• O antiAndroid • Como é o Windows Phone • O que Bill Gates diria aos funcionários se ainda estivesse no comando: uma ficção • Todos contra a Apple • Por que você envia um texto para alguém? • Flerte pelo Twitter? Conheça o Flitters • ‘Operadoras vão tornar os celulares gratuitos’ • Nada de marchinhas: tocou, tem que pagar • Chatroulette extermina o tédio • Servidor: Net 3D, File Prix Lux, Facebook + PayPal e MySpace no Google • Kevin Smith não coube no voo e resolveu reclamar • Shuffle: Mass Effect 2, Guitar Hero online e scanner que digitaliza livros em MP3 • Novela Google Books se aproxima do fim • Vida Digital: Mães blogueiras •
É oficial: a partir desta quarta-feira meu Twitter se desdobra em dois - quem quiser saber novidades sobre cultura digital, acompanhe o @link_matias. Quem quiser saber das novas daqui do Trabalho Sujo, siga no @trabalhosujo. No fim, dá no mesmo.
Avisei segunda e volto a lembrar aqui: tou com um blog novo no Link que não vai ser relinkado aqui com a mesma freqüência que as matérias que publico no caderno. Para quem ainda não passou por lá, destaco a história por trás do anúncio do Radiohead no Twitter, um Mario Bros dos tempos do Império Romano, o lançamento do iPad para você montar, uma homenagem ao Xkcd, um site que mostra o que aconteceu no ano em que você nasceu, um encontro entre Mario e Sonic e uma nova hora mágica, além dos bastidores do Link.
Sábias palavras linkadas via blog da Ana.
Só faltam lançar um disco via blip.fm…
• Onde você está • Misture o Twitter com o Google Maps • Você vai querer que todo mundo saiba onde está • Em toda parte •Será que o Google é maior do que a China? • Será que o Google Earth descobriu ‘El Dorado’? • Do desespero real à organização virtual • Ruínas de uma civilização moderna • Do Skype para o fixo • Para rechear o fotolog • Violência medieval • Cada mergulho é um flash • Vida Digital: Jonney Shih, 59 anos, engenheiro e presidente da Asus • Made in Taiwan •
É isso aí: os caras recriaram, fala a fala, personagem a personagem, o filme de Macaulay Culkin via Twitter. Machinima? Arte? Publicidade?

Foto: Aditi Jain Chaves, do WikiAves
Artigo que escrevi para a retrospectiva que fizemos de 2009 no Link, na semana do natal.
Hype ou barômetro emocional do planeta?
Twitter mudou o conceito de “agora” a partir da fusão de rede social e autopublicação online
“Rede social de microposts”. Assim o Twitter era apresentado a uma comunidade digital disposta a testar novos serviços e ferramentas online que começaram a se tornar regra a partir de metade da década que termina agora. Eram duas tendências da década que pareciam finalmente chegar a um consenso.
De um lado, a web 2.0, que permitia a autopublicação online sem que fosse preciso ter noções técnicas de programação. Do outro, as redes sociais, que tornavam possível a comunicação instantânea e online de comunidades de pessoas que se conheciam fora da internet. Os dois pilares do novo site (ou seria um serviço?) só funcionaram como ponto de partida para a criação de algo que ainda não tem nome, mas que mudou a internet em menos de um ano – justamente este, que se encerra.
Mas por que 2009? Criado em 2006, o site já vinha sendo usado por early-adopters desde o primeiro ano e já havia causado algum ruído em nichos específicos, como entre gente que trabalha com comunicação e tecnologia – a ponto até de o próprio Google ter comprado no mesmo ano um concorrente parecido, o Jaiku. Mas o fato é que, por mais barulho que o serviço (ou seria um site?) tenha feito até o início deste ano, foi só um pequeno alarido comparado com o papel central assumido pelo site desde o início do ano.
Já vínhamos falando do Twitter aqui no Link desde que ele começou a virar notícia, em 2007, mas nossa primeira capa relacionada ao tema só apareceu no início deste ano, no dia 9 de março, o que causou desconforto em alguns de nossos leitores – que acharam que havia um certo exagero na cobertura que começamos a fazer relacionada ao site. Não era um hype, como queriam parecer que fosse, e o Twitter atravessou 2009 mudando a história de muitas pessoas – e, por que não, a História propriamente dita. É um novo jeito de se portar online.
Pois o Twitter mistura os dois elementos citados no início – autopublicação e rede social –, criando um híbrido que absorve outras tendências da primeira década deste século. É uma rede social, sim, mas também é uma enorme conversa online em que pessoas, marcas e instituições conversam simultaneamente, usando linguagens formal, informal e até mesmo cifrada, criando um enorme mosaico de informação rápida que funciona como um mashup de MSN, SMS, RSS e sala de bate-papo. E, diferente das redes sociais antes dele, o Twitter permite que você siga apenas quem você quiser – e não necessariamente quem também te segue.
A grande mudança, no entanto, não diz respeito à interface, mas a uma noção nova de um jargão que ficou banalizado desde a popularização da web, nos anos 90 – o chamado “tempo real”. O Twitter não apenas se organiza por fatos e opiniões que acontecem neste exato momento. Ele também amplia o tempo do “agora” para uma escala quase pessoal – e não tão rígida quanto uma transmissão ao vivo de TV. Uma entrevista, uma notícia, uma campanha publicitária – tudo pode ser assimilado sem pressa, de acordo com a velocidade de cada usuário.
E é na força do impacto da novidade nos diferentes conceitos de “agora” que faz surgir outro superpoder do Twitter. Quando muitas pessoas começam a twittar sobre determinado assunto, ele aparece nos chamados “trending topics” (a lista dos assuntos mais discutidos na rede), que funciona como uma enorme nuvem de tags emocional de uma rede cada vez mais global. É como se o site funcionasse como um barômetro da pressão do inconsciente coletivo.
Foi essa força que tornou o Twitter o principal protagonista digital deste ano: da posse de Barack Obama na Casa Branca à morte de Michael Jackson, passando pelos protestos contra o resultado da eleição do Irã, a gripe suína e futilidades como as cantoras Lady Gaga e Susan Boyle, o serviço Google Wave e os filmes Atividade Paranormal, Avatar e Lua Nova, tudo foi registrado via Twitter. Resta saber se o site continuará desequilibrando nos próximos anos – ou se será apenas o principal “modismo” de 2009.
• Hype ou barômetro emocional do planeta? • @2009 • Como criar seu perfil • Tenho um twitter. E agora? • Glossário do Twitter • Aplicativos para o Twitter • Ferramentas úteis para o Twitter • Tipos de tweet • Twitte usando o celular • Quem eu sigo no Twitter? • O tempo real e o fator humano • Vida digital: Evan Williams, CEO do Twitter •
Outra que eu postei antes no Link.
Tá rindo? Isso porque tu não viu O TWITTER dos caras.
O mestre esclarece em sua coluna de hoje: “Só para não haver mal-entendidos: não tenho twitter, nunca terei twitter, nem sei bem o que é twitter”. Então tá.
Vi lá no Bruno, que também compilou piadinhas sobre o apagão no Twitter.
• Um novo capítulo na história do livro brasileiro • Quinhentos anos depois, livro pode mudar • Outros e-readers • Saiba como funciona o Kindle • A volta online do pagode dos anos 90 • Navegando sem o mouse • ‘Antena’ de rádio mundial é cara demais no Brasil • ‘Gotas de Sabedoria’ em 140 caracteres • Plasma de 50 polegadas transforma tudo em cinema • Heróis da Marvel saem no braço sem dó e com estilo em novo videogame • Câmera da Samsung tem “modo miguxo” • A versão hi-tech de “a primeira faz tchan” • Robô elimina a hora do ‘xis’ para foto • Galaxy casa-se bem com o Android • Trocando arcos e flechas pelo ativismo digital • Como o Twitter ajudou a Costa do Marfim a enfrentar o lixo tóxico • Iranianos se arriscaram para twittar, diz ativista • O fim do Geocities encerra a saudosa era da web 1.0 • A ‘Facebookização’ do Orkut • Facebook muda de cara e irrita usuários • Listas do Twitter ajudam a organizar fluxo de posts • Brasil quer discutir lei sobre internet com internautas • Vida DIgital: Blogosfera policial •
Só não sei se é dele mesmo ou de um fã no Twitter. Alguém sabe?
• Às vésperas de um novo ciclo tecnológico • Alvin Toffler: pioneiro dos futuristas sequer aposta prever o futuro da web • Ao completar cinco anos ‘Link’ lembra as mudanças tecnológicas que já entraram em nosso vocabulário • Windows 7 tem cara de pedido de desculpas • Perguntas e respostas sobre o novo sistema operacional • Versão pirata já está à venda na Sta. Ifigênia • Análise: Microsoft mira para o alto para acertar na nuvem • Usuário do XP tem de fazer atualização do zero • Saiba como instalar o Windows 7 •Netbook fica mais rápido com o novo Windows • Novo Ubuntu será lançado na próxima quinta-feira • Google e Facebook agora querem música • Dá para confiar nas avaliações dos internautas? • Vida Digital: Biz Stone •
Não foi ontem? Veja aqui como foi.
Perdi nas duas categorias que eu tava concorrendo (Twitter do ano e Follow Friday do ano), mas tudo bem, perdi pra Deus e não pra um mané qualquer.
Eu sei que o título lembra o clássico quadro da TV Pirata “Piada em Debate“, mas é isso mesmo: daqui a pouco eu tou no MIS durante a terceira edição do YouPix, que tem a ferramenta de microblogging como principal atração. Divido uma mesa de debates com bambas como o psicólogo André Camargo, Mr. Manson, a miss Twittess) e o Maurício Stycer, com mediação do papo feita pelo Michel Lent (tem também um tal dum prêmio, que eu tou concorrendo em duas categorias, mas esse papo de prêmio é secundário, vai…) A lotação do lugar é de 300 e tantas pessoas e não precisa de convite: quem chegar primeiro, entra na buena. Alguém se dispõe? Começa às 19h30. Glue there…
• Quando hackers mostram o rumo • Cidades, governos e instituições abrem seus dados • Hackers reúnem-se em NY para criar à vontade • Para que serve esse tal Google Wave? • “E se o e-mail fosse criado hoje?” – eis o ponto de partida do Wave • Cinco anos depois, PSP mostra a que veio • ‘Katamari Forever’ é tributo à psicodelia digital japonesa • Atividade Paranormal: horror à la carte • Twitter, blitz de trânsito, Lei Seca e liberdades individuais • Vida Digital: Evgeny Morozov •
O dia em que virei uma hashtag
Estava no táxi e o telefone tocou. Era a Helô. “Matias…”, a hesitação em sua voz disparou minha paranóia, “…você tá sabendo…”, caiu o anúncio da capa, algum repórter passou mal, alguém foi contratado/demitido, “…do trabalhosujoday no Twitter?”, o Google comprou o Twitter, Steve Jobs morreu, mudou a escala do plantã… cuma? Como é que é?
Que porra é essa?
“Er… Criaram uma hashtag no Twitter chamada #trabalhosujoday…”, “mas já tá nos trending topics?” usei a megalomania para ganhar tempo, enquanto meu cérebro zapeava por rostos (representados por seus avatares do Twitter, pois) de amigos ou conhecidos que poderiam ter aprontado essa: Arnaldo, Mutlei, Bruno, Carbone, Cardoso, Fred, Flávia, Danilo, Cissa, Vlad, Mason, Kátia, Dahmer, Pablo, Maron, Serjão, Ronaldo, Terron, Rafa, Luciano, cada um deles com um motivo diferente para tirar onda com a minha cara ao inaugurar uma hashtag em minha homenagem. Pensei nos três ou quatro detratores (acreditem, eles existem - toda Corrida Maluca tem seu Dick Vigarista), mas eles não tem coragem de assumir uma dessas em público. Disse que veria que diabo era aquilo quando chegasse no jornal, para não estragar a surpresa, mas vim com a mesma velocidade que pensei nos nomes e nas possibilidades acima, fiquei juntando peças pra tentar descobrir qual seria a motivação da hashtag - links sobre Brasília? Sobre Beatles? Dia do mashup? Pra notícias sobre cultura digital? Notícias do Link? Links dOEsquema?
As duas últimas opções quase me fizeram chegar na resposta certa. Ao ver o tom dos tweets do #trabalhosujoday logo entendi a brincadeira - e primeiro falo de seu contexto antes de explicá-la.
Como já falei, opto por usar o Twitter como uma forma de disparar links. Os últimos posts da minha conta ficam exibidos na home do Sujo e eu sempre acho que fica estranho, pro leitor que cai na página principal, acompanhar um diálogo pela metade, com pessoas que eles não conhecem. Por isso, resolvi não participar ativamente do diálogo que é o Twitter. Acompanho quase que diariamente tudo que acontece na rede (até por conta do trabalho no Link), mas se alguém me pergunta algo, via Twitter, prefiro responder em mensagem privada (via DM, no linguajar tweet). Na verdade, transformei o meu Twitter numa versão para o antigo Leitura Aleatória, que eu publicava no site. A princípio, vocês chiaram, mas depois se acostumaram.
Por isso, em vez de ficar twittando tudo que eu vejo em tempo real, prefiro deixar tweets programados pra serem postados durante o dia. Ou eu fazia isso (tiro uma horinha pra programar os posts do dia inteiro) ou a regularidade dos tweets ia cair, por isso optei por agendá-los. Na prática também é uma hora pra eu ver o que está acontecendo agora, quais tweets e links que eu favoritei no dia anterior, ler o RSS (cada vez mais abandonado), visitar os sites de amigos.
Mas, na paralela, também venho atualizando as páginas do Sujo pré-OEsquema (antes o Sujo ficava hospedado no quase extinto Gardenal), atualizando tags, vendo se algum vídeo saiu do ar, ajeitando o tamanho de imagens pro novo template, separando as categorias. E nessa visita ao passado, deparo várias vezes com posts que não perderam a validade, que mesmo velhos, ainda valem a visita. Assim, estou retwittando posts velhos do Sujo há pelo menos duas semanas - teve muita gente que achou que o meu Twitter tinha dado pau, mas, não, é assim mesmo.
É aí que entra o tal #trabalhosujoday, que começou com estes três tweets do Chico Barney:
Maldito! Tive que mandar uma mensagem cumprimentando pela genialidade infame (que lhe é inerente, caso não o siga, faça isso), mas quando fui falar com ele, a palavra já estava solta no mundo:
Tati e Ana, repórteres da minha equipe no Link, twittaram não poder fazer piada com a hashtag (podiam, vocês sabem que eu sou um chefe bonzinho), Fred - que também tá aqui no Link - nem pestanejou e lembrou do velho 1999, enquanto o Marcio K foi achar um post do Lucio de 2001 em que ele anuncia o lançamento da Play (que eu editava na Conrad) e o show do Radiohead pro Brasil (em 2002!). Mas a hashtag foi passando entre muitos amigos, conhecidos e leitores, que aproveitavam a deixa para ressuscitar notícias do passado e anunciá-las como fatos recentes. E antes mesmo de eu falar com o Chico Barney (cê sabe que eu sempre demoro quando tou no táxi), ele foi se desculpando:
Como se precisasse. Depois, conversando com ele, ele disse que achou que eu havia ficado puto, como se um tipo de coisa dessas pudesse me deixar puto (aliás, é ruim me deixarem com raiva…), mas eu achei que nem precisava dessa explicação. Mas vou seguir postando link velho, pelo menos até chegar aos posts de setembro, mês que comecei isso (já tou postando os de março…) - embora eu ache que, antes disso, atinjo uma meta pessoal que estabeleci sobre isso.
Mas essa história toda veio mais uma vez martelar questionamentos sobre o que é novo e o que é velho em tempos de internet, sobre a perenidade e a a perecibilidade dos fatos, sobre o papel da notícia e do jornalismo (embora eu só assuma que o meu Twitter seja jornalismo se você aceitar o meu conceito sobre o tema - de que tudo que um jornalista faz, em relação à comunicação e informação, seja jornalismo). O Twitter, como sempre, é só a ponta do iceberg.
E pode ficar tranqüilo que ano que vem eu lembro: dia 24 de setembro de 2009 foi o #trabalhosujoday.
Com a correria da viagem, esqueci de postar o Link de segunda aqui.
• Uma semana com Mark Zuckerberg • Fotografando direito com uma câmera simples • Em baixa, fotografia aposta em novidades para reagir • Celulares provam que qualidade não é tudo na hora da foto • No Brasil, Migux tem mais usuários do que o Facebook • O conflito que travou o Twitter • Vida Digital: Judão •
• Cuidado com o que você faz online • Internet amplifica gafes e deslizes • Endereço de site pode estar com seus dias contados • Será a morte da URL? • Microsoft + Yahoo ou Twitter? Twitter! • Transmídia, ‘Avatar’ é marco zero do novo 3D • Meca pop reúne nerds que são ’super-heróis’ • Vida Digital: Ray Kurzweill •
© OESQUEMA/ 2008 | Reprodução permitida após consulta |
Créditos