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Arquivo: milo garage

O novo Milo Garage

O bom e velho Milo Garage funcionou no clássico sobradinho da Minas Gerais até essa semana e, em breve, dia 11 de maio, muda pra minha vizinhança – fica na Avenida Pompéia (número 1681), mas ali já é Sumaré, né… Seja bem-vindo.

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Milo Garage – O fim de uma era

Lembra desse sobrado?

Vai deixar de ser o Milo. Ou pelo menos foi isso que o próprio Milo botou no Feice.

O cartaz que ilustra esse post (que época!) é da Angela.

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Finalmentes

Quantos bons shows precisa ter um festival?


MGMT – “Time to Pretend”

Culpe o fechamento lá no jornal na sexta-feira ou o fato da terceira noite do Tim Festival deste ano ter começado cedo demais. Eu não culpo nada, perdi o Dan Deacon e o Junior Boys, mas paciência. Do primeiro eu ouvi relatos como “festa junina” ou “aula de ioga” e vendo os vídeos no YouTube deu pra sacar que o produtor induziu o público a um transe taichichuan lúdico – e quem participou mais ativamente da performance foram os velhos freqüentadores das quartas e quintas no Milo (deu pra reconhecer vários nos vídeos e fotos que apareceram). Tocando no meio do público, ele incitou os presentes a uma série de joguinhos, que iam do proverbial túnel junino a um concurso de dança. O som me pareceu aquela discotecagem desconexa e zen feita para indies se esticarem enquanto imaginam que sua realidade-túnel seja possível – é quando o RPG (reeducação postural global) e o RPG (role playing game) se encontram. Do Junior Boys, não soube nem se foi bom ou ruim.

Cheguei no meio do Gogol Bordello que, já falei, fez um grande show – só não me peçam para gostar. E os ucranianos bêbados pulando feito bandoleiros do deserto ao som de música do leste europeu nem precisaram de muito mais do que só isso para incendiar o público, que delirou. Mas duas dançarinas do Tchan vestidas com uniformes do Santos e a citação de “Morena Tropicana”, do Alceu Valença, foram suficientes para saber que em um ou dois anos esses caras tão de volta no Brasil, por uma, duas, três vezes – até se mudar pra cá de vez. O amálgama de som colide folclores específicos que se mistura com facetas diferentes da música pop com aparato cênico e movimentação de palco é algo que já ouvimos tantas vezes (Karnak, Mano Negra, Móveis Coloniais de Acaju, Brasov, Manu Chao fase Proxima Estación, Cordel do Fogo Encantado, Farofa Carioca, Teatro Mágico) que eu sempre tenho preguiça quando surge um grupo novo desses. Há, claro, um elemento inevitável da consciência de uma globalização paralela, cultural, que abandona fronteiras em favor do ritmo e do hedonismo, mas não é algo que se conecta comigo além da sociologia. Musicalmente falando, sinto-me a poucos passos de distância de uma micareta.

Depois do Gogol veio o set insuportável do Switch, que eu já conhecia de uns remixes e esperava bordoadas boas para balançar o corpo. Em seu lugar veio um bate-estaca sem graça, com acelerações de ritmo que oscilavam entre o house e um princípio de trance. Não conseguia parar de pensar em como um publicitário brasileiro bolaria a trilha sonora para um filme de aventura que se passa no futuro – nem esse som imaginário conseguia ser tão monótono e anônimo quanto a apresentação do sujeito. Não foi à toa que muita gente saiu durante o set dele: estava realmente chato.

Quem foi embora, perdeu o Yoda, DJ/VJ na linha do Mike Relm e Eclectic Method – ou melhor, um meio-termo entre os dois. Enquanto o set de Relm exagerava no nerdismo e o da dupla EM pesava a mão no hip hop, Yoda equilibra-se entre os dois multiversos: o lado nerd chamava Guerra nas Estrelas, Indiana Jones e Super Mario Bros. para a briga enquanto o lado rap vinha de Ol’ Dirty Bastard, Biz Markie, Snoop Doggy Dogg e beats precisos, que iam do beatbox velha guarda ao andamento tranqüilaço do rap mais riponga e os graves pesados do gangsta. No meio, tudo: raggamuffin, Austin Powers, programas de ginástica, Fringe, Tom Jones, a velhinha que ensina o que é mashup, Chemical Brothers, Richard Pryor no Superman III, Ini Kamoze, Simpsons, Rocky Balboa, Yo Gabba Gabba, Vila Sésamo, Run DMC – misturado, scratchado, mashupado, mixado e remisturado. Yoda é uma metralhadora de referências pop, cuspidas com uma velocidade que, ao mesmo tempo, nunca saía do ritmo; é possível assistir às suas interferências de vídeo e cair na dança sem que uma atividade não interferisse na outra. E assim Yoda mexia cabeças e quadris ao mesmo tempo – e gastando, provavelmente, um centésimo do que o Kanye gastou.

Pra mim, foi ele quem salvou a terceira noite do festival. Pena que pouquíssima gente viu.

(Fazer o que, né… Mesmo contra todo o preconceito, o mashup ainda impera.)

Perdi o Cérebro Eletrônico por puro desleixo (preguiça, melhor dizendo, mas não da banda em si). A quarta e última noite do festival pra mim começou com o National, que eu já tinha visto tocar esse ano em Lisboa. Vi os caras num lugar fantástico, chamado Aula Magna, que é onde doutores vão defender suas teses na universidade local. Como não havia comprado ingresso com antecedência, só consegui a entrada mais cara para o show daquela noite, o que me colocou numa poltrona em que cabiam umas três pessoas com folga, de tão confortável. Fiquei a quatro fileiras da banda e assisti à apresentação literalmente de camarote – e ali já dava pra perceber que a banda havia atingido um outro patamar. Se Boxer, seu disco mais recente, consagrava sua saída da adolescência anunciada no disco anterior, Aligattor, o show não poderia acontecer em um lugar mais apropriado – e era possível não apenas embarcar na viagem emocional do vocalista Matt Berninger (que se jogava, andando pelas poltronas do auditório a certa altura) como perceber a coesão e cuidado de um time de músicos que ia da introspecção à muralha de microfonia com uma disciplina rara em show de rock. Na época, filmei “Brainy” e “Secret Meeting”, além de um trecho de “Fake Empire”.


The National – “About Today”


The National – “Fake Empire”

O show em São Paulo repetiu a mesma ótima apresentação de Lisboa, com um pequeno diferencial – em Portugal, todos sabiam de cor as letras das músicas, no Brasil, poucos sequer sabiam os refrões. E foi aqui que a banda mostrou que é boa – afinal, parte do público desconhecia completamente a banda que ia abrir para a dupla psicodélica MGMT e foi tragado pelo rock sério e adulto do National. Desta vez de óculos, Matt igualmente se entregava ao público, conversando com as pessoas, sendo gente boa de uma forma natural, nada populista. Quando cantava, com seu timbre grave e emotivo, era hiptonizado pela música e deixava-se levar, carregando o público para dentro do emaranhado de som cuidadosamente tecido por um grupo formado por dois pares de irmãos, os gêmeos Bryce (guitarra) e Aaron (baixo) Dessner e Scott (guitarrista) e Bryan (baterista) Devendorf, que ainda se revezavam nos teclados (e contavam com a participação de um sexto músico, que ia do piano ao violino). E assim o grupo alinha-se ao outro lado do pós-punk, o inglês, de bandas como Echo & the Bunnymen, Joy Division, Cure e U2. Showzaço, aconteceu num momento crítico para o National que, se fizer o disco certo, passa para o primeiro escalão do rock mundial em breve. Se o mundo fosse justo, eles venderiam mais que o Coldplay e seriam mais respeitados que o Tindersticks.

Para encerrar, a dupla nova-iorquina MGMT se afogou na psicodelia e descambou pro prog. Esse é o drama do gênero. O negócio começa a ficar viajandão demais e aí os caras começam a viajar que são músicos de primeira linha, solo de guitarra vira uma coisa transcendental e trips instrumentais viram apenas bad trip. Também, né, nova-iorquino pagando de californiano é tipo paulista querendo tirar onda de carioca. E o público – o mais cheio dos quatro dias na tenda, além do mais florido – que veio para ouvir os hits (especificamente três, “Kids”, “Time to Pretend” e “Electric Feel”), achando que eles eram uma banda pop com cores tie-dye, desanimou-se em todas as músicas que não eram essas três (e “The Youth”, também bem recebida). “Kids”, que veio no final, lavou a alma de um show curto mas demorado, mas que deixou um gosto de “quero mais”.


MGMT – “4th Dimensional Transition”


MGMT – “Of Moon, Birds and Monsters”


MGMT – “Electric Feel”


MGMT – “The Youth”

No fim, esse Tim Festival, apesar de tudo, teve seus acertos. Mas dava pra reuni-los todos em uma mesma noite com National, Klaxons, MGMT e o Yoda – de preferência num lugar que pudesse terminar mais tarde, sem ter os seguranças empurrando o público pra desarmar o circo. Pagando ingresso, bebida e estacionamento apenas uma vez aposto que o público viria em mais peso, ficaria mais feliz e o festival sairia com o filme menos queimado.

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Sob o Pavement…

Stan Molina & o Departamento Celeste encerram o ciclo da festa Peligro no Milo hoje tocando Pavement (e o Stan garantiu “Rattled by the Rush” e “Father to a Sister of Though” – urru!). Quem vai?

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Roda e avisa

Enquanto o Lucio anuncia que a noite da Peligro e a Mixtape do Guab vão sair do Milo para fundar sua própria casa, na Água Branca, corre por aí que o Vegas está em clima de contagem regressiva… Qual será o futuro da Augusta?

Updeite 1, via Thiago Ney:

…segundo o Guab, o lugar fica na rua Germaine Burcharb, ao lado do pq. da Água Branca, na região de Perdizes. É uma casa de dois andares, com capacidade para cerca de 200 pessoas, com um quintal grande colado ao parque. “Pensávamos nesse projeto há algum tempo, queríamos algo que fosse nosso. É o sonho da casa própria”, diz Guab a este blog. A previsão é que o Neu comece a funcionar em outubro. Tanto a .mixtape. quanto a Peligro serão levadas ao Neu, talvez com outros nomes.

Com a mudança, o Milo não abrirá mais de quinta-feira. As noites de sábado chamarão “10:33″ e ficarão sob o comando de um grupo de DJs, incluindo aí o próprio Milo. Rock alternativo dos anos 1990 e 2000 é o que será mais ouvido ali.

Updeite 2, via Érika Palomino:

Além de Dago e Guilherme, quem entra pra história é o DJ Guab e Felipe Barrella, gerente do Milo. “Primeiro vamos levar a Peligro e a Brasa [festa que acontece às sextas no Berlin]. Tem também as bandas, estamos pensando em mais coisas mas ainda é cedo pra falar.”, explica.

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Leitura Aleatória 90

1) Gilberto Gil se prepara para deixar o Ministério da Cultura

2) Proposta proíbe realização de festas ‘open bar’

3) Nao pode mais tirar foto no Milo?

4) Diretor de “Dois Filhos de Francisco” quer filmar biografia de Roberto Carlos

5) Bruno entrevista o Sany Pitbull pra XLR8R

6) BBC elege ‘Billie Jean’ a melhor música dance

7) Cai a audiência do Fantástico (I wonder why…)

8) Animal de estimação pode causar dependência, dizem especialistas

9) 17 dicas para gerenciar sua equipe evitando a negatividade

10) O Google tá deixando a gente burro?

Foto: oskaline

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#21

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Disco 21) In Between Dreams - Jack Johnson
“Onde as pessoas boas foram parar?”, pergunta-se Jack Johnson no meio de seu In Between Dreams, “estou mudando de canais e não as vejo nos programas de TV”. Ele está assistindo aos mesmos canais que nós, que passa esse estranho programa chamado CelebRealidade, em que só a vida de pessoas muito esquisitas parecem importar. À medida em que a máscara midiática aos pouco resseca, como avisou Alan Moore no “V de Vingança”, o sorriso revela-se apenas um esgar. Johnson pertence àquela tradição do violãozinho, que reúne hippies disfarçados (ou não), como George Harrison, Dave Gilmour, Renato Russo, Kurt Cobain, Beck e Brad Nowell, gente que, sozinho ou com uma turma, não precisa de mais de um instrumento (talvez um bongô ou palmas, vai), pra mudar a estação. Mas mais do que seus antecessores, o havaiano vem com uma improvável missão: trazer o pop de volta à “normalidade”, tirando piercings, músculos delineados, cabelos coloridos e o ar de bobo que a decadente indústria impingiu ao gênero para garantir sua “juventude”. No caminho, carrega fãs do Bon Jovi de cabelo curto, manezices como Matchbox 20 e outros presentes de grego inventados pela mesma indústria. Mas isso não é motivo para menosprezá-lo – pelo contrário. Juntando entusiastas de bandas insípidas para ouvir algo com um mínimo de tutano, ele também distrai o público das celebridades de seu passatempo predileto (a TV) e, sem querer, nos faz perceber que são as mesmas pessoas. Que mundo melhor seria se essas pessoas percebessem que não há nada de errado em suas vidas e que o que elas precisam é de apenas uma roda de violão em que possam cantar numa boa junto com pessoas de quem elas gostam – sem histeria, sem cabecismos, sem referências.

Música 21) “Music is My Hot Hot Sex” – Cansei de Ser Sexy
Bumbo e caixa eletrônicos se alternam, lentos e monótonos – é o enterro de um robô. Entra a guitarra a gingar, para lá e para cá, ao derreter uma parede de eletricidade em câmera lenta, desenhando o mesmo zigue-zague horizontal que as dançarinas de Robert Palmer no clipe de “Addicted to Love” ‘traçavam com seus quadris, como garotas da abertura do Fantástico nos anos 80 ossificadas por excesso de estilo (anos 80). A vocalista começa a balbuciar monótona sua paixão, perseguida à espreita por uma guitarra princeana. Anima-se um pouco no refrão, mas soa igualmente robótica, desta vez acompanhada por teclados fuleiros à Daft Punk e vocoder. Talvez seja o mais longe de um hit que o disco de estréia do Cansei de Ser Sexy traga entre suas faixas (não tem o kellykeysmo de “Superafim”, a grrlrockidão de “Off the Hook”, os “uh-uh” de “This Month Day 10″, as DFAíscas de “Alala”, a pegada atari disco de “Computer Heat”), mas “Music is My Hot Hot Sex” não é um truque pra fazer meninas bi-curious baixarem MP3s recomendados por um fotolog, nem uma picaretagem electrofoda-se feita pras colunas sociais da crítica muderna. Por um momento, Luísa Lovefoxx e Adriano Cintra desligam as luzes dos monitores dos outros para se declararem apaixonados – sérios, sem brincadeiras, um para o outro e para a música. Olham nos olhos um do outro, tremelicando a pálpebra inferior entre a tentativa de assassinato, o choro irreprimível e a tensão pré-beijo – mas não avançam. Permanecem estáticos, sentindo a vibração entre os dois tornar-se música, psicoterapia de casal racionalizada e transformada em um loop dramático, que une a puta velha do decadente underground paulistano à enfant prodige das ondas wi-fi num mesmo ser – andrógino, moleque, promíscuo, descontrolado e abusado. “Ele é fodão mas eu sei que eu sou também”. Fake e naïf na mesma medida, não coloque no repeat do seu Winamp senão ela atinge a corrente cerebral de seu DNA musical, lembrando porque nós (eles, você, eu) estamos aqui: “Música é minha casa de praia/ Música é minha cidade-natal/ Música é minha cama king-size/ Música é meu banho quente/ Música é meu sexo quente/ Música é minha coçada nas costas/ Música é onde eu quero que você toque”.

Show 21) Grenade no Milo Garage, em São Paulo
Nada como um palquinho pra uma grande banda de rock. Ali, na altura do público, sem degrau de ascensão, o Grenade mostrou sua faceta 2006 no meio de 2005. Findo o processo de sagração do nome do grupo como banda em seu disco de estréia, no ano anterior (a saber: até então “Grenade” era a marca por trás da qual o ex-Killing Chainsaw Rodrigo Guedes compunha suas incursões lo-fi, desde 1998), agora é a vez de dar passos adiante. As novas faixas continuam na linha Lennon/Barrett com aquele pop disfarçadamente torto, que propõe incursões individuais em sua tímida singularidade, mas a entrada do novo guitarrista Adauto Mangue (ex-Mudcracks, apresentado ao público paulistano neste show) deu a pegada 1971 que Rodrigo tanto buscava, equilibrada no primeiro CD (de 2004), mas atingindo uma veia ainda mais country. E o espírito elétrico de Neil Young, que já pairava magnético sobre a banda, encarnou pesado. Rock demoníaco é fácil fazer – microfonia espiritual não é pra qualquer um.

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Stoned

Nessa quinta, na festa da Peligro, tou discotecando antes do show da banda Flaming Moe (num conheço, “bom stoner rock”, disse quem conhece) Depois do show, desafiei o Dago pra mais um duelo naquela base do “quem ganha, é a pista” – o Du não tá na área, aí é mais fácil. :P Ali, no Milo.

(Dessa vez não tem lista, porque a festa não é minha, mas semana que vem, tem)

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Pequenas epifanias à medida em que o ano embica pro fim

Reciclando um post do meio do ano:

- Um poste no final da ladeira do Paraíso
- Catra + Digital Dubs na Casa da Matriz
- Grenade no Milo e abrindo pra Nação em Curitiba
- Sorvete noturno
- Camilo x Nepal duas vezes, no Fosfobox e na Casa da Matriz
- 15 dias em Floripa
- Quatro parafusos a mais
- Jamie Lidell no Tim Festival
- Catra + Dolores, Nego Moçambique + Gerson King Combo no trio elétrico do Skol Beats
- Batman Begins
- Imersão em Rolling Stones (quatro bios, todos os discos oficiais, filmes, outtakes, raridades)
- Paulo Nápoli na Popcorn
- Disco do primeiro semestre: O Método Tufo de Experiências, do Cidadão Instigado
- DJ Rupture no Vegas
- Tarja Preta 4
- Kings of Convenience no Tim Festival
- Disco de Ouro – Acabou Chorare com Lampirônicos, Baby Consuelo, Luiz Melodia, Rômulo Fróes, Elza Soares e Davi Moraes no Sesc Pompéia – catártico
- Wax Poetic e Vitallic numa mansão em Floripa
- Publicar o Cultura Livre no Brasil
- Damo Suzuki e convidados no Hype
- Baladas gastronômicas
- A mixtape do Nuts
- Quinto Andar e Black Alien no falecido Jive
- Disco do segundo semestre: Futura, Nação Zumbi
- Pipodélica na Creperia
- “Capitão Presença” – Instituto
- Curumin, Jumbo Elektro e KL Jay na Casa das Caldeiras
- Úmero de titânio
- Television no Sesc Pompéia
- Violokê no Chose Inn
- Turbo Trio
- Stuart e Wander Wildner no Drakkar
- Rockstar: depois dos GTA, Beaterator
- Lafayette & Os Tremendões no Teatro Odisséia
- Donnie Darko
- Sandman pela Conrad
- Mylo no Skol Beats
- “The Other Hollywood”
- Weezer em Curitiba
- Buenos Aires
- Comprar livros em Buenos Aires
- Disco de Ouro – Da Lama ao Caos com Orquestra Manguefônica no Sesc Pompéia
- Anthony Bourdain
- Instituto + Z’África Brasil no Vivo Open Air
- Animal Man, de Grant Morrison
- Bátima, com direito à entrevista em vídeo
- Segundas-feiras no Grazie a Dio (Cidadão Instigado, Moreno + 2, Junio Barreto, Hurtmold, Wado, Curumin)
- Transformar uma discotecagem num toque de atabaque pós-moderno (as minhas melhores: duas vezes na Maldita, abrindo pros Abimonistas na Revolution da Funhouse, aniversários da Laura e da Fernanda na Vila Inglesa, esquema lo-profile no Adega, duas vezes duelando com o Guab na Rockmixtape e abrindo pro Satanique Samba Trio e pro Diplo no Milo, aniversário da Tereza no Berlin, com o Cris numa festa fechada no Vegas)
- “Promethea” – ufa!
- Paul Auster
- A Fantástica Fábrica de Chocolate, de Tim Burton
- Papo sobre o futuro do jornalismo com o Alex Antunes e o Claudio Julio Tognolli na Abraji
- Oséias e Los Hermanos no Trama Universitário
- O melhor duelo de sabres de luz de todos os tempos
- E.S.S. duas vezes, no Atari e na Funhouse
- Dar a dica pro Diplo tocar Cyndi Lauper no bis do set na choperia do Sesc Pompéia (que, aliás, tá com uma caixa nova que, ela mesma, é uma epifania)
- MP3s dos Sebozos Postiços
- O sábado do II Encontro de Mídia Universitária
- A volta do Pink Floyd clássico e Saucerful of Secrets do Nicholas Schaffner
- Sopa e chá na hora certa
- O novo do Cronenberg
- Sebozos Postiços no Vivo Open Air
- Temporada no Takara no Coisa Fina
- Ju, Ana, Dan, Fab, Tati – uma senhora equipe de trabalho
- DJs residentes: MZK, Bispo, Guab e Miranda
- China e Mombojó no Sesc Pompéia
- “Quanto Vale ou É Por Quilo” – só falta ser mais pop pra sair do cineclube (alguém explica o Michael Moore pro Sérgio Bianchi e ele pára com o pessimismo “já era”)
- Labo e SOL num Blém Blém quase vazio
- Wilco no Tim Festival
- Ter certeza que nunca tanta música ruim e desinteressante foi produzida na história como hoje – fora do Brasil (inclua o nome que você imaginar nessa lista – do Nine Inch Nails ao Coldplay passando pelo Wolf Eyes e Teenage Fanclub, ou Weezer e Sleater-Kinney). Só o Jack Johnson e o Franz Ferdinand salvam
- Aqui dentro, por outro lado, é outra história
- Jazzanova no Ampgalaxy
- Piratão, do Quinto Andar
- Walverdes no Rose Bon Bon
- Milo Garage
- Pipodélica e Zémaria no Avenida
- “Feel Good Inc.”, colosso
- It Coul Have Been So Much Better – Franz Ferdinand
- Jurassic 5 em duas noites em Santo André
- Bad Folks abrindo pro Mundo Livre em Curitiba
- Sites de MP3 e mixtapes de funk carioca
- De La Soul no Tim Festival
- Mike Relm no Vegas
- “I Feel Just Like a Child”, Devendra Banhart
- Entrevistar o J.G. Ballard por fax
- Mercury Rev, perfeito, em Curitiba
- Sessão privada do Sou Feia Mas Tou na Moda com a Laura, a Denise, o Bruno, o Boffa, o Diplo e a Mia
- O livro do Sílvio Essinger
- Sonic Youth no Claro Q É Rock de São Paulo
- Chopinho vespertino numa Curitiba belga
- Acompanhar as turnês do Mundo Livre S/A e da Nação Zumbi pelo sul do Brasil
- Superguidis ao vivo
- “Galang”
- Abajur pra sala no quarto
- “Music is My Hot Hot Sex” – Cansei de Ser Sexy
- As voltas do Akira S e do DeFalla
- Gravação do DVD do Otto
- Chaka Hot Nightz
- A volta da Bizz (muito istaile)
- R2D2 do Burguer King
- “Nada melhor do que não fazer nada…”, Rita Lee, mesmo que só em canção, realmente sabe das coisas
- Cuba! – e com a Laura…

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“Falei cum u didjêi”

Tava discotecando no Milo, no sabadão, quando uma carioca me deu a letra: “Se Ela Dança, Eu Danço, MC Leozinho, hit do verão”. Baixei e confimo: pegadinha no violão, atabaques na manha, irresistível letra soul brega, “Já Sei Namorar” do charm, entre o baile e a praia, perfeita pra esse 2006 que vem aí. Era tudo o que o Claudio Zoli devia ser ou o que o filho do Tim Maia devia estar fazendo. Deixa essa black music de butique pra Daslu e se joga pra geral. “Ela só pensa em beijar, beijar, beijar…”.

E mesmo com o úmero de titânio e quatro parafusos a mais, prevejo 2006 libertador adiante. Vai ser dolorido, vai ser tortuoso e a excitação abre espaço pra auto-análise e pra paz de espírito. Assim, o ano vai terminar bem melho que 2005, que teve tanta coisa legal, que agora que parou, fica essa sensação de vazio…

Ou é só comigo?

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Duel Propaganda

matiasvsguab-dez2005.jpg

O novíssimo úmero de titânio e o servidor Mamooth me tiraram do ar justamente da semana de dez anos do Trabalho Sujo (é, começou no dia 28 de novembro de 1995). Por isso, perdi boa parte do conteúdo do site (eu e o cache do Google ainda temos a maior parte em nossos HDs) e duas discotecagens, na Funhouse e na festa da Peligro. Essa de hoje, como a tímida e torta volta do site, eu só perco se chover: Duelar com o Guab, no alto da naite, é sempre massa – seja nos discos ou só no papo-furado, quando só um dos dois tá no som. E eu inda vou dar um braço de vantagem pra ele e tocar só com uma mão. Vai ser divertido.


.mixtape.
dezembro2005

@ Milo Garage
Rua Minas Gerais 203a. Higienopolis
a partir das 23h
(chegue cedo)
R$ 10 de entrada (R$ 15 dia 23)
sábados.1sexta.dezembro.2005
tel:3129-8027
djs:
03 – milo vs guab
10 – ana bean + matias vs guab
17 – +soma vs guab
23 – sp underground (granado e takara) vs guab

E, só pra lembrar o que eu falei lá embaixo: major changes ahead.

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