OEsquema

Arquivo: terry gilliam

Um cartão de natal de Terry Gilliam

Que gênio.

Comente

Tumblr do dia: If you don’t, remember me

Esse If You Don’t, Remember Me é uma obra de arte.

3 Comentários

Terry Gilliam ensina a fazer suas animações

Esse vídeo é um achado e tanto:

3 Comentários

Mais cinema minimal

O designer Brandon Schaefer segue uma linha parecida com a do minimalista espanhol Hexagonall – e ambos pertencem a uma cena global de remixadores visuais do inconsciente coletivo que, através do design, relêem o século 20 e o começo deste 21 com perspectivas bem além dos clichês que os cercam. Nessa mesma linha, vale conferir o Supertrunfo de fontes do Face 37, os livros-game de Olly Moss, os filmes de papel do Spacesick, os pôsteres do polonês Grzegorz Domaradzkis, o Tarantino do canadense Ibraheem Youssef, a filosofia pop do Mico Toledo e os super-heróis pulp de Steve Finch. E estes são apenas alguns dos que republiquei por aqui. Há muito mais.

4 Comentários

Outros cartazes

Bem massa esses pôsteres de filmes revistos pelo designer Chris Thornley, da inglesa Source Creative.

Comente

Como foi a reunião do Monty Python

E aconteceu na quinta passada, em Nova York, a esperada reunião de 40 anos do Monty Python, em que os sobreviventes do grupo (mais uma versão em cartolina de Graham Chapman e a presença da única coadjuvante feminina do elenco, Carol Cleveland) se reuniram para comemorar o lançamento do documentário Monty Python Almost The Truth (The BBC Lawyers Cut) (que já vazou na internet). Os poucos vídeos que apareceram da apresentação no YouTube mais encontram os integrantes do grupo em entrevistas antes da apresentação.

No vídeo acima, que encontrou o vocalista do Iron Maiden Bruce Dickinson e o ator do seriado Mad Men Rich Sommer na platéia, os integrantes do grupo falam sobre suas atividades atuais: Terry Jones conta como se tornou apresentador de documentários, Terry Gilliam rasga elogios para Family Guy e South Park, Michael Palin fala sobre o recém-lançado documentário, John Cleese falando sobre sua nova turnê pela costa oeste americana e Carol Cleveland sobre a cena mais difícil que fez com o grupo. Os cinco também se reuniram no tradicional programa matinal americano Live with Regis and Kelly.

Da apresentação em si, os poucos trechos que escaparam para a internet foram uma interpretação da famigerada “Galaxy Song”…

…e o genial improviso de uma menina de 10 anos em cima da clássica passagem do grupo sobre a Inquisição Espanhola.

Tomara que não seja só essa apresentação.

Comente

4:20

Comente

4:20

Comente

4:20

Comente

4:20

Comente

4:20

Comente

4:20

Comente

4:20

1 Comentário

Três horas de Watchmen!

Fã é foda

Acredite: o problema são sempre os fãs. Agora eles fizeram uma petição online para exigir que Watchmen tenha três horas de duração, com toda aquela ladainha sobre como o quadrinho é complexo e como doze edições de uma minissérie cheia de camadas e histórias paralelas, etc. Neguinho esquece como isso tem se tornado regra no cinemão americano desde Pulp Fiction. Mas a pergunta procede: vale transformar um filme de super-herói em um quebra-cabeças psicológico? “O Cidadão Kane dos quadrinhos” não é exatamente isso por funcionar no quadrinho?

Sou do tempo em que a adaptação de Watchmen para os cinema era objeto de pura especulação e rumores exagerados. Passando por diretores como Terry Gilliam e Paul Greengrass, a história de Alan Moore e Dave Gibbons ganhava boatos de roteiros infilmáveis, versões com até seis horas de duração e edições com mais de um “volume”, no cinema. Mas ao ser domada por Zack Snyder, fã da série – e não um paraquedista de Hollywood -, o Watchmen no cinema tornou-se um filme palpável e plausível, desde a divulgação de seus primeiros cenários, suas roupas de super-herói e a recriação fidedigna de diversas cenas do quadrinho no primeiro trailer.

Por isso, retomar discussões sobre a natureza não-linear e multifacetada do quadrinho original pode desviar completamente a possibilidade de Watchmen ser um bom filme. Se o novo Batman já causou boa discussão sobre os temas cinema e seriedade (não escrevi sobre Dark Knight, né… Lembrei agora; acho que ainda dá tempo), imagina com quantas pedras virá a crítica séria ao ver que Watchmen se propõe a ser uma obra de arte…

O que nos leva para outra discussão, sobre filmes de super-herói. Estamos assistindo apenas à primeira fase de uma série de filmagens e refilmagens, adaptações e versões para alguns dos principais ícones do século vinte. Não duvide que daqui a uns dez anos – ou menos – outro diretor se dispuser a filmar a história do Batman, do Super-Homem, do Homem-Aranha… E, por que não, refilmar From Hell, Watchmen, V de Vingança…

Mas enquanto isso não chega (e imagina o que pode ser um Watchmen filmado daqui a dez anos – pra começar, em qual plataforma esse filme estrearia? Seria apenas um filme?), tomara que o Watchmen deixe todas suas camadas e densidade paralela para os extras do DVD. Se Snyder se concentrar em filmar a história principal de uma forma convincente e empolgante – a série de assassinatos que, ao mesmo tempo, conta a história do grupo sem nome (Watchmen só batiza a série) de super-heróis que mudam completamente os acontecimentos históricos modernos.

Acho que o fã deveria se contentar em saber se Snyder, como ele prometeu, vai manter o final apoteótico/apocalíptico e se os personagens principais (seis atores) serão fiéis aos quadrinhos. O resto – a história dos Minutemen, o seqüestro dos artistas, o quadrinho dos piratas – pode pesar demais para o espectador de primeira viagem e deixar o filme complicado demais (veja o pobre do Robert Downey Jr., que não entendeu o Batman :P).

Watchmen me parece melhor adaptada se pensada numa escala em médio prazo, a lógica que hoje predomina na TV americana e que, aos poucos, começa a entrar em Hollywood. Cada dois volumes da série podem conter um filme de uma hora e meia e não é difícil pensar seu lançamento como seis filmes lançados no decorrer de um ano – ou uma série especial com um filme de uma hora de duração por semana na televisão. E, aí sim, todas as micro-histórias e pequenos detalhes poderiam ser explorados – não apenas na tela principal, mas também em outras telas.

Uma primeira questão me parece resolvida: há uma trama paralela que é a história do Cargueiro Negro, uma história trágica de piratas em alto mar que é lida por um mero figurante da história, mas cuja história, em quadrinhos, acompanha os desdobramentos da narrativa principal. Num mundo em que super-heróis são reais, quadrinhos sobre eles não fazem tanto sucesso quanto outros gêneros – e Alan Moore cogita quadrinhos de pirata como os principais hits das bancas de jornal. E a história do Cargueiro Negro acompanha a saga de Ozymandias, Comediante, Rorscharch, Dr. Manhattan, Silk Spectre e o Coruja como um contraponto poético proposto por seus atores. Mas uma vez que Watchmen não é mais um quadrinho – e sim um filme -, essa história aconteceria em um gibi? Como vejo, seria uma oportunidade de colocar o leitor como figurante da história, ao “ler” (no caso, assistir) o filme da história paralela ao mesmo tempo em que a história principal se desdobra em série.

Mas ter que inclui-la – e o Cargueiro é apenas uma das histórias paralelas de Watchmen, há várias outras – em um filme que deve ser digerido em uma só sentada é exigir demais do público. Talvez o truque seja esse: fazer com que a audiência se deslumbre com a história central ao mesmo tempo em que se perca nas paralelas, e precise de algumas outras sessões no cinema para digerir tudo melhor. Mas isso é contar com o ovo no rabo da galinha. Watchmen vai fazer sucesso, isso é claro. A questão é se vai atingir além dos fãs ou não. Pregar pro convertido é fácil.

1 Comentário