Tag: napster


quarta-feira, 8 de julho, 2009

MTV, Napster e eu

Me perguntaram e eu respondi.

Postado por Alexandre Matias às 9:47 | Sem comentários | Permalink

segunda-feira, 15 de junho, 2009

Música social

Cada vez mais compartilhada, a música do século 21 mudou nossos hábitos e a internet; mas a lei ainda não acompanhou essas mudanças


Todos de fone de ouvido em festa silenciosa na Virada Cultural de 2008 (foto: Mônica Bento/AE - 26/04/2008)

Nunca se fez tanta música quanto hoje. As possibilidades abertas a quem não tinha recursos ou técnica para fazer música permitiram que gerações inteiras finalmente pudessem produzir sua própria trilha sonora.

Seja criando música nova, remixando hits do passado ou regravando velhas canções, pessoas de diferentes faixas etárias se descobriram artistas e puderam finalmente reconhecer-se como músicos, independentemente de profissionais ou amadores. Mais: com a internet, essa produção passou a ser ouvida por gente que não tinha outros canais senão o rádio, o show e a loja de discos para descobrir e curtir música nova.

Ao mesmo tempo, nunca se ouviu tanta música quanto atualmente. A mesma rede que permitiu que músicos finalmente tivessem acesso direto a seu público fez que cada vez mais pessoas ouvissem cada vez mais música.

Hábitos como garimpar raridades, gravar fitas cassetes (ou CD-R) com músicas escolhidas a dedo e até mesmo manter uma coleção de discos foram acelerados pela rede de tal forma que praticamente foram reinventados.

Em vez de prateleiras, falamos em gigabytes; disco raro é aquele que nunca saiu da casa - ou da cabeça - de seu autor.

Assim, aos poucos, um termo técnico que designa a forma de adquirir um arquivo digital da rede tornou-se praticamente sinônimo de música nesta década: o download. Graças à popularização do MP3, iniciada há exatos dez anos, baixar música virou uma atividade rotineira e um hábito típico de nossos tempos.

Mas esse monte de gente produzindo e ouvindo música não está isolada em seus computadores ou em seus fones de ouvido, mesmo porque isso não é novidade - o marco zero deste isolamento musical, a invenção do walkman, completa trinta anos este mês.

E o mesmo ponto de partida para a música digital como a conhecemos hoje - a criação do Napster, o primeiro software de compartilhamento de arquivos sonoros digitais - também deu origem a uma nova forma de se ouvir música.

Se o rádio, a loja de disco e a gravadora aos poucos se tornam obsoletos, a internet oferece opções que vêm sendo abraçadas por milhões de pessoas, que estão descobrindo músicas que nunca ouviram e mostrando-as umas às outras.

O download ilegal ainda é um problema no que tange os direitos autorais e várias iniciativas têm insistido em punir uma prática que já é corriqueira.

Numa época em que ouvir música torna-se uma atividade cada vez mais social, resta achar uma solução que recompense quem produz mas que não puna quem ouve.

***

Há 10 anos, Napster tornava a web social

Shawn Fenning só queria ouvir as músicas que seus amigos guardavam em seus PCs - e também permitir que eles ouvissem as suas. Entediado com a faculdade que fazia, começou a escrever um software que permitisse essa troca de arquivos em janeiro de 1999. Ele tinha acabado de completar 18 anos e, poucos meses depois, no início daquele junho, há dez anos, terminou o programa, que batizou com seu próprio apelido (”Napster” quer dizer algo como “dorminhoco”). Distribuiu para uns amigos e, como quem não quer nada, mudou a história da música - ao mesmo tempo em que resgatou um dos cernes da rede - seu aspecto social.

Voltando mais no tempo, quando o criador da World Wide Web, Tim Berners-Lee, tornou público seu projeto, o fez postando uma mensagem num fórum de notícias, no dia 6 de agosto de 1991. Nela, anunciava que “estamos muito interessados em espalhar a web para outras áreas (…). Colaboradores são bem-vindos!”

Sem querer, Shawn Fenning repercutiu a mensagem do criador da web para o planeta. E se no início dos anos 90 a rede apareceu como uma forma de facilitar a troca de dados e informações, no final da década esta troca seria acelerada graças à popularização do MP3.

Mas trocar músicas era só o começo. Logo o mundo compreendeu que a música poderia funcionar longe do disco, coisa que a indústria fonográfica não quis entender - o que a levou a processar seus próprios clientes e abrir espaço para a Apple, uma empresa sem tradição no mercado de música, tornar-se líder em comercialização de música digital.

Fenning não inventou apenas um software. Com o Napster, ele sublinhou que a rede não é compostas de máquinas que se conectam a grandes servidores - mas também de computadores que podem se conectar entre si sem precisar passar por um computador central. E que esses computadores são pilotados por seres humanos que querem conhecer não só mais músicas, mas outros seres humanos. Não é exagero: ao liberar a possibilidade das pessoas trocarem MP3 entre si, o Napster foi o embrião daquilo a que chamamos de “rede social” - que, na verdade, é uma metáfora para a própria web.

Afinal, a internet é social. E Fenning nos lembrou disso há dez anos, quando resgatou um verbo que estava um tanto em desuso e que tem sido vilanizado pelos motivos errados: compartilhar.

Postado por Alexandre Matias às 17:09 | 3 Comentários | Permalink

Link - 15 de junho de 2009

Música socialBrasil pode ter sua própria ‘lei Sarkozy’‘Pirataria’ cresce como causaProvedores de acesso também reagem contra o projeto de leiCada vez mais sozinhos ou mais conectados?Há 30 anos, walkman fazia a música andar‘O universo musical é mais rico hoje que antes da web’Há 10 anos, Napster tornava a web socialThe Sims 3: Eles precisam de você para viver, se relacionar - e até se vestirClássico dos games de boxe volta em versão de tirar o fôlego - mesmo!Twittermania!Vida Digital: Matheus Souza (Apenas o Fim)

Postado por Alexandre Matias às 16:54 | Sem comentários | Permalink

terça-feira, 21 de outubro, 2008

RIP: Remix Manifesto

Na mesma linha do comercial anterior, o documentário RIP: Remix Manifesto celebra a cultura do remix e do mashup, quando o velho é reinventado pela simples apropriação indevida. Entre os entrevistados, temos o Lawrence Lessig, o Cory Doctorow e o Lars Ulrich, histórias sobre Disney e a Vila Sésamo e um remix de “Bittersweet Symphony” (que, por si só, já é um remix) com base de funk carioca. Parece ser foda.

Postado por Alexandre Matias às 11:23 | 2 Comentários | Permalink

sexta-feira, 19 de setembro, 2008

Morte eletrônica

“Né, Valmir?”

Confesso que eu comecei a ficar preocupado quando vários amigos, em situações e lugares diferentes, vieram me perguntar se eu tinha ouvido o novo do Metallica. À minha negativa, eles sorriam como se soubessem de algo que eu não sabia, pra depois tascar frases equivalentes a “eles voltaram à velha forma” e que Death Magnetic era “muito bom”. Minha nóia era dupla: será que eu ia gostar do disco novo de uma banda que há mais de uma década e meia não fez nada que preste? E será que, ao “voltar à velha forma”, o Metallica conseguiria reconstruir sua reputação?

O Metallica tem sua importância na história da música popular do final do século passado por dois motivos bem diferentes. Primeiro, inventou um gênero agressivo e veloz ao colidir duas escolas que nunca haviam ido muito com a cara da outra, o metal e o hardcore. Assim, os americanos deram uma injeção de ânimo às duas vertentes musicais, mas foi o metal quem mais se aproveitou do nascimento do thrash metal. Não fosse isso, o gênero inventado no final dos anos 60 pelo Led Zeppelin e pelo Black Sabbath estaria fadado a levar a epicidade proposta pelo Iron Maiden às últimas conseqüências. Se não fosse o Metallica, o metal atual seria povoado por aquilo que os adeptos chamam de “metal melódico”, de bandas tediosas como Nightwish e Dream Theater.

Num segundo momento, quase quinze anos depois de ter lançado seu primeiro disco (o irrepreensível Kill’Em All), o Metallica surgiu como um outro tipo de personagem. Afeito às comodidades da indústria do disco, a banda foi o primeiro artista a comprar a briga das gravadoras multinacionais frente ao MP3. Todos lembram do mico que foi o processo movido pela banda contra alguns milhares de fãs que estavam baixando suas músicas sem que tivessem que pagar por elas. O estrago feito à reputação do grupo não foi tão grande quanto o que acometeu às próprias gravadoras, mas a banda deixou de ser vista com o elemento de periculosidade - ainda que, na época, apenas sonora - para latir feito um pitbull treinado por executivos.

Entre a invenção do thrash e o processo contra os usuários do Napster, a banda amoleceu. Demais. Mesmo que tenham fãs do material que produziram durante os últimos 15 anos, o Metallica sequer chegou aos pés de seus próprios discos iniciais. Os quatro primeiros discos da banda falam por si: Kill’Em All, Ride the Lighting, Master of Puppets e …And Justice for All são obras-primas do rock pesado, discos que alternam zunidos e grunhidos com pique e pesar - solos rápidos de guitarra que funcionam como intervalos entre riffs épicos tocados à velocidade da luz. Mas quando entrou nos anos 90, a banda quis sair do gueto do metal e tornar-se pop.

Aí veio o Álbum Preto. Maior sucesso da história da banda, ele também foi o responsável por diluir toda a tensão e nervosismo dos primeiros discos em canções palatáveis e fáceis de assobiar. Compare “Enter the Sandman” (hit de rádio!) com qualquer música dos discos anteriores e você ouvirá apenas uma banda de hard rock. Isso sem contar “The Unforgiven”, a baladinha em que, segundo um compadre meu, conta com o momento exato em que o Metallica desandou (naquele “né, Valmir?” farofão que segue a letra “never see…”). A partir daí, a banda continuou tentando atingir mais gente, deixando seu som cada vez mais caído. Mas o principal erro do disco preto foi ensinar, de forma didática, que o método de composição do Metallica era só uma fórmula, que poderia ser copiada - como foi - por qualquer bandinha de hard rock fuleiro.

De lá pra cá, eles fizeram nada para mudar esta situação - pelo contrário, insistem no erro como se achassem bonito. O Bruno esteve no show de lançamento do novo disco em Londres, quando, antes, de começar a apresentação, James Hetfield soltou suas farpas, de novo, contra o próprio público:

“Tenho algo para falar… Guardem a merda das câmeras, guardem os telefones. Vamos aproveitar o metal, ok? Vocês podem ligar para mamãe mais tarde. Colocar um vídeo de merda de algum momento do Metallica no YouTube não vai te deixar famoso. Aproveitem esse momento, certo?”

Mas mesmo com essa postura agressiva antipirataria (antifãs, melhor dizendo), o grupo conseguiu chamar atenção para o novo disco que, fui ouvir, e… que disco chato. Insuportável. Lembra o Metallica das antigas? Sim. Mas em termos de sonoridade, não nas canções. O que ouve-se em Death Magnetic é algo como se uma banda mega popular (um Pearl Jam ou um U2) resolvesse fazer um disco-tributo ao thrash metal. Não é que o Metallica tenha voltado à boa forma - eles (ou melhor, o produtor Rick Rubin) estão se auto-sampleando para lembrar dos bons tempos. Mas a estrutura das músicas, os riffs, as letras (constrangedoras, quase sempre), enfim… a banda, soa tão visceral quanto um prato de mingau.

Dá pra entender até os fãs gostarem. Afinal, depois de tanto disco ruim (as elegias ao ridículo St. Anger, de 2003, me lembram os fãs de David Bowie dizendo que Black Ties White Noise era a “volta do camaleão à velha forma”), ouvir um disco que pelo menos soa parecido com o tipo de música que eles esperavam deve ser recompensador. Mas, peraê, tamos falando de gente com mais de trinta anos. Se até o Slayer pendurou as chuteiras ao ver pais de família batendo a cabeça no meio do seu público, fico pensando quanto tempo vai levar pra cair a mesma ficha pro Metallica.

A letra de “Unforgiven III” (como se “Unforgiven II” já não fosse infame o suficiente) tem um trecho que traduz perfeitamente o estado atual do Metallica. “Como posso estar perdido se nem sei para onde vou?”. Boa pergunta. Mas só o fato do Lars Ulrich sonhar em ABRIR UM SHOW DO U2 (sério!), mostra que essa banda que se chama Metallica lembra as bandas do rock brasileiro dos anos 80, que se esqueceram de acabar e continuam vagando por aí, feito zumbis…

Queria saber o que o Lars de 87 acharia de abrir um show da turnê do Joshua Tree…

Postado por Alexandre Matias às 10:11 | 5 Comentários | Permalink

 Página 1 de 1  1 

calhamaço





leitura aleatória







































Comentários

RSS URBe

RSS Conector

RSS Mau Humor

tags

Arquivo

trabalhosujo
Alavanca
Allan
Arnaldo
Babee
Banksy
Bean
Bia
Bloody Pop
Bragatto
Bruna Beber
Bruno Natal
Bruno Nogueira
Bruno Orsini
Bruno Saito
Bruno Torturra
Caco Galhardo
Cardoso
Carla
Carlos Bela
Carol Bittencourt
Carneiro
Cearenses Internacionais
Chaka Hotnightz
Chico Barney
Chiquinha
Choque Cultural
Churrasco Grego
Cissa
Clarah
Clayton
Claudio Silvano
Concentrado
Coquetel Molotov
Cosko
Cristiano Bastos
Dafne
Dago
Dahmer
Dani
Dauro
De Leve
Delfin
Dominódromo
Eduf
Fabio Fernandes
Ferla
Fred
Flávia
Fuzz Noise
Gas
Gilberto Custódio
Goma
Grenade
Hector
Helô
Isabela & Thaís
Idelber
Ivan
Joca Reiners Terron
Jornalista de Merda
Kátia Lessa
Kátia Nogueira
Klaus
La Cumbuca
Laerte
Lalai
Lia
Liniers
Locutório
Loronix
Lucas Santtana
Luciano Matos
Lucio Ribeiro
Luís Carlos Azenha
Maldita
Marcelo Costa
Marcio K
Mario AV
Marquinhos
Matias Maxx
Mateus Potumati
Mateus Reis
Mini
Mormasso
Mundo 47
Nassif
Nix
Original Pinheiros Style
Pablo Casado
Pablo Miyazawa
Paulo Terron
Pedro Alexandre
Pedro Doria
Piangers
Rafa
Raios Triplos
Rango Tru
Renata
Ricardo Alexandre
Ricardo Lombardi
Rodolfo
Ronaldo Bressane
Ronaldo Evangelista
Senhor F
Serjão
Seth Godin
Só Pedrada
+Soma
Stephanie Gaspar
Talita
The Tarnished Angels
Tiago Dória
Tomate
Träsel
Ulisses
Wagner & Beethoven
Wax Poetics
Wilson
YB

OESQUEMA | Voltar a página principal © OESQUEMA/ 2008 | Reprodução permitida após consulta | Créditos