18 de maio de 2011 às 23h53
Da importância de Sgt. Pepper’s
Um documentário feito em 1987 (“It was twenty years ago today!”), pela PBS norte-americana, sobre o clássico disco dos Beatles. Uma aula de cultura pop.
Um documentário feito em 1987 (“It was twenty years ago today!”), pela PBS norte-americana, sobre o clássico disco dos Beatles. Uma aula de cultura pop.
Outro texto pro The Bambas, outro texto pra seção “Na Moita”, desta vez assumindo um prazer confesso: como eu gosto de Sgt. Pepper’s.
Tinha eu treze anos de idade, quando excursionava com a banda pelo Mato Grosso. Não, eu não tinha uma banda que ia pro Mato Grosso com treze anos de idade. Eu tocava numa banda de escola, dessas de desfile (tocava – e acho que ainda toco – trombone de vara), quando, passando por Cuiabá (depois de voltar da Bolívia, onde havia passado por uma experiência nada feliz quando fui perseguido por um sujeito que queria que eu pagasse o uso de um banheiro público – “vinte pessos” pra mijar, tá louco!) cacei em uma banca algo pra ler. Já lia a Bizz na época e comprava aqueles pôsteres-biografias da Somtrês (Genesis, Rush, Sabbath, Purple, Led, Floyd, Jethro Tull – uma aula e tanto de rock clássico), portanto já havia me habituado a ler sobre música. O próximo passo (que deveria ser o de qualquer leitor) seria me aprofundar naquele assunto.
Então comprei, numa dessas edições dois em um, um pacote que incluía duas biografias de bandas que eu achava que sabia tudo: os Beatles (capa amarela e aquela foto que eles estão enrolados na bandeira do Liverpool) e os Rolling Stones (capa preta e vermelha com um close em auto-contraste de Mick Jagger). Os primeiros tinham revolucionado o rock com seu iê-iê-iê, se separaram, o John Lennon morreu e o Paul McCartney cantava Say Say Say com o Michael Jackson (lembro de ter pego o Pipes of Peace quando era moleque só por causa de Say Say Say – de Michael, claro) e os segundos eram inimigos dos primeiros, eram mais malvados, hoje eram velhos e usavam roupas com cores escandalosas para dizerem que eram garotões.
Qual minha descoberta ao saber que ambos grupos eram muito mais que eu havia pensado. Mas o que fisgou foi os Beatles. Tudo que eu conhecia dos Beatles eram aquelas canções do começo, “I Wanna Hold Your Hand”, “Can’t Buy Me Love” e “She Loves You”, e achava – embora não imaginasse como – que elas foram responsáveis pelo status que o grupo carrega até hoje. De repente, começavam a me falar de viagens de ácido, e das iniciais de “Lucy in the Sky with Diamonds”, de um assassinato em massa que tinha sido descrito subliminarmente num disco da banda, da possibilidade de um dos integrantes ter morrido, ter sido substituído e que “dicas” dessa verdade apareciam nas capas dos discos, de óperas rock compactas, de experimentações radicais e infantis no estúdio e de resultados espetaculares, de ponto de partida para a psicodelia, para o rock progressivo, para o rock clássico – os caras eram o vórtice de todo o rock, todo o universo que eu aos poucos me considerava parte tinha sido criado pelos caras.
E, no olho do furacão, sentava-se Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band. 50% dos adjetivos ligados à banda saem deste disco e, em outra viagem da banda, desta vez à Goiânia, me dei de cara com o próprio. Se eu for na capital de Goiás, eu posso lhe mostrar a loja que eu comprei Sgt. Pepper’s – e nada mais – tamanho o impacto do encontro. Aquela capa populosa e colorida olhou pra mim (George Harrison, em particular) e me perguntou se eu ia deixá-la lá, com toda sua mitologia em potencial reservada para um encontro posterior. Na hora é um dilema horrível, o dinheiro pro disco era o dinheiro do lanche, mas lembrar-se disso é uma sensação maravilhosa. Quantos discos me perguntaram isso e a quantos eu não cedi: Astral Weeks, Tommy (esse, assumo, roubei), The Piper at the Gates of Dawn, Dark Side of the Moon, London Calling, Let it Be, Led Zeppelin IV (Thick as a Brick até hoje me olha assim, mas eu me seguro). Discos que tinham sido alimento de uma geração foram tratados por mim como micropontos de ácido sonoro, viagens para universos paralelos, plantas medicinais que mostram a revelação sonora. Tanto que contaminei a família – furava tantos os vinis no som da sala que todo mundo relaciona o som destes discos a determinadas épocas da vida. É batata: põe o Dark Side of the Moon, o assunto é tal, põe o Tommy, o assunto é outro.
Mas Pepper, como hoje me acostumei a chamá-lo, foi o primeiro. O impacto que o disco causou em mim é bem diferente ao dos que o ouviram pela primeira vez, em junho de 67, mas havia alguma semelhança em ambas audições. Com a exceção que eu sabia o que estava por vir, só não sabia como. Impacto semelhante eu só tive com Paul’s Boutique, dos Beastie Boys, um disco que, tamanha a quantidade de referência, se explica, como se tivesse uma bula, uma resenha junto com o som. Pepper ecoou na minha cabeça como um tiro ao contrário – abriu-a para horizontes sonoros sequer sonhados com um impacto direto. Todo o turbilhão de cítaras, animais de fazenda, circo, jazz anos 40, orquestras, rock pesado, octeto de cordas, última nota que só os cães ouvem se encaixavam perfeitamente no que o segundo volume da história do rock da mesma Somtrês (com 12 páginas dedicadas à Pepper, com ilustrações de Negreiros) dizia sobre “para algumas pessoas, esse disco provoca uma sensação única, quase lisérgica”.
Minha (ex-)mulher não se conforma(va) de eu saber a ordem das músicas dos discos. Pois pra mim, isso é o equivalente a perguntar-se sobre o que você estava fazendo quando o Senna morreu. A seqüência das músicas no disco é o público encontrando o privado, o inatingível se tornando íntimo, é o momento de personificação do fato, quando você o atrai para si. A ordem das músicas de Pepper é uma cabala mágica no meu hipocampo, se toca uma música só do disco no rádio, eu continuo o disco até o fim na minha cabeça.
Depois descobri que o big bang beatle estava no disco anterior, Revolver, e cujos ecos já haviam surgido originalmente no pastoril Rubber Soul. Depois, Abbey Road se tornaria o melhor disco dos Beatles, o mais importante, o disco que o grupo deu mais de si, pois sabia que era o fim e queria ser imortalizado. Até Let it Be (com produção coxal de Phil Spector), das gravações de Get Back, que queria voltar ao começo com a mesma disposição que gravaram o disco final, era um grande disco. O álbum branco era os quatro separados, poderes à parte, desconstrução do conjunto. Ou seja, Sgt. Pepper’s é apenas um dos grandes discos dos Beatles.
Mas para mim, ele tem esse caráter de revolucionário. Mesmo tendo sido gravado um ano depois de discos transgressores (como Blonde on Blonde e Freak Out!) e no mesmo ano de outros discos cabulosos (Piper, The Velvet Underground & Nico, The Doors), Pepper é um disco mágico pra mim pois me apresentou ao passado que eu procurava da maneira mais coesa possível. Como uma caixa de Pandora, ele libertou os males do mundo para o rock brincar, dando-lhe não só sobrevida como a capacidade de se reciclar (e sempre encontrar sobrevidas). Era a segunda vez que os Beatles salvavam o rock e desta vez havia sido definitivo. Não tem mais volta.
Não resisti e resgatei umas edições velhas do Trabalho Sujo impresso, tirei umas fotos e redimensionei pra colocar aqui no site. As fotos estão com cores diferentes não por conta da idade do papel, mas porque parte delas eu fiz de dia (as mais brancas) e a outra de noite (as amareladas). Dá uma sacada como era…

Nesta edição, dois segundos discos: o do Planet Hemp e o do Supergrass.

Nesta eu falei do Panthalassa, disco de remix que o Bill Laswell fez com a obra de Miles Davis, o segundo disco do Garbage, entrevista com Virgulóides, disco de caridade organizado pelo Neil Young e uma explicação sobre um novo gênero chamado… big beat.

Entrevistei os três integrantes do Fellini (Jair, Thomas e Cadão) para contar a história da banda, numa época em que eles nem pensavam em voltar de verdade (depois disso, eles já voltaram e terminaram a bandas umas três vezes). Também tem a história do Black Sabbath, uma entrevista que eu fiz com o Afrika Bambaataa e o comentário sobre a demo de uma banda nova que tinha surgido no Rio, chamada Autoramas.

Disco de remix do Blur, disco póstumo do 2Pac, Curve e entrevista com Paula Toller.

Discos novos da Björk, dos Stones, do Faith No More e do Brian Eno.

Discos novos do Wilco (Summerteeth), Mestre Ambrósio, coletâneas de música eletrônica (da Ninja Tune, da Wall of Sound – só… big beat – e de disco music francesa), resenha da demo da banda campineira Astromato e entrevista com o Rumbora.

Resenha do Fantasma, do Cornelius, do Long Beach Dub All-Stars (o resto do Sublime), do Ringo e do show dos Smashing Pumpkins em São Paulo, com a entrevista que fiz com a D’Arcy.

Vanishing Point do Primal Scream, disco-tributo ao Keroauc, Coolio e a separação dos irmãos da Cavalera.

Reedição do Loaded do Velvet Underground, Being There do Wilco e o show em tributo á causa tibetana.

Especial Bob Dylan, sobre a fase elétrica do sujeito no meio dos anos 60, com direito à entrevista com o Dylan na época, que consegui através da gravadora e um texto de Marcelo Nova escrito especialmente para o Sujo: Quem é Bob Dylan?

30 anos de Sgt. Pepper’s e o boato da morte de Paul McCartney.

Terror Twilight do Pavement, Wiseguys (big beat!), o disco de dub do Cidade Negra (sério, rolou isso), a demo do 4-Track Valsa (da Cecilia Giannetti) e entrevista com o Rodrigo do Grenade.

Pulp, Nação Zumbi, Ian Brown e Seahorses, uma coletânea de clipes ingleses e entrevista com Roger Eno, irmão do Brian.

30 anos de Álbum Branco, show do Man or Astroman? no Brasil, primeiro disco do Asian Dub Foundation, entrevista com a Isabel do Drugstore e demo do Crush Hi-Fi, de Piracicaba.

Os melhores discos de 1997: 1 – OK Computer, 2 – Vanishing Point, 3 – When I Was Born for the 7th Time, 4 – Homogenic, 5 – O Dia em que Faremos Contato, 6 – Dig Your Own Hole, 7 – Sobrevivendo no Inferno, 8 – I Can Hear the Heart Beating as One, 9 – Dig Me Out, 10 – Brighten the Corners… e por aí seguia.

20 anos de Paul’s Boutique, do Beastie Boys, disco do Moby, demo do Gasolines e entrevista com Humberto Gessinger.

Rancid, Superchunk e entrevista com o Mac McCaughan (do Superchunk), Deftones e Farofa Carioca (a banda do Seu Jorge).

Simpsons lançando disco e a lista dos 50 melhores do pop segundo Matt Groening, segundo disco do Dr. Dre, entrevista com Júpiter Maçã que então lançava seu primeiro disco.

A coletânea Nuggets virou uma caixa da Rhino, a cena hip hop brasileira depois de Sobrevivendo no Inferno, disco dos Walverdes e entrevista com Henry Rollins.

Sleater-Kinney, Fun Lovin’ Criminals, Little Quail, demo do MQN e entrevista com o Mark Jones, da gravadora Wall of Sound (o lar do… big beat).

25 anos de Berlin do Lou Reed, disco novo do Pin Ups, disco do Money Mark e entrevista com Chuck D, que estava lançando um livro na época.

Especial soul: a história da Motown e da Stax (lembre-se que não existia Wikipedia na época) e caixas de CDs do Al Green e da Aretha Franklin.

Retrospectiva 1998: comemorando um ano que trouxe artistas novos para a década…

…e os melhores discos de 1998: 1 – Hello Nasty, 2 – Mezzanine, 3 – Fantasma, 4 – Jurassic 5 EP, 5 – Carnaval na Obra, 6 – Deserter’s Songs, 7 – This is Hardcore, 8 – Mutations, 9 – The Miseducation of Lauryn Hill, 10 – Samba pra Burro. Em minha defesa: só fui ouvir o In the Aeroplane Over the Sea em 1999. Não tente entender visualmente, era um método muito complexo de classificação dos discos, um dia eu escaneio e mostro direito.

Beastie Boys, Scott Weiland e Boi Mamão.

A história do Kraftwerk (que vinha fazer seu primeiro show no Brasil), o acústico dos Titãs, Propellerheads (big beat!) e entrevista com Ian Brown.

Segundo disco do Black Grape, coletânea de 10 anos da Matador e entrevista com o dono da gravadora, Gerard Cosloy.

A carreira de Yoko Ono, disco novo do Ween, coletânea de Bauhaus, John Mayall e Steve Ray Vaughan e a trilha sonora de O Santo (cheia de… big beat).

Stereolab, Racionais, Metallica e 3rd Eye Blind (?!).

Disco de remixes do Primal Scream, caixa do Jam, entrevista com DJ Hum, Sugar Ray e disco solo do James Iha.

Cornershop, show à causa tibetana vira disco, Bob Dylan, Jane’s Addiction, Verve e entrevista com Lenine.

Disco de remixes do Cornelius, Sebadoh, Los Djangos, Silver Jews, entrevista com o Lariú e demo do Los Hermanos.

Disco de remixes da Björk e o novo do Guided by Voices.

Disco novo do Sonic Youth, reedição dos discos do Pussy Galore e entrevista com Edgard Scandurra.

Cobertura dos shows do Superchunk no Brasil, Pólux (a banda que reunia a Bianca ex-Leela que hoje é do Brollies & Apples e a Maryeva Madame Mim), Prince e Maxwell, coletânea da Atlantic e entrevista com os Ostras.

…e na cobertura dos shows do Superchunk eu ainda consegui que a banda segurasse o nome do Trabalho Sujo para servir de logo na página.
Editei o Sujo impresso entre 1995 e 2000. Durante esse período, ele teve vários formatos. Começou como uma coluna na contracapa do caderno de cultura de segunda e em 1996 virou uma coluna bissemanal ocupando 1/6 da página 2 do mesmo caderno. No mesmo ano, voltou a ter uma página inteira, nas edições de sábado e entre 1997 e 1999 ocupou a central do caderno de domingo. Neste último ano, voltou a ter apenas uma página, nas edições de sábado. Na época em que eu fazia o Sujo impresso, eu era editor de arte do Diário do Povo e, por este motivo, participei da criação do site do jornal em 1996 – e garanti que o Sujo tivesse uma versão online desde seu segundo ano. Foi o suficiente para que ele começasse a ser lido fora de Campinas (onde já tinha um pequeno séquito de leitores, que compravam o Diário apenas para ler a coluna) e ganhasse algum princípio de moral online, que carrego até hoje.
Na época, eu dividia o gostinho de fazer a coluna com dois outros compadres – o Serjão, que era editor de fotografia do jornal e que hoje está no Agora SP, e o Roni, um dos melhores ilustradores que conheço. Os dois são amigos com quem lamento não manter contato firme, mas são daquelas pessoas que, se encontro amanhã, parece que não vi desde ontem. Juntos, éramos uma minirredação dentro da redação – tínhamos reunião de pauta, discussões sobre o layout da página e trocávamos comentários sobre os discos que eu trazia para resenhar. No fim, eu fazia tudo sozinho na página (como faço até hoje), da decisão sobre o que entra ao texto, passando pela diagramação. Sérgio e Roni entravam com fotos e ilustras, mas, principalmente, com o feedback pra eu saber se não estava viajando demais ou de menos. Nós também começamos a discotecar juntos, mais um quarto compadre, o William, e, em 97, inauguramos o Quarteto Funkástico apenas para tocar black music e groovezeiras ilimitadas, em CD ou em vinil. Não era só eu quem escrevia no Sujo (eu sempre convidava conhecidos, amigos e alguns figurões), mas Roni e Serjão, por menos que tenham escrito, fizeram muito mais parte dessa história do que qualquer um que tenha escrito algo com mais de cinco palavras.
No ano 2000 eu fui chamado pelo editor-chefe do jornal concorrente, o Correio Popular, maior jornal de Campinas, para editar seu caderno de cultura, o Caderno C, cargo que ocupei durante um ano, antes de me mudar para São Paulo. Neste ano, para evitar confusões entre os dois jornais sobre quem era o dono da coluna (e não correr o risco de assistir a alguém depredar o nome que criei no jornal que comecei a trabalhar), decidi tirar o Sujo do papel e deixá-lo apenas online. Criei minha página no Geocities para despejar os textos que publicava em outra coluna dominical, no novo jornal, chamada Termômetro. Mas, online, seguia o Trabalho Sujo -até que, do Geocities fui para o Gardenal, e isso é ooooutra história.
Um dia eu organizo tudo bonitinho, isso é só pra fazer uma graça – e matar a minha saudade.
O designer Ty Lettau segue a tendência de revisitar ícones pop através de um design minimalista e lança uma série de capas de discos reimaginadas. Algumas são ótimas, outras nem tanto – e dá para sacar pelo gosto musical do sujeito, que, além dos clássicos daí de cima, também recriou discos palhas de bandas como Mötley Crüe, Coldplay e Alice in Chains, veja lá em seu Flickr. Vi no Merigo.
Olhe atentamente para esta capa:
Notou alguma diferença? No lugar de vários personagens da capa de Sgt. Pepper’s (inclusive dos próprios Beatles) estão as carinhas de 40 executivos da Capitol Records, a gravadora que distribuía os Beatles nos EUA. Uma cópia lacrada desta edição foi encontrada pelo colecionador de vinil John Tefteller, que foi visitar a viúva de um executivo da gravadora que estava se desfazendo da extensa coleção de discos de jazz e easy listening do marido recém-falecido. Mais motivado pelo cargo do dono da coleção do que pelos gêneros anunciados, Tefteller comprou toda a coleção ao descobrir o disco com a capa acima. Levou a jóia para o colecionador especializado em Beatles Stan “the Beatleman” Panenka e remontaram a história: a edição, que teve apenas 100 exemplares, foi feita em homenagem aos executivos que fizeram 1967 um ano bem sucedido para a gravadora e entregue aos donos dos novos rostos da banda do Sargento Pimenta no natal daquele ano.
Não é a primeira vez que fazem esse tipo de paródia do Sgt. Pepper’s com elementos brasileiros. A penúltima edição da gestão de Ricardo Alexandre na revista Bizz trouxe a seguinte capa sobre o impacto do disco na produção pop brasileira em 77 (colaborei nessa matéria, aliás):
E a Tainá me lembrou que a Jungle Drums, revista inglesa tocada por brasileiros e sobre o Brasil em Londres, comemorou seu sexto aniversário no fim do ano passado com esta capa aqui.
E numa nota de rodapé (que é o lugar dela), e a Set hein? Quem diria…
Nessa, o povo do Mexerica caprichou. E já lanço a idéia aqui: se vocês fizerem uma camiseta disso, vão ganhar um dinheirinho, hein… E, se rolar, me arruma uma aê depois. Se deu certo, sem querer, quando eu linkei o Obamis da Baile Coringa, heheheeh
Depois de jogar o Dark Side of the Moon e o OK Computer na terra dos baixos pesados, ecos de percussão e névoa branca do dub, é a vez do Easy Star All-Stars se dedicarem a verter o disco clássico dos Beatles para estas paragens. À primeira audição, Easy Star All-Stars – Easy Stars Lonely Hearts Dub Band é OK, mas piora bem quando lembramos que isso é uma fórmula. Vários outros hits online também são, mas compare o trabalho que o Inri Christo tem pra fazer paródias cantadas por suas discípulas ou o de internautas anônimos ao regravar uma música transformando sua letra de forma a fazer paródia do clipe com o de produzir um disco inteiro… Tá na hora dos caras repensarem sua idéia, senão, em vez de soarem repetitivos, vão simplesmente ser esquecidos. Fora que, aqui pensando, que outro álbum merece esse tipo de homenagem?
Easy Star All-Stars – “A Day In The Life (com Michael Rose e Menny More)“
O Gravataí Merengue puxou um especial Gilberto Gil e no meio dos hits, tá lá uma versão de quase 10 minutos com o velho baiano pirando em cima da música-título do disco mais conhecido dos Beatles. Nem pestanejei – e olha ela aí.
Gilberto Gil – “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”
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E antes que venham dizer que eu fico enchendo a bola de qualquer coisa só porque é mashup, olha só esse disco. O maluco teve a manha não apenas de mashupar os dois discos mais importantes de duas das bandas mais importantes dos anos 60 como de fazer isso NA ORDEM – fundindo a primeira música de um com a primeira de outro, a segunda com a segunda e por aí vai… Ou seja: não espere coerência, apenas proposta. Mas o tal do Clayton Counts batizou-se como BEACHLES e só por aí você vê que infâmia é o nome do meio do sujeito… E aí começa um tal de “That’s Not Lucy” com “She’s Going Away for Awhile”, “I Just Wasn’t Made for Good Mornings” e “Being for the Benefit of Sloop John B” que você não faz idéia como consegue ficar ainda mais fora da realidade. Ouço e não sei se caio na gargalhada ou se esgano o filhodaputa que colou essas músicas desse jeito. Parece uma piada que você ri de nervoso, não da piada, mas do jeito que o imbecil está contando. Só por isso o disco merece o download – duvido que você consiga escutar inteiro, sem pular nada (dá pra baixar aqui). A música que eu pus aí embaixo até dá pra passar, mas o resto…

Foto: fipi
1) Mesmo em alta, balada paulistana se renova
2) Governo dos EUA assume controle de gigantes do setor hipotecário
3) Heart quer que McCain pare de usar “Barracuda” como música-tema
4) Perderneiras overseas: Lassier Martins no Boing Boing
5) Os 100 discos mais gays de todos os tempos segundo a Out (Sgt. Pepper’s é o centésimo :P)
6) Ator que faz o Peter Petrelli quer ser o próximo Robin (que auto-estima baixa…)
7) Bill Melendez (1919-2008)
8) 30 Rock + Gossip Girl?
9) David Letterman vai se aposentar antes de 2010
10) A volta dos Caça-Fantasmas (com gente do Office no roteiro)
"Even science fiction is now very far behind what's actually happening." - Marshall McLuhan. Desde 1995
Profissão: autobiógrafo.
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alexandrematias [@] gmail.com


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