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Arquivo: scorsese

O George Harrison de Martin Scorsese: “I’m the Beatle who changed the most”

Saiu o trailer do documentário que Scorsese fez sobre George Harrison.

De chorar.

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George Harrison: Living in the Material World

Agora é oficial: tanto o documentário do Scorsese quanto o anthology pessoal do beatle mais magro foram anunciados para o início do próximo mês de outubro. Demais.

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Tumblr do dia: This is Not Porn


O This is Not Porn já pode ser considerado um clássico na curta história do Tumblr e justamente por isso merece ser linkado. Mas eu estou citando-o agora porque a Tati entrevistou o autor do site, o sueco Patrik Karlsson para a seção Sábado Livre, do site do Link.

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“Varridos para sempre”

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De Niro, taxista

Mais um post inacreditável do The Selvedge Yard, que traz os bastidores do Taxi Driver, um dos grandes momentos da dupla Scorsese/DeNiro. Acima, a licença usada pelo ator para dirigir por Nova York enquanto entrava na pele no lokimaster Travis Bickle. Fodaço, clique aqui.

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Planos-seqüência clássicos

E por falar em plano-seqüência, separei alguns clássicos pra matar o tempo. Começando pelo principal deles, o ousado início de A Marca da Maldade, de Orson Welles. Se ele inventou o cinema em Cidadão Kane, com esse filme ele inventou o cinema B:

Tem a clássica abertura de O Jogador, de Robert Altman, em que a própria duração da seqüência é citada. Todos os diálogos desse trecho foram improvisados:

Outro clássico, este do Antonioni, em Profissão: Repórter, que rendeu boatos de que o diretor havia construído um hotel só para filmar esta cena.

O engarrafamento de Weekend, um dos meus favoritos do Godard (são pouquíssimos), também é memorável:

E, óbvio, o velotrol do Iluminado, do Kubrick, um apaixonado por planos-seqüência:

Talvez não tão apaixonado quanto Hitchcock que fez um filme inteiro (Festim Diabólico) a partir deste preceito. Chupa, Jack Bauer:

Hitchcock era tão fissurado no tema que já havia exercitado lindamente a técnica em Sob o Signo de Capricórnio:

E não a abandonou, como vemos nesta cena de seu Frenesi:

A paixão de Hitchcock também motivou um de seus principais alunos, o sampleador Brian de Palma, que cansou de usar o recurso. Abaixo, uma cena de Fogueira das Vaidades e outra do Pagamento Final, com Al Pacino:

Também discípulo de Hitchcock, Dario Argento exercitou o formato em A Mãe das Lágrimas:

Outro diretor-cinéfilo que também curte o formato é Scorsese. Abaixo, a cena em que a personagem de Loraine Bracco (saudades da doutora Melfi) é apresentada ao glamour do submundo, em os Bons Companheiros:

Tarantino é outro sampleador que não titubeou em fazer um take longo em uma cena de ação, em Kill Bill:

Partindo pra ação, eis John Woo em seu melhor momento, no hospital de Hard Boiled:

E esta cena de Old Boy? Puro Double Dragon:

(Vale abrir um parêntese para falar da influência dos videogames neste formato. Olha só:

É impossível conceber que Arca Russa e Elephant não foram influenciados por Doom.)

De volta à ação, um clássico do YouTube: a luta épica de Breaking News: Uma Cidade em Alerta, de Johnny To. O Protetor, de
Tom Yung Goong.

E até o Michael Bay foi nessa, em Bad Boys 2.

A ficção científica também rendeu bons takes, como essa cena incrível do Filhos da Esperança, do Cuarón:

Ou esta cena de Strange Days:

Ou a abertura de Contato:

Pra fechar, olha que foda esse curta do diretor bósnio Ahmed Imamovic, chamado 10 Minuta:

Lembra de mais algum?

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Ainda sobre pôsteres…

Vocês devem conhecer esse moleque…

Olly Moss, nasceu em 1987 e já tem pelo menos um hit na internet, que é essa estampa de camiseta cheia de spoilers (nem olhe se tem nóias de saber o final de algum filme que você não viu).

Mas vasculhando o saite do cara, descobre-se várias releituras do cara para filmes clássicos.

Fodaço.

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Quando o rock’n'roll assumiu Hollywood

Arnaldo mandou essa via Twitter, que o documentário A Decade Under The Influence, do sobrinho do Johnattan Demme, Ted Demme, tá inteiro no YouTube.

Ele conta como a geração Spielberg/Coppola/Scorsese/Lucas pegaram os estúdios de Hollywood que estava à beira de um colapso criativo e financeiro e reinventaram a roda desafiando o sistema de dentro dele mesmo com filmes que são, simplesmente, os melhores filmes da história do cinema. Você pode até bater o pé e torcer o nariz, pensando em escolas inteiras como a nouvelle vague, o cinema independente dos anos 90, o cinema asiático da virada do milênio, o neo-realismo italiano, os filmes trash dos anos 60 ou a atual safra de filmes latinos, mas nenhuma dessas gerações produziu um rol de filmes que inclui os dois primeiros Poderoso Chefão, a trilogia Guerra nas Estrelas, Halloween, Taxi Driver, Contatos Imediatos de Terceiro Grau, Easy Rider, Operação França, Um Touro Indomável, Apocalypse Now, American Grafitti, Um Estranho no Ninho, Essa Pequena é uma Parada, Maratona da Morte, Chinatown, O Exorcista, THX 1138, A Última Sessão de Cinema, Bonnie & Clyde, A Conversação, Tubarão e Amargo Pesadelo. Nem precisa incluir os filmes do Kubrick pra esta ser uma lista respeitável de melhores filmes de todos os tempos. O mais perto disso que existe na história do cinema é justamente a geração de europeus que ajudou Hollywood a existir – Chaplin, Hitchcock, Wilder e Capra, que não eram propriamente uma turma.

Nos anos 70, era uma turma. Era a primeira geração de graduados em cursos universitários de cinema (pois isso não existia antes) e amamentada pela televisão, o que garantia a aliança de um know how inato da linguagem audiovisual com a técnica adquirida recém-transformada em método. E saindo da Califórnia no fim da era hippie, eles injetaram adrenalina e insanidade em um cinema que estava produzindo pérolas como Oliver!, Dr. Jivago, My Fair Lady e Noviça Rebelde. O melhor mergulho nessa história que eu conheço é o livro Easy Riders, Raging Bulls, do jornalista Peter Biskind, que também tem uma versão em DVD, mas que eu ainda nao vi. Mas esse A Decade… dá uma boa idéia da reviravolta que uma geração de autores, roteiristas e atores fez em Hollywood, criando a primeira escola de cinema autoral americana com consciência artística e reinventando Hollywood como um novo mercado, que, no fim das contas, desenharam o nosso presente atual, dividido entre Cinemarks e cineclubes.


Partes 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15 e 16

O que me leva a crer que não é difícil que, em pouco tempo, vejamos uma nova renascença cinematográfica, se deixarem de novo os malucos tomarem conta do hospício – nem que seja por alguns anos. E que os melhores filmes de todos os tempos ainda podem nem ter sido feitos.

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Cinemetal

Porque certos diretores são como bandas de heavy metal:

Os caras vendem camisetas aqui.

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Hollywood via Polônia

Olha que jóia essa coleção de posteres de clássicos do cinema ou sucessos de bilheteria visitados pelos olhos de artistas gráficos da Polônia. Detalhes: eram esses os cartazes que anunciavam os filmes, isso não é uma intervenção artística recente. Tem 50 destes cartazes aqui.

Jogos de Guerra

O Império Contra-Ataca

De Olhos Bem Fechados

Depois de Horas

Gremlins

Fanny and Alexander

Alien

Operação Dragão

Atração Fatal

Alphaville

Bonequinha de Luxo

Apocalypse Now

Gostou? Aqui tem pra vender.

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