• Mahmundi, “Sentimento”

    Clipe novo da Mahmundia (que bem podia soltar a demo dessa música, tava bem massa).

  • Tom Gangue, “Pra Praticar” (EP, 2015)

    Rock suburbano, do jeitinho que tem feito muita falta no Rio.

  • Strausz, “Right Hand Of Love” (feat. Jacob Perlmutter & Brent Arnold)

    Menino Diogo com clipe novo.

  • Nepal, “Warm up Chet Faker” (mixtape)

    foto: I Hate Flash

    O Nepal colocou pra jogo o set que ele fez antes do show do Chet Faker no Rio.

  • Tricky feat. Mallu Magalhães, “Something In The Way”

    É isso aí mesmo que você leu: Tricky com participação da Mallu, gravado pra promover a turnê do inglês pelo Brasil. E ficou bonzão.

  • Transcultura #160: Natalie Prass // Jungle

    Texto da semana passada para “Transcultura”, coluna que publico todas as sextas no jornal O Globo.

    Fossa indie
    Arranjos grandiosos e letras sobre desilusões amorosas marcam a estreia da cantora americana
    por Bruno Natal

    Normalmente, o disco de uma cantora é dominado pela voz da mesma, ainda mais um que carrega o nome da própria no título. Embora as composições e o canto da americana Natalie Prass sejam o centro das atenções, são as luxuosas cordas e os metais que roubam a cena em seu homônimo disco de estreia. Os arranjos amplificam a voz delicada, quase vulnerável, complementando a interpretação.

    Grandiosos, eles foram executados por mais de 30 músicos no estúdio do selo Spacebomb, na Virgínia, onde o disco foi gravado. Ao vivo, como nos shows que ela fez nesta semana no festival SxSW, em Austin, no Texas, a formação da banda tem bateria, baixo e guitarras, uma delas tocada por Natalie.

    — Foi um desafio não ter as cordas quando montamos o quarteto, porque definitivamente não havia orçamento para trazer uma orquestra pro palco — explica Natalie, após a primeira dessas apresentações, no pequenino e abarrotado Cheer Up Charlies. — Os arranjos se tornaram uma parte central das músicas, então foi divertido transferir as partes do cello para o baixo e dos metais para guitarra.

    Outro destaque importante na sonoridade do disco, o teclado Wurlitzer deu defeito na passagem de som e não pôde ser utilizado, tornando o show mais curto. Ainda assim, se tivesse funcionado, teria sido tocado pela própria Natalie, se revezando entre as teclas e a guitarra.

    — Um dia espero ter um tecladista fixo na banda. Estávamos em turnê com o Ryan Adams por um mês e o tecladista dele, que também gravou no disco, tocou nos shows, e fez muita diferença.

    A voz de Natalie já gerou comparações com Janet Jackson, por conta da versão de “Any time, any place” (gravada pela irmã de Michael Jackson no álbum “Janet”, de 1993). Outra versão curiosa no show foi “She’s like the wind”, originalmente interpretada por Patrick Swayze no filme “Dirty dancing”.

    Com influências de soul, r&b e country, o independente “Natalie Prass” traz letras sobre os dramas do amor, dores de cotovelo, corações partidos etc. Da desilusão da abertura com “My baby don’t understand me” ao encerramento no estilo princesa da Disney de “It is you”, Natalie fala de triângulos amorosos (“Christy”), falta de confiança (“Why don’t you believe in me”) e de paixões inescusáveis (“Bird of prey”).

    Produzido por Matthew E. White, que também assina os arranjos, e Trey Pollard , o disco estava pronto desde 2012 e só agora a autora, de 28 anos, pôde ver o trabalho lançado. O motivo do atraso foi o inesperado sucesso, naquele ano, do primeiro lançamento do selo, o disco “Big inner”, de White, que consumiu boa parte do tempo do Spacebomb, do qual ele é dono.

    Natalie e White se conhecem desde os tempos de colégio, nas praias de Virginia Beach, quando tocaram em algumas bandas de rock juntos. O reencontro se deu em Nashville, para onde Natalie se mudou após não conseguir se adaptar a Boston, onde passou um ano estudando no Berklee College of Music. Enquanto seu disco não ia para a rua, ela excursionou com a compositora e atriz Jenny Lewis e gravou mais dois discos, ainda sem previsão de lançamento.

    — Não sei vou lançar esses discos, talvez algumas músicas avulsas. Duke Ellington queimava suas partituras. Não sei se essas músicas têm um lugar no mundo, mas fico feliz de tê-las composto — diz ela.

    Tchequirau

    Uma das bandas mais elogiadas da atual temporada de shows, o Jungle fez uma versão do hit do Mark Ronson com participação de Bruno Mars, “Uptown Funk”.

  • Lançamento: Lila, “Strobo” (2015)

    foto: Rogério von Kruger/divulgação

    Acompanhei o projeto desse EP bem de perto e é muito legal lançar a primeira música da carreira solo da Eliza Lacerda (do bloco Fogo e Paixão e do Quarteto Primo), agora atendendo apenas por Lila. E assim o volume de lançamentos exclusivos do URBe só faz crescer, muito legal essa vida de selo.

    Como de costume, deixa a própria Lila apresentar a música:

    “O meu EP (que lanço muito em breve!) foi uma pequena aventura pra dentro e fora de mim. A primeira pessoa que chamei pra ser meu parceiro nessa empreitada foi o Pedro Garcia, que muita gente conhece como Cartiê Bressão e um dos criadores do Queremos!, mas que vai muito além disso. Um cara criativo e musical que assinou a direção artística de todo o projeto.

    “Chamamos o incrível o Lucas Vasconcellos pra produzir. Artista sensível e generoso que entrou como co‐autor de duas músicas e assinou a produção musical junto com o Iky Castilho, produtor de hip hop talentoso que veio com gás no final do processo e modificou tudo pra melhor.

    “Na hora de gravar, fomos pra uma casa de praia no litoral do Rio com um verdadeiro estúdio montado pelo Henrique Vilhena e Bruno Giorgio. Passamos quatro dias lá com músicos da pesada (Thomas Harres e Matheus von Kruger, além do Lucas é claro) e colocamos o disco em pé. Aliás, recomendo a experiência de viver a gravação fora do ambiente impessoal do estúdio. A vibe boa imprime no som. Pode ter certeza!

    “As músicas que escolhi foram se apresentando uma a uma durante o processo, vindo de vários compositores: Domênico Lancellotti, Alberto Continentino, João Bernardo, André Carvalho, Miguel Jorge, Piero Grandi, Pedro Rocha e duas delas são parcerias que fiz com o Lucas Vasconcellos e Matheus von Kruger. Aliás, esta que vocês estão ouvindo é a primeira delas: Strobo. Nasceu da célula ritmica de uma música do África Bambata e virou essa sequência de palavras/imagens.

    “A parte da capa ficou por conta do Filipe Raposo e Raquel Wymann, um casal mais que especial que soube transformar toda essa viagem sonora em visual.”

    Ouça a primeira música do EP, “Strobo”, mais um lançamento exclusivo do URBe:

/ URBe
por Bruno Natal

Cultura digital, música, urbanidades, documentários e jornalismo.
Não foi exatamente assim que começou, lá em 2003, e ainda deve mudar muito. A graça é essa.

falaurbe [@] gmail.com
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