OEsquema

Arquivo: scream & yell

Pentacampeão: Trabalho Sujo é eleito o melhor blog do Brasil pela quinta vez consecutiva

É uma felicidade ser penta no mesmo ano que o meu time também foi… O Trabalho Sujo ganha, pela quinta vez consecutiva, o troféu de melhor blog do Brasil segundo o júri do site do Marcelo Costa, o Scream & Yell. E com quase o dobro dos votos do segundo colocado, o chapa Lucio Ribeiro.

Além disso, mesmo tendo transformado minha conta de Twitter em mero RSS do site (ou talvez justamente por isso), fiquei em quarto lugar empatado com o compadre Arnaldo, ele sim um guerrilheiro e ativista d(e si próprio através d)a rede social do passarinho azul, na categoria Melhor Twitter de 2011.

E pra arrematar, OEsquema, depois de anos entre os primeiros, finalmente faz sua estréia no holofote central da categoria melhor site, desbancando gigantes como Twitter e Facebook (“KKKKKKKKKKKKK” < - isto é uma piada).

Também votei no júri e lá também fiz minha escolha dos melhores shows de 2011, que ainda não publiquei aqui. Agradeço a quem votou, mas, principalmente, agradeço a quem lê, diariamente, o meu boteco, a minha pelada, o meu hobby favorito, que é fazer esse site o tempo todo. Vocês são demais.

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Nada como acordar melhor do ano

De novo, este saite ganhou o prêmio tapinha-nas-costas de “melhor blog do ano” – pela quarta vez consecutiva – no prêmio que o Marcelo agita lá em seu Scream & Yell. Tou lá, alguns degraus acima de gente que é leitura recorrente: o Lúcio, o Terron, o André, o Alex e o Lívio, textos que funcionam como o melhor termômetro sobre o que acontece de legal no mundo hoje, pela janela do Brasil. Sinto-me em casa. O único que não acompanho é o Rock’n'Beats, mas que ganha ao menos um leitor hoje pela simples inclusão nessa lista. Ainda sobrou prOEsquema, que ficou em sexto na categoria melhor site do ano (atrás do Facebook, do Twitter, do Pitchfork, do Omelete, do Urbanaque e de um site de downloads de discos) e pro meu Twitter, que pegou também sexto lugar nessa categoria (atrás do Twitter do Cleber Machado, do Arnaldo – aê, OESquema! – do Sergio Martins, do próprio Marcelo Costa e do Chico Barney). Meus votos, a quem interessar possa, estão nesse link. E o Marcelo falou preu ser hors-concours na próxima – acho vacilo, deixa eu aposentar, aí tu me tira da disputa, hahaahahah.

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Vote Vanguart

Sem entrar no mérito (discutível) de se fazer jingle (também discutível) político (ainda mais discutível), essa música que o Vanguart fez para um político do Mato Grosso é horrorosa.

Aproveitando o gancho, vale ler a entrevista com o Hélio Flanders, vocalista da banda, feita pelo Scream & Yell. Um trecho:

Em uma entrevista recente do Marcelo Camelo para a Trip ele diz que 1% do tempo dele é destinado à música…
Por isso que fumamos maconha, né? (risos) Passamos 1% do tempo com o violão na mão, mas 61% do tempo eu estou pensando na criação. Pelo menos eu penso nisso porque a minha criação vai muito além de estar com um violão e estar pensando música. Não quero que soe pretensioso, mas demos uma desacelerada porque estávamos pensando em um conceito e a cada seis meses eu mudo esse conceito. Então prefiro não lançar um disco que não diga nada pra mim. É meio burrice, porque estou perdendo grana, estou perdendo uma fórmula de folk bonitinho, de calça apertada, que podia estar dando dinheiro. Mas, ao mesmo tempo, descobri uma forma de fazer dois shows por mês, pagar minhas contas, comprar meu fumo e não precisar ficar blefando, nem segurar placa de gênio pensando ou ficar fingindo que eu tenho culpa cristã. O protecionismo ao redor do artista… isso é um golpe.

E em tempo: não é o fato de fazer um jingle para político que vai tirar o trunfo do Vanguart de ser uma das melhores bandas nacionais da primeira década do século. Só pra constar e não ficar parecendo picuinha.

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Entrevista com Steve Albini

E por falar em rock alternativo americano, vale ler a entrevista que o Elson fez com o Steve Albini pro Scream & Yell. Separo um trecho:

O que você acha de jornalismo musical? Eu estava lendo o fórum do Electrical Audio e vi um post seu com opiniões bem fortes sobre o tema.
Bem, o problema com jornalismo musical é que ele é publicado em um jornal como se fosse jornalismo de verdade, mas no qual os padrões profissionais do jornalismo não se aplicam. Em um artigo normal, se um repórter publica algo fundamentalmente incorreto, como o nome do prefeito ou de um esportista famoso, ele é demitido. Não é aceitável no jornalismo convencional encontrar fatos simples apresentados de maneira errada. No jornalismo musical, ninguém se importa. Você pode publicar um monte de coisas erradas e só rola um: “ok, não tem problema, não importa”. Não é levado a sério. Jornalismo musical não é levado a sério como jornalismo nem pelas pessoas que o praticam, nem pelas publicações que o usam. Então, um monte de informação errada é publicada e acaba virando registro histórico. Se alguém escreve algo incorreto em um jornal ou em um website e depois dez outros jornais ou websites fazem referência a essa informação errada, isso se transforma em algo inconcreto, e dali para frente vira história. E eu acho isso terrível, porque existe jornalismo de verdade que poderia ser feito. Tem um monte de assuntos que tem a ver com música. Por exemplo, o que você descreveu, de bandas pagarem para tocar em festivais, ou festivais aceitando dinheiro do governo e sendo tão ineficientes que não podem pagar as bandas, isso são pautas para jornalismo de verdade. Alguém deveria escrever sobre isso. O público de música se interessaria por isso. Poderia ser jornalismo de verdade. Mas ninguém está escrevendo esses artigos. Ao invés disso eles estão escrevendo coisas como o que essa pessoa está vestindo, ou que tipo de maquiagem esse outro está usando, quem está namorando com quem ou quem usa drogas, essas coisas. Isso é merda, pura merda. E mesmo nessa área limitada de merda, jornalistas musicais podem publicar erros fundamentais que ninguém se importa.

Eu tenho amigos jornalistas e o que eles dizem de publicar artigos estúpidos, como o que as pessoas vestem, acabam tendo mais leitura. Eles acompanham os links nos sites e portais e esses artigos são sempre os mais lidos. As pessoas realmente querem saber o que os outros estão vestindo.
Não existe nenhuma lei que diz que jornalismo deve ser feito para as pessoas mais estúpidas do mundo. Se o seu jornalismo é feito para atrair o máximo de pessoas de algum tipo para lerem o que você escreve, então não há razão para fazer algo específico em música. Porque se você escrever sobre outra coisa, então mais pessoas vão ler. Se você escrever sobre a Copa do Mundo, mais pessoas vão ler do que sobre música, então por que você está escrevendo sobre música? Se você decidiu que quer escrever sobre música, essa é uma decisão sua não baseada no que é mais popular. Então você tem uma obrigação de levar isso a sério, porque você escolheu escrever sobre música. O argumento de que isso é mais popular, “é isso que as pessoas gostam”, não significa nada para mim. Porque o que é popular, o que as pessoas gostam, é de McDonald’s, Coca-Cola. Isso é popular. Mas não é necessariamente a melhor coisa para comer ou beber. E se você escrever sobre comida, talvez você deva escrever sobre as melhores comidas que as pessoas podem comer ou beber, ou dizer que tipo de problema elas teriam se elas só comessem McDonald’s e tomassem Coca-Cola.

Vale a leitura.

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João Parahyba manda a real

O velho Comanche solta o verbo no Scream & Yell.

Estamos acabando com a iniciativa privada desde país, e ficando escravos dos editais. O funil das gravadoras e empresários artísticos do passado está hoje na máquina pública. Assim nunca construiremos um mercado cultural sustentável e verdadeiro.

E honestamente, depois de 40 anos de carreira e de ter tocado no mundo todo, não venham me dizer que festival e mostra de música é única e exclusivamente uma vitrine para quem está começando ou para quem está um pouco sumido da mídia, ou ainda, uma forma de formar público novo. Pois isso é o óbvio. Mas isso também hoje é uma vitrine para o nome do festival, para os produtores e entidades organizadores, para o marketing das grandes empresas e principalmente para o governo. E esses proponentes muitas vezes obtêm fonte de renda que mantêm toda a estrutura de suas empresas através desses editais públicos, estaduais, municipais e federais. Principalmente com dinheiro público e quase 100% sem investimento privado, digo dos pequenos empresários, os proponentes, não das grandes empresas que utilizam esses editais e leis para fazer somente marketing, e não cultura.

Vejam: quase todos os festivais e shows já têm apoio do seu município, do seu estado, (conquista deles é verdade) e muitos da grande iniciativa privada, e quase todos, com a desculpa da promoção e da formação de público não pagam cachê aos artistas e músicos convidados “é divulgação Etc. e tal”, mas não justifica, pois ganha pão, é ganha pão. “Não peçam para eu dar de graça a única coisa que tenho para vender, minha música, minha arte”. (Cacilda Becker)

Isso é jabá institucionalizado, igual às rádios que tanto reclamamos há décadas. Quer tocar aqui é assim, você paga para estar aqui. Absurdooo! E se reclamar não entra mais na rádio, TV e/ou no circuito dos festivais, como temos exemplos de vários amigos artistas que foram excluídos das rádios e dos festivais por se manifestarem contra o jabá e/ou não pagamento de cachês nos festivais pelo Brasil afora. Isso hoje, como há 30 anos vem acontecendo.

Estamos criando outro monstro!?

Leia a íntegra lá.

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Cérebro novo

Tiago lembra que o Cérebro Eletrônico já está na produção de seu próximo disco – devidamente registrada num diário online – cujas novas faixas (como “Cama” no vídeo acima) devem aparecer no show que a banda faz na festa do Scream & Yell, tocada pelo próprio Tiago ao lado do Mac, o dono do site, que agora rola na Dissenso, a casa que o Elson abriu em Pinheiros.

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Tricampeão!

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Opa, saiu o resultado da votação dos melhores do ano do Scream & Yell e adivinha quem foi escolhido como o melhor blog do ano pelo terceiro ano consecutivo? É, poizé…

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Pelo segundo ano consecutivo

Esqueci de agradecer aos 17 leitores que elegeram esse lugar como o melhor blog brasileiro do ano passado na votação do Scream & Yell. Valeu aê. De quebra, OEsquema ainda pegou o terceiro lugar na categoria melhor saite (atrás do Twitter e do MySpace, na frente do Omelete, do Pitchfork, do All Music Guide e da Last.fm – nada mal, hein…), o que deve ter roubado alguns votos meus e dos blogs individuais dos meus compadres aqui da casa. E é esse o espírito – já já temos mais novidades em nome dos quatro.

E se você tá nessa pilha de votar, eu e o Bruno tamos na finaleira de melhor blog no site da DJ mag. Mas já aviso – nem eu votei! :P

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