Tag: tina fey


segunda-feira, 8 de dezembro, 2008

Leitura Aleatória 213


Foto: jessamyn.n

1) Stereogum escolhe os melhores de 2008
2) Metade dos adultos nos EUA joga videogame, diz estudo
3) Los Angeles Times pede falência
4) Com a crise financeira dos EUA, a nostalgia logo logo deve voltar a ser item no mercado
5) As 20 espécies de animais em extinção mais bizarras do mundo
6) Como Tina Fey conseguiu sua cicatriz
7) Homem é condenado por guardar imagens dos Simpsons fazendo sexo
8) Vocalista do Sepultura fala sobre racismo nos EUA e no Brasil
9) Os 100 melhores personagens de filmes, segundo a Empire
10) Segredos do setlist do Radiohead

Postado por Alexandre Matias às 17:34 | Sem comentários | Permalink

quarta-feira, 3 de dezembro, 2008

Namoradinha da América?

É impressão minha ou tão inflando essa bolha da Tina Fey muito além da conta? Ok, ela é boa, mas pera lá…

Postado por Alexandre Matias às 9:27 | 10 Comentários | Permalink

terça-feira, 4 de novembro, 2008

Eleição à americana

“That’s entertainment!”

É engraçado ver o que os EUA estão fazendo com a política. Tá certo que a mudança do discurso para a cosmética não é nem um pouco nova - e remonta a um Nixon mal encarado e suando no primeiro debate televisionado da história, em que Kennedy parecia um galã de Hollywood. Mas o que estamos assistindo em 2008 é a transformação definitiva da política, ao menos da campanha, em showbusiness. Perto da eleição McCain x Obama, a imagem de Bush sendo maquiado pouco antes de entrar em cadeia nacional para falar da Guerra do Iraque - que, uma vez vazada, foi usada originalmente por seus adversários para mostrar um suposto desdém para com o que o presidente americano iria dizer -, parece normal, um mínimo de preocupação estética, em 2008.

O show em que se transformou a campanha eleitoral dos EUA teve um capítulo especial no meio do mês passado, quando os dois candidatos baixaram a guarda para participar do jantar oferecido pelo Alfrend E. Smith Memorial, um evento tradicional das eleições americanas em que os protagonistas podem ficar mais à vontade. Eis os discursos dos dois candidatos, com algumas aspas traduzidas do discurso (a transcrição dos dois discursos na íntegra pode ser lida aqui). Primeiro, McCain:

“Essa campanha precisava do toque comum de um trabalhador. Afinal, começou há muito tempo com a celebrada chegada de um homem conhecido por Oprah Winfrey como ‘The One’. Como sou colega e amigo de Barack, posso chamá-lo de ‘That one’. E eles, meus amigos, ele não liga nem um pouco. Na verdade, ele tem até um apelido para mim - George Bush”

“Eu sou o vira-latas nestas últimas semanas. Mas se você souber onde procurar, vai encontrar esperança. Há sinais de esperança nos lugares mais improváveis - até mesmo nesta sala cheia de democratas de Manhattan. Eu não consigo deixar de acreditar que há pessoas que estão torcendo para mim. Que bom te ver aqui hoje à noite, Hillary!”

“Onde está Bill, falando nisso? Ele não consegue descansar uma noite sequer para tornar o homem que venceu sua esposa o próximo presidente? Quando um repórter perguntou a ele se o senador Obama era qualificado para ser presidente, ele respondeu, ‘claro, ele tem mais de 35 anos e é um cidadão americano’”

“Em todo caso, sabemos que o senador Obama está pronto para qualquer contingência - mesmo na possibilidade de uma crise de mercado dramática e repentina. Ouvi dizer que, aos primeiros sinais de recuperação, ele irá suspender sua campanha e voará imediatamente para Washington para cuidar desta crise”

Depois, Obama:

“Estou emocionado por ter sido convidado e me sinto em casa aqui porque sempre disseram que eu caso a política de Alfred E. Smith com as orelhas de Alfred E. Newman”

“É uma honra estar aqui com Al Smith. Eu obviamente não conheci seu tataravô, mas depois de tudo que o senador McCain me contou, sobre o ótimo tempo que eles tiveram juntos antes da Lei Seca… Belas histórias”

“Recentemente, um dos principais conselheiros de John McCain disse ao Daily News que se nós continuássemos falando sobre a economia, McCain iria perder. Então aqui estou para falar sobre a economia”

“Olhando ao redor, toda essa comida fina e champanhe, é claro que nenhum gasto foi contido. É como um encontro de executivos da AIG”

“Vocês sabem, estivemos debatendo muitas destas questões econômicas durante a campanha, mas ultimamente as coisas se tornaram mais duras. Nas últimas semanas, John continuou sua campanha perguntando ‘Quem é Barack Obama?’. Tenho de admitir que eu fiquei surpreso com essa pergunta, já que a resposta está bem ali na minha página do Facebook”

“‘Quem é Barack Obama?’ Diferente dos rumores que vocês devem ter ouvido, eu não nasci em uma manjedoura. Na verdade, nasci em Krypton e fui mandado para cá pelo meu pai Jor-El para salvar a Terra. Muitos de vocês - muitos sabem que eu herdei o nome Barack do meu pai. O que vocês não sabem é que Barack é o termo swahilli para ‘aquele ali’. E meu nome do meio foi tirado de alguém que obviamente nunca havia pensado que eu poderia concorrer à presidência”

“Se tivesse que dizer qual é a minha maior força, eu diria que é minha humildade. Minha maior fraqueza é que eu sou bom demais”

“Eis outra revelação, John McCain tem um bom ponto. Houve realmente um ponto em minha vida quando eu comecei a circular com uma turma da pesada. Tenho que ser honesto, esses caras eram casos perdidos, baixos, ignóbeis, inúteis. É verdade: eu fui integrante do senado americano. Pensando nisso, John, eu juro que te vi em um de nossos encontros”

“Por falar nisso, tem uma coisa que me deixa curioso: a FoxNews pode ser considerada uma mídia?”

Isso é entretenimento. É um dos grandes legados da cultura americana para o resto do planeta - frases de efeito, tiradas rápidas, piadas que exigem uma certa descontextualização momentânea para fazer sentido, ironia fingindo não ser ironia, diálogos ágeis e um sorriso no rosto. Não interessa qual é a mensagem, é esse espírito que une o Pernalonga, Marlon Brando, Eazy E, Elvis Presley, Michael Moore, John Kennedy, Tony Soprano, Martha Stewart, John Wayne, Martin Luther King, os Beastie Boys, Jerry Seinfeld, Eddie Murphy, Charlton Heston, Homer Simpson ou Marilyn Monroe. É dos motivos de gostarmos tanto da cultura deles.

Mas nestas eleições, mais do que nas passadas, o entretenimento e a política caminharam tão próximos que, em alguns momentos (como os vídeos acima), pareciam ser um só. É a tal da política pop, em que plano de governo, argumentos racionais e aliados políticos ficam em segundo plano se comparados ao carisma televisivo.

E mesmo se ascensão de Obama parecia inevitável, graças a este elemento televisivo (ou à ausência dele) que sua vitória começou a ser dada como certa. O ponto principal: a nomeação da vice de John McCain, Sarah Palin, e sua subseqüente demolição feita por Tina Fey que, devido à sua semelhança com a candidata, voltou ao Saturday Night Live várias vezes para viver o papel de Palin.

Políticos e humoristas sempre andaram de mãos dadas (mesmo a contragosto), mas faltava à Sarah Palin as qualidades que tornaram a cultura americana tão central em nossa era. Sem um pingo de desenvoltura, carisma próximo de zero e um estreito conhecimento sobre cultura geral, ela tornou-se um alvo perfeito. E se os republicanos achavam que colocar uma mulher como vice ia contar pontos a favor de McCain, o desempenho de Palin foi crucial para enterrar as esperanças finais de McCain.

(Isso não quer dizer que ele não possa ganhar. Lembre-se que a eleição do ano 2000 foi fraudada com os republicanos FORA da Casa Branca. Não duvide que agora que eles têm a máquina na mão, não vão tentar algo. Fora essas urnas de tupperware… E neste link há outros motivos que mostram como McCain pode ganhar, mesmo com a Obamania)

Mas há quem queira dizer que a culpa pelo tombo chamado Sarah Palin é de Tina Fey, o que é uma bobagem. Nem o Alec Baldwin acha isso, embora tenha participado topar do quadro que o Saturday Night Live fez com a candidata a vice para tentar acalmar ânimos rednecks:

O problema não é a falta de preparo para a política - mas a falta de preparo para o showbusiness. Sarah Palin não pertence a este universo, apenas ao da política no Alaska, que ainda sobrevive longe dos holofotes e dos olhares do mundo. Por isso, falta-lhe estofo para concorrer uma eleição que, na verdade, é um espetáculo. Veja o que diz um bom exemplar deste universo sobre a possibilidade de Palin estar pronta para este novo ambiente:

É isso aí, nem Schwarzenegger acha que ela está pronta - o que não quer dizer que ela não possa, um dia, ser presidenta dos EUA. Ela acaba de entrar num jogo de tubarões - e sua carreira política pode passar por uma plástica moral e, em quatro anos, poderemos ver Sarah Palin esperta e ágil em suas respostas, pronta para o público.

McCain e Obama já estão. Num país em que é possível ter aulas de oratória e discurso ainda no primeiro grau e que todos os estudantes são incentivados a, quem sabe um dia, concorrer à presidência dos EUA (afinal, eles são a “terra das oportunidades”), a política sempre esteve incutida no dia-a-dia de cada cidadão americano, mesmo que ele não perceba.

O que mudou dos tempos de George Washington para cá e que não basta o político ser sério, íntegro, dedicado e pronto para debater qualquer assunto. Ele deve ter boa aparência, fotografar bem, falar sem gaguejar, ser simpático, agradável, divertido, cool.

Fora toda a mudança que a internet está trazendo para o sistema político como um todo (demos uma bela geral na capa do Link desta semana, as matérias podem ser lidas aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), estamos vendo o entretenimento entrar de vez na política. McCain e Obama é quase um confronto entre Bob Hope e Chris Rock - duas faces do American way of entertaining.

Mas, no fundo, é a velha política americana em ação, apenas assumindo que os tempos mudaram e que é preciso ganhar um eleitorado que é cada vez mais global. Mas não se engane, a mudança é estética. Na prática, eles ainda se vêem desta forma:

Afinal, como diz a Natalie Portman e a Rashida Jones (aquela primeira namorada do Jim no The Office), “no dia 4 de novembro, faremos a decisão mais importante da nossa geração”. E a escolha delas é uma só:

Bem-vindos à política do século 21.

Postado por Alexandre Matias às 16:40 | 5 Comentários | Permalink

sexta-feira, 17 de outubro, 2008

Leitura Aleatória 171


Foto: Robin Rapa

1) Battlestar Galactica volta em… janeiro! (FODA!)
2) Levi Stubbs, do Four Tops (1936-2008)
3) A culpa é de Tina Fey?
4) Cinco dicas para melhorar Fringe
5) A história do LSD no Reino Unido
6) Entertainment Weekly dá uma geral no novo Jornada nas Estrelas
7) Ween vai lançar um livro para colorir
8) Of Montreal e MGMT regravam “Smells Like Teen Spirit”
9) Jimmy Wales em São Paulo
10) Eminem está de volta

Postado por Alexandre Matias às 19:47 | 2 Comentários | Permalink

quarta-feira, 15 de outubro, 2008

Leitura Aleatória 167


Foto: Billy V

1) 50 anos de “La Bamba”
2) Calor deve bater recorde do ano nesta quarta em São Paulo
3) Adolescentes australianas pintam o número do celular com protetor solar nas costas enquanto tomam banho de sol
4) Morre o autor da música do Batman
5) Beyoncé fará o último Total Request Live
6) A volta dos Muppets
7) Piratas do Caribe 4 é só boataria, diz roteirista
8) CMJ 2008 define suas apresentações
9) Tina Fey não imitará Sarah Palin caso ela vença
10) Feist pendura as chuteiras

Postado por Alexandre Matias às 12:15 | Sem comentários | Permalink

segunda-feira, 15 de setembro, 2008

Presidentas dos Estados Unidos

O Saturday Night Live mandou uma bola dentro nesse fim de semana, depois de uns bons anos devendo - e chamou Tina Fey pra posar de Sarah Palin ao lado da Hillary Clinton de Amy Poehler.

Fico pensando que se esse tipo de programa fosse feito no Brasil, não iam faltar gente disposta a processar tudo. E por falar na Sarah, o Bruno passou um belo sabão na sujeita, vale ler.

Postado por Alexandre Matias às 7:46 | Sem comentários | Permalink

segunda-feira, 25 de agosto, 2008

O casamento de The Office com 30 Rock

Steve Carrell e Tina Fey são os protagonistas da comédia Date Night - e interpretarão um casal. As gravações começam no ano que vem.

Postado por Alexandre Matias às 15:30 | Sem comentários | Permalink

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