13 de fevereiro de 2012 às 23h52
CARNAVALANALÓGICODIGITAL
E se você for ficar em São Paulo no carnaval, pode ir separando a terça-feira porque a noite promete ser épica!
E se você for ficar em São Paulo no carnaval, pode ir separando a terça-feira porque a noite promete ser épica!
E se eu te disser que a próxima Noite Trabalho Sujo é a segunda edição da festa Fuckin’ A – a única festa Lebowski do Brasil? Sexta-feira de carnaval – não tem desculpa para você não vir de roupão, vai…
“Space is the place”
Sesc Pompéia @ São Paulo
11 de fevereiro de 2012
Fantástica a apresentação da Arkestra de Sun Ra em São Paulo no sábado passado, dentro do Nublu Festival. Liderada pelo carismático Marshall Allen – braço-direito de Sun Ra até sua morte em 1993, o saxofonista tem quase 80 anos e mais de meio século sob a égide da música de seu comandante-, a Arkestra soa como a chegada dos alienígenas ao planeta Terra via Nova Orleans, como se o Mardi Gras fosse entendido como uma etiqueta social e o jazz tradicional nosso idioma nativo – e eles tentassem se equiparar à nossa sensação de inquietação e multitude através da música.
Com quase vinte pessoas sobre o palco (não contei), a big band enfileira seqüêmcoas de solos apaixonados e desenfreados, embora caminhando sobre os trilhos do ritmo e sem fugir da harmonia. Eram quatro saxes em primeiro plano, trompa, trombone, EVI (um instrumento de sopro com som de sintetizador, da Akai), trompete, guitarra, piano e teclado, contrabaixo acústico, bateria e muita percussão – e todos fantasiados com roupas reluzentes e referências ao Egito antigo numa missão de paz sideral e psicodélica. Abaixo, alguns vídeos que fiz do show – o primeiro deles mostrando o momento em que a banda desceu do palco para atravessar a platéia da choperia do Sesc Pompéia em fila indiana. Clássico!
…and we’re back! A décima Noite Trabalho Sujo vai ser nota 10, escreve aê – não por nada convidei a minha comadre Babee (que convidou outra comadre minha, a querida Malg) pra desfilar as pérolas dançantes do meu podcast favorito, o Boombop Shuffle. Por isso prepare-se para uma noite de extremo bom gosto e pernas doendo de tanto dançar. O caminho das pedras você já sabe, não? Se não sabe, vê no site do Alberta ou na página do evento no Feice. E o nome na lista você manda para o email noitestrabalhosujo@gmail.com, até às 20h da sexta. E segue o set que as duas prepararam para o aquecimento da naite.
Fui ontem no Sesc Pompéia ver o primeiro dia do Nublu Festival com duas expectativas: ver o show do Marginals e ouvir a música nova da Tulipa, que o Ronaldo já havia cantado a bola no blog dele. Estava com uma certa pulga atrás da orelha em relação à participação do Rodrigo Brandão no show dos Marginals – afinal, o próprio já tinha me falado na terça que estava tenso em relação ao show porque os Marginals não ensaiam. E, realmente, não acho que tenha funcionado direito – principalmente pela sensação de que Rodrigo parecia estar sobrando do transe endiabrado que o grupo submeteu o público que lotou a choperia.
Marginals + Rodrigo Brandão – “Sem Título”
Eles estavam infernais – no melhor sentido do termo – e o calor quase sólido que esquentava a casa ajudava no clima pesado da jam. Thiago França, devidamente caracterizado de beduíno, alternava-se entre a flauta transversal, o sax e a própria voz como instrumento, manipulando-os com pedais espalhados ao chão, como também fazia Marcelo Cabral, que até tirou o arco certa feita para deixar seu baixo acústico harmonizar. Tony Gordin, na bateria, dava o clima para as viagens dos dois, mas manteve-se mais contido que o normal, talvez para marcar mais o ritmo e facilitar para as rimas de Brandão.
Marginals- “Sem Título”
Já o Wax Poetic eu acho bem chato – parece um sub-Morcheeba sem carisma e nenhum hit conhecido. Só vale por terem dado espaço para Tulipa apresentar sua nova música, além da banda ter encarado (ponto pra eles) um dos hits dela – “Brocal Dourado” – com o arranjo original.
Wax Poetic + Tulipa Ruiz – “Brocal Dourado” / “Assim”
Hoje começa a minha curadoria do Prata da Casa, no Sesc Pompéia – e o primeiro nome que escolhi foi o Rodrigo Ogi. Abaixo, o texto de apresentação que fiz para o show de hoje.
Os anos 10 têm sido promissores para o rap nacional, principalmente por consolidar carreiras de artistas que há anos “no corre”. Ogi (nascido Rodrigo Hayashi) é desses: lançou-se no grupo Contra Fluxo e já pichava anos antes de começar a rimar – os grafiteiros Osgêmeos fizeram a capa de seu primeiro disco solo justamente por serem conhecidos desde os tempos do pixo -, mas só lançou seu primeiro trabalho solo agora. Crônicas da Cidade Cinza foi festejado desde seu lançamento no primeiro semestre, terminando o ano entre os melhores discos nacionais de 2010. De título auto-explicativo, o disco tece sua narrativa a partir de diferentes pontos de vista sobre São Paulo em faixas curtas e dirigidas como pequenos filmes, de ambiência estudada e rimas que fogem do óbvio. Em Crônicas vivem o nordestino exilado (“Eu Tive um Sonho”), a vítima de violência policial (“Noite Fria”), o motorista da madrugada (“180 por Hora”), o operário (“Corrida de Ratos”), o motoboy (“Profissão Perigo”) e outros personagens comuns ao cotidiano de São Paulo, todos encarnados por Ogi, sempre em primeira pessoa.
Lembrando que o show começa pontualmente às 21h e os ingressos começam a ser distribuídos (é de graça!) às 20h. A chuva passou, vambora! E na semana que vem tem o Cícero.
Vai viajar ou ficar em São Paulo? Se for ficar, já aviso que tou preparando dois bailes homéricos. Atenção.
Não estive lá, mas os relatos informam que nossas Noites seguem pegando fogo! Luciano e Tico seguraram a onda bonito e a Bárbara registrou mais uma das melhores sextas-feiras de São Paulo. A próxima é com a Babee!
A primeira novidade de 2012 foi o Vintedoze e a segunda é que o Sesc Pompéia me chamou pra cuidar do Prata da Casa, tradicional noite dedicada a novos artistas brasileiros – que tenham apenas um disco lançado ou menos. A confluência de fatores foi muito feliz: além de eu mesmo já ser público do Prata faz tempo (show de banda nova de graça na Choperia numa terça? Tem coisas que só acontecem em São Paulo…), o palco é um dos meus favoritos, assim como o Sesc Pompéia, que completa 30 anos esse ano, o meu Sesc favorito – que, pra completar, fica exatamente entre o caminho da minha casa pro meu trabalho. Sem contar o fato de que 2012 marca a décima terceira edição do Prata – e 13 é um dos meus números da sorte.
Pra começar bem, em fevereiro, chamei artistas que ainda estão em seu primeiro disco: o rapper paulistano Ogi, o indie-MPB carioca Cícero e o instrumental dA Banda de Joseph Tourton, do Recife. E se você é artista, só tem um disco lançado e quer participar do Prata, não adianta me abordar com o CD ou mandar o link pro meu email: manda seu material pro Sesc que eles me repassam tudo. Terça que vem dou mais detalhes sobre o primeiro show.
O Flavorwire escolheu as vinte livrarias mais bonitas do mundo. Dessas aí conheço quatro: a Livraria da Vila daqui de São Paulo, a Ateneu de Buenos Aires, a Shakespeare & Co. de Paris e a Lello, no Porto, em Portugal. As outras entram na fila, um dia eu passo por elas.
Será que esse 2012 – iconicamente apocalíptico e ano de eleições – é o ano em que veremos a volta dos Racionais?
Alexandre Matias, Ronaldo Evangelista, Luiz Pattoli, carnaval de rua em São Paulo, Primer e Lana Del Rey.
E as referências: • Churrasco Grego • Os Homens que Não Amavam as Mulheres • Bixiga 70 + Marcelo Preto • Um Futuro Inteiro, do Bonifrate • Leandro Lehart @ +Soma • “Agamamou” x “I Got My Mojo” • Trenzinho Carreta Furacão • “O Sonho Colorido de um Pintor” • Sempre Adoniran? • “Dona Boa” • “Bandeira Branca” • Metrô x Vai Vai • Vai Quem Quer • João Capota na Alves • Kolombolo • Confraria do Pasmado • Ilú Obá de Min • Primer (via YouTube) e o gráfico com a linha do tempo do filme • Lana Del Rey • Cassy Jones • CD dos sambas-enredo das escolas de São Paulo 2012 • Talking Heads Chronology •
Thiago deixou a pista no jeito pra eu e a Dani debulharmos a pistinha do Alberta em mais uma Noite Trabalho Sujo memorável. Sexta que vem eu não vou estar na festa – vou pra Salvador, desculpaê -, mas convoquei Luciano Kalatalo – metade da Gente Bonita – pra segurar a onda enquanto eu estiver fora.
Abaixo, tantas fotos que a Bárbara conseguiu tirar daquela que, aos poucos, vem se consagrando como a melhor sexta-feira de São Paulo.
A festa dessa sexta promete ser… épica. Chamei Dani Arrais – a dona do Don’t Touch My Moleskine e velha comadre de guerra – pra tocar comigo e ela sugeriu chamar o Thiago @oraporra Guimarães, que está fazendo aniversário. Não o conhecia, mas pelo set que ele fez como aperitivo da noite, viu… promete. Dani também fez sua mixtape e as duas seguem aí embaixo. E pra ir na festa, já sabe o esquema, né? As coordenadas estão no site do Alberta quanto na página do evento no Facebook. E o nome na lista você manda para o email noitestrabalhosujo@gmail.com, até às 20h da sexta. E se prepare para uma noite ÉPICA. Eu tou falando: ÉPICA.
"Even science fiction is now very far behind what's actually happening." - Marshall McLuhan. Desde 1995
Profissão: autobiógrafo.
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alexandrematias [@] gmail.com


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