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A edição brasileira da biografia de Mick Jagger

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Escrevi a matéria de capa da Ilustrada dessa quinta-feira, comparando as versões norte-americana e brasileira da biografia sobre Mick Jagger escrita por Christopher Andersen – e os detalhes que separam as duas edições têm a ver com o envolvimento do vocalista dos Stones com a brasileira Luciana Gimenez.

“Você nem sempre consegue o que quer, mas, se tentar, às vezes, consegue o que precisa”
Biografia não autorizada de Mick Jagger é adulterada na edição brasileira para minimizar problemas com Luciana Gimenez

Uma das pessoas mais conhecidas do planeta, dono de centenas de milhões de dólares, autor de uma obra que reúne álbuns clássicos, dezenas de hinos para diferentes gerações e um dos líderes das transformações sociais da segunda metade do século 20.

A biografia de Mick Jagger é naturalmente carregada de superlativos, intercalando a obsessão pela própria imagem com um número inacreditável de conquistas sexuais, entre celebridades e anônimos.

Mas a edição brasileira de “Mick – A Vida Louca e Selvagem de Jagger” (Objetiva), escrito pelo norte-americano Christopher Andersen, traz uma quase bucólica “nota do editor” ao final de suas páginas que altera alguns detalhes da versão original.

As mudanças, no entanto, pouco têm a ver com surubas, viagens alucinógenas ou rituais satânicos que surgem pelas páginas do livro. Todas estão especificamente relacionadas ao relacionamento do vocalista dos Rolling Stones com a apresentadora brasileira Luciana Gimenez, com quem o vocalista tem um filho, Lucas, hoje com 15 anos.

São detalhes. Em alguns trechos da edição original o autor insistia na dúvida que Luciana teria engravidado de propósito, parando de tomar anticoncepcionais sem avisar Mick Jagger –trechos omitidos na edição brasileira. A passagem que diz que Luciana conheceu Mick em uma festa numa mansão omite na versão brasileira que os dois teriam feito sexo no canil da casa.

E a mãe de Luciana, Vera Gimenez, que atuou em filmes como “Nós, os Canalhas” (1975), “Já Não se Faz Amor Como Antigamente” (1976), “As Safadas” (1982) e “Oh! Rebuceteio” (1984), é descrita como atriz, sem o adjetivo “soft porn” (pornochanchadas) que aparece na edição original.

CLAREZA
“Nenhuma mudança foi exigida por terceiros”, diz, agora, o autor da biografia à Folha. “Três das mudanças foram feitas por mim e três, a pedido da editora”.

A editora Objetiva, em nota através de sua assessoria de imprensa, reforça que “todas as alterações foram aprovadas previamente por Christopher Andersen –e só por ele”, comunicou.”Estas alterações não resultaram na retirada de informações, mas na clareza e rigor jornalístico.”

Entretanto, em entrevista ao jornal “O Globo”, em novembro de 2014, o biógrafo se mostrava indignado:

“Fiquei chocado ao saber que o Brasil proíbe biografias não autorizadas. Como o país pode ser uma sociedade livre sem saber a verdade sobre suas figuras públicas? Depois de 45 anos de carreira e 33 livros, aprendi que a maioria das celebridades mentiu por tanto tempo sobre a própria vida que esqueceu o que é real. Em nenhuma edição estrangeira de meus livros tive trechos suprimidos. A verdade é a verdade. Censura é censura. Qual é o próximo passo, fogueiras de livros? Essas celebridades que defendem causas liberais e depois tentam controlar tudo o que é escrito sobre elas são hipócritas. Cada sílaba da biografia é real.”

Procurada pela reportagem, Luciana Gimenez negou envolvimento na edição. Disse não ser “a favor de censura, mas tampouco sou conivente com a publicação de mentiras”, informou, por meio de sua assessoria de imprensa.

“Que Mick e eu tivemos uma relação; que essa relação foi e continua sendo a melhor possível; que o fruto dela foi nosso filho Lucas, hoje com 15 anos; isso tudo é verdade. Qualquer mentira, difamação ou distorção da verdade, seremos sempre contra”, finalizou.

TABLOIDE
O livro segue o tom de tabloide e a tradição de biografias não autorizadas que nunca seriam publicadas no Brasil, como o de outras obras de seu autor: Michael Jackson, Madonna, casais presidenciais e reais, além da princesa Diana, quase todos presentes na lista de best-sellers do jornal “The New York Times”.

A imagem que o livro passa do vocalista dos Stones não abala sua reputação, apenas a reforça. Mostra o quanto ele é obcecado por controle, destratando todos ao seu redor –apenas para criar um vínculo doentio com seu eterno parceiro Keith Richards.

E, claro, há um desfile de conquistas sexuais para todos os gostos: de David Bowie a Angelina Jolie, passando por Carla Bruni e os próprios stones Brian Jones e Keith Richards. “Acho que ele é como um vampiro sexual”, explica, em dado momento, a sexoterapeuta que Jagger procurou para tratar sua compulsão por sexo.

“Estar com todas essas pessoas faz com que se sinta jovem e fornece toda essa energia”. Mas, como ninguém é de ferro, a própria terapeuta confessou ter ido pra cama com Jagger.

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Rolling Stones no Muscle Shoals: “Brown Sugar” e “Wild Horses” por mil dólares

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O estúdio norte-americano Muscle Shoals, fundado em 1969 no estado do Alabama, hoje é considerado uma meca para um certo tipo de sonoridade rústica e crua, que tornou-se característica da alma roqueira e caipira dos EUA principalmente por conta de discos ali gravados, como já contou o documentário que leva o mesmo nome do estúdio, lançado no ano passado. Nomes como Lynyrd Skynyrd, Herbie Mann, Canned Heat, Cat Stevens, Paul Simon e Cher (que batizou um disco com o endereço do local) gravaram discos inteiros ali, que também viu gravações clássicas como “I Never Loved a Man (the Way I Love You)” de Aretha Franklin, “I’ll Take You There” das Staples Singers e “When a Man Loves a Woman” de Percy Sledge.

Mas um dos primeiros nomes a dar a aura mística ao lugar não foi norte-americano – aconteceu quando os Rolling Stones começaram o trabalho que daria na obra-prima Sticky Fingers gravando três músicas no estúdio, entre os dias 2 e 4 de dezembro de 1969. O site Dangerous Minds descolou um souvenir e tanto destas sessões que deram origem a “Wild Horses”, “Brown Sugar” e “You Gotta Move”: o recibo do estúdio, que cobrou mil dólares pela gravação de pelo menos dois clássicos imbatíveis da história do rock.

O site ainda achou fotos incríveis das horas em que os ingleses foram o fundo da alma sulista do rock americano, tiradas por um dos fundadores do estúdio, Jimmy Johnson, encontradas no blog The Asheville Oral History Project, do jornalista Clifford Davids:

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O legado da Copa 2014: megasshows do Paul McCartney, Rolling Stones e The Who no Brasil

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Era uma previsão mais fácil de acertar do que o catastrofismo dos “elefantes brancos no meio do nada” que a galera do #NãoVaiTerCopa cogitava como destino inevitável para os megaestádios construídos pra Copa 2014 – que estes espaços se tornariam lugares não apenas para jogos, mas também para shows – e shows granfes. E agora o jornalista José Norberto Flesch, do Destak (aquele que só crava vinda de show pro Brasil quando está 100% certo disso), nos conta de uma rodada de negócios que poderá trazer, nos próximos meses, megasshows para se apresentar nos estádios pelo Brasil, com nomes como Paul McCartney, Rolling Stones, The Who e Foo Fighters para fazer grandes apresentações nos novos estádios brasileiros, entre eles o reformado Maracanã, o novato Itaquerão, o novo estádio do Palmeiras (que agora chama-se Allianz Parque) e o velho Morumbi.

Paul já se apresentaria em novembro agora, com datas fechadas, por enquanto, pra São Paulo e Brasília. São Paulo e Corinthians disputam os shows dos Foo Fighters. Os Stones já estão acertando Rio e São Paulo para o início do ano que vem e devem tocar pela primeira vez em outra cidade brasileira além das duas, provavelmente Belo Horizonte. E o Who pode finalmente vir para o Brasil pra tocar no Palmeiras.

São as primeiras movimentações. É inevitável que alguns desses artistas acabem tocando em mais praças do que apenas Rio e São Paulo. E que produtores de outros shows de grande porte percebam que o Brasil pode entrar em mais uma nova fase de grandes shows, dessa vez com apresentações espalhadas por todo o país, com shows gigantescos para cidades que nunca viram eventos com essa proporção. O próprio Paul já semeou o início dessa era ao apresentar-se em Fortaleza, Goiânia, Recife e Florianópolis noutras vindas. Público pra isso tem. E o próprio Flesch nos lembra que ano que vem tem Rock in Rio, o que torna a temporada de shows ainda mais quente… Vamos aguardar.

Rolling Stones no Brasil em 2015!

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Em meio à sua turnê de 50 anos de carreira, os Rolling Stones devem fazer shows pelo Brasil entre o final de fevereiro e o início de março do ano que vem (a terça de carnaval do ano que vem cai no dia 17, então de repente Jagger, Richards, Wood e Watts possam aparecer por aqui um pouco antes). Não há informações sobre datas ou locais, mas é bem capaz que o grupo se beneficie da infraestrutura da Copa do Mundo para fazer seus shows em estádios novinhos e lotados. A informação é do Destak.

Vida Fodona #428: Salva sempre

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A música não para!

Nação Zumbi – “Pegando Fogo”
Lana Del Rey – “Florida Kilos”
Snakehips + Sinead Harnett – “Days with You”
Lemonade – “Stepping”
Weeknd – “Often”
Jamie xx- “All Under One Roof Raving”
Juan Maclean – “A Place Called Space”
Todd Terje – “Inspector Norse (Radio Edit)”
Grimes + Blood Diamonds- “Go”
Led Zeppelin – “Ramble On (Souleance Re-Edit)”
Tulipa Ruiz + BNegão – “Aqui (Rica Amabis Remix)”
Maxayn – “Gimme Shelter”
Alton Ellis – “A Whiter Shade Of Pale”
Jonathan Richman – “Velvet Underground”
Hiss Golden Messenger – “Saturday’s Song”

Aqui, ó!

Vida Fodona #421: Retomando as atividades

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Depois de dias no sol, vamos recomeçar tudo no frio.

Dhani Harrison – “For You Blue”
Primitives – “Do the Ostrich”
Black Keys – “In Time”
Los Campesinos – “You! Me! Dancing!”
Lana Del Rey – “West Coast (Dan Heath Orchestral Remix)”
Joyce – “Clareana”
Mombojó + Laetitia Sadier – “Summer Long”
Lorde – “Tennis Court (Flume Remix)”
Nina Sky + Smoke DZA – “Stoners”
Kendrick Lamar – “Swimming Pools (Explicit)”
Warpaint – “Keep it Healthy (EL-P Remix)”
Daughter – “Amsterdam”
Say Lou Lou – “Feels Like We Only Go Backwards”
Eric Burdon + War – “Paint it Black”
Talking Heads – “(Nothing But) Flowers”
Neneh Cherry – “Dossier”
Ariana Grande + Mac Miller – “The Way”
Kinks – “People Take Pictures of Each Other”

Por aqui.

Só o baixo: Rolling Stones, Beatles, Sonic Youth, Yes, Who, Rush, Queens of the Stone Age, Rage Against the Machine e mais…

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O Dangerous Minds postou uma série de vídeos de clássicos da música contemporânea em que o canal do baixo elétrico é isolado, mostrando a força do instrumento na formação básica do rock. Fui além da lista original do site (que inclui Hendrix, Police, Stones, Rick James, Big Country) e incluí outros vídeos que encontrei por aí (de nomes como Who, Beatles, Queen, Yes, Rush, Queens of the Stone Age, Rage Against the Machine, entre outros). Segura a baixêra aí embaixo:

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Do outro lado das capas de disco

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O designer Harvezt resolveu ver o que tinha do lado de cá das capas de discos e fez essa galeria com várias versões de álbuns clássicos vistos do ponto de vista da própria capa. Saca outras aí embaixo:

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