Enquanto os relatos da viagem não pintam por aqui (tá vindo, prometo), resolvi adiantar esse registro.
Durante um passeio noturno pelas ruas de Hanóis, topei com essa lojinha vendendo antigos cartazes de propaganda política do Vietnã. Entre as muitas reproduções, eles dizem que também tem originais.
De qualquer maneira, no Vietnã socialista não é necessário ir a uma loja de antiguidades para ver ícones comunistas. Pelas ruas há centenas de cartazes contemporâneos espalhados, além de monumentos como o mausoléu do Ho Chi Minh e o museu dedicado ao pai do comunismo no país.
Abaixo alguns pôsters a venda na loja e fotos dos atuais.

imagem tungada daqui
O guia para uma boa asssessoria de imprensa online escrito por Lindsay Robertson é indispensável para quem trabalha em qualquer uma das pontas do ramo.
O tópico “escolha oito saites” foi destacado no saite Kottke e interessa a todos que trabalham com mídias digitais. Nelem Lindsay fala do método de trabalho de uma assessora de imprensa que conquistou o seu respeito:
“Ela escolheu oito blogues que cobriam o assunto relacionado ao seu cliente, TV, que ela gostava num nível pessoal e lia religiosamente, enviando para seus editores apenas conteúdo que ela imagina que fosse os interessar. Enquanto o resto do assessores de imprensa da companhia em que ela trabalhava estavam mandando e-mails para listas enormes na esperança de conseguir um espaço no Perez Hilton, Gawker, HuffPo ou onde fosse, essa assessora focava no segmento de saites com baixo tráfego, entendendo (corretamente) que hoje em dia conteúdo vem de baixo pra cima tanto quando de cima pra baixo e que regularmente saites menores, com sua habilidade de vasculhar mais fundo na rede e de maneira mais ágil, agem como fazendeiros para os saites grandes. Um saite pode ser muito influente sem necessariamente ter um número de acesso gigantesco, porque nem todo par de olhos são iguais.”
Bingo.
Finalmente apareceu o primeiro clipe do “Sem Nostalgia”, do Lucas Santtana. Dirigido por Emílio Domingos e Gregório Mariz, “Cira, Regina e Nana” foi a música escolhida.
Thom Yorke, “The Eraser” (XXXChange Remix)
Via Tecla.
Gorillaz - “Stylo” (ft. Mos Def and Bobby Womack)
Via Move That Juke Box.
Produtor americano radicado no Brasil e chegado no ghetto tech, Maga Bo soltou “Outras Terras”, mixtape cheia de remixes e produções próprias. Vai que é quente.
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1. “Ê Boi (Maga Bo Remix)” - Coco Raízes de Arcoverde
2. “E Daí feat. Speed Freaks” - Sonar Calibrado
3. “B’tallah (Maga Bo Remix)” - Filastine
4. “Alesh feat. Jawad” - Sonar Calibrado (Filastine and Maga Bo)
5. “Longa Nahawand feat. Mohammed Issa Matona” - Maga Bo
6. “Se Liga feat. Mario Z” - Sonar Calibrado (Maga and Filastine)
7. “Boucan (Maga Bo Remix of Dr. Das Bhajni Ragga Remix))” - Pitcho
8. “Aunty Adoley (Maga Bo vs. Sabo Remix)” - X-Pensive Nframa
9. “Maga Traz a Lenha feat. Jahdan Blakkamoore” - Maga Bo
10. “El Critica (Maga Bo Remix)” - Petrona Martinez
11. “Kizomba; A Festa das Raças feat. BNegão” - Maga Bo
12. “Alleyways” - Fletcher Meets Maga Bo feat. Neon Don
13. “Ransom (Pacheko Remix)” - Maga Bo
14. “Earthshaking” - Jahdan Blakkamoore
15. “Nqayi feat. Teba” - Maga Bo
16. “Wha La La Leng feat. Face-T (Maga Bo Remix) - Poirier
17. “La Paix feat. Xuman” - Maga Bo
18. “Rise Again feat. Abena Koomson” - Jahdan Blakkamoore
Produzida por Tricky Stewart (responsável por “Put a Ring On It”, da Beyoncé, “Umbrella”, da Rihanna) e The-Dream, “Gangsta Luv”, é comprova que Soop Dogg opera num nível acima de todos os rappers - ainda que nos últimos anos ele só produza uma bomba atômica dessas por disco.
Primeira música do disco “Malice n Wonderland”, só fui ouvir esse ano, numa loja de tênis em Paris. O que nos traz a pergunta: por que loja de tênis, em qualquer lugar do mundo, sempre toca hip hop?
Em março o disco será relançado com o título “More Malice: Deluxe Album & Movie”. Assiste o clipe e imagina o clássico do cinema que vem por aí.
Um dos artistas de reggae que mais lança discos — já foram mais de 40 — Sizzla abre 2010 botando “Crucial Times” pra rodar.
Vi no Serjão.
Haiti pós terremoto
A idéia da No Comment TV é tão simples, mas tão simples, que beira a cretinice: transmitir notícias sem nenhum comentário, apenas uma edição de imagens dos principais acontecimentos do mundo.
Assisti por acaso algumas inserções, transmitidas pela Euronews, quando estava viajando pela Ásia. O efeito é sensacional, faz qualquer um se dar conta imediatamente do blá blá excessivo dos telejornais.
Antes e depois. Revelar a verdade, essa é a missão do Photoshop Miracle.
O espaço é colaborativo, se você conhecer algum milagre, é só enviar que será publicado.
Para fazer um clipe de divulgação da música “Shine, Levine”, o carioca Mario Maria simplificou o processo. Chamou os amigos para uma festinha em casa, usou o computador como saída de áudio e câmera, gravou um plano sequência da transmissão pelo ustream.tv e pronto, taí o clipe.
Típico exemplo da maneira com que a música independente circula hoje em dia, grande parte em forma de rascunhos, divulgadas antes de finalizadas. Vivemos num grande ensaio aberto. Ao mesmo tempo que a baixa qualidade pode prejudicar o resultado final, gera também curiosidade.
Ou vai dizer que esse assobiozinho não grudou na sua cabeça?
I Blame Coco – “Caesar (ft. Robyn)” (Miike Snow remix)
Via INMWT.
Ação engraçada bolada para uma cerveja argentina, uma ajudinha high tech para o caô da mandado da mesa de bar.
Bem bacana o curta “Hobo Clown”, de Allison Schulnik, a mesma do clipe de “Ready, Able”, do Grizzly Bear, que também assina a trilha do filme.
Por enquanto com apenas uma grande música na conta, “Lies”, o Fenech Soler vai esticando as asas pra conquistar seu espaço. Além de liberar o remix do seu hit, “Lies” (Phantom’s Revenge Remix), participam da nova música do Groove Armada, “Paper Romance”.
Fica aberta de hoje a de 4 de abril a exposição Ocupação Chico Science, no espaço Itaú Cultural, em São Paulo. Com objetos pessoais, fotos, vídeos e músicas, a mostra recria o ambiente onde viveu o músico pernambucano.
Para os de fora da cidade, resta o hotsite com . Melhor do que nada.
Eis um assunto pop que pipoca em toda parte e nunca foi sequer mencionado aqui no URBe: “Lost”. O motivo, óbvio, é que não acompanho o seriado.
Pode botar a culpa no trauma causado pela trilogia “Matrix”. Lembro de sair de “Matrix Reloaded” (segundo da série) achando bem ruim. Porém, no papo com amigos depois da sessão, tantas possibilidades foram levantadas sobre as pontas desamarradas que a conclusão prometia ser arrebatadora.
Minha impressão inicial mudou. O “Reloaded” não era isso tudo apenas porque o “Revolutions” (o terceiro filme) ainda não havia sido lançado para responder tantas perguntas. Foram seis longos meses de espera e especulação até o lançamento da última parte.
A expectativa em relação a conclusão da saga de Neo só não foi maior que a decepção causada pela bomba “Matrix Revolutions”. Foi triste constatar que nenhuma das brilhantes possibilidades da trilogia haviam sido exploradas. Terminou de maneira patética, com aquele céu alaranjado cafona que só.
Voltando ao “Lost”, assisti os seis primeiros episódios quando estreiou. Tive certeza que o troço ia ficar confuso além do que a paciência permitiria para tentar decifrar tantas charadas. Era o mistério pelo mistério, muitas perguntas e pouquíssimas respostas (o que, parece, só foi mudar na 5a temporada). Deu preguiça.
Entretanto, se algo positivo ficou da experiência “Matrix” foi a sensação de que apenas quem estivesse acompanhando a trilogia naquele momento poderia esperimentar esse vácuo de informações. Após concluída, as respostas estariam há apenas um DVD de distância.
Hoje os fãs de “Lost” vivem um momento similar, aguardando ansiosamente o desenrolar da sexta e última temporada que estreiou nessa terça, na esperança de que tantas questões serão finalmente explicadas. Mesmo pra quem não assiste, é praticamente impossível desviar do assunto “temporada finald e Lost”.
Apesar de ser sempre possível reassistir a série inteira, após concluída o segredo da ilha estará a dois cliques de distância. Não terá a mesma emoção de agora.
Então, mesmo que não tenha tanta graça, quem não tiver tempo de assistir os quase 100 episódios das cinco primeiras temporadas (e quem tem?), pode se atualizar através de resumos como o do vídeo acima ou mais completos, como o especial de uma hora exibido na TV americana.
Pelo menos, nessa temporada, respostas estão a caminho.
Que ano o Phoenix vem tendo desde o lançamento do melhor disco de 2009, “Wolfgang Amadeus Phoenix”.
Eleitos os artistas do ano no Hype Machine, os franceses Tocaram no Saturday Night Live, fizeram coletânea pra Kitsuné e falaram dos seus artistas favoritos, gravaram vídeos por Paris, fizeram shows especiais em estúdios de rádios, lançaram um disco oficial de remixes, foram remixados por uma outra penca de produtores, apresentaram-se no Central Park…
O que mais podia faltar, você pode perguntar. Acertou quem lembrou do famigerado acústico. Não mais. Gravado num show em Hamburgo, o EP não-oficial “Live & Unplugged” preenche essa lacuna.
Vai saber o que mais vem da banda por aí. Tomara que um próximo disco a altura desse último.
Dica do Antológico.
Resumindo bastante, o Ubizu é uma rede social focada em dicas de noitada no Rio e em São Paulo, uma maneira de saber em tempo real qual é a boa.
Por e-mail, um dos criadores da ferramenta Nathaniel Leclery, da produtora 99, explica melhor:
“Achávamos que as redes sociais estavam ficando dispersas e confusas e que seria útil, ter um lugar só focado na noite, que é um universo à parte que às vezes não se encaixa tão bem dentro do Facebook ou do Twitter. Então no Ubizu não tem quiz, foto de cachorro, FarmVille, só tem informação relevante na hora de sair, que te ajuda a saber o que está rolando, onde estão seus amigos, onde estão os malas, onde tem fila na porta, onde está vazio… Basicamente um bando de informações para te ajudar a fugir das roubadas.”

Lista são sempre polêmicas e geram discussão. A do Hype Machine no entanto é interessante porque não se baseia na opinião de uma redação ou gosto pessoal. Um dos principais agregadores de blogues musicais da rede, a Music Blog Zeitgeist é feita a partir dos dados coletados no tráfego do próprio saite, como buscas, links, etc.
São três categorias, artistas, discos e músicas. O Phoenix faturou melhor artista e o Animal Collective teve melhor álbum com o seu “Merriweather Post Pavilion”.
A relação de músicas não obedece uma ordem e o remix dos brasileiros do The Twelves para “I’m Not Gonna Teach Your Boyfriend How To Dance With You” esta lá.
O saite ainda convidou um ilustrador pra criar uma peça para cada um dos 50 artistas da lista. Fino.
Dirigido por Marcus Söderlund, taí o clipe oficial de “VCR”, do The xx. De quebra, um remix do Matthew Dear pra mesma música.
Via Pitchfork.
João Brasil continua mandando notícias de sua vida em Londres. Entre o mestrado, apresentações de Amsterdã a Berlim, a lenda encontrou tempo para um projeto ambicioso.
O nome é auto-explicativo: 365 Mashups, um por dia durante todo 2010. Passado o primeiro mês, João está mantendo a promessa.
Tem de tudo, colagens musicais de rap com música brasileira, Beatles com funk e sátiras, como as misturas da apresentação do Steve Jobs com Rage Against the Machine e Lady Gaga ou da mamada Darth Vader da Tessália do BBB ao som de Glen Gould.
Bolete mine
The Beatles X Mc Colibri
Vampire Weekend X Paralamas do Sucesso
Glenn Gould X Tessália

Dentro do projeto principal nascem outros paralelos. Os mashups do “Black Album” do Jay Z com músicas brasileiras viraram o disco “Black Album Brasil”.
O URBe está concorrendo na categoria melhor blogue no Best Brasil 2010, promovido pela DJ Mag Brasil. A seleção está bem bacana, vale a pena conferir a lista só pra conhecer novos nomes.
O sueco Andy Grier, do Thieves Like Us, pede pra avisar que a banda está querendo “ficar grande no Brasil” e por isso liberou essa boa “Never Known Love” pra rapaziada.
De volta da férias, 2010 finalmente começa no URBe.
Hoje ainda vai ser um pouco devagar, até por conta do fuso horário que não foi pouca coisa não.
Ao longo da semana vou esquentando, deixando alguns relatos da viagem e dos países visitados, novidades musicais e aquilo tudo que você tanto gosta de ler por aqui.
Pra começar, fica com essa que soube pelo twitter de gente confiável, mas que deletou a notícia logo depois de publicada: um dos principais festivais de música do país voltará ao calendário.
Feliz ano novo!
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