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Arquivo: samba

“Billie Jean”: A volta do Molejo

Eu nem sou dessa geração que curte ironicamente esses pagodes dos anos 90 (sou dos tempos do sambão-jóia), mas essa volta do Molejo não dá pra passar batido…

“Depois é só filmar e botar na internéte!”

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“Lotus Flower” ziriguidum

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Erasmo Carlos e o samba-enredo para Roberto Carlos

Não sou desse papo de escola de samba, mas essa tive de sublinhar: o tema do desfile da Beija-Flor no ano que vem é Roberto Carlos e os caras conseguiram ninguém menos que o Erasmo pra escrever o samba-enredo, chamado “A Simplicidade de um Rei”. E pra quem estranhar: Erasmo é tão do rock quanto do samba – e nos anos 60 dividiu apartamento com Jorge Ben aqui em São Paulo…

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Grêmio Recreativo Unidos de Lost

Lendas e mistérios do misterioso “Lost”
(samba de João João Abrão e Jacó da Cuíca)

Olha a União da Ilha Esquisitona aí, genteeeee!

Numa ilha gloriosa
Lá no meio do oceano
Uma energia majestosa
Existia há muitos anos
E foi lá, ah, foi lá
Que Jacob e seu irmão
Viveram tempo pra cacete
Para um era prisão
Para o outro, palacete
(bis)
Para um era prisão
Para o outro, palacete

Muito tempo se passou
Nessa ilha tropical
Veio barco com o Richard,
Veio a Dharma e o escambau
Jacob juntava a turma
Fumacê fazia o mal

Mar, misterioso mar,
O Jacob quer ficar
Fumacê quer se mandar
Realidade paralela
Deslocamento temporal
Só quem explica “Lost”
É samba de carnaval

E então num belo dia
Um avião caiu ali
Tinha Jack, tinha Sawyer,
John Locke, Kate e Sayid
Tinha coreano e africano
Iraquiano e inglês
Australiano e chicano
E até um que era francês
Na ilha misteriosa
Cheia de enigma fenomenal
Urso polar e alçapão
E gente morta de montão
Que legal, que legal!

Jack saiu da ilha
Mas não teve felicidade
Fumacê entrou no Locke
Pra poder fazer maldade
Viagem no tempo
Universo paralelo
Nem Maurício de Nassau
Me explica esse flagelo
Tinha uma rolha lá na ilha
Que o Jack quis tirar
Fumacê ficou uma pilha
Pois a trolha ia afundar
E todo mundo estava morto
E não adianta reclamar

Mar, misterioso mar,
O Jacob quer ficar
Fumacê quer se mandar
Realidade paralela
Deslocamento temporal
Só quem explica “Lost”
É samba de carnaval

Coisa do Aran.

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Lady Gaga no samba-rock

Ainda na praia da infâmia e dos mashups, essa “Papparazi” no samba rock ficou bem, er…, “suave”, hein. Culpe o Thiago Correa, puro feeling.


Lady Gaga – “Paparazzi (Samba Rock remix)

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“Querendo comprar samba, você está maluco?”

“Um dia apareceu lá no morro o Mário Reis, querendo comprar uma música. Estava com outro rapaz, que veio falar comigo. ‘O Mário Reis está aí e quer comprar um samba teu’. Fiquei surpreso: ‘O quê? Querendo comprar samba, você está maluco? Não vendo coisa nenhuma’.

No dia seguinte ele voltou e me levou até o Mário Reis. Ele confirmou. ‘É, Cartola, quero gravar um samba seu. Fique tranqüilo, seu nome vai aparecer direitinho. Quanto você quer por ele?’ Pensei em pedir uns 50 mil réis. O outro rapaz falou baixinho: ‘Pede uns 500 mil’. Eu disse: ‘Você está louco, o homem não vai dar tudo isso’.

Com muito medo, pedi os 500 mil. Em 1932, era muito dinheiro. O Mário Reis respondeu: ‘Então eu dou 300 mil réis, está bom para você?’.

Bom, ele comprou o samba mas não gravou. Quem acabou gravando foi o Chico Alves.”

O Juliano pinçou a declaração acima, do Cartola, para falar um pouco sobre as transformações que aconteceram no mercado da música durante o século vinte e que agora parecem retomar seu curso original. Ele continua:

O Mário Reis, que se oferece para comprar o samba, aparentemente já está vivendo dentro da lógica das emissoras de rádio e da indústria nascente do disco. Para ele, faz sentido o processo artificial que tornou escasso um produto informacional e portanto naturalmente abundante.

Mário Reis inclusive menciona indiretamente o princípio que justifica o comércio de bens informacionais. Ele diz: “fique tranquilo, seu nome vai aparecer direitinho” e o que está por trás motivando essa preocupação é o direito de autor, a solução jurídica que dá a base para que esse modelo de indústria criativa cresça, permitindo que criativos profissionais vivam de sua produção.

A cabeça do Mário Reis é a que olha para o compartilhamento de músicas na rede e enxerga a contravenção, a pirataria, mas a do Cartola mostra como a coisa não é definitiva, como não existe uma verdade absoluta no posicionamento das gravadoras, que a motivação tem a ver não com a Justiça, mas com regras e hábitos que durante muitos anos sustentaram uma determinada indústria.

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Brazilian Star Wars

Faroff ataca de novo.

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Sistema Lapa de Samba

Bruno Maia, do Sobremúsica, deu a largada em seu projeto particular, o documentário Sistema Lapa de Samba, que conta a história do renascimento e época de ouro que atravessa o histórico bairro carioca, fazendo jus à tradição – mas em maior escala. O filme aí em cima é só um panorama do que é o documentário – o trailer oficial sai mais tarde

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