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Arquivo: yahoo

Link – 23 de janeiro de 2012

Obsolescência programada: Programado para morrer‘Estamos criando montanhas de lixo’ • Conserte você mesmo • A Sopa azedou • Megaupload é tirado do ar e Anonymous revidaNo Arranque: Crowdfunding brasileiro quer acelerar em 2012Impressão Digital: Kodak, Yahoo, direitos autorais e a inevitabilidade do digitalHomem-Objeto: Leve e compactoVida Digital: Drew Houston,do DropboxTodo mundo menos elaMapas mais acessíveisFacebook no topo do Brasil, Apple na educação, programador condenado à morte e Kodak falida

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Impressão digital #0089: O digital inevitável

Minha coluna no Link dessa semana reúne três assuntos diferentes, mas que são o mesmo.

Kodak, Yahoo, direitos autorais e a inevitabilidade do digital
Para milhões, baixar gratuitamente é rotina

A Sopa e a Pipa foram o principal assunto da semana passada, mas queria aproveitar para falar de outros acontecimentos ofuscados pela briga entre a indústria de entretenimento e a de tecnologia, mas que podem nos ajudar a jogar uma luz sobre a confusão legal a que estamos assistindo.

Um deles é a concordata da Kodak e o outro, a demissão de Jerry Yang, um dos criadores do Yahoo, do cargo de “cofundador e líder” do site (sim, esse era seu cargo). Ambas notícias podem ser comparadas à clássica anedota sobre a inevitabilidade do digital – quando as grandes gravadoras do mundo resolveram processar seus próprios consumidores (que, graças ao Napster, descobriram que era possível baixar música de graça e à vontade) e deram início ao fim de seu próprio monopólio, o da música gravada e lançada em mídias físicas.

A Kodak, uma empresa centenária, inventou a câmera fotográfica portátil que a tornou sinônimo do aparelho que popularizou. Mas também inventou a primeira câmera digital – na pré-história do mundo digital, nos anos 70. Mas como também vivia de vender filmes, preferiu não investir neste setor, com medo de perder o mercado analógico. Mas, ao manter-se irredutível nesta posição, viu ao mesmo tempo o mercado que queria proteger sumir e outras empresas assumirem as rédeas da fotografia digital. Até mesmo de outros tipos de produto, como a Nokia, que se consolidou no mercado de celulares justamente por apresentar boas câmeras embutidas nos aparelhos. Sua cabeça-dura custou-lhe a própria existência.

A mesma teimosia acabou fazendo Yang pedir demissão do principal cargo do site que criou. O Yahoo, muitos nem sequer devem se lembrar, já foi um dos titãs do mundo digital, numa época em que os sites eram contados aos milhares e as conexões ainda eram discadas. Com a chegada do Google, o site preferiu manter-se preso à lógica de portal, típica da última década do século passado, em vez de apontar links para o resto da rede. Fechou-se em si mesmo e apostava na possibilidade de ser comprado ou fundir-se a algum outro gigante. A Microsoft foi quem mais cortejou o velho líder das buscas, em vão. Até que a chegada de um novo CEO, Scott Thompson, obrigou Yang a sair do holofote – e sacramentar o fim de uma era.

O que nos leva de volta às polêmicas leis antipirataria que ameaçam a existência da web como a conhecemos – não apenas nos EUA, mas em todo o mundo. Não é a primeira vez que o Congresso norte-americano tenta aprovar leis que tentam restringir o avanço da pirataria digital. Mas o que estamos assistindo em 2012 é ao aumento da truculência e da força política de uma indústria que, como a Kodak e o Yahoo, preferem não abraçar o digital inevitável e agarrar-se a uma legislação que não faz sentido em tempos digitais.

O lobby de Hollywood é poderoso e pode ter consequências catastróficas para a rede. Imagine que o simples ato de linkar um vídeo do YouTube no Facebook (que não seja autorizado por seu criador) possa significar até cinco anos de cadeia. Como ironizou alguém no Twitter, se você uploadar uma música de Michael Jackson na internet, pode pegar um ano a mais de cadeia do que o próprio médico acusado de sua morte. Não faz o menor sentido.

Fora que o que é chamado de pirataria pela indústria do copyright é rotina para milhões (bilhões?) de pessoas por todo o planeta. Baixar conteúdo gratuitamente é infração do direito autoral antigo, mas há mais de uma pesquisa mostrando que, quanto mais alguém baixa conteúdo sem autorização, mais gasta no mesmo tipo de conteúdo. As leis não devem parar no tempo – elas devem mudar de acordo com as mudanças da sociedade.

E se insistir nisso, os EUA podem matar seus principais produtos no novo século: Google e Facebook vão ter que mudar completamente seus negócios. Abrindo espaço para alguém, em algum país, criar seu próprio clone de Google ou do Facebook e conseguir um público que antes era dos EUA. E aí pode ser que o cabeça-dura da história seja o próprio governo dos norte-americano.

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Talk nerdy to me

Daqui.

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O futuro da tecnologia vem aí

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Link – 7 de dezembro de 2009

A “era iPod” (2001-2009)Calma, o iPod só morreu como símboloCom a ‘cloud music’, streaming já é, hoje, o rádio do futuroDepois da música, é a vez dos filmes e livrosPorque a indústria prefere o streaming ao downloadDá para usar Hulu, iTunes e Netflix no Brasil?Ter ou não ter? Eis a questão que o digital propõeDo YouTube para HollywoodAs ameças à hegemonia do Google, o cão de um truque sóFuturo do livro já é uma página viradaBrasileiro, Yahoo Meme será lançado em todo o mundoRedes sociais podem salvar aqueles noites que parecem perdidasLocalização guia criação de aplicativo para celularDicionário Google já reúne 27 línguasNova PontoCom agita o mercadoLei quer proibir games violentosGoogle quer deixar a internet mais rápidaGuloseimas em rede socialAtivistas protestam por liberdade na webE-mails de um idiotaEditar pode ser fácilCaia na noite via rede socialEscreva tudo que quiser jogar no Nintendo DSConvenção de humor no MIT?Vida Digital: Ben Huh, do I Can Haz a Cheezburger

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Geocities (1994-2009)

O Yahoo desligou os aparelhos que mantinham o Geocities vivo. O site foi um dos primeiros a liberar espaço gratuitamente para quem quisesse construir seu espaço online e fez parte da puberdade de toda uma geração que hoje domina diferentes aspectos da rede. Nascido no meio dos anos 90, o site pode ser entendido como uma das primeiras tentativas de organizar o conteúdo gerado pelo usuário (dá pra chamar de proto-web 2.0?) e um dos primeiros habitantes da tal “nuvem” de dados do cloud computing (antes do webmail viver seus primeiros dias de glória, com o lançamento do Hotmail em 1996 – que só foi comprado pela Microsoft anos depois).

Eu mesmo migrei o Trabalho Sujo de vez para a internet quando o tirei do papel em 1999; ano que também fundei, com o Abonico, um e-zine temporário – chamado, er, 1999 (que tinha uma atualização por dia – do primeiro de janeiro ao 31 de dezembro). Ambos estavam estacionados no Geocities (a íntegra do 1999 e o Sujo entre 2000 e 2004, antes de entrar no Gardenal), fósseis flutuantes de um recente passado digital – como milhares de outros repositórios de informação que estavam naquela freguesia – e agora só existem num HD solto aqui em casa, no Wayback Machine e na memória de quem viveu aqueles anos.

A imagem que ilustra esse post é a reformulação de layout que o genial XKCD fez em homenagem ao fim do Geocities, com ícones emblemáticos do site – como seus banners coloridos, seus ícones batidos, os wallpapers que piscavam, as tabelas de programação à vista, erros de HTML e outros detalhes que, vistos de 2009, parecem ter mais de trinta anos de idade

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Ninho de cobras

Atravessei a maratona de programação do Yahoo Open Hack que aconteceu em Nova York, no sábado retrasado – e a materinha saiu no Link de hoje.

Foto: Yodel Anecdotal

Os MCs da premiação, Eric Wu e Neal Sample

Hackers reúnem-se em NY para criar à vontade

Yahoo Open Hack reúne mais de duas centenas de programadores para desenvolver aplicativos a partir das ferramentas e bancos de dados disponíveis

Chris Yeh, responsável pela plataforma de desenvolvimento em rede do Yahoo, está a postos para apresentar os vencedores a nona edição do Yahoo Open Hack, que ocorreu em Nova York, no penúltimo sábado (10). Em frente a uma plateia formada pelos programadores que participaram do evento, ele explica sua falta de intimidade ao falar em público e comenta que, sob a imponência do local da apresentação (o centenário Hudson Theatre, do hotel Millennium Broadway, quase vizinho ao Times Square) e devido ao caráter técnico de seu cargo, se limitará a ler os termos de uso da plataforma de desenvolvimento do site.

Mero jogo de cena. À medida em que começa a ler as letrinhas miúdas do termo, Yeh é interrompido por outros dois executivos do site, Neal Sample, vice-presidente para plataformas sociais, e Eric Wu, gerente-sênior para integrações e aquisições. “Estamos hackeando sua apresentação”, explicam os dois, que sobem ao palco em trajes nada executivos – ambos vieram paramentados de acordo com a estética do evento, o tema “steampunk”, característico da revolução tecnológica da Inglaterra vitoriana. E antes de dar início à apresentação, exibem um vídeo que fizeram há pouco, na Times Square, em que pediam para os transeuntes explicarem o que eles entendiam por “hacker”.

O resultado, claro, foi um festival de variações de “alguém que invade seu computador com más intenções”. As gargalhadas do público – programadores e desenvolvedores, mas também hackers, todos eles – vinham de duas constatações: a de que a maioria das pessoas ainda associa o termo à má-fé e a de que, aos poucos, essa definição está sendo revista.

Vide o próprio Yahoo Open Hack, maratona de 24 horas de programação, em que desenvolvedores de Nova York foram convidados a hackear os códigos do Yahoo para criar aplicativos que possam melhorar o desempenho do site e até bolar soluções que os programadores originais sequer cogitaram originalmente. Diferentes palestras e apresentações ocorriam ao mesmo tempo em que um andar inteiro do Millenium Broadway foi tomado por programadores que, espalhando-se entre pufes, poltronas e mesas, transformaram o ambiente numa pequena zona autônoma temporária, com regras e éticas próprias.

Terminado o prazo, os hackers tiveram dois minutos cada para apresentar seus feitos, que variavam de coisas completamente inúteis até invenções realmente inovadoras. Na primeira turma, ninguém foi mais infame do que o New York Toast, criado pelo grupo MarketBot. Modificando uma impressora 3D, eles fizeram que o aparelho pudesse “imprimir” notícias e fotos em torradas, usando pasta de amendoim.

Mas estes eram minoria. Entre outros apresentados estava o Power Trends, do grupo Power Trio, que permitia, através de redes sociais, fazer que prefeituras pudessem acompanhar e, assim, economizar o consumo de energia des seus cidadãos. O AudioTexter, do grupo HellaCool, transforma mensagens de SMS em áudio e vice-versa. O programador Tom Pinckney criou o Community Bulletin Boards, que permite acrescentar fóruns de discussão em pontos de mapas online, e o grupo Yinzoo criou o TVitter, que permite que telespectadores usem o Twitter para comentar programas de TV em grupo. O campeão, apresentado por Addy Cameron-Huff, foi o InsiderTrades.org, que usa aplicativos de finanças para passar informações em tempo real para os investidores, sem a interferência humana – tudo é gerado por bancos de dados.

O evento faz parte de mais uma reinvenção do Yahoo, que sai de um ano marcado pela longa possibilidade de fusão com a Microsoft. Os dias de hacker do Yahoo já aconteceram em nove cidades do mundo – inclusive em São Paulo, no final do ano passado – e são cruciais para este novo Yahoo, que abre APIs e bancos de dados para aproximar-se destes personagens que ainda são vistos como vilões digitais. “Apostamos nisso, além do marketing tradicional”, diz Cody Simms, da plataforma YOS, ao referir-se ao enorme outdoor que o grupo acaba de inaugurar em plena Times Square.

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Link – 19 de outubro de 2009

Quando hackers mostram o rumoCidades, governos e instituições abrem seus dadosHackers reúnem-se em NY para criar à vontadePara que serve esse tal Google Wave?“E se o e-mail fosse criado hoje?” – eis o ponto de partida do WaveCinco anos depois, PSP mostra a que veio‘Katamari Forever’ é tributo à psicodelia digital japonesaAtividade Paranormal: horror à la carteTwitter, blitz de trânsito, Lei Seca e liberdades individuaisVida Digital: Evgeny Morozov

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Link – 3 de agosto de 2009

Cuidado com o que você faz onlineInternet amplifica gafes e deslizesEndereço de site pode estar com seus dias contadosSerá a morte da URL?Microsoft + Yahoo ou Twitter? Twitter!Transmídia, ‘Avatar’ é marco zero do novo 3DMeca pop reúne nerds que são ‘super-heróis’Vida Digital: Ray Kurzweill

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Link – 18 a 24 de maio de 2009

Novos hábitos de busca onlineGoogle e Yahoo reinventam mecanismos de procuraDiferentes formas de se encontrar algoOutros buscadoresMicrosoft faz mistério – e comprasCom o celular, Google quer fazer pesquisas até no céuQuando a busca leva em conta a localizaçãoNovo buscador traz respostas e não linksQuem é o pai do WolframAlphaBuscadores que prometeram, mas…Brainstorm, não buscaSites adaptam internet para o celular • Prévia de games: Batman – Arkham Asylum e The Sims 3O novo Kindle e a pirataria digital de livrosDownload de filmes no Brasil, leis contra pirataria ficam mais duras em vários países, Google Street View é banido na Grécia e guatemalteco é preso por causar pânico via TwitterVida Digital: Andrea Ortega (diasdeencierro.org)

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Google e Yahoo no Twitter

O Google entrou no Twitter hoje. *

E o Yahoo lhe deu as boas vindas.

Detalhe: o Yahoo segue o Google, mas o Google não segue o Yahoo.

* A primeira mensagem do Google, em binário, signifca “I’m Feeling Lucky

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Link – 12 a 18 de janeiro de 2009

CES 2009Na redação da CurrenTV • Um blog na Faixa de Gaza • Sincronize PC, laptop e celularMacworld 2009Windows 7Preços caem após o natalYahoo vai para a TV junto com redes sociais

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Leitura Aleatória 206


Foto: crazyBobcat

1) ‘BBB8′ e ‘Olimpíadas’ lideram buscas na internet brasileira, diz Yahoo
2) Juliana Hatfield agora bloga
3) Pushing Daisies vai ser cancelada (já vai tarde…)
4) Os melhores círculos em plantações
5) 10 cenas de filmes bizarras em shopping centers
6) Lá vem os quadrinhos do Jornada nas Estrelas…
7) Jake Gylenhaal é o Prince of Persia
8) As dez melhores respostas pra calar a boca de metidos a engraçadinhos da história
9) Ricky Gervais, gênio do stand up
10) O próximo filme de Michael Moore vai mirar na economia (tarde demais?)

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Link – 18 a 24 de agosto de 2008

Personalizando redes sociais Lilian Pacce também bloga Yahoo agora é “social” Sobre amadores x profissionais Guerra da Geórgia inaugura a ciberguerra Conexão 3G ou banda larga fixa? Mario e Sonic, juntos

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TUDO BLOGUEIRO

E estreou hoje o Yahoo Posts, subportal criado pelo segundo maior buscador da internet para linkar mais de 100 blogs da internet brasileira. A idéia é boa: criar uma porta de entrada para quem quer saber o que se fala entre uma quantidade considerável – e representativa – de representantes da chamada blogosfera. E, naturalmente, o Yahoo Posts criará novos cruzamentos e parcerias a partir do simples fato de juntar diferentes personalidades sob o mesmo guarda-chuva – é inevitável que boa parte dos blogueiros não conheça a grande maioria dos 100 escolhidos e, naturalmente, o portal estimulará a leitura – e subseqüente troca de links – entre os diretamente envolvidos.

Eu mesmo fui convidado para participar, mas como edito um caderno em que o próprio Yahoo Posts é assunto, achei melhor declinar. Mas tem muita gente boa no meio, desde grandes amigos (a Lia, o Giglio, a Liv, o Bruno, o povo do Ressaca Moral e do Goma de Mascar), compadres (o Dória, o Träsel, a Lalai, o Mario AV, o Doda e o Spyer) e blogs que acompanho (o ótimo Remixtures, o Poltrona TV, o Moda Sem Frescura, o SimViral, o Melhores do Mundo, o Judão e o Nova Corja). Tomara que dê mais certo que eles pensam – e o fato de não envolver dinheiro possa fazer a geração digital sair dessa fase anal chamada “pro-blogger”. A tal da revolução digital vai muito além de ganhar uns trocados pro seu saite ficar cheio de minibanners – sempre que eu vejo um link patrocinado em qualquer saite eu inevitavelmente me lembro do Geocities…

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