3 de novembro de 2008 às 10h04
Tim FAILstival

Foto: Carol Patrocinio
E vocês viram o Antonio Carlos Miguel comentando o Tim Festival no blog dele? Ele listou os sete erros do festival esse ano:
“1) Kanye West: alguns músicos brasileiros teriam sido contratados para encenar a pseudo banda que, dizem, tocou atrás do cenário, onde, pelo menos na produção carioca, instrumentos foram montados. Mas a verdade é: a banda dele não veio. Ou seja, músicos, técnicos, roadies e equipamento real – somem seus cachês, diárias, passagens, hotel…
PS: em agosto, tanto em Chicago, quanto em Nova York, Kanye West se apresentou com a banda completa, sendo que no Madison Square Garden (NY), com o mesmo cenário que veio ao Rio, os músicos ficavam numa espécie de fosso de orquestra, com elevadores que subiam nos momentos de solos, como na música em que a vocalista solava, etc… Como a imprensa paulistana levantou a suspeita do uso de playback, a produção do evento teria armado essa encenação para a noite carioca.
estou pouco me lixando se é playback ou ao vivo, não muda a minha opinião sobre a chatice que é “Glow in the dark”. O que me irrita é ver que estávamos sendo enganados (nós = imprensa, público, leitor etc…).
2) Paul Weller: Monique Gardenberg, após minha reportagem publicada dia 23 de outubro, estréia da edição carioca, enviou-me e-mail dizendo que se era para publicar a declaração de um “produtor fantasma e covarde” (que disse ter sido um acordo bom para o inglês e para os produtores brasileiros, abalados pela disparada do dólar, e péssimo para o público) eu não deveria ter alugado o tempo dela, que eu estava duvidando de suas palavras. Na minha réplica, disse que o produtor fantasma sintetizara a opinião de cerca de seis, sete (e depois, muito mais) profissionais de produção cultural, showbiz, com larga experiência em festivais, atrações internacionais, que eu ouvira. Entre outras coisas, diziam estranhar Weller não pagar uma grande indenização, já que problema com músico de apoio (sidemen) é previsto em contrato – e, por mais kafkiano ou…o termo que tenho é… escroto que tenha sido o veto do consulado brasileiro em Londres, o tal Andrew John Gonçalves tinha dupla cidadania e pelas leis brasileiras estava em situação irregular.
3) público: na quinta, a Noite de Gala, tentaram triplicar, quadriplicar os conVIPdados. Mesmo com esse esforço de última hora, a tenda de Sonny Rollins ficou perto de dois terços, se muito, de sua lotação. Amigos que tinham comprado os bilhetes de R$ 120 puderam ficar mais perto do saxofonista, já que sobravam cadeiras a absurdos 240 reais.
E esses são só os três primeiros. Ele continua…










Profissão: autobiógrafo.


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