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Arquivo: orson welles

Dylan e a questão da autoria

Por falar em pintura, o NY Times expôs nessa semana uma questão que já vem afligindo fãs de Dylan no fórum online dedicado ao compositor, Expecting Rain: será que suas pinturas de Bob Dylan são clones sobre impressões alheias, tiradas como fotografias? A dúvida foi levantada depois que a galeria Gagosian, em Nova York, anunciou a exposição The Asia Series, com telas de Dylan inspiradas em suas viagens por países como Vietnã, Japão, China e Coréia. Repare nas telas expostas:

E as compare com algumas imagens encontradas pelos fãs de Dylan pela internet:

7 Comentários

Antes de mais nada…

#chupaavatar

É bom que as coisas fiquem em seu devido lugar

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Planos-seqüência clássicos

E por falar em plano-seqüência, separei alguns clássicos pra matar o tempo. Começando pelo principal deles, o ousado início de A Marca da Maldade, de Orson Welles. Se ele inventou o cinema em Cidadão Kane, com esse filme ele inventou o cinema B:

Tem a clássica abertura de O Jogador, de Robert Altman, em que a própria duração da seqüência é citada. Todos os diálogos desse trecho foram improvisados:

Outro clássico, este do Antonioni, em Profissão: Repórter, que rendeu boatos de que o diretor havia construído um hotel só para filmar esta cena.

O engarrafamento de Weekend, um dos meus favoritos do Godard (são pouquíssimos), também é memorável:

E, óbvio, o velotrol do Iluminado, do Kubrick, um apaixonado por planos-seqüência:

Talvez não tão apaixonado quanto Hitchcock que fez um filme inteiro (Festim Diabólico) a partir deste preceito. Chupa, Jack Bauer:

Hitchcock era tão fissurado no tema que já havia exercitado lindamente a técnica em Sob o Signo de Capricórnio:

E não a abandonou, como vemos nesta cena de seu Frenesi:

A paixão de Hitchcock também motivou um de seus principais alunos, o sampleador Brian de Palma, que cansou de usar o recurso. Abaixo, uma cena de Fogueira das Vaidades e outra do Pagamento Final, com Al Pacino:

Também discípulo de Hitchcock, Dario Argento exercitou o formato em A Mãe das Lágrimas:

Outro diretor-cinéfilo que também curte o formato é Scorsese. Abaixo, a cena em que a personagem de Loraine Bracco (saudades da doutora Melfi) é apresentada ao glamour do submundo, em os Bons Companheiros:

Tarantino é outro sampleador que não titubeou em fazer um take longo em uma cena de ação, em Kill Bill:

Partindo pra ação, eis John Woo em seu melhor momento, no hospital de Hard Boiled:

E esta cena de Old Boy? Puro Double Dragon:

(Vale abrir um parêntese para falar da influência dos videogames neste formato. Olha só:

É impossível conceber que Arca Russa e Elephant não foram influenciados por Doom.)

De volta à ação, um clássico do YouTube: a luta épica de Breaking News: Uma Cidade em Alerta, de Johnny To. O Protetor, de
Tom Yung Goong.

E até o Michael Bay foi nessa, em Bad Boys 2.

A ficção científica também rendeu bons takes, como essa cena incrível do Filhos da Esperança, do Cuarón:

Ou esta cena de Strange Days:

Ou a abertura de Contato:

Pra fechar, olha que foda esse curta do diretor bósnio Ahmed Imamovic, chamado 10 Minuta:

Lembra de mais algum?

31 Comentários

É isso aí, pessoal

Bom carnaval, quarta que vem tou de volta. Juízo, hein…

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4:20

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70 anos da primeira invasão alienígena ao planeta Terra

O disco voador (ou balão metereológico?) que fundaria a ufologia levaria ainda pouco mais de uma década para cair em Rosswell, mas foi no dia 30 de outubro de 1938 que Orson Welles transformaria o temor alienígena em pânico desenfreado – deslanchando sua carreira de falcatruas geniais (ninguém moderniza o cinema TRÊS VEZES sem sair impune) e entrando para a história. Lendo um trecho de Guerra dos Mundos, de H.G. Wells, o futuro autor de Cidadão Kane, A Marca da Maldade e F for Fake (seus três marcos revolucionários), transformou uma radionovela num evento catastrófico, fazendo com que centenas de americanos acreditassem piamente que o apocalipse havia vindo do espaço. É também um dos primeiros eventos de massa a confundir a realidade com a ficção, lançando as sementes para o mundo dos reality shows e evasão de privacidade que habitamos no século 20. Neste link há várias fotos da transmissão (além de manchetes de jornal anunciando a “invasão”), aqui você consegue ouvir os 37 minutos que Orson conseguiu levar ao ar, cuja transcrição pode ser lida em inglês aqui.

Gênio e picareta ao mesmo tempo: pouquíssimos têm essa moral. Orson Welles é nosso patriarca. Ave, Lúcifer!

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O Batman de Orson Welles

E se eu te dissesse que o Orson Welles quis filmar o Batman em 1946 – e que o elenco incluiria, além do Gregory Peck como Batman, o James Cagney de Duas Caras, a Marlene Dietrich como Mulher-Gato, Basil Rathbone (que fazia o Sherlock Holmes no cinema) como Coringa? Mentira: isso foi lenda inventada pelo Mark Millar, aproveitando do fato do Welles ter flertado com algo parecido na época quando cogitou filmar O Sombra, que já havia feito no rádio, anos antes. Mas o projeto não saiu do papel (Orson Welles, né…).

Mas como metade de tudo que Welles está envolvido pode ser uma grande pegadinha, Millar aproveitou para “contar” a verdadeira história do “Batman de Orson Welles”. O trailer aí de cima também foi feito depois da lorota ganhar peso de fato via internet… E vale por cogitar essa realidade paralela, imagina que foda.

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Mais YouTubices


- Calypso com Iron Maiden;


- Bing Bong Brothers e o poder do bigode (são os mesmos caras do Just 2 Guys);


- James Brown mutcholoco;


- Clipe classe do Mr. Catra (“Sem Mistério”);


- Erros de gravação do Chaves;

- O vizinho chato do Mateus;


- Frank Zappa com John Belushi;


- Orson Welles breaco;
- Calotas picture (vai dizer que não era tudo que você queria?);
- “Crazy” kid.

Tem mais, claro que tem. E valeu quem me mandou essas coisas, eu não lembro quem mandou o que (Vlad, Kalatalo, Mini), mas valeu eniuei.

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