28 de dezembro de 2011 às 23h35
Kurt Cobain, 1993
Uma entrevista franca, sobre sucesso, amor, paternidade, new wave, indústria musical, ter seu próprio advogado e ser um cara legal:
Vale muito assistir, pra lembrar qual era a desse cara.
Uma entrevista franca, sobre sucesso, amor, paternidade, new wave, indústria musical, ter seu próprio advogado e ser um cara legal:
Vale muito assistir, pra lembrar qual era a desse cara.
Lee Ranaldo fala sobre o relançamento do clássico documentário sobre o rock alternativo minutos antes dele ser engolido pelo sistema. Essa do lado dele é a Leah Singer, artista, fotógrafa, esposa do Lee e gata.
Shin Oliva Suzuki – “Livros e Música”
David Bowie – “1984″ (1984, de George Orwell)
Cure – “Killing an Arab” (O Estrangeiro, de Albert Camus)
Velvet Underground – “Venus in Furs” (A Vênus das Peles, de Leopold Sacher-Masoch)
Leonard Cohen – “Hallelujah” (Bíblia)
Radiohead – “2+2=5″ (1984, de George Orwell)
Ira! – “Os Meninos da Rua Paulo” (Os Meninos da Rua Paulo, de Ferenc Molnar)
Police – “Don’t Stand So Close to Me” (Lolita, de Vladimir Nabokov)
Led Zeppelin – “Ramble On” (O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien)
Cream – “Tales of Brave Ulysses” (Odisséia, de Homero)
Nirvana – “Scentless Apprentice” (O Perfume, de Patrick Süskind)
Green Day – “Who Wrote Holden Caufield?’ (O Apanhador no Campo de Centeio, de J.D. Salinger)
Teve algum que ele esqueceu?
E aproveitando essa onda de shows inteiros no YouTube, Bruno descolou a íntegra do show do Nirvana no Hollywood Rock, em 1993. Me lembro direitinho de assistir isso pela TV e lamentar não poder ter ido.
Demais, demais.
Aproveitando o gancho, vale citar um cover de Nirvana pinçado pelo Everett True, o de “Love Buzz”, feito pelos franceses do Clapping Music. Mas apesar de ter se tornada mundialmente conhecida graças ao Nirvana, “Love Buzz” é do Shocking Blue (que também compôs uma música mais lembrada pelos covers alheios, a clássica “Venus“). Olha aí o original, como é foda.
…True também lembrou de uma versão feita pelo Prodigy…
…e linkou a versão do Nirvana.
É tão foda quando uma música muda tanto sem parecer que mudou.
A revista Spin comemorou os vinte anos do disco-chave do Nirvana com um disco-tributo baixável em sua página do Feice (só na terça passada – e tinha que dar “Like” pra baixar o disco, mas é claro que ele já apareceu online). Mas o disco é bem irregular e além de umas versões medonhas (“Come as You Are”, refeita pelos Midnight Juggernauts, parecia promissora, mas é ridícula) feitas por artistas desconhecidos, salvam-se apenas um ou outro, dois deles bem óbvios – com os Vaselines e os Meat Puppets (redescobertos em covers feitos pelo Nirvana) regravando clássicos imbatíveis em versões medianas.
Os melhores momentos acontecem quando duas estrelas do terceiro escalão – Titus Andronicus e Amanda Palmer – resolvem tratar músicas menores do disco em versões bem certinhas, sem mexer em quase nada do original.
Disco fraco, não merece nem o “Like” pra liberar o download.
Acredite se quiser, mas esse clássico da adolescência de pelo menos uma geração só existia em VHS – e, claro, na internet. Não mais:
For the first time, 1991: The Year Punk Broke will finally make its debut on DVD on September 6, 2011. All footage has been fully restored with audio re-synced and remastered in uncompressed PCM stereo under the supervision of Sonic Youth.
Se você não sabe do que eu tou falando, se liga:
Curtiu? Dá pra ver o filme inteiro aqui:
25 de fevereiro de 1994, quarenta dias antes do corpo de Kurt Cobain ser encontrado sem vida. Vi no Lucio.
"Even science fiction is now very far behind what's actually happening." - Marshall McLuhan. Desde 1995
Profissão: autobiógrafo.
Leia mais.
alexandrematias [@] gmail.com


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