Tag: tom ze


terça-feira, 10 de novembro, 2009

E por falar na Lulina…

O Ronaldo botou no ar o MySpace da Banda dos Contentes, que acompanha os intérpretes no projeto Conexões, que ele retomou este mês, todas as quartas ali na Olido. Os Contentes são Mauricio Fleury (piano elétrico e órgão), Demétrius Carvalho (contrabaixo acústico) e Pedro Falcão (bateria) e na página dá para ouvir suas versões acompanhando a Tulipa, o Tatá, a Karina Buhr e o Leo Cavalcanti. Separei aqui mais uma da Lulina tocando Tom Zé.


Lulina & Banda dos Contentes - “O Riso e a Faca

Postado por Alexandre Matias às 11:44 | Sem comentários | Permalink

sexta-feira, 6 de novembro, 2009

Tom Zé x Lulina

O Capanema filmou o show da Lulina tocando Tom Zé. Alguém mais gravou mais algo?

Postado por Alexandre Matias às 9:38 | Sem comentários | Permalink

terça-feira, 3 de novembro, 2009

Lulina x Tom Zé

Mais uma boa sacada do Ronaldo, que inaugura a segunda fase de suas Conexões na Galeria Olido (todas as quartas de novembro) mashupando as realidades estranhas e doces de Lulina e Tom Zé.

Ainda não falei do disco oficial da estréia de Lulina, mas já adianto: é outro dos grandes discos de 2009.

Postado por Alexandre Matias às 23:47 | Sem comentários | Permalink

terça-feira, 18 de agosto, 2009

Nem Tom Zé salva a música nova dos novos Mutantes…

Não sei porque eu ainda dou bola pra isso, me parece um misto de pena com compromisso histórico, mas, sei lá. A cada música do disco novo (que agora tem nome, Haih or Amortecedor) dos novos Mutantes que aparece online, a banda me soa cada vez mais sem graça, genérica, desimportante. E seguindo com seus contatos no mundo indie americano, dessa vez foi o Stereogum quem levou o novo MP3, mas Brandon Stosuy não me parece muito convicente ao descrever a faixa:

“The track, co-written by Sergio Dias and Tom Zé, feels like it should usher a love story into a psychedelic barnyard-themed musical. This is a good thing. Clearly.”

Claro. Ouvindo daqui, percebo um Tom Zé como coadjuvante de luxo não acrescentar nada a uma musiquinha boba, que revive a manha do Simonal de cantar “País Tropical” pela metade, o timbre de guitarra de “Dia 36″, a gagueira de “Qualquer Bobagem” e o vocal de propaganda da nova vocalista Bia Mendes. Incredible String Band, Stereogum? Não força… (Isso sem contar essa capa horrorosa, que faz o departamento de arte da falecida Paradoxx parecer o Hypgnosis.)


Mutantes - “Anagrama

Postado por Alexandre Matias às 12:32 | 6 Comentários | Permalink

quarta-feira, 26 de novembro, 2008

Leitura Aleatória 201


Foto: penjelly

1) Barraco virtual: Tom Zé e Caetano trocam farpas em blogs
2) Roteiro de um episódio de Lost inteiro vaza
3) Festival independente El Mapa de Todos procura integração musical na América do Sul
4) YouTube aumenta sua tela de exibição
5) Nova edição em DVD de De Volta para o Futuro conterá cenas da viagem em si (?!?)
6) Supergrupo com integrantes do Cocteau Twins, Massive Attack e Spirtualized? Sei.
7) Eu sou a Lenda DOIS?
8) Após estréia fabulosa, Chrome empaca
9) Pop Up entrevista Mallu Magalhães
10) Velocidade de iPhone 3G em anúncio é enganosa, diz agência britânica

Postado por Alexandre Matias às 16:35 | 6 Comentários | Permalink

quarta-feira, 29 de outubro, 2008

Os 25 mais no Brasil

A edição mais recente da Rolling Stone brasileira traz uma votação para saber quem são as pessoas mais importantes da história da nossa música. Não valia banda nem dupla, a eleição era focada em indivíduos e quem ganhou foi Tom Jobim. Eles pediram aos votantes que enviassem uma lista de 25 nomes mais importantes, sendo que os cinco primeiros deveriam estar na ordem. Ampliei o desafio e botei os 25 nomes mais importantes da música brasileira para mim em ordem, do começo ao fim. Segue a lista:

1. João Gilberto
2. Noel Rosa
3. Jorge Ben
4. Elis Regina
5. Jacob do Bandolim
6. Chico Buarque
7. Gilberto Gil
8. Pixinguinha
9. Caetano Veloso
10. Luiz Gonzaga
11. Jackson do Pandeiro
12. Cartola
13. Ary Barroso
14. Dorival Caymmi
15. Tom Jobim
16. Braguinha
17. Roberto Carlos
18. Paulinho da Viola
19. Renato Russo
20. Tim Maia
21. Lulu Santos
22. Rita Lee
23. Tom Zé
24. Chico Science
25. Raul Seixas

E aí, discorda, concorda… qualé?

Postado por Alexandre Matias às 10:24 | 57 Comentários | Permalink

sexta-feira, 3 de outubro, 2008

O fotógrafo oficial do Trabalho Sujo



O Trabalho Sujo sempre foi uma obra individual, pessoal e intransferível. Desde os tempos em que era apenas uma página na contracapa de segunda-feira do caderno de cultura do Diário do Povo em Campinas, eu sempre fiz tudo: escrevi e editei todo o conteúdo que sai por aqui. Já contei com convidados escrevendo, contratei um designer pra fazer o layout dessa versão dOEsquema, mas nunca tive uma equipe, alguém que eu pudesse passar a bola enquanto eu estivesse em férias ou enrolado com outra coisa.

A única pessoa que pode se orgulhar de fazer parte da equipe do Sujo é o meu grande comparsa, cúmplice e fiel compadre Sérgio Carvalho. Serjão é, sem brincadeira, um dos melhores fotógrafos de show que eu conheço - e não tou falando só dos que eu conheço pessoalmente, não. Bons tempos entre 1997 e 2000 quando, ainda no jornal, ligávamos no departamento de transportes para pedir carro para cobrirmos shows aqui em São Paulo. Maior mordomia: o carro pegava cada um de nós em casa, nos levava para o show, ficava esperando o show terminar e depois nos despejava de volta pra Campinas - ainda podíamos jantar por conta do jornal, afinal, estávamos trabalhando.

Lembrei disso porque ele hoje me chamou no MSN pra avisar que está, pouco a pouco, colocando suas fotos - que incluem boas lembranças daquele tempo - no seu próprio Flickr. Essas três aí em cima são pequenas amostras.

Um dia eu tomo vergonha na cara e digitalizo a minha parte desse arquivo: escaneando as páginas originais e digitando os textos que escrevi na época.

Postado por Alexandre Matias às 2:54 | 1 Comentário | Permalink

quarta-feira, 27 de agosto, 2008

Vida Fodona #122: Mais Pra Canção


Hoje tem Velvet, Wilco e Bowie ao vivo, clássicos do Talking Heads, Tom Zé e Novos Baianos, novas do TV on the Radio, Lambchop, Mogwai, Macaco Bong e Fujiya & Miyagi, além de dois mashups, uma demo e um remix. Sirva-se!

Renato Russo - “Geração Coca-Cola”
Pavement - “Western Homes”
Lambchop - “Popeye”
Velvet Underground - “I Can’t Stand It”
Talking Heads - “Air”
Mudhoney - “Thorn”
Tom Zé - “Mã”
Novos Baianos - “Suingue de Campo Grande”
Macaco Bong - “Vamos Dar Mais Uma”
Beatles - “Golden Slumbers”
David Bowie - “Life on Mars”
Wilco - “Shot in the Arm”
Smiths - “How Soon is Now? (Mark Ronson Remix)”
Elastica - “All Nighter”
Fujiya & Miyagi - “Knickerbocker”
Mogwai (feat. Roky Erikson) - “Devil Rides”
TV on the Radio - “Golden Age”
Arty Fufkin - “Giver Losers a Chance”
Soul Cookin’ - “99 Supersonic Problems”

Por aqui.

Postado por Alexandre Matias às 15:20 | Sem comentários | Permalink

sábado, 3 de junho, 2006

SamPa Beats

O Jeroen Revalk, do programa de rádio belga Cucamonga, esteve no Brasil no começo de 2006, para fazer entrevistas sobre a atual cena de São Paulo. O resultado é a série SamPa Beats, e tem dois trechos diferentes (dá pra ler e ouvir) de uma entrevista que ele fez comigo no hall do 7 Colinas (meu lar em Recife), quando eu tava no Porto Musical. Além deste seu correspondente, há entrevistas com o Maurício Takara, Tom Zé, Cunha Jr., Sérgio Dias, Hermano Vianna, Maurício Bussab, Arnaldo Antunes, Cadão Volpato, Apollo 9, Rica Amabis (do Instituto), Zeca Baleiro, Bid, Guilherme Barrella (da Peligro), Rodrigo Brandão, Stela Campos, Otto, Alexandre Youssef, João Marcello Bôscoli, Loop B, Suba, Gilberto Gil, Rodrigo do Pex Baa, Claudio Silberberg (da ST2), Rob Mazurek, Caetano Veloso, Jorge Ben, Jair Oliveira, Benjamin Taubkin, João Parahyba, entre outros… Bom trabalho, Jeroen.

Postado por Alexandre Matias às 17:55 | Sem comentários | Permalink

quinta-feira, 6 de abril, 2006

Na encôlha

Ceis tão me lendo mas não tão me ouvindo, pô. Então tá, sigo lembrando:

- Vida Fodona 7: “Cool it Down”, Mombojó novo, Groundhogs, “Blue Line Swinger”, Mombojó novo, Greneidão clássico, Cansei tocando Undertones, Beastles, kamikaze da PJ, Tom Zé de sempre, Cure com Outkast com Le Tigre, reggaeira do Stevie Wonder e os Pistoleiros.

- “A Day in the Life of a Beastie Boy” - DJ BC
- “Cool it Down” - Velvet Underground
- “One Way or Another versus Teenage Riot” - Cansei de Ser Sexy
- “Kamikaze” - PJ Harvey
- “Lovesong” - Cure
- “B.O.B.” - Outkast
- “Deceptacon” - Le Tigre
- “Master Blaster” - Stevie Wonder
- “Rubber Made Heart” - Grenade
- “Tô” - Tom Zé
- “Ela Voltou Diferente” - Mombojó
- “Blue Line Swinger” - Yo La Tengo
- “Não Contavam com os Pistoleiros” - Os Pistoleiros
- “Cherry Red” - Groundhogs

- Vida Fodona 8: Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta, E.S.S., Turbo Trio, Orquestra Manguefônica, “Feel Good Inc.”, Capitão Presença, Steely Dan, um papo com o Bonsucesso Samba Clube, “Sapo na Banca”, De Leve novo e uma geral no Campari Rock.

- “That’s When I Reach for my Revolver” - Mission of Burma
- “Terremoto” - Turbo Trio
- “Feel Good Inc.” - Gorillaz
- “Diploma” - De Leve
- “Meu Jornal” - Bonsucesso Samba Clube
- “We Have All the Time in the World” - Fun Lovin’ Criminals
- “Ricki Don’t Lose That Number” - Steely Dan
- “Salustiano Song” - Orquestra Manguefônica
- “Sapo na Banca” - Z’África Brasil
- “Rock is My Soul” - E.S.S.
- “Mulher Gigante” - Ronei Jorge & Os Ladrões de Bicicleta

Postado por Alexandre Matias às 3:57 | 1 Comentário | Permalink

sexta-feira, 1 de agosto, 2003

Entrevista: Tom Zé

Conversar com Tom Zé é um prazer. A forma que ele fala, suas reações e verbalizações são de gente comum, as mesmas destas pessoas simples e felizes (por serem simples) que encaramos todo dia ao andarmos pelas ruas. Mas seu conteúdo é riquíssimo, cita eruditos e populares com a mesma intimidade, pensando com a lógica invertida em relação à nossa e nos mostrando um ovo de Colombo por segundo, como se fosse um mágico. Como sua música, ele é povo e elite ao mesmo tempo, tradição e vanguarda. Um Platão pós-moderno, como compararam os gringos no disco de remixes de seu último álbum Fabrication Defect: Com Defeito de Fabricação (Luaka Bop, importado). É isso mesmo, nem bem nos recuperamos do fato de Tom Zé ser lançado mundialmente MENOS NO BRASIL e o pessoal lá fora já remixou o trabalho do cara. Post-Modern Platus sai em janeiro e traz nomes como Stereolab, Sean Lennon, Cibo Matto, Tortoise e Amon Tobin desconstruindo a música do novo mestre. Trabalho sujo conversou com Tom Zé sobre tudo isso, numa manhã fria e feia dessa primavera esquisita.

Hoje o tempo tá feio, mas espero que chova. Estava colocando esterco nas rosas do jardim daqui, porque pus na segunda-feira e a chuva que caiu não fez ele entrar bem fundo. Com a cara que está o céu, deve cair uma chuva daquelas. Ah, sim. Olha, pra você colocar aí na sua matéria: agora de manhã eu fui contemplado com o Grande Prêmio da Crítica pela Associação Paulista dos Críticos de Arte, pela repercussão do disco no exterior, Fabrication Defect: Com Defeito de Fabricação.

Parabéns. Como você recebe esse prêmio? Como é ver seu trabalho ser reconhecido no exterior antes de em seu próprio país.
Olha, com esse prêmio eu me sinto assim: “Ufa! Sou brasileiro”. É como se meus pais tivessem me acolhido de volta, venci essa luta. Eu acho engraçado, porque falam do meu disco como se eu não fosse brasileiro, como se eu não tocasse apenas baião e samba. Não faço world music, faço música brasileira. Tá certo que a minha vereda é a da invenção, mas é como se isso anulasse o brasileiro. Eu acho uma pena que isso aconteça, mas esse prêmio me aceita de volta.

Mas não é melhor ter seu trabalho reconhecido no exterior do que morrer sem vê-lo reconhecido por ninguém… E, de qualquer forma, o reconhecimento lá fora faz com que os brasileiros te redescubram.
É verdade, eu assino embaixo do que você falou.

Por que esse disco demorou tanto para sair? A previsão inicial de lançamento era 95…
Bom, um ano dessa demora é culpa minha, porque eu tive essa idéia de que o povo do primeiro mundo eram andróides perfeitos e confortáveis, enquanto o terceiro mundo eram andróides com defeito de fabricação que existiam para garantir o conforto dos outros. E esse defeito é o fato de desafiar a atitude dos chefes do primeiro mundo com a cultura, cantando, dançando. Então o disco seria composto por esses “defeitos”. Aí eu mandei um fax para David Byrne (ex-Talking Heads, dono da gravadora Luaka Bop), que gostou da idéia - ele falou um termo que gostei muito, “abrasive” - e disse para eu ir dando forma. O problema é que eu não tinha nada composto, pra compor foi esse ano que te falei. Os outros atrasos aconteceram por problemas de produção, desencontros e algumas situações chatas. Mas agora o disco tá gravado e, graças a Deus, tá tudo bem.

Você falou em samba e baião. Você é uma evolução ou um experimento à parte nos gêneros?
Não gosto de pensar em evolução, porque pode parecer pretensioso. Estou no abismo entre a experimentação por si só e a aceitação popular. Porque eu quero ser fruído pelo público. O Umberto Eco (escritor italiano) divide as pessoas em apocalípticos e integrados e eu sou integrado. Não acredito num fim, quero a continuidade. Pra isso, quero cair no gosto público. Mas não sei. Minhas músicas são tentativas de canção. Não sei se conseguiria fazer uma canção minha.

Ainda mais agora que o rádio está cada vez mais diluindo o gosto popular com músicas que nem músicas são, que são jingles.
Você tem razão. Mas não critico o radialista. Respeito o programador. Porque eu também sou um programador de rádio. Porque ele está ali defendendo o dele, como eu defendo o meu. Não posso gastar espaço numa entrevista para falar mal dos outros. Tenho que falar de mim. O que eu vejo no rádio é que muitos não cogitam sair dali, daquele meio. Veja o Roberto Maia, que assumiu a programação da rádio Brasil 2000 (de São Paulo) porque casou com a filha do dono. O cara mudou a programação e teve o suplemento que as gravadoras mandavam para ele cortado. Não mandavam mais músicas pra Maia tocar! Sabe o que ele fez? Pegou o dinheiro dele e foi comprar os discos. E a rádio sobrevive como modelo e coisa e tal. Pra sobreviver no rádio, o sujeito tem que ter uma ética maleável, como o Fêagácê (risos). Mas eu acredito na revolução de dentro pra fora, que um dia a situação vai ficar extrema e vai explodir. O radialista já foi cúmplice da novidade e pode voltar a ser isso, basta perceber que existem outras possibilidades. O MacLuhan (Marshall MacLuhan, teórico da comunicação) chama isso de Reversão do Meio Superaquecido.

E o disco de remixes, você ouviu? O que achou?
Me mandaram o vinil pra casa e eu ouvi do começo ao fim. Fiquei interessado e, se me interessa, eu gosto, porque gosto é interesse. Eu já conhecia esses conceitos através da música erudita, estudando os músicos concretos parisienses dos anos 40 na faculdade. Agora vim conhecer através do popular. Muitas vezes, não parece que sou eu que estou ali, embora seja. Algumas versões não têm nem vocal.

Postado por Alexandre Matias às 5:59 | 2 Comentários | Permalink

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