OEsquema

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OEsquema na Campus Party

Eu, Bruno e Arnaldo vamos falar de nosso nobre empreendimento daqui a pouco, às 17h, na Campus Party. O Mini não pode vir porque acabou de ser pai. E aí, quem vai?

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Lucas Santtana 2012: Diginóis nOEsquema

E o mais novo blog dOEsquema é de artista: Lucas Santtana passa a integrar nossos quadros menos para divulgar seu trabalho autoral e mais para linkar e dar seus pitacos sobre a avanlanche de informações a que somos submetidos diariamente em seu Diginóis (agora com RSS!). E não custa lembrar que ele está às vésperas de lançar seu disco novo… Bem vindo, compadre!

E outros blogs tão pra aparecer por aqui…

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Pentacampeão: Trabalho Sujo é eleito o melhor blog do Brasil pela quinta vez consecutiva

É uma felicidade ser penta no mesmo ano que o meu time também foi… O Trabalho Sujo ganha, pela quinta vez consecutiva, o troféu de melhor blog do Brasil segundo o júri do site do Marcelo Costa, o Scream & Yell. E com quase o dobro dos votos do segundo colocado, o chapa Lucio Ribeiro.

Além disso, mesmo tendo transformado minha conta de Twitter em mero RSS do site (ou talvez justamente por isso), fiquei em quarto lugar empatado com o compadre Arnaldo, ele sim um guerrilheiro e ativista d(e si próprio através d)a rede social do passarinho azul, na categoria Melhor Twitter de 2011.

E pra arrematar, OEsquema, depois de anos entre os primeiros, finalmente faz sua estréia no holofote central da categoria melhor site, desbancando gigantes como Twitter e Facebook (“KKKKKKKKKKKKK” < - isto é uma piada).

Também votei no júri e lá também fiz minha escolha dos melhores shows de 2011, que ainda não publiquei aqui. Agradeço a quem votou, mas, principalmente, agradeço a quem lê, diariamente, o meu boteco, a minha pelada, o meu hobby favorito, que é fazer esse site o tempo todo. Vocês são demais.

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Kakaos, Anorak, GoToHeaven e Defeito nOEsquema

Quem passou o mouse pela palavra “blogs” no cabeçalho do site durante essa semana deve ter percebido que ainda mais blogs estrearam no site. É isso aí: encerramos o ano com a estréia de quatro novos blogs, multiplicando o número de associados aOEsquema de quatro pra quinze. Onze blogs novos, onze cabeças novas – uma verdadeira seleção.

A Kátia Lessa foi um dos primeiros nomes que cogitamos quando resolvemos abrir OEsquema. Sempre grilamos com o fato de sermos quatro caras e termos o discurso naturalmente masculinizado, sem a sensibilidade característica do discurso feminino. O Kakaos fazia parte de uma frente que – como o Caracteres, o Olhômetro e o Patchwork – foi o primeiro time que escolhemos para tirar OEsquema do Clube do Bolinha – só que, na correria de fim de ano, Kátia só conseguiu fazer a mudança quase no natal. E a mudança inclui domínio novo. Portanto, é uma nova fase também para ela, que escreve na revista Sãopaulo da Folha e é uma das melhores repórteres de cultura e comportamento do Brasil.

Liv Brandão não estava entre os primeiros nomes porque seu Go to Heaven, que mantém há quase uma década, estava parado desde que entrou na equipe do Segundo Caderno do Globo. Viu a movimentação nOEsquema e nem precisou apelar para o pistolão natural – ela também é a senhora Arnaldo Branco -, pois conhecemos seu trabalho desde antes de ela conhecer o Arnaldo (o primeiro encontro dos dois, ora vejam, foi numa Gente Bonita que rolou na Fosfobox após o show do Bob Dylan no Rio de Janeiro). Rata de internet e viciada em cultura pop, ela é a caçula da nova leva, mas isso não quer dizer que ela seja a novata (o único novato dOEsquema é o Bracin).

Quem também aproveitou a mudança para reestrear o blog foi o mineiro Claudio Silvano, compadre de velhos carnavais e indie andarilho que já morou em lugares improváveis no Brasil mas voltou para sua BH há pouco tempo. Seu Anorak é um filtro fino de bom gosto em relação à música, design, fotografia, quadrinhos e nerdices digitais e só o falto de ter voltado a blogar já é motivo para comemoração.

E quem chegou quase no final de 2011 foi a Giovana Hallack, a Jô do 02Neurônio, que aproveita a mudança de casa para inaugurar um novo blog, o Defeito. Direto do Rio de Janeiro, ela flagra o dia-a-dia da cidade grande através da internet e vice-versa, sempre com a lente distorcida do jeito certo, como nos tempos do 02N.

Quatro novos blogs, onze novos nomes nOEsquema – e isso só nos últimos meses de 2011. Outros vêm aí, fiquem de olho. Mas só em 2012. Esperem e verão…

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A primeira vez que os fundadores dOEsquema se encontraram pessoalmente


B.A., Cara de Pau, Murdock e Hannibal, da esquerda pra direita

Aconteceu essa semana, quando a Colmeia lançou três minidocumentários sobre três coletivos – por falta de melhor termo – para falar de como cada um deles funciona (além dOEsquema, eles também falaram com o Fora do Eixo e com a Soma). Até comentei na entrevista que o site ia crescer e que teríamos novos nomes em breve, mas no fim a edição acabou funcionando como o fim de fato da fase 1 dOEsquema. O fato dos quatro só termos nos encontrado pessoalmente na segunda passada – Mini e Arnaldo, por exemplo, nem se conheciam! – é sintomático: afinal, uma coisa é reunir nós quatro e outra é reunir todOEsquema, que, quem for mais esperto já percebeu, continua crescendo…

Já já eu falo mais disso.

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Mais novos blogs nOEsquema: Caracteres com Espaço, Bracin e Bate-Estaca

Dia de festa! Quem passou o mouse no BLOGS lá de cima desde anteontem já deve ter percebido algumas dos novos blogs dOEsquema – e eis que hoje os três estão azeitados o suficiente para serem apresentados oficialmente. Como os anteriores, já são conhecidos de quem frequenta o Trabalho Sujo.

O Caracteres com Espaço, da Helô (minha co-pilota no Link), é um blog essencialmente paulista (ela é de Campinas, dai não ser propriamente paulistano), preocupado com os arredores, as miudezas, os detalhes do cotidiano (daí a citação ao Seinfeld no subtítulo) – doses homeopáticas de realidade, às vezes doces, às vezes azedas, mas sempre com o temperamento lóki característico (com trocadilho) de sua autora.

O Bate-Estaca, do Camilo (que também tá no Link agora, testando aparelhos), é uma máquina de escrever plugada numa vitrola – e o pulso da disco music não deixa o mestre parar de postar sobre assuntos aparentemente alheios entre si (política, cultura pop, São Paulo, MP3). Camilo é um dos caras que apresentou o Brasil à dance music eletrônica dos anos 90 (que, antes dele, era conhecida derrogativamente como “discoteca” ou “poperô”), um dos pioneiros nas raves no Brasil e um dos meus três jornalistas brasileiros favoritos. Dá pra culpá-lo inclusive de ter feito uma geração inteira a se acostumar com notícias curtas (era ele quem editava a seção de notas da Bizz na fase áurea da revista) e a tornar comum a atividade jornalista-DJ, mas nem todo mundo é perfeito.

Conheci o Vinícius Félix ao mesmo tempo em que inventamos um jogo, as t-girls, tão desaparecidas de nosso dia-a-dia, e desde então acompanho o Blog do Bracin como um dos tumblrs sobre cultura pop mais frenéticos do Brasil. É o caçula da família OEsquema – e é a primeira vez que ele toca um blog de verdade. Ironicamente, o blog deixou de ser Blog do Bracin para virar apenas seu infame apelido (um dia ele explica).

É uma honra tê-los nesse novOEsquema (tão visitando a home?), junto à Babee, ao Chico, à Ana e à Rafa, começamos a ampliar nossa área de atuação. Podem dar-lhes as boas vindas também.

E não parou por aí…

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Os novos blogs dOEsquema

Quem já pousou o mouse de bobeira sobre a palavra “blogs” no cabeçalho do site já deve ter se ligado que começamos a estréia dos novos blogs dOEsquema sem muito alarde. E agora que os quatro primeiros já começaram a se habituar com a casa nova, é hora de apresentá-los. Pedi para cada um dos novos blogueiros descrever sobre o que é o site deles. Primeiro a Ana, observadora natural que voltou da Holanda e retoma o blog a partir de São Paulo:

O Olhômetro foi criado pra ser um observatório de coisas interessantes – na música, no showbiz, no mundo das notícias engraçadas, na internet, no dia-a-dia. A idéia é falar de tudo que acontece e o que eu acho disso, mas de um jeito pretensiosamente engraçado. Isso já tira toda a graça da coisa, mas acho que ninguém liga mais.

O blog estreou em 2007 e desde então segue meio esquizofrênico, mas isso é só um reflexo de como eu mudei nos últimos quatro anos, então nada mais natural.

Eu sempre fui péssima pra nomes, mas meu irmão diz que Olhômetro é bom, então tudo bem. Eu também gosto, mas certa vez me dei conta que poderia estar roubando um nome incrível para um blog de fotografia. Uma pena.

Depois a Babee, um dos melhores parâmetros pra bom gosto musical no Brasil hoje (apesar de ela curtir Pantera). Minha conterrânea é dona do Boo Monster Bop (ou apenas Boombop), também mora em São Paulo e seu Boombop Shuffle é meu podcast favorito:

Boo Monster Bop é um blog sem firulas, feito para aqueles que amam música e procuram novidades nada óbvias. Além de vídeos e pôsteres, tem também a mixtape semanal Boombop Shuffle, criada a partir do shuffle do iPod e que traz uma sequência de músicas novas e (quase sempre) desconhecidas.

A Rafa é carioca mas tá há um tempo em Londres. E explica seu Patchwork:

O Patchwork é uma colcha de retalhos formada por pedacinhos de informação sobre arte, ciência, fotografia, música, ecologia e o que mais me der na telha. Conexão Brasil – Londres, o blog é movido à curiosidade e admiração pela criatividade, em todas as suas formas, tamanhos, cores e texturas – sem preconceitos e com direito a algumas nojeiras e esquisitices (afinal, a beleza está nos olhos de quem vê, né não?).

E o Chico Dub, também do Rio, agitador cultural (ele tá produzindo o melhor menor festival do Brasil, que acontece nesse fim de semana, o Novas Freqüências) e estudioso dos graves, como entrega seu “sobrenome”:

Por 6 anos, de 2002 a 2008, tive um blog sobre dub e música jamaicana. Posso categoricamente afirmar que o “Dub Blogger” foi nos seus primeiros três anos uma das principais fontes de notícias sobre dub e os novos sons inspirados no bass jamaicano. Depois de escrever anos e anos sobre Jamaica, Londres, Berlim e afins, de ter participado da criação do principal documentário sobre o dub já produzido no mundo (junto com o mais que parceiro Bruno Natal), de ter tocado em festas a rodo, e de ter contribuído para a divulgação de uma música que é muito maior do que falam que ela é, me sinto hoje com o dever cumprido. Surgiu então, em 2009, a Dancing Cheetah, um movimento em prol de ritmos latinos, africanos, caribenhos, asiáticos. Com um foco mais contemporâneo, batizado por alguns especialistas de global guettotech (por conta das misturas com música eletrônica), a Dancing Cheetah já tem quase 3 anos de existência. Foi a primeira festa assumidamente desse estilo no país. E é muito bacana ver outras idéias como a nossa (divido a labuta com o João Brasil e o Pedro Seiler) surgindo no Brasil todo.

Bom, toda essa looooonga introdução se justifica para falar do meu blog atual, o “Chico Dub”. Criei o tamagotchizinho nos primeiros dias de 2011 para ser uma plataforma que mesclasse todas as fases musicais da minha vida recente dando prioridade ao que acontece HOJE dentro da música – os últimos lançamentos, as tendências, os festivais. Ter o blog em menos de um ano hospedado dentro do OEsquema, lugar de máximo respeito e que eu simplesmente entro todo santo dia, me enche muito de orgulho. Não poderia estar em melhor lugar e com melhores companhias.

Por isso, podem dar as boas vindas aos quatro novos integrantes dOEsquema: Olhômetro, Boo Monster Bop, Patchwork e Chicodub. Tratem-os bem e fucem seus arquivos – são blogs com anos de bagagem, tem muita coisa legal escondida nos meses passados. Como não poderia deixar de ser, é só gente de primeira. Gente que fala, mas que também faz. E faz bonito.

E não são os únicos. Daqui a pouco estreamos mais outra leva de blogs quando, finalmente, concluímos a tão alardeada evolução para a fase 2 dOEsquema. Juro que não demora.

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Começou a fase 2 dOEsquema

Habemus home. E isso é só o começo.

Durante a semana que vem estreamos mais blogs na área. Vocês não perdem por esperar…

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11 do 11 do 11: A fase 2 dOEsquema

OEsquema começou a funcionar no dia 8 do 8 do 8. E nessa sexta, 11 do 11 do 11. Começamos a fase 2 de fato.

O novo visual foi só uma isca… Esperem aí que 2012 vai ser muito melhor do que vocês imaginam…

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Três anos e um dia

O aniversário dOEsquema foi nessa segunda, quando completamos três na ação. Aproveitamos o dia pra uma DR saudável.

Mini: Matias, como começou a história de fazer OEsquema?

Matias: Começou porque o Gardenal começou a dar pau. Pra quem não pegou a época, o Gardenal foi um site criado pelo Pablo Miyazawa, que hoje é editor da Rolling Stone Brasil, para abrigar sites que estavam espalhados por aí. O Trabalho Sujo ficava no Geocities e foi um dos primeiros a ser chamados. Depois que o projeto começou a tomar forma – antes de outros portais conhecidos aparecerem, como o Interney e o Wunderblogs – chamei o Bruno e o Arnaldo para entrar no time. Mas em 2005 o portal teve um baque no servidor, perdeu tudo que tínhamos até ali e, desde então, passou a funcionar de forma capenga. Em 2008 a situação ficou insustentável – não dava nem pra publicar direito – e resolvemos cair fora. Perguntei pro Bruno, que pilhou, e ele falou em chamar o Arnaldo, que também estava ficando de cabelo branco por causa do Gardenal. Como achamos que três era pouco, resolvi te chamar e, depois de fritar em alguns nomes – o nome original era Sistema – chegamos aOEsquema.
Foi assim mesmo, Bruno e Arnaldo? Minha memória, vocês sabem, é um lixo…

Bruno: Além da URL Sistema estar tomada, estreava um programa da Globo com esse nome bem na época, né?

Matias: E o nome do protagonista da série?

Bruno: Hahaha. É legal OEsquema ter surgido de uma necessidade, precisar de uma casa nova, não algo de caso pensado. Faz muita diferença isso. Quando a gente começou a conversar sobre isso, logo vimos que era uma oportunidade de começar outra história. O projeto de expansão no entanto existe desde início. O objetivo final é hospedar os blogues mais relevantes da rede brasileira. Logo a gente chega lá.

Mini, como foi que você recebeu o convite? Não conhecia nenhum de nós, né? Aliás, nunca nos encontramos os quatro, é surreal. Você mesmo eu só encontrei uma vez, naquele show do Radiohead, em Londres. Você já conhecia os outros blogues?

Mini: O Matias eu conhecia há muitos anos do Trabalho Sujo de papel, ele como jornalista/editor e eu como guitarrista dos Walverdes. A gente também “frequentava” a Poplist, uma lista de emails com um monte de gente interessante no fim dos anos 90. Matias, você estava na indie brasil também? Então ali já rolava um esquema. E eu escrevia um pouco de ficção também e o Matias me convidou pra escrever semanalmente num site chamado 1999 que tinha também o Fábio Bianchini e a Cecília Gianetti como colunistas. Eu escrevi uma série de ficção científica, alguns contos meio indies, não lembro direito. Depois, o Matias me convidou pra colaborar com a Play – que foi talvez a primeira publicação de cultura digital que tivemos no Brasil… Ou seja, eu já estava acostumado a topar as histórias que o Matias inventava, sempre curtia, achava uma boa, sempre dava em caldos interessantes com gente interessante. Quando ele me convidou pra integrar OEsquema, não pensei duas vezes. Eu tinha um blog tosco no blogspot e sempre gostei de bandas e de bandos, de estar numa turma, numa história com mais gente. O Bruno e o Arnaldo eu lia no Gardenal. O Arnaldo eu nunca encontrei. Aliás, é interessante esse arranjo, porque de fato a coisa vai andando sem nunca termos nos encontrado ou feito grandes discussões por email.

Matias: Eu já tinha escrito sobre os Walverdes em 1994 – lembro de um Trabalho Sujo do início de 96, falando que era uma banda pra ficar de olho… E, além da Poplist, que frequento até hoje, trombei com o Mini várias vezes nos caminhos do indie brasileiro – e, não, eu não frequentei a Indie-Brasil. Mini já havia deixado de ser só o guitarrista de uma banda gaúcha, pois conheci seu trabalho com o Renan, que hoje tem a Disc-O-Nexo em Porto Alegre – os dois editavam um zine chamado Poneifax. Deov ter até hoje, a edição número 2 era especialmente memorável (hehehe). O Bruno eu conheci dos comentários no Sujo, peguei ele no colo quando ele ainda nem sabia como se pronunciava “dub”. Já o Arnaldo, eu conheço desde os anos 70, quando aprontávamos todas nos bailinhos de carnaval da Zona Sul do Rio, ao lado do Carlos Imperial, Fausto Wolff, Fred Leal, Jaguar, Allan Sieber e Matias Maxx. Bons tempos…

Bruno: O Arnaldo taí, mantendo o habitual silêncio, hahaha!

Mini: Ele tá fazendo um “cartum de entrevista” hahahahaha…

Matias: Acorda, Arnaldo! Já sao 5 da tarde!

Arnaldo: Cheguei agora da Policia Federal, onde fiquei 5 horas e não consegui tirar passaporte :( O que é pra dizer?

Matias: Sempre a desculpa da Polícia Federal… Fala do Gardenal e da criação dOEsquema.

Arnaldo: O Gardenal era bacana, mas era muita gente, tinha até aquelas tentativas de surfar a onda de blog mulherzinha roots – antes do trend de tirar foto no espelho pra mostrar como estou linda hoje, viva o meu cartão de crédito etc.

Matias: Ah, o início dos anos 00…

Arnaldo: Acho que nunca consegui ler todos os blogs direito. Mas tinha muita fera, Ovelha Elétrica, Ressaca Moral… Eu nem encrencava taaanto assim com os paus do servidor, eu que sou velho não conseguia acreditar que podia publicar cartum e quadrinho de graça, sem nem pagar anuidade. Mas quando a gente perdeu tudo eu fiquei com dor no coração. Se bem que revendo coisas antigas que sobraram no ar e no HD (um blogspot do Mau Humor aqui, uns desenhos que ficaram perdidos em pastas escondidas depois de milhares de trocas de computador e formatações), de repente foi bom perder tudo. Aliás, quem era o Pablo? O Sr. Bonzinho ou o Sr. Muita Grana (hehe)?

Matias: O Pablo era o Sr. Bonzinho.

Arnaldo: OEsquema foi a bóia de salvação, achei o convite natural porque eu, Bruno e Matias já fazíamos parte de uma semi lista de discussão (nossa troca de emails) para reclamar nas quedas do servidor…

Matias: Como os sites de vocês mudaram depois dOEsquema?

Bruno: No início do URBe, escrevi mais sobre música, resenhas, etc. após OEsquema o leque de assuntos foi abrindo. como estou sempre lendo os vizinhos, existe também uma influência em relação ao conteúdo. Além disso, tem a questão complementar, de um assunto de um dos blogues gerar uma pauta, ou mesmo ficar atendo para não se repetir. Isso vai se intensificar com a implementação da home, juntando todo conteúdo do portal.

Arnaldo: OEsquema coincidiu com a fase em que começaram a me contratar pra fazer livro, quadrinho, etc, então ele passou a estar mais a reboque do meu trabalho para as grandes, antigas e malvadas corporações. E também porque ele era mais bonitinho, comecei a caprichar um pouquinho mais em desenho, apresentação, mas ninguém reparou :( Agora pretendo deixar de lado um certo pudor de usar o Mau Humor pra outra coisa que não divulgar material próprio, transformar em uma espécie de tumblr, sei lá. Não dá pra ficar parado como está, esse é o país da Copa do Mundo???!!1

Matias: “Pode reparar, quem tem blog bom, normalmente é desempregado. Quando o cara arruma um emprego, não tem tempo pra ter um blog bom”. Ouvi essa frase do Mr. Mason em algum debate no tempo em que “monetização” era trending topic na era dos blogs pre-Twitter. Foi na mesma época em que eu já era editor do Link – e resolvi assumir isso como desafio. Por isso tive que mudar drasticamente o ritmo de posts do Sujo – menos textos imensos, mais comentários curtos, links pra outros sites, vídeos, fotos e MP3. Posto coisas que eu sei que amigos vão curtir, que leitores vão comentar e que eu possa talvez querer lembrar disso no futuro – então o Sujo acaba sendo uma espécie de arquivo pessoal, mais do que uma carta aos navegantes. É um StumbleUpon domado na unha. Falta o Mini comentar o que mudou no Conector.

Mini: Pois então, não tenho dúvida de que faz diferença blogar com mais tempo livre. Eu também andei reduzindo meu ritmo no Conector por conta de outros compromissos profissionais e pessoais. Uma das coisas que me mudou pra mim nos últimos dois anos foram os comentários diários na Oi. Porque apesar do Minimalismo ser gravado, ele exige pesquisa e redação diárias, é um fluxo constante de conteúdo sendo que eu tenho o trampo na publicidade, família, banda e outros projetos. Então estou aproveitando a mudança que vem aí d’OEsquema pra repensar como eu vou lidar com o Conector no próximo ano. A questão é que eu GOSTO de escrever textos maiores, não tenho muito prazer em produzir uma blogagem mais estilo Tumblr, mas ao mesmo tempo preciso manter o blog vivo, então vou ter que encontrar um meio termo.

Bruno: Costumo dizer que leio o URBe. Não que leria, que leio mesmo, prq realmente é um weblog pra mim, vira um arquivão de referencia pra mim mesmo.
Agora, Matias, diz pra gente: qual o segredo das duas mil listagens, com links e imagens upadas, por minuto? Somos todos lerdos ou vc tem técnicas secretas pra driblar nossa versão de museu do WP?

Matias: Eu deixo um monte de posts prontos. E acordo cedo. Mas tou cogitando contratar estagiárias…

Bruno: Cheio de segredos. A primeira vez que vi o Matias de frente pra um teclado, na primeira vez que ficou lá em casa, lembro que fiquei assustado com a quantidade de atalhos. E olha que meus amigos me acham super rápido, hahaha!

Matias: Atalho nao é segredo ;)

Mini: Eu queria fazer uma pergunta para o Arnaldo: como ele se sente a respeito de produzir material só para o blog? Ele costumava fazer isso, agora não faz mais. Não rola umas sobras? Como funciona isso pra ti, Arnaldo? Seria jogar fora material que pode ser vendido? Como funciona pra ti essa dinâmica? Pra mim é mais fácil, porque fora a Oi eu não costumo vender meus textos, poucas vezes vendi. E quando entrou o Minimalismo na minha vida eu comecei a fazer algumas reservas de mercado pra mim mesmo. Tipo “opa, isso rende programa pra rádio, não vai pro blog tão cedo”. E também queria saber da experiência dele com o Casseta e Planeta, tenho a maior curiosidade.

Arnaldo: Sobras rolam, falta é tempo de atualizar, juro. Sério, tenho alguns planos de migrar definitivamente para TV e cinema, e manter quadrinho e cartum como hobby, tirando dois ou três trabalhos para algum órgão e o Mau Humor, naturalmente. Dava pra manter o blog alimentado só com as colaborações para O Globo, G1, Folha, Monet e com os investimentos a fundo perdido, ou seja, projetos para editais e coisas do tipo. Eu não costumo guardar muito não, trato com idéia como trato com dinheiro, tendo a gastar porque acho que Deus pune a avareza ;)

O Casseta é demais, porque o único briefing é não fazer humor hermético, coisa que evito de qualquer forma em qualquer trabalho que faça, pra não entender é preciso má vontade profunda ou ser analfabeto funcional (não gostar, outra história, hehe). Sempre entrego junto com o Allan material que assinaria sem pestanejar, alguns exemplos até postei no Mau Humor. Esta nova fase do programa (deve estrear ano que vem) é diferente da anterior nesse ponto: depois que os Cassetas recebiam o material eles assumiam a bola e moldavam o texto no formato do programa, e agora o material volta com as considerações deles e devolvemos (e recebemos de volta novamente etc) até os quadros ficarem de um jeito que caibam no programa e tenham nosso estilo. As reuniões são o melhor, gostaria de criar um reality show chamado “Reunião”, só deixar a câmera ligada lá e editar as melhores partes. E são todos ídolos, tenho minhas edições do Planeta Diário e da Casseta Popular encardenadas.

Mini: Uma última coisa que me ocorreu, que me esqueci de dizer. Muita gente acha que o nome Conector tem a ver com tecnologia… mas na verdade eu comecei o blog e botei esse nome pra conectar assuntos e universos diferentes que me interessam. Então o blog nasceu – e eu sempre tento resgatar e manter isso – pra eu processar coisas que eu leio, vejo, assisto, ouço, penso. É um processador multi uso, de certa forma.

Matias: E o que vem a seguir? Mantemos o mistério?

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“Tão bom perfume… Sei lá…”

Retomando as atividades pra avisar que agosto não vai dar descanso – no melhor sentido. De cara, já anuncio o repeteco da festa de 15 anos do Trabalho Sujo (“festa de 15 anos e três meses”, sugeriu a Jana – curti), que acontece ainda esse mês numa sexta-feira e deve repetir a fórmula bem sucedida da edição de abril. Numa sexta-feira também acontece mais uma Gente Bonita em Curitiba, cortesia do In New Music We Trust. Anuncio as datas corretas e mais novidades em breve, mas prometo um mês de muitas emoções. Afinal é o mês do aniversário de três anos dOEsquema, que acontece na próxima segunda-feira.

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Eduardo & Mônica & Marcelo Camelo & Mallu Magalhães

Quarta passada o Bruno me chamou no Gtalk:
- Opa.
- Eae.
- Sabe que quando fala “o Eduardo de camelo” eu SEMPRE lembro do Marcelo Camelo, não consigo dissociar…
- Olha…
- Quê?
- Eduardo = Mallu, Mônica = Camelo!
- Porra, Matias!
- AHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHHAHA! Vai aí, Bruno, faz um mashup, tu que é do vídeo.
- AHAHAHAHAHAHAAHAHAHA, pô, não fode, não tenho tempo, tou fudido.
- Ah, arruma alguém!
- Como?
- Na internets, ué.
- Peraê que eu vou tuitar.

Horas mais tarde:
- O Ariel sugeriu um amigo dele, o Ricardo.
- Vambora?
- Vamo.

E assim nasceu…

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Dilma no Seinfeld

Vi no Bruno.

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OEsquema 2011

E as já míticas “mudanças nOEsquema” se avizinham mais uma vez, fiquem atentos.

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Capitão Presença para salvar o carnaval

E por falar em Matias, #Winning e trolls, Arnaldo avisa que o Maxx tá fazendo agitando uma campanha para presentear foliões que se dispuserem a sair trajados de Capitão Presença nesses dias de acabação feliz. Se você tem preguiça de agitar uma fantasia, olha a máscara aí:

As coordenadas pra saber como funciona a promoção estão aqui.

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