OEsquema

Arquivo: zack snyder

Hoje só amanhã: a terceira semana de 2009

Nerds atacam De Leve, que não entendeu nada
E a lancheira do Dr. Manhattan?
A volta do Little Quail
Andy Milonakis
Dueto da Feist com o carinha do Death Cab for Cutie
Remix pro Franz novo
Hot Chip x Joy Division
O renascimento da Polaroid
Will Smith vai ser Obama (?!)
Amelie Poulain vira Coco Channel
Prédios caindo na Albânia
10 episódios para o fim de Battlestar Galactica
MSTRKRFT 2009
Dinheiro da Lua
Machado de Assis e Edgar Allan Poe
Peixe russo bizarro
Volta do Butchers’ já tem data marcada
A posse de Obama vista do espaço
Cantando o tema de Guerra nas Estrelas
Curso intensivo de Led Zeppelin
Wendy Sulca
Campanha pró-trema
Karaokê do avesso
Lost no Google Maps
Outras opções para o logo da campanha de Obama
Autoramas: “the most important independent band in Brazil”
Joaquin Phoenix estréia como MC
A volta de Amy Winehouse
Indie até morrer
Diplo remixa Britney
Autor do discurso de posso de Obama tem 27 anos
Metano em Marte?
Tim Berners-Lee na Campus Party
A volta de Lost
Beastie Boy art
Só Obama pra fazer o Mussum voltar pra Globo
Nova do Bonde do Rolê
Lily Allen faz cover de Clash
Nova do U2: só pra fãzocas, mesmo
Simpsons e Edgar Allan Poe
Por que eu amo Monty Python
Zack Snyder que O Cavaleiro das Trevas
Krist Novoselic não sabe tocar Nirvana no Rock Band

1 Comentário

Depois de Watchmen…

E esse Zack Snyder não é bobo nem nada: já começou a sair falando por aí que, mesmo que o estúdio esteja no meio de uma grande série com o Batman, ele gostaria de adaptar para o cinema nada menos que O Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller. O cara não mira baixo, não… E desde já deixou registrado minha opção para Clint Eastwood viver o papel do velho Batman voltando à ativa – lembrando que, apesar do filme deste ano ter se chamado Batman – The Dark Knight, ele não tem absolutamente nada a ver com The Dark Knight Returns, a série original em que Frank Miller reinventou o Homem-Morcego (tá, tem o papo dos caras imitando o Batman nos primeiros cinco minutos do filme, e só). Tou falando isso porque já ouvi uns carinhas falando que o filme do ano passado era bom, mas não era uma boa adaptação da graphic novel (sorte que não falaram na minha cara, senão eu desmascarava na hora).

3 Comentários

Enquanto eu estive fora…

Guns’n'Roses, Lost, Astroboy, Paul McCartney, Jornada nas Estrelas, Britney, Tim Burton, 007, Mallu e Camelo, Monty Python, Irmãos Coen, Watchmen, [Rec] ,João Brasil x Cansei de Ser Sexy e SP Noise…

Havia um tempo em que não acontecia nada em meros dez dias. Era suspender as atividades e retorna a elas logo em seguida – e a sensação de que nada havia fugido da rotina era perene. Não é mais o caso – não que eu esteja reclamando (quem sou eu…). Pois veja o que aconteceu nos dez dias em que eu me dei uns bons dias de descanso (entre shows, filmes, vôos, rangos e países):

Pra começar, Chinese Democracy foi oficialmente lançado e o Guns colocou todo o disco para audição no MySpace (o Paul também fez isso, só que num esquema paralelo, com seu disco “eletrônico” do projeto Fireman, que estréia hoje online e é bonzão). E sabe o que é mais estranho? Pra começar, o disco não é propriamente ruim (não o quanto parecia ser) – pelo contrário, parece um disco imaginado, de tão bizarro e improvável. Fora que fez muita gente voltar a ouvir um disco na íntegra, algo que fora da rotina de audição da maioria das pessoas há anos. Prometo que falo mais sobre ele ainda essa semana. E, conforme o prometido, o Dr. Pepper cumpriu seu viral e distribuiu refri de graça nos EUA.


Guns’N'Roses – “Chinese Democracy

Falando no Sir, Paul também ameaçou lançar a “Carnival of Light”, faixa perdida dos Beatles gravada em 1967, que George Harrison nunca quis lançar por considerar “vanguarda demais”. Será?

Esta, claro, não é a música em si, e sim uma das muitas candidatas a enganar apressadinhos via YouTube. Paul fala mais um pouco sobre a versão de 14 minutos que ele tem da faixa:

“I like it because it’s the Beatles – free!”. Deu pra sacar, né…

Outro disco que apareceu online foi o novo de Britney, Circus, e, olha só, lá vem ela fazendo outro disco bom…


Britney Spears – “Circus

Tudo bem, é formulaico, mas é pop. As músicas ficam na cabeça depois de ouvidas. Artigo raro neste 2008…

Enquanto isso, alguns boatos indicam que o Coldplay pode acabar ano que vem- e antes que você comemore, imagine o que pode ser a carreira solo de Chris Martin…

E Mallu Magalhães aos poucos explanou seu affair com Marcelo Camelo. Primeiro, colocou um desenho que o hermano fez dos dois em seu MySpace para depois entregar o ouro com a Kátia, declarando-se “loucamente apaixonada” pelo camelão – até deixar-se fotografar com ele, numa noite dessas… E o que não falta é veneno derramado sobre a menina ou sobre o hermano, mas, na boa?, deixa eles… Ou será que ninguém cogitou a possibilidade de isso ser viral pro disco de Mallu que acabou de aparecer nas lojas (brincadeira, hahahah)? Até criaram um Twitter pra menina!

O Monty Python deixou os atravessadores de lado e estreou seu próprio canal no YouTube:

Outro que tem um canal lá é o Bob Dylan. Eu nem sabia, Fred que disse.

E apareceu mais um trailer do Watchmen:

Massa. Aparentemente, o final alternativo bolado para o cinema parece não corromper as cenas originais que Zack Snyder está adaptando. E a cada novidade do filme, Watchmen parece pronto para fazer com o formato filme de super-herói o que a graphic novel original fez com os quadrinhos – transformando-os em um gênero sério. Muitos advogam que isso ocorreu com o quase bilionário Batman deste ano, que, por mais sério que pareça, ainda chafurda na caricatura quando o Batman fala com aquela voz de monstro.

Outro trailer que pintou foi o primeiro do novo Jornada nas Estrelas, do J.J. Abrams:

Pelo ritmo, o cara basicamente transformou o Jornada nas Estrelas num Guerra nas Estrelas, invertendo dois pólos de clássicos da ficção científica. A Wired também gostou.

Falando no JJ, ainda apareceram mais dicas do que pode acontecer na quinta temporada de Lost no clipe novo do Fray (já falei várias vezes – se Lost tem um grande defeito, este é sua breguice).

Além de cenas que entregam todo o final da quarta temporada (já tou desconsiderando o spoilerismo, hein – se você ainda não viu tudo, não merece mais ser preservado do que todos já sabem) e de imagens que já havíamos visto (como o Hurley armado), o clipe ainda traz cenas que mexem com pontos cruciais da série para os fãs – como os sobreviventes da ilha fugindo de algo, Sawyer dando a entender que ficou com Juliet e o logotipo das linhas aéreas Ajira surgindo feito mensagem subliminar lá pelos 3/4 de duração do vídeo.

Enquanto isso, Heroes vai lentamente indo pro saco. E qual foi a reação do criador Tim Kring sobre mexer no próprio seriado? Ele falou que o formato atual de uma audiência que assiste episódios online é mais difícil para quem faz série (será que é por que aumenta o público?), além de sair xingando os próprios fãs do seriado.

E falando em spoilers, vocês viram esses dois contando o final de cem filmes em cinco minutos, né?

Outro trailer que parece legal é o do Astroboy. Mas por que vestiram o menino?

Ainda sobre animação, outro trailer novo é o de Coraline, baseado no quadrinho de Neil Gaiman.

Pelo que deu pra sacar, a história perdeu um tanto do lirismo e doçura do original, muito pela influência do diretor Henry Sellick, o mesmo de O Estranho Mundo de Jack, que está comemorando quinze anos de aniversário esse ano e eu só vi a versão em 3D na semana passada. Um clássico moderno, sem dúvida.

E por falar em revival do final dos anos 80, outro trailer que apareceu foi o de The Wrestler, o novo do Aronofsky, que recauchuta a carreira de Mickey Rourke. Parece bom, mesmo com elogios da crítica cinematográfica.

Falei no Burton e esqueci de comentar, vocês viram a primeira foto de Johnny Depp como o Chapeleiro Louco do novo Alice?

E por falar nos filmes que eu vi nessas minhas férias, o novo 007 é até OK, mas parece um “Bourne na América Latina”, como alguém já disse (embora o Craig ainda esteja longe de parecer o personagem original – mas a Bond girl, a Olga Kurylenko, é gata, dizaê):

O Rock’n'Rolla do Guy Ritchie é melhor que a encomenda (e é o primeiro de uma trilogia – rá!) e o Toby Kebell (que faz o empresário do Joy Division no Control) mata a pau. O espanhol [REC] é cinema montanha-russa, um pequeno Cloverfield ambiente num prédio (tente não ler nada sobre o filme ou seu remake antes de assisti-lo e o faça no cinema, um filme desses em casa é vacilo). Olha as reações do público, pra ter uma idéia do tipo de filme.

É um filmaço pra assistir rindo o tempo todo, enquanto se toma uns sustos bem dos previsíveis – foda-se, cinema, pra mim, é diversão e ponto. Outro que também mata a pau nesse sentido é o novo dos Coen, Queime Depois de Ler (quando é que estréia mesmo no Brasil?), que tem uma grande atuação do Brad Pitt, um cara que só atua bem quando faz papel de mongol.

Teve ainda a versão paulistana do Goiânia Noise Festival, o SP Noise – só consegui ir no segundo dia, quando tiveram shows do Helmet (que só valeu por “Unsung”, Vaselines – que foi massa – e Black Lips – roque!).


Vaselines – “Sex Sux (Amen)”


Helmet – “Unsung”


Black Lips – “Hippie Hippie Hoorah”

No mesmo dia inda teve Duran Duran na Via Funchal – eu até queria ter ido (dá uma sacada nos setlist dos caras e perceba: só HIT). Mas fora isso, o Banco do Brasil comprou a Nossa Caixa e virou o segundo maior banco do país, Michael Jackson virou muçulmano, o parlamento da Rússia aprova ampliação do mandato presidencial para 6 anos, Globo adapta Dom Casmurro, o Vaticano perdoa os Beatles, o casamento de Amy Winehouse chega ao fim, o Pedro Cardoso perdeu a noção e o inferno congela. Tudo rumo a um bom 2012, como previsto.

Fora a volta da lambada, via João Brasil. Foi a vez do mito entortar “Left Behind” a pedido do próprio Adriano, que, sem pestanejar, tascou um “BEST REMIX EVER” em cima do resultado:

E eu curti esse formato de post, creio que vou adotar: em vez de escrever posts rápidos sobre assuntos diferentes, vou juntar vários destes comentários num mesmo texto, às vezes acrescentando informações no decorrer do dia.

Agora voltamos à nossa programação normal.

PS – Cariocas: Gente Bonita no Cine Claro, sábado que vem. Bora lá, hein!

Comente

Kevin Smith já assistiu Watchmen

Vi no Hector que o Kevin Smith blogou no MySpace dele sobre ter assistido ao aguardado filme (vou usar até a tradução do popscenester):

Eu vi “Watchmen.” É impressionante pra caralho. O Acordo de Confidencialidade que assinei me impede de falar muito, mas posso soltar o seguinte com completo entusiasmo orgásmico: Snyder e Cia. conseguiram. Lembra da sensação de assistir a “Sin City” na tela grande e ter a cabeça explodida pelo fato de a adaptação ser tão fiel ao material original, tanto em termos de conteúdo como visual? Multiplica por três, e você vai chegar perto do que é assistir a “Watchmen”. Até o Alan Moore pode ser surpreendido por como ficou próximo do álbum. Março ainda está longe demais.

Tá certo que o Kevin Smith é o fanboy encarnado – e não duvide se ele for fãzoca inclusive do Snyder… Mas, como ele disse, março ainda está longe…

1 Comentário

Três horas de Watchmen!

Fã é foda

Acredite: o problema são sempre os fãs. Agora eles fizeram uma petição online para exigir que Watchmen tenha três horas de duração, com toda aquela ladainha sobre como o quadrinho é complexo e como doze edições de uma minissérie cheia de camadas e histórias paralelas, etc. Neguinho esquece como isso tem se tornado regra no cinemão americano desde Pulp Fiction. Mas a pergunta procede: vale transformar um filme de super-herói em um quebra-cabeças psicológico? “O Cidadão Kane dos quadrinhos” não é exatamente isso por funcionar no quadrinho?

Sou do tempo em que a adaptação de Watchmen para os cinema era objeto de pura especulação e rumores exagerados. Passando por diretores como Terry Gilliam e Paul Greengrass, a história de Alan Moore e Dave Gibbons ganhava boatos de roteiros infilmáveis, versões com até seis horas de duração e edições com mais de um “volume”, no cinema. Mas ao ser domada por Zack Snyder, fã da série – e não um paraquedista de Hollywood -, o Watchmen no cinema tornou-se um filme palpável e plausível, desde a divulgação de seus primeiros cenários, suas roupas de super-herói e a recriação fidedigna de diversas cenas do quadrinho no primeiro trailer.

Por isso, retomar discussões sobre a natureza não-linear e multifacetada do quadrinho original pode desviar completamente a possibilidade de Watchmen ser um bom filme. Se o novo Batman já causou boa discussão sobre os temas cinema e seriedade (não escrevi sobre Dark Knight, né… Lembrei agora; acho que ainda dá tempo), imagina com quantas pedras virá a crítica séria ao ver que Watchmen se propõe a ser uma obra de arte…

O que nos leva para outra discussão, sobre filmes de super-herói. Estamos assistindo apenas à primeira fase de uma série de filmagens e refilmagens, adaptações e versões para alguns dos principais ícones do século vinte. Não duvide que daqui a uns dez anos – ou menos – outro diretor se dispuser a filmar a história do Batman, do Super-Homem, do Homem-Aranha… E, por que não, refilmar From Hell, Watchmen, V de Vingança…

Mas enquanto isso não chega (e imagina o que pode ser um Watchmen filmado daqui a dez anos – pra começar, em qual plataforma esse filme estrearia? Seria apenas um filme?), tomara que o Watchmen deixe todas suas camadas e densidade paralela para os extras do DVD. Se Snyder se concentrar em filmar a história principal de uma forma convincente e empolgante – a série de assassinatos que, ao mesmo tempo, conta a história do grupo sem nome (Watchmen só batiza a série) de super-heróis que mudam completamente os acontecimentos históricos modernos.

Acho que o fã deveria se contentar em saber se Snyder, como ele prometeu, vai manter o final apoteótico/apocalíptico e se os personagens principais (seis atores) serão fiéis aos quadrinhos. O resto – a história dos Minutemen, o seqüestro dos artistas, o quadrinho dos piratas – pode pesar demais para o espectador de primeira viagem e deixar o filme complicado demais (veja o pobre do Robert Downey Jr., que não entendeu o Batman :P).

Watchmen me parece melhor adaptada se pensada numa escala em médio prazo, a lógica que hoje predomina na TV americana e que, aos poucos, começa a entrar em Hollywood. Cada dois volumes da série podem conter um filme de uma hora e meia e não é difícil pensar seu lançamento como seis filmes lançados no decorrer de um ano – ou uma série especial com um filme de uma hora de duração por semana na televisão. E, aí sim, todas as micro-histórias e pequenos detalhes poderiam ser explorados – não apenas na tela principal, mas também em outras telas.

Uma primeira questão me parece resolvida: há uma trama paralela que é a história do Cargueiro Negro, uma história trágica de piratas em alto mar que é lida por um mero figurante da história, mas cuja história, em quadrinhos, acompanha os desdobramentos da narrativa principal. Num mundo em que super-heróis são reais, quadrinhos sobre eles não fazem tanto sucesso quanto outros gêneros – e Alan Moore cogita quadrinhos de pirata como os principais hits das bancas de jornal. E a história do Cargueiro Negro acompanha a saga de Ozymandias, Comediante, Rorscharch, Dr. Manhattan, Silk Spectre e o Coruja como um contraponto poético proposto por seus atores. Mas uma vez que Watchmen não é mais um quadrinho – e sim um filme -, essa história aconteceria em um gibi? Como vejo, seria uma oportunidade de colocar o leitor como figurante da história, ao “ler” (no caso, assistir) o filme da história paralela ao mesmo tempo em que a história principal se desdobra em série.

Mas ter que inclui-la – e o Cargueiro é apenas uma das histórias paralelas de Watchmen, há várias outras – em um filme que deve ser digerido em uma só sentada é exigir demais do público. Talvez o truque seja esse: fazer com que a audiência se deslumbre com a história central ao mesmo tempo em que se perca nas paralelas, e precise de algumas outras sessões no cinema para digerir tudo melhor. Mas isso é contar com o ovo no rabo da galinha. Watchmen vai fazer sucesso, isso é claro. A questão é se vai atingir além dos fãs ou não. Pregar pro convertido é fácil.

1 Comentário