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Arquivo: o globo

A vida depois do Cansei de Ser Sexy

Liv conversou com o Adriano sobre a saída dele do Canseide e ele falou do futuro:

“Faz um tempo que eu sinto que minha praia é outra. Estou estudando saxofone e trompete, sempre tive outras bandas e meu gosto começou a pesar para um lado que não casa com o estilo do CSS, que é música de festa. Estou gravando muitas músicas novas com vários amigos. Essa semana foi com a Marina Gasolina, ex-Bonde do Rolê. Semana que vem vai ser com um amigo australiano, vocalista de uma banda chamada Faker. E depois o Carlos Dias vem pra cá, vamos gravar umas coisas, matar saudades do Caxabaxa. Não que vamos falar que é o Caxabaxa, já inventamos um nome novo pra nossa banda, vai ser Ah-Va. Tipo A-Ha. E diz a lenda que o Marquinho (Marco “Butcher”, vocalista do Thee Butchers’ Orchestra) vai passar o fim de ano em São Paulo e se ele vier vamos gravar umas coisas, eu e ele. O Butchers nunca acabou na verdade, só estamos separados pela distância. Mas nos falamos quase todos os dias!”

A matéria toda continua aqui.

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Trilha sonora individual

Sacou? Individual. Quem sublinha é a prefeitura do Rio.

Vi nO Globo.

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A academia e o contemporâneo

- A academia tem extrema dificuldade de lidar com o contemporâneo – afirma Frederico Coelho, historiador, DJ e pesquisador do Nelim (Núcleo de Estudos de Literatura e Música), da PUC-RJ. – Por um lado, investiga-se o funk, o rap, pois é o outro, o estranho. E há o vício de se trabalhar com a música dos autores surgidos na década de 1960. Para mim, que tenho 36 anos, a década de 1980 já é história

Muito boa a matéria do Vianna que questiona o desconhecimento que a intelectualidade brasileira tem em relação à produção musical contemporânea que não seja erudita. Mas que bom seria se essa lacuna acontecesse apenas neste setor. Na verdade, ela só faz eco junto à visão generalizada da academia brasileira em respeito a tudo aquilo que aconteceu depois da ditadura. O pop, o digital, o independente, a rua – isso ainda não foi assimilado pelos “pensadores brasileiros”. Se tivéssemos que esperar por eles, o mangue beat acontecia no ano que vem.

Falo mais sobre isso – e cito uma exceção nominalmente – daqui a pouco, depois do almoço. Me cobrem.

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Tropa de Elite 3

Kibei o post do Nelson de Sá, na caruda, além de ripar um trecho da versão impressa de seu blog, sobre a repercussão internacional do 25 de novembro carioca no exterior:

Pouco antes das 17h, seis dos dez “trending topics” mundiais do Twitter tratavam da operação no Rio. Entre outros, BOPE, Vila Cruzeiro e Complexo.

Na cobertura externa, a atenção foi para a entrada em cena de tanques e outros blindados. Foi o destaque dos sites dos canais de notícias BBC e Al Jazeera.

E tomou as páginas iniciais do francês “Le Monde”, dos espanhóis “El País” e “El Mundo” e dos argentinos “Clarín” e “La Nación”, sempre abrindo fotos dos veículos militares.

Na chamada, o “El País” afirmou ser “a batalha decisiva contra o narcotráfico”. Já o britânico “Telegraph” ressaltou o uso de “táticas duras e suaves” no Rio, com Bope e as UPPs.

Lembrei também de um tweet que a Helô comentou ontem no cigarro: “Esperto é o Padilha, que filmou o Tropa de Elite 3 ao vivo para não ser pirateado”. Quem disse isso?

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Rio Fanzine e Transcultura

O Bruno também fala da importância do Rio Fanzine e faz a conexão com a coluna que sucede, em espírito, a recém-falecida página de Tom e Calbuque. Apesar de não mais escrever, os dois coordenam a edição da página TransCultura, que circula às sextas, no Segundo Caderno dO Globo, em que o próprio Bruno colabora. Dá uma sacada aqui.

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Trabalho Sujo + Rio Fanzine

Falando nessas minhas colaborações para o Rio Fanzine, desenterrei duas edições impressas por aqui. Uma sobre os dez anos da Matador, em que entrevistei o dono da gravadora, Gerard Cosloy:

E outra sobre o pós-rock, em que fiz uma cronologia das “subversões” na história do rock:

Ah, minha juventude…

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OViolão nOGlobo

Olha como ficou, no impresso, a matéria que o Leo fez sobre OViolão para O Globo, que eu havia comentado ontem.

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OViolão por aí

Nossa querida coletânea segue se espalhando por aí. A versão que Céu gravou de seu “Cangote” para a gente foi parar no programa da Patrícia Palumbo (que além de passar na Eldorado aqui em São Paulo também é retransmitido em Belo Horizonte, Curitiba, Salvador e no litoral paulista) e saiu em uma matéria no Segundo Caderno do Globo (não achei o link pra lá, depois eu ponho). O Léo, que fez a matéria, falou com outras iniciativas de juntar novos artistas em coletâneas online e conversou comigo e com o Bruno sobre o nosso disco.

Por que fazer um projeto como OViolão? E por que só voz e violão?
BN:
Não tinha muita pretensão, era mais pra juntar num mesmo projeto artistas independentes que fazem parte do dia-a-dia das notícias dos nossos blogues. A idéia do voz e violão é o batido “valorizar a composição”. Alguns desses artistas tem trabalhos experimentias, o que as vezes dificulta o entendimento por um público menos paciente.
AM: Queríamos também registrar essa geração como tal – não é um “movimento” ou uma “cena”, mas uma safra de compositores que nasceram na mesma época, aprenderam a gostar de música de um jeito parecido e teve que aprender como lidar com a música pós-MP3. A própria natureza do projeto – das gravações informais ao fato de ter sido lançado em dois blogs, sem dinheiro envolvido – acaba abordando esse ponto também.

Qual a importância (documental, cultural) de um projeto desse tipo?
BN:
Apresentar esses artistas de uma maneira mais intimista, o que raramente eles fazem, é interessante.
AM: E mostrar que não importa se um é DJ, o outro é do rock ou da MPB. É tudo música.

Há o desejo de lançá-la fisicamente?
BN:
A coletânea não foi feita com essa intenção, sequer foi masterizada apropriadamente. Poderia ser legal até, porém acho que o público de um projeto desses é forte online mesmo.
AM: O apelo é imediatista, é quase uma polaróide, enquanto registro…

Quantas composições são inéditas, quantas são novas versões?
BN:
Todas são versões inéditas de músicas já compostas e gravadas com outros arranjos.

Vocês se inspiraram em outras iniciativas do tipo? Aliás, quais são as outras iniciativas do tipo (gringas e daqui)?
BN:
Esse formato acústico não é exatamente uma novidade, mas também não tivemos essa preocupação. Foi mais pela curtição mesmo, pra ver no que dava. Uma iniciativa parecida, só que em vídeo, muito bacana são os “Les Concerts A Emporte”, do blogue francês La Blogoteque (www.blogotheque.net). Tem também o Música de Bolso, de São Paulo e o Pitchfork promove algumas coisas inéditas em vídeo.
AM: Estamos testando esses formatos não como uma gravadora ou um selo, mas como jornalistas mesmo. Jornalistas podem lançar discos? Outro dia o New York Times botou o disco do National inteiro pra ser ouvido no site do jornal – não era widget de gravadora nem embed do MySpace, tava hospedado no jornal. Tá tudo mudando, né? Não dá pra ficar parado, esperando o que vai acontecer…

Que critérios vocês usaram para escolher os artistas?
BN:
Gosto pessoal e relevância artística em sua geração.
AM: E a amizade. Somos amigos de quase todos os envolvidos – um abraço a eles, aliás.

Conversamos sobre a proximidade que há entre esse tipo de projeto (canções lançadas sozinhas, sem um álbum a uni-las) e os antigos compactos. Mas a lógica não é exatamente a mesma, não? Que diferenças e semelhanças você vê entre um projeto como OViolão e, os singles atuais e os velhos compactos de vinil?
BN:
No caso do OViolão, apesar de todos os artistas terem contribuído com músicas avulsas, todos obedeceram o mesmo critério, de experimentar e brincar com arranjos mais crus para suas canções.
AM: Acho que também nenhuma música se propõe “single” no sentido “música de trabalho”. São músicas que cairiam bem no meio do disco, numa roda de violão, no meio do show.

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Preza no Globo

O Globo quis levar o Capitão Presença para discutir política e com isso o Arnaldo e o Leo tiveram a melhor desculpa para enfileirar cartuns sobre a situação brasileira em 2009 em forma de uma história em quadrinhos de página inteira de jornal. Por isso, nem se incomode com o fato de eu ter postado o último quadrinho da história aí em cima – o que importa, sabemos, é a viagem. Capitão Presença vai ao Senado pode ser lida na íntegra aqui nesse link.

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