seria o futuro próximo.
Mas, por mais que o Xbox tenha sido bem-sucedido e se tornado um dos grandes nomes no mercado mundial de games, ele não cumpriu a promessa almejada, de se tornar uma central de entretenimento doméstica. Por dentro, o console era um computador portátil reempacotado. Mas estávamos começando a era dos portáteis, mesmo sem saber disso, e, em pouco tempo, MP3 players, laptops, celulares e, finalmente, tablets eram objetos de desejo maiores do que um console de games que fica preso num canto da casa.
A mesma década viu Google, Apple e Facebook ultrapassarem a Microsoft em diversas frentes. E a aposentadoria de Bill Gates, anunciada em 2008, não ajudou a empresa. Ao mesmo tempo, o mercado de games no Brasil sempre viveu à espera da tão sonhada redução de impostos, que permitiria a redução de preços de jogos e de consoles no País.
O anúncio desta terça-feira parece ter juntado a fome com a vontade de comer. De um lado, temos uma empresa tentando recuperar o prestígio de dias passados, transferindo parte de sua produção de hardware para um país em desenvolvimento. Do outro, temos o público consumidor deste mesmo país, cada vez maior, disposto a consumir cada vez mais.
O problema dessa equação é só a questão de timing. Jogos em CD e consoles de videogame estão, cada vez mais, com seus dias contados. Joga-se no celular e na rede social – e, mesmo que os games ainda sejam rústicos e primitivos, isso é uma questão que logo será suplantada, inevitavelmente.
Mas a fabricação de Xbox no Brasil deve, sim, ajudar a incipiente indústria de games local, que já mira em aplicativos para celulares e games sociais. Resta saber qual impacto o anúncio terá a médio prazo.
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Da pergunta sobre como ilustrar uma notícia importante quase uma semana depois de ela ter acontecido, essa bela caixa do Skype, à la Microsoft, ilustra a página 3 do Link de hoje. A transformação da idéia em imagem ficou a cargo do Asta, que entrou na onda com sua habitual tiração de onda.
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CLIENT: “I cannot access the internet.”
ME: “Ok, I can help with that. What have you tried so far?”
CLIENT: “I clicked on internet explorer and all I see is this MSN crap!”
ME: “That is the internet.”
CLIENT: “No this is not! I want the internet.”[I was so stumped for a while, but then inspiration struck]
ME: “Look at the top of your screen. Do you see where msn.com is? Great! Click there and delete that text. Now, type google.com and press enter.”
CLIENT: “Great, thanks so much for your help!”
Via Clients from Hell.
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Minha coluna no Caderno 2 de ontem foi sobre o jornal do iPad…
Um jornal para o iPad
E o futuro (fechado) da Apple
Na quarta-feira da semana passada, depois de muita especulação, finalmente foi lançado o jornal sem papel imaginado pelo magnata das telecomunicações Rupert Murdoch. The Daily é um jornal que só pode ser lido no iPad. Funciona como uma revista eletrônica diária, cuja diagramação se adapta à forma como se segura o tablet, além de conter conteúdo multimídia, como vídeos, áudio e infográficos em movimento. Cada edição custa US$ 0,14 (a assinatura anual custa US$ 39,99), mas, nos dois primeiros meses, o aplicativo é gratuito para os clientes da operadora norte-americana Verizon.
Mas mais do que uma tentativa de ver como funciona um veículo feito para ser consumido em apenas um tipo de aparelho, a aparição do Daily acontece junto de uma mudança drástica na política comercial da Apple. A empresa agora só permite que se baixe aplicativos gratuitos para seu tablet se isso ocorrer em sua própria loja, a App Store. De graça, agora, só se for via Apple.
É um momento interessante e, talvez, crucial para a sobrevivência do modelo de negócios ao redor do hypado tablet. Não custa lembrar que o iPod, o MP3 player que fez a Apple voltar ao cenário digital no início do século, só foi um sucesso de vendas porque permitia a inclusão de músicas que pudessem ser adquiridas em outro lugar além da loja da Apple. Será que se o iPod só tocasse músicas compradas na iTunes ele seria o sucesso que foi? Acho que não.
Outra nuvem que paira sobre o novo negócio da Apple é a própria presença de Rupert Murdoch, cuja empresa, News Corp., comprou o MySpace por meio bilhão de dólares em 2005. Foi o suficiente para a rede social, então a maior do mundo, começar a desandar. O futuro do MySpace, hoje, é mais do que incerto. Mau agouro?
E quem pode desafiar o poder da Apple e de Murdoch são os próprios usuários, como o norte-americano Andy Bayo, que pegou o conteúdo do Daily e o transformou em um tumblr (http://thedailyindexed.tumblr.com), aberto para quem quiser ler. Sem pagar.
Cara Microsoft
“Queria continuar no Hotmail, mas…”
O rapper Dan Bull ficou conhecido no fim de 2009 quando fez uma carta aberta em forma de vídeo à cantora Lily Allen reclamando do fato de ela ter sido descoberta na internet e na época se voltar contra os downloads ilegais. O alvo da nova missiva musical do norte-americano agora é a Microsoft. Num longo e-mail cantado, ele reclama que a empresa só dá passos errados hoje em dia.
"Even science fiction is now very far behind what's actually happening." - Marshall McLuhan. Desde 1995
Profissão: autobiógrafo.
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alexandrematias [@] gmail.com


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