• A “era iPod” (2001-2009) • Calma, o iPod só morreu como símbolo • Com a ‘cloud music’, streaming já é, hoje, o rádio do futuro • Depois da música, é a vez dos filmes e livros • Porque a indústria prefere o streaming ao download • Dá para usar Hulu, iTunes e Netflix no Brasil? • Ter ou não ter? Eis a questão que o digital propõe • Do YouTube para Hollywood • As ameças à hegemonia do Google, o cão de um truque só • Futuro do livro já é uma página virada • Brasileiro, Yahoo Meme será lançado em todo o mundo • Redes sociais podem salvar aqueles noites que parecem perdidas • Localização guia criação de aplicativo para celular • Dicionário Google já reúne 27 línguas • Nova PontoCom agita o mercado • Lei quer proibir games violentos • Google quer deixar a internet mais rápida • Guloseimas em rede social • Ativistas protestam por liberdade na web • E-mails de um idiota • Editar pode ser fácil • Caia na noite via rede social • Escreva tudo que quiser jogar no Nintendo DS • Convenção de humor no MIT? • Vida Digital: Ben Huh, do I Can Haz a Cheezburger•
O Yahoo desligou os aparelhos que mantinham o Geocities vivo. O site foi um dos primeiros a liberar espaço gratuitamente para quem quisesse construir seu espaço online e fez parte da puberdade de toda uma geração que hoje domina diferentes aspectos da rede. Nascido no meio dos anos 90, o site pode ser entendido como uma das primeiras tentativas de organizar o conteúdo gerado pelo usuário (dá pra chamar de proto-web 2.0?) e um dos primeiros habitantes da tal “nuvem” de dados do cloud computing (antes do webmail viver seus primeiros dias de glória, com o lançamento do Hotmail em 1996 - que só foi comprado pela Microsoft anos depois).
Eu mesmo migrei o Trabalho Sujo de vez para a internet quando o tirei do papel em 1999; ano que também fundei, com o Abonico, um e-zine temporário - chamado, er, 1999 (que tinha uma atualização por dia - do primeiro de janeiro ao 31 de dezembro). Ambos estavam estacionados no Geocities (a íntegra do 1999 e o Sujo entre 2000 e 2004, antes de entrar no Gardenal), fósseis flutuantes de um recente passado digital - como milhares de outros repositórios de informação que estavam naquela freguesia - e agora só existem num HD solto aqui em casa, no Wayback Machine e na memória de quem viveu aqueles anos.
A imagem que ilustra esse post é a reformulação de layout que o genial XKCD fez em homenagem ao fim do Geocities, com ícones emblemáticos do site - como seus banners coloridos, seus ícones batidos, os wallpapers que piscavam, as tabelas de programação à vista, erros de HTML e outros detalhes que, vistos de 2009, parecem ter mais de trinta anos de idade
Atravessei a maratona de programação do Yahoo Open Hack que aconteceu em Nova York, no sábado retrasado - e a materinha saiu no Link de hoje.
Foto: Yodel Anecdotal

Os MCs da premiação, Eric Wu e Neal Sample
Hackers reúnem-se em NY para criar à vontade
Yahoo Open Hack reúne mais de duas centenas de programadores para desenvolver aplicativos a partir das ferramentas e bancos de dados disponíveis
Chris Yeh, responsável pela plataforma de desenvolvimento em rede do Yahoo, está a postos para apresentar os vencedores a nona edição do Yahoo Open Hack, que ocorreu em Nova York, no penúltimo sábado (10). Em frente a uma plateia formada pelos programadores que participaram do evento, ele explica sua falta de intimidade ao falar em público e comenta que, sob a imponência do local da apresentação (o centenário Hudson Theatre, do hotel Millennium Broadway, quase vizinho ao Times Square) e devido ao caráter técnico de seu cargo, se limitará a ler os termos de uso da plataforma de desenvolvimento do site.
Mero jogo de cena. À medida em que começa a ler as letrinhas miúdas do termo, Yeh é interrompido por outros dois executivos do site, Neal Sample, vice-presidente para plataformas sociais, e Eric Wu, gerente-sênior para integrações e aquisições. “Estamos hackeando sua apresentação”, explicam os dois, que sobem ao palco em trajes nada executivos – ambos vieram paramentados de acordo com a estética do evento, o tema “steampunk”, característico da revolução tecnológica da Inglaterra vitoriana. E antes de dar início à apresentação, exibem um vídeo que fizeram há pouco, na Times Square, em que pediam para os transeuntes explicarem o que eles entendiam por “hacker”.
O resultado, claro, foi um festival de variações de “alguém que invade seu computador com más intenções”. As gargalhadas do público – programadores e desenvolvedores, mas também hackers, todos eles – vinham de duas constatações: a de que a maioria das pessoas ainda associa o termo à má-fé e a de que, aos poucos, essa definição está sendo revista.
Vide o próprio Yahoo Open Hack, maratona de 24 horas de programação, em que desenvolvedores de Nova York foram convidados a hackear os códigos do Yahoo para criar aplicativos que possam melhorar o desempenho do site e até bolar soluções que os programadores originais sequer cogitaram originalmente. Diferentes palestras e apresentações ocorriam ao mesmo tempo em que um andar inteiro do Millenium Broadway foi tomado por programadores que, espalhando-se entre pufes, poltronas e mesas, transformaram o ambiente numa pequena zona autônoma temporária, com regras e éticas próprias.
Terminado o prazo, os hackers tiveram dois minutos cada para apresentar seus feitos, que variavam de coisas completamente inúteis até invenções realmente inovadoras. Na primeira turma, ninguém foi mais infame do que o New York Toast, criado pelo grupo MarketBot. Modificando uma impressora 3D, eles fizeram que o aparelho pudesse “imprimir” notícias e fotos em torradas, usando pasta de amendoim.
Mas estes eram minoria. Entre outros apresentados estava o Power Trends, do grupo Power Trio, que permitia, através de redes sociais, fazer que prefeituras pudessem acompanhar e, assim, economizar o consumo de energia des seus cidadãos. O AudioTexter, do grupo HellaCool, transforma mensagens de SMS em áudio e vice-versa. O programador Tom Pinckney criou o Community Bulletin Boards, que permite acrescentar fóruns de discussão em pontos de mapas online, e o grupo Yinzoo criou o TVitter, que permite que telespectadores usem o Twitter para comentar programas de TV em grupo. O campeão, apresentado por Addy Cameron-Huff, foi o InsiderTrades.org, que usa aplicativos de finanças para passar informações em tempo real para os investidores, sem a interferência humana – tudo é gerado por bancos de dados.
O evento faz parte de mais uma reinvenção do Yahoo, que sai de um ano marcado pela longa possibilidade de fusão com a Microsoft. Os dias de hacker do Yahoo já aconteceram em nove cidades do mundo – inclusive em São Paulo, no final do ano passado – e são cruciais para este novo Yahoo, que abre APIs e bancos de dados para aproximar-se destes personagens que ainda são vistos como vilões digitais. “Apostamos nisso, além do marketing tradicional”, diz Cody Simms, da plataforma YOS, ao referir-se ao enorme outdoor que o grupo acaba de inaugurar em plena Times Square.
• Quando hackers mostram o rumo • Cidades, governos e instituições abrem seus dados • Hackers reúnem-se em NY para criar à vontade • Para que serve esse tal Google Wave? • “E se o e-mail fosse criado hoje?” – eis o ponto de partida do Wave • Cinco anos depois, PSP mostra a que veio • ‘Katamari Forever’ é tributo à psicodelia digital japonesa • Atividade Paranormal: horror à la carte • Twitter, blitz de trânsito, Lei Seca e liberdades individuais • Vida Digital: Evgeny Morozov •
• Cuidado com o que você faz online • Internet amplifica gafes e deslizes • Endereço de site pode estar com seus dias contados • Será a morte da URL? • Microsoft + Yahoo ou Twitter? Twitter! • Transmídia, ‘Avatar’ é marco zero do novo 3D • Meca pop reúne nerds que são ’super-heróis’ • Vida Digital: Ray Kurzweill •
• Novos hábitos de busca online • Google e Yahoo reinventam mecanismos de procura • Diferentes formas de se encontrar algo • Outros buscadores • Microsoft faz mistério - e compras • Com o celular, Google quer fazer pesquisas até no céu • Quando a busca leva em conta a localização • Novo buscador traz respostas e não links • Quem é o pai do WolframAlpha • Buscadores que prometeram, mas… • Brainstorm, não busca • Sites adaptam internet para o celular • Prévia de games: Batman - Arkham Asylum e The Sims 3 • O novo Kindle e a pirataria digital de livros • Download de filmes no Brasil, leis contra pirataria ficam mais duras em vários países, Google Street View é banido na Grécia e guatemalteco é preso por causar pânico via Twitter • Vida Digital: Andrea Ortega (diasdeencierro.org) •
O Google entrou no Twitter hoje. *
E o Yahoo lhe deu as boas vindas.
Detalhe: o Yahoo segue o Google, mas o Google não segue o Yahoo.
* A primeira mensagem do Google, em binário, signifca “I’m Feeling Lucky
• CES 2009 • Na redação da CurrenTV • Um blog na Faixa de Gaza • Sincronize PC, laptop e celular • Macworld 2009 • Windows 7 • Preços caem após o natal • Yahoo vai para a TV junto com redes sociais •

Foto: crazyBobcat
1) ‘BBB8′ e ‘Olimpíadas’ lideram buscas na internet brasileira, diz Yahoo
2) Juliana Hatfield agora bloga
3) Pushing Daisies vai ser cancelada (já vai tarde…)
4) Os melhores círculos em plantações
5) 10 cenas de filmes bizarras em shopping centers
6) Lá vem os quadrinhos do Jornada nas Estrelas…
7) Jake Gylenhaal é o Prince of Persia
8) As dez melhores respostas pra calar a boca de metidos a engraçadinhos da história
9) Ricky Gervais, gênio do stand up
10) O próximo filme de Michael Moore vai mirar na economia (tarde demais?)
• Personalizando redes sociais • Lilian Pacce também bloga • Yahoo agora é “social”• Sobre amadores x profissionais • Guerra da Geórgia inaugura a ciberguerra • Conexão 3G ou banda larga fixa? • Mario e Sonic, juntos •
E estreou hoje o Yahoo Posts, subportal criado pelo segundo maior buscador da internet para linkar mais de 100 blogs da internet brasileira. A idéia é boa: criar uma porta de entrada para quem quer saber o que se fala entre uma quantidade considerável - e representativa - de representantes da chamada blogosfera. E, naturalmente, o Yahoo Posts criará novos cruzamentos e parcerias a partir do simples fato de juntar diferentes personalidades sob o mesmo guarda-chuva - é inevitável que boa parte dos blogueiros não conheça a grande maioria dos 100 escolhidos e, naturalmente, o portal estimulará a leitura - e subseqüente troca de links - entre os diretamente envolvidos.
Eu mesmo fui convidado para participar, mas como edito um caderno em que o próprio Yahoo Posts é assunto, achei melhor declinar. Mas tem muita gente boa no meio, desde grandes amigos (a Lia, o Giglio, a Liv, o Bruno, o povo do Ressaca Moral e do Goma de Mascar), compadres (o Dória, o Träsel, a Lalai, o Mario AV, o Doda e o Spyer) e blogs que acompanho (o ótimo Remixtures, o Poltrona TV, o Moda Sem Frescura, o SimViral, o Melhores do Mundo, o Judão e o Nova Corja). Tomara que dê mais certo que eles pensam - e o fato de não envolver dinheiro possa fazer a geração digital sair dessa fase anal chamada “pro-blogger”. A tal da revolução digital vai muito além de ganhar uns trocados pro seu saite ficar cheio de minibanners - sempre que eu vejo um link patrocinado em qualquer saite eu inevitavelmente me lembro do Geocities…
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