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Arquivo: red hot chili peppers

The Other F Word: “Não há nada no ethos do punk rock que lhe prepare para ser um pai”

Tony Hawk, Fat Mike, Flea e outros pilares da cena faça-você-mesmo dos EUA contam como foi ter de assumir o outro lado da vida que levavam, quando viraram pais. The Other F Word promete:

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Todo o show: Rock in Rio 2011 e o mainstream zumbi


Stevie Wonder

Fiz um exercício de eliminar o Rock in Rio da minha vida e me senti como se não acompanhasse uma novela, um reality show, um campeonato de futebol – e olhando assim à distância é fácil perceber, pela escalação e natureza do evento, o quanto que o mainstream do pop caminha sozinho, na inércia, feito um zumbi – e carrega massas de zumbificados no embalo. Separei uma lista enorme de shows inteiros colocados no YouTube (essa moda nova), mas repare na natureza descartável e supérflua das bandas listadas, algumas jogando reputações inteiras na vala do “show pras multidões”. Separo o Stevie Wonder e Elton John como mestres desse mesmo mercado, idealizado entre os anos 70 e os 80 (não por acaso a época em que os dois artistas se consolidaram como hitmakers), mas repare como é possível viver completamente alheio a esse tipo de música. Isso porque eu não precisei listar Ivete Sangallo, Sepultura, Angra ou Capital Inicial, só pra ficar nuns exemplos mais óbvios.


Elton John

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As páginas daquele disco

The Record Books é um projeto do designer See Gee e é autoexplicativo, não? Tem muito mais lá no set do Flickr dele.

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1991 foi um bom ano

Todos esses discos completam 20 anos este ano. Luan Santana também.

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Gang of Four x Red Hot Chili Peppers

“The Red Hot Chili Peppers have obviously based their career on Gang Of Four and they’d admit that. The guitar on their single ‘Can’t Stop’ was directly from one of our early songs and when I heard it I thought, ‘That’s going a bit far’. I bumped into Flea at a party and he said, ‘Andy, I just don’t understand why you’ve never sued us’.”
Andy Gill, Gang of Four, via NME.

Realmente…

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E o One Hot Minute?

Maior galera torce o nariz pra esse disco, mas eu acho fodão. É um Red Hot dark, pessimista – e com o Dave Navarro na guitarra. É fácil-fácil melhor do que qualquer disco do Jane’s Addiction (não é muito difícil, né…).

Fora que o One Hot Minute tem outro motivo pra ser uma boa lembrança.

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BloodSugarSexMagick cru

Também achei essas versões sem masterização, olha:

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“A guitarra psicodélica dos Red Hot Chili Peppers”

Imagine um Pedro Bial da vida apresentando o vídeo abaixo. Agora delete esse pensamento idiota e aperte o play.

Hendrix vive.

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Funky Monks – Red Hot Chili Peppers

E você já viu o making of desse disco?

De chorar… Tem umas partes dele no YouTube.

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Red Hot Chili Peppers – BloodSugarSexMagick

Que disco…

Que disco.

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All Saints x Red Hot Chili Peppers

A versão não é nova, mas cai bem: e como eu gosto mais dessa banda do que dessa música, digo que elas salvaram a baladinha junkie do Red Hot daquela mesmice pós-hit.

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No segundo grau

Passe o mouse sobre a foto pra saber quem é quem.

Aqui tem mais.

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Leitura Aleatória 195


Foto: p0psicle

1) Remake de Karatê Kid com o filho do Will Smith
2) 10 anúncios de cocaína e outras drogas
3) 10 filmes que nos dão vontade de fumar
4) Que tal um seriado sobre a infância de Anthony Kiedis, do Red Hot?
5) E o filme do Dragon Ball continua descendo a ladeira
6) Ridley Scott vai filmar o Banco Imobiliário (?!?!)
7) Viciado em água morre de tanto beber
8) Batman – The Dark Knight perto de faturar um bilhão de dólares
9) Lupe Fiasco vai se aposentar depois de lançar disco triplo
10) Rolling Stone gringa deu quatro estrelas pro disco novo do Guns

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Debaixo da ponte

Ok, teve o “Take on Me” literal, genial. Depois a idéia foi repetida em “Head Over Heels” e, hm, legal, boa idéia continuar. Agora temos “Under the Bridge”. Se não reinventarem essa parada direito, vai ficar parecendo aquela onda do Marcos Mion: legal na teoria, besta quando executado direto. Vocês já tiveram uma boa idéia, tenham outra.

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Fakes do Justice e a reinvenção do maximalismo

Quando você pensa no Justice, duas idéias materializam-se no inconsciente. A primeira delas, imediata, é o hit “D.A.N.C.E.” – indefectível, implacável, sagaz. A outra são bordoadas de baixo distorcido, o tal do electro com rock que agora chamam de elektro, quase metal (“o Justice é o Sabbath da eletrônica”, sublinhou um amigo meu). Essa segunda faceta do grupo é responsável pelos remixes que levam a assinatura da dupla francesa.

Que, é bom dizer, partem de um template. Os caras pegam a música de alguém e encaixam dentro do padrão deles. Isso não é muito estranho se estamos falando em remix de uma forma geral, mas o problema é que com o Justice os remixes seguem quase sempre o mesmo enredo: distorce os timbres, enfia um baixão, soterra o vocal, enche de interferência de sintetizadores e deixa os beats sincopados. Se funciona? Pacas. Mas é tão formulaico que deu origem a alguns remixes falsos.

O mais notório deles talvez seja o remix do Justice para “Violent Hill”, do disco novo do Coldplay. Batizado de “Violet Hill (Justice’s Death And His Friends Remix)”, o remix, na verdade, foi uma pegadinha armada pelo Lemur blog, que, aproveitando o oba oba em torno das duas bandas, resolveu cogitar uma realidade que as unia. Assim, pegou uma música qualquer que pudesse ter alguma relação com as duas bandas (ênfase no “qualquer”) e disse que tinha conseguido, antes de todo mundo, o tal remix do Justice para o Coldplay. Furor na blogosfera musical – e a música logo logo começou a ser relinkada como um verdadeiro furo jornalístico. Mas é só parar para ouvir para perceber que tem alguma coisa errada: “Xiao Xiao (N0rmal Edit)”, da banda australiana Onira, é uma interminável seqüência de riff que não sai muito do lugar – um exercício insuportável de new metal instrumental. O que tem a ver com Justice ou Coldplay é uma boa pergunta, mas uma vez disponível, foi comprada como verdade.


Onira - “Xiao Xiao (N0rmal Edit)

O mesmo aconteceu no final do ano passado com “When the Sun Goes Down (Justice Remix)”, dos Artctic Monkeys. Dando as caras pela primeira vez no blog Pretty Much Amazing, o remix do “Justice” (ele passou a ser representado com aspas dentro do parêntese do título depois que a verdade veio à tona) começa com uma justaposição entre o refrão de “Ch-Ch-Check it Out” dos Beastie Boys sobre o riff da introdução da música dos Monkeys. Mas ao contrário de um bom mashup, o remix não evolui muito com os b-boys além da intro e, logo é soterrado por um telecoteco drum’n'bass fuleiraço e as guitarras passam a soar como se fossem gravadas com almofadas sobre os ampliifcadores. Outro blog, o Check the Availability, logo matou a charada e denunciou o fake – o autor era desoconhecido, mas além dos Beastie Boys, o “remix” ainda continha elementos de “Some Justice”, do Urban Shakedown, e “Sweet Harmony”, do Liquid.


Arctic Monkeys - “When the Sun Goes Down (“Justice” Remix)

(Interessante notar que ambos remixes não parecem nada com o tal template do Justice que eu falei, mas é o flanco que eles deixaram aberto.)

Aí começaram a aparecer um monte de notícias relacionadas ao Justice que, aos poucos, foram sendo desmentidas como falsas: uma música-tema de um anime foi vendido como sendo uma novíssima faixa “Hope”, da dupla; o empresário Busy P desmentiu o boato de que a dupla foi convidada para produzir o próximo disco do Red Hot (embora o vocalista Anthony Kiedis seja fã do duo e já foi visto usando uma camisa deles na torcida dum jogo dos Lakers); o próprio Pretty Much Amazing linkou a tal faixa que o Justice gravou em 2003 (“Sure You Will”) cheio de ressalvas; e um tal de Keedz (um produtor? Uma dupla? Um projeto paralelo dos Justice? Uma cópia descarada?) apareceu cercado de mistério para depois revelar-se mais um fake - só que apelando pro outro template da dupla, veja:

Então quer dizer que a dupla que vem para o Skol Beats mal começou e já se estagnou? Ficou presa no próprio gênero? Meteu-se num beco sem saída? É o que a torcida do contra parecia festejar. Mas aí se liga nesse set em Ibiza dos dois que o In New Music We Trust linkou:

Justice – Live at the Amnesia Ibiza (Saturday, August 8th, 2008) (MP3)

Donna Summer – Dim All the Lights
Justice – Waters of Nazareth
Party Shank – Penis VS Vagina (Lies In Disguise Remix)
Prodigy – Girls
Don Rimini – Let Me Back Up (Crookers Tetsujin Remix)
The Chemical Brothers – Hey Boy Hey Girl (Soulwax remix)
Brodinski – Bad Runner
Bill Withers – She wants to (get on down)
Les Petits Pilous – Wake Up
Mr Oizo – Bruce Willis is Dead
Mr Oizo – Flat Beat
20 Fingers – Short Dick Man (Disco Villains Remix)
Alex Gopher – Dust
Justice – Phantom Part 2 (Soulwax Remix)
Gonzales – Working Together (Boys Noize Remix)
Boys Noize – &down (Extended mix)

Saem as referências rock e o break e o big beat entram na dança – “Short Dick Man”, Chemical Brothers clássico e a ótima “Girls” do Prodigy armam uma ótima festa com hits maximalistas do próprio Justice, Mr. Oizo, Boys Noize e remixes do Soulwax. Coisa fina, hein.

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