30 de novembro de 2006 às 11h08
Deixando pra lá

Durante os anos 90, Kelly Slater indiscutivelmente dominou as competições, vencendo o título mundial seis vezes (1992, 1994, 1995, 1996, 1997 e 1998) e tornando-se o maior colecionador de canecos do surfe em todos os tempos.
Cansado de ganhar, em 1999 o surfista resolveu dar um tempo. Tinha perdido a graça.
Em 2002, Kelly voltou ao circuito motivado a recuperar sua coroa, mas teve que assistir a nova promessa Andy Irons ser campeão por três anos consecutivos.
Slater chegou a terminar 2003 em segundo lugar na classificação geral, perdendo o título justamente para Irons, na última bateria da última etapa do ano, no Havaí. Desolado, Kelly Slater passou 2004 em branco, tentando se recuperar da derrota.

Em 2005, Slater conseguiu realizar o que muitos consideravam impossível (não se trata de pegar Gisele Bundchen depois de ficar careca) e, aos 33 anos, conquistou o hepta campeonato.
Com uma linguagem enxuta, utilizando apenas entrevistas, imagens das ondas e dos bastidores dos campeonatos, o documentário “Letting go…”, sem maiores firulas, conta a história desse ano espetacular.
A cena de Kelly, eliminado da etapa brasileira, assistindo a derrota de Andy Irons para Nathan Hedge em Florianópolis das arquibancadas e, com isso, comemorando o título por antecipação, é imperdível.
O que ninguém imaginava é que, em 2006, Kelly Slater faria tudo de novo e se sagraria campeão mundial pela oitava vez.
Em vez de tornar o filme datado, esse fato só o tornou ainda mais interessante, provando que Slater consegue superar as mais absurdas expectativas. Mesmo quando todos acreditavam que ele havia chegado ao seu máximo.
A conquista foi comentada discretamente nos jornais brasileiros. Um dos maiores atletas da história, chegará o dia em que Slater terá o tratamento que merece também fora da mídia especializada.
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“Letting go” será exibido no Sportv em dezembro e está a venda nas bancas, encartado na revista Fluir, por R$ 14,90.
6 Comentários



Documentarista, jornalista, carioca, boto som mas não sou DJ e provavelmente passo tempo demais online.















30 de novembro de 2006 às 17h02
“não se trata de pegar Gisele Bundchen depois de ficar careca”
hahaha! bom pra caceta.
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30 de novembro de 2006 às 19h23
Assisti àqueles dois 10 na final em Teahupoo pelo Sportv ao vivo (com a imagem de internet).
Assim como eu, todos ficaram incrédulos com aquilo. Ninguém falava nada. Só conseguia balbuciar umas palavras, ou melhor projetos de palavras – onomatopéias, quem sabe.
Pro Slater deixo uma então: UAU!
Me lembro de quando te conheci, Bruninho! Eu era muleque a beça.
A gente ficava tirando foto com os surfistas lá no Barra Mares, em frente ao Alternativa!
Daquelas fotos tenho uma preciosa: Kelly Slater tinha acabado de ganhar seu primeiro título e eu consegui tirar uma foto com ele alguns minutos depois! Detalhe: dentro do prédio (a mania de furar os bloqueios é histórica! hahaha!).
Abs!
C.
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30 de novembro de 2006 às 21h40
fala cris,
esses dias encontrei um album de fotos do alternativa 94, com direito a foto de camisa do Megadeth com Slater (ainda cabeludo!) e também com Curren, em sua primeira visita ao Brasil.
vc ficou de me mandar aquela com todo mundo e até agora nada…
abs!
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1 de dezembro de 2006 às 10h44
Realmente o cara é foda! Isso é bom para servir de exemplo para muitas pessoas que desistem de seus objetivos no primeiro obstáculo. Ta ai uma prova viva que querer, muitas vezes, é poder!
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1 de dezembro de 2006 às 12h33
taí! vou procurar essas fotos!
Achei que já tivesse te enviado..
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Pingback por Ke11y | URBe
3 de novembro de 2011 às 0h11
[...] de fato competir com ele, Kelly Slater conquista seu 11º título mundial. E pensar que quando conquistou o 8º seu patrocinador ofereceu um bônus caso ele conquistasse o 10º (1 milhão de dólares por DOIS [...]