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Arquivo: warren ellis

Warren Ellis sobre Alan Moore

Imagine você atender o telefone e, do outro lado, tá o Alan Moore. Warren Ellis passou por isso:

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Um super-herói para os nossos tempos

James Stokoe, via Warren Ellis.

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Feliz dia do lobisomem

*

Melhor que comemorar o dia dos namorados americano, que tal celebrar o paganismo puro e simples? Afinal, o velho Warren Ellis nos lembra que, antes de transformarem o 14 de fevereiro no Valentine’s Day, ele era o dia em que os lobisomens saíam apavorando por aí.

* E, putz, como eu adoro esse filme

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Dinheiro mundial?

Já cogitou essa hipótese? Sem problemas de câmbio, sem notas de diferentes cores, valores e formatos, todo mundo falando uma mesma moeda – com um Casa da Moeda na Lua, para não ter problema de localização. Que tal? E, por ser na Lua, os homenageados seriam grandes visionários de todo o planeta que enxergaram em nosso satélite o primeiro ponto de partida para irmos além (Gagarin, Ptolomeu, Kepler, Beethoven, Copérnico, Verne e Neil Armstrong). Uma invenção do English Russia, pescada via Warren Ellis.

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Rock, morto

Uma constatação de Nick Cave via Warren Ellis:

INTERVIEWER: So why is there no more rock ’n’ roll, then?
NICK CAVE: Maybe because you’re not allowed to smoke indoors anymore.

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Aos 13


Foto: Christiane B

Warren Ellis, falando sobre a própria filha, dá um pequeno panorama de uma nova geração:

“Minha filha agora tem 13 anos. Dá pra perceber pelo jeito que ela se apronta para jantar fora vestindo luvas sem dedo listradas de vermelho e preto, saia balonê preta, uma camiseta que é materialização diluída de uma idéia que Vivienne Westwood rabiscou nas costas de um maço de cigarros em 1976 e um par de botas que parece ter sido criado a partir das pernas ocas de um urso preto particularmente azarado. E também pela forma que deixei de ser chamado de “papai” para ser chamado de “cala a boca, Ellis”. Ela reclama que só pode mandar 500 mensagens de texto em seu KRZR horroroso (três dias de uso, ao que parece) e reclama que “não é justo” que meu Nokia tenha 8 giga. Eu estou indo muito além da mãe dela, que sequer consegue entender a última frase (o telefone dela é tão velho que é, essencialmente, um digitador de código Morse). Quando ela realmente liga para alguém, ela vai para o jardim de forma que não a ouçamos em suas Conversas Secretas e Importantes. Que quase sempre soam assim: “é… legal… é… tosco… é…”. Ela usa seu MP3 player no carro para que não tenha que ouvir às bandas “velhas e toscas” que tocam no CD player. E me repreende por não ouvir “música de pai” no escritório. Que também é referida como sendo “tosca”. Tudo é “legal” ou “tosco”. Ter contas em redes sociais é “deprê”. Ela esqueceu sua senha de email e fala com suas amigas usando sites de games e de moda. Ela usa o YouTube para ouvir música. Substantivos se tornaram opcionais: “Eu preciso coisar aquela coisa com aquela coisa e aquela outra coisa”. Sua mãe entende tudo, eu não. Deve ser por isso que ela é “legal” e eu sou “tosco”

Eu amo cada minuto disso.

E também, graças a algum problema na conexão do acesso à internet da escola dela, alguém lá pode ler este site (é, eu sei, certo?). Por isso, um dia, Lili e suas amigas encontrarão esse post.

Lili, você é uma sapinha insuportável com o poder mutante de peidar fazendo tanto barulho que pode fazer disparar os alarmes dos carros na rua.

Eu te amo, meu anjo.

A vida dela vai ser um INFERNO quando elas encontrarem isso….”

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