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Arquivo: redes sociais

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Jonathan Franzen: não existe amor nas redes sociais


Ilustração: Jairo

Mais uma da edição do Link de hoje, que está espetacular (modéstia não é uma qualidade que tenho – se é que isso é qualidade): conseguimos republicar o excelente ensaio do escritor norte-americano Jonathan Franzen sobre a mercantilização dos sentimentos na década do Facebook. Um trecho:

Falando numa perspectiva mais geral, o objetivo definitivo da tecnologia, a teleologia da techné, é substituir um mundo natural indiferente a nossos desejos – um mundo de furacões e dificuldades e corações partíveis, um mundo de resistência – por outro mundo que responda tão bem a nossos desejos a ponto de ser, com efeito, uma mera extensão do ser. Permita-me sugerir, finalmente, que o mundo do tecnoconsumismo é, portanto, incomodado pelo amor verdadeiro, restando-lhe como única escolha responder perturbando o amor.

Sua primeira linha de defesa é transformar seu inimigo em commodity.

Todos saberão citar seu favorito dentre os nauseabundos exemplos da mercantilização do amor. Eu mencionaria a indústria do casamento, os comerciais de TV que mostram lindas criancinhas e também a prática de oferecer automóveis como presente de Natal, e a particularmente grotesca equação que compara as joias com diamantes à devoção eterna. A mensagem, em cada um dos casos, é bastante clara: se você ama alguém, compre alguma coisa.

Um fenômeno relacionado a esse é a transformação do verbo “curtir” (“like”, em inglês) que, graças ao Facebook, deixa de ser um estado de espírito e passa a ser um ato que desempenhamos com o mouse – deixa de ser um sentimento para virar uma opção de consumo. E curtir é, no geral, o substituto que a cultura comercial oferece para o ato de amar. A característica mais notável de todos os produtos de consumo – e principalmente dos dispositivos eletrônicos e aplicativos – é o fato de terem sido projetados para serem imensamente curtíveis. Esta é, na verdade, a definição de um produto de consumo, em contraste com o produto que é apenas aquilo que é e cujos fabricantes não estão concentrados na possibilidade de o curtirmos ou não. (Estou pensando nos motores a jato, no equipamento de laboratório, na arte e na literatura em suas manifestações mais sérias.)

Mas, se pensarmos nisso em termos humanos, e imaginarmos uma pessoa definida pela ansiedade desesperada de ser curtida, qual é o quadro que vemos? O de uma pessoa sem integridade, descentrada. Em casos mais patológicos, vemos um narcisista – alguém incapaz de tolerar em sua autoimagem as manchas que seriam representadas pela possibilidade de não ser curtida e que portanto busca uma fuga do contato humano ou se dedica a sacrifícios cada vez mais extremos da própria integridade com o intuito de ser curtida.

O resto você continua lendo aqui.

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“Vi as melhores mentes da minha geração destruídas pelo Facebook”

Que frase:

“As melhores mentes da minha geração estão pensando em como fazer as pessoas clicarem em anúncios. Isso é um saco!”

Jeff Hammerbacher, no novo livro The Filter Bubble, destacado pelo Tiago Dória. A imagem eu tirei daqui.

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Link – 7 de junho de 2010

Mão no controle, olho na bolaA Copa móvelFifa 10 ou PES 2010?Concentração e distraçãoComo criar uma internet menos mal educada?Quando scraps viram namoroA indústria pornô quer o seu celularVida Digital: Anthony Volodkin, do Hype Machine

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Link – 29 de março de 2010

Vem aí a lei que vai mudar a webMarco Civil hackeado mostra a participação dos brasileirosE depois, o que acontece com o Marco Civil?O que aborda o projeto de leiOlha o nível das leis sobre internet no BrasilO que os olhos não veem, o Photoshop desenhaA arte do século 21, no iPhone e via FacebookKit Kat na mira • Samsung, TV 3D e E-Book • Bom, bonito e… vai, caro ele não éDo bloco para o celularMegarretrôBonitinho, mas…Fone para ouvir baixinhoÉ só começarPossantinhoBlackberry maduroAndroid DuracellQuem seremos nós na internet? Qual o login que escolheremos?4 cantosMuitas opções na PaulistaCartas marcadas no CentroLocalize-se no FoursquareVida Digital: Mary Lynn Rajskub

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Link – 22 de março de 2010

Games brotam nas redes sociais • ‘Colheita’ bate Twitter no Brasil • Análise: ‘O que engorda o boi é o olho do dono’, mesmo se for virtual De mafiosos a bichinhos de estimaçãoConcurso premia lavoura artísticaSeremos pagos para jogar games ruins?Jogue!Caminhos percorridos numa nova narrativaSeu corpo conectado na webDesligado ou fora da área de coberturaMicrosoft do bemSabe quem perde na briga entre Google e Apple? A NokiaO novo Shawn Fanning ou o novo Steve Jobs?Entrevista: Salim Ismail, diretor da Singularity UniversityVida Digital: Karina Buhr

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Google Buzz e o Facebook

Meus dois centavos sobre o Google Buzz…

Um erra onde o outro acerta

Lembra de quando o Google apareceu? Seu visual clean mostrava que não eram necessários todos aqueles links e diretórios – característicos do Yahoo, o grande mecanismo de busca dos anos 90 – em uma página dedicada apenas a procuras feitas online. A solução do Google era um ovo de Colombo: só com um campo de busca sob um logo colorido, ele relembrava a todos que menos era mais.

Lembra de quando o Facebook apareceu? Seu visual clean mostrava que uma rede social não precisava parecer uma penteadeira de madame (o MySpace) nem uma sala de pré-escola (o Orkut). A solução do Facebook foi arquitetônica nos dois sentidos: ao oferecer um ambiente em que se deve reter o público-alvo, o site apresentava-se agradável, organizado, hierárquico, cool. Tanto sua arquitetura de informação quanto seu acabamento visual têm exatamente o mesmo peso. O site deve ser fácil de ser entendido, utilizado e percorrido, além de, por que não, agradável.

Eis os dois gigantes da internet hoje em dia. E agora, ao lançar um serviço de mensagens instantâneas muito parecido com o Twitter integrado ao seu e-mail, o Google tenta se reinventar de olho em tempos mais – para usar uma palavrinha da moda– “sociais”.

Em outras palavras, assumiu que o Facebook – a maior rede social do mundo – é seu principal rival.

Mas entre o Buzz e uma rede social envolvendo todos os serviços e produtos Google, há um longo caminho. O serviço recém-lançado, no entanto, não é o primeiro flerte do gigante rumo a uma plataforma mais social. O YouTube e o seus Maps já têm elementos de rede social, seu Reader permite compartilhamento de conteúdo. Mas foi com o Buzz que o Google assumiu que quer mudar sua natureza.

Eis o problema central: o Facebook sempre foi uma rede social. É um ambiente murado, em que todos que querem estar ali concordam em ficar apenas ali. Já o Google é o oposto disso. Começou como uma porta de entrada para a internet e está aos poucos crescendo um muro ao redor dela. E se, para usar o Google, for preciso estar dentro destas paredes, muita gente vai pular fora.

Isso fora a questão da interface, que ainda é bisonha – confusa, feia, sem hierarquia, quase aleatória. Parece um rascunho do Google Wave. Não seria o caso de o Google lembrar de como era quando começou?

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Link – 15 de fevereiro de 2010

Google e Facebook fazem tudo pelo socialConheça o Google BuzzFacebook de cara novaO brasileiro do Google BuzzUm erra onde o outro acertaHá smartphones que têm mais cara de ‘dumbphone’Novidades móveis em BarcelonaUsabilidade garante sobrevida de netbook‘Bioshock 2’ mete mais medo que o primeiroParem tudo! ‘No More Heroes 2’ voltou pesado‘Flattr quer contornar a necessidade de pirataria’O Google quer entrar no meio da sua conversaFinanciamento esvazia lan houses50 milhões hipnotizados por BejeweledCem pessoas querem Orkut OuroBiblioteca Britânica de graça no KindleVida Digital: Jason Rohrer

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Resquícios de uma antiga civilização online

Falando no Onion, mandei essa antes no Link.

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Proto-Formspring

A mais nova melhor rede social de todos os tempos da última semana é o tal do Formspring, que permite que pulhas anônimos e curiosos cara-de-pau perguntem coisas que querem saber sobre você (eu tou lá, mas não pergunta merda que eu xingo a tua mãe). Aparentemente uma idiotice pra perder tempo (como toda rede social), o Formspring, no entanto, pode se tornar uma espécie de We Feel Fine do mal, se tiver um “momentum” em que todo mundo comece a prestar atenção no site (como o Irã funcionou para o Twitter). A prática, no entanto, é pré-digital e a Bean resgatou um caderno de infância que partia do mesmo pressuposto do novo site. A Ana também comentou sobre a semelhança entre os dois formatos. Me preocupa tanto isso: a história digital, tudo bem, ela meio que se autorregistra (cache do Google não existe à toa). Mas e todas essas tradições de quem foi criança, jovem ou adolescente no final do século 21? Alguém tem um compêndio com todas as variações de “Chora Bananeira”? Quais os melhores trotes telefônicos da história antes de isso virar o Mussão, quais os Paretos que não foram gravados?

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Você já entrou no novo Orkut?

Ele já.

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Link – 2 de novembro de 2009

Um novo capítulo na história do livro brasileiroQuinhentos anos depois, livro pode mudarOutros e-readersSaiba como funciona o KindleA volta online do pagode dos anos 90Navegando sem o mouse‘Antena’ de rádio mundial é cara demais no Brasil‘Gotas de Sabedoria’ em 140 caracteresPlasma de 50 polegadas transforma tudo em cinemaHeróis da Marvel saem no braço sem dó e com estilo em novo videogameCâmera da Samsung tem “modo miguxo”A versão hi-tech de “a primeira faz tchan”Robô elimina a hora do ‘xis’ para fotoGalaxy casa-se bem com o AndroidTrocando arcos e flechas pelo ativismo digitalComo o Twitter ajudou a Costa do Marfim a enfrentar o lixo tóxicoIranianos se arriscaram para twittar, diz ativistaO fim do Geocities encerra a saudosa era da web 1.0A ‘Facebookização’ do OrkutFacebook muda de cara e irrita usuáriosListas do Twitter ajudam a organizar fluxo de postsBrasil quer discutir lei sobre internet com internautasVida DIgital: Blogosfera policial

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Link – 10 de agosto de 2009

Com a correria da viagem, esqueci de postar o Link de segunda aqui.

Uma semana com Mark ZuckerbergFotografando direito com uma câmera simplesEm baixa, fotografia aposta em novidades para reagirCelulares provam que qualidade não é tudo na hora da fotoNo Brasil, Migux tem mais usuários do que o FacebookO conflito que travou o TwitterVida Digital: Judão

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Um almoço com o Mr. Facebook

Mark Zuckerberg chegou no Brasil pra dar uma geral nessa semana e fui entrevistá-lo com o Rodrigo e o Etevaldo. Demos uma boa geral sobre o crescimento do Facebook no Brasil há menos de um mês lá no Link e iremos acompanhar a visita do sujeito no Brasil durante toda a semana lá no site. A entrevista mesmo, só na edição da semana que vem do Link.

Mark Zuckerberg fala sobre a vinda do Facebook ao Brasil: ”É um momento estratégico”

Em São Paulo, o dono da maior rede social do mundo conversa com o Link sobre a chegada da rede ao Brasil

Mark Zuckerberg não chama atenção. Quem nunca tivesse visto sua foto num jornal ou revista não iria imaginar que é praticamente dono de um país. Virtual, mas um país. Vestindo tênis, calça jeans e camiseta, o rapaz de 25 chega para a entrevista com o Link. Sorridente, o criador do Facebook, a maior rede social do mundo, com 250 milhões de usuários, não tem a menor cara de executivo. E também não age como tal. Na entrevista exclusiva para o Estado feita hoje no restaurante do hotel Unique, na hora do almoço, ele conta que ainda não teve tempo de ter muitas impressões sobre o Brasil, pois chegou no domingo à noite – e pediu uma pizza de picanha. Hein?

“É muito colorida”, riu, quando o prato chegou. “Me recomendaram tanto essa pizza que não posso deixar de comê-la”, disse, depois de explicar que o único gostinho do Brasil que teve até então foi numa churrascaria, para onde o levaram no domingo à noite, pouco depois de chegar ao País.

Mas não foi para comer que Mark aterrissou por aqui. Não é a primeira vez dele na América do Sul – já passou férias na Argentina e acabou de sair de uma viagem de uma semana no Peru. Mas a visita ao Brasil não foi turística: Mark veio a negócios – sua vinda se deve ao crescimento acelerado do site por aqui, como fez questão de afirmar. Somente neste ano, foi de 133%.

“Quero visitar o país para explicarmos o que somos e o que fazemos”, explicou. “É um momento estratégico. Sabemos que somos menores agora do que a maior rede social do Brasil”, afirma, sem nunca citar nominalmente o Orkut. “Se quisermos fazer sucesso em todos os países grandes, temos de fazer sucesso no Brasil”, explicou, além de adiantar que está buscando empresas parceiras para usar o Facebook Connect, ferramenta de sua rede que permite acessar conteúdo postado no Facebook a partir de qualquer site. O único parceiro fechado até agora foi o portal Terra.

E essa semana ele segue sua maratona de compromissos até o fim da semana, quando volta aos EUA. Hoje, logo após a entrevista ao Link, que foi realizada pelo repórter Rodrigo Martins, o editor Alexandre Matias e pelo colunista do Estado Etevaldo Siqueira, ele se reuniu com blogueiros para tentar entender o que acha do Brasil. Amanhã, às 11h, falará aos alunos da Fundação Getúlio Vargas, inclusive com transmissão ao vivo. Às 17h, fará um encontro com desenvolvedores, que também deve ser transmitido via web. “Queremos ensinar as pessoas a desenvolver coisas para a nossa plataforma.”

Durante toda esta semana, o Link irá acompanhar Mark e contar aqui no site tudo sobre a sua visita ao Brasil. Na segunda, trazemos a entrevista completa no caderno impresso do encontro que tivemos hoje com o executivo.

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Link – 27 de julho de 2009

Smartphones ou netbooks?Parecidos no tamanho, opostos na tecnologiaTudo e todos conectados à web via dispositivos móveisMark Zuckerberg, do Facebook, vem ao BrasilTED 2009: Um evento para pensar os rumos do mundo atualOverlord 2Vida Digital: Ivo Gormley, diretor do documentário Us Now

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